"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

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* e-mail: institutohelenagreco@gmail.com * facebook: Inst Helena Greco
REUNIÕES ABERTAS AOS SÁBADOS ÀS 16H - MILITÂNCIA DESDE 2003 ESPAÇO AUTOGESTIONÁRIO DESE 2005.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Nota da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG - 30 de Julho de 2014: 2º PROTESTO CONTRA AS PRISÕES DE MANIFETANTES!!! PELA LIBERTAÇÃO DXS PRESXS POLÍTICXS!!!,


 2º PROTESTO CONTRA AS PRISÕES DE MANIFETANTES!!!
 PELA LIBERTAÇÃO DXS PRESXS POLÍTICXS!!!

- Liberdade já! Pelo fim dos processos! Abaixo a repressão! Pela liberdade de manifestação e expressão! Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo trancamento de todas as ações penais contra presas e presos em manifestações!

- A Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG convoca todxs para este 2º Protesto contra as prisões de manifestantes[1], em posicionamento diante doAto nacional pela liberdade dos presos políticos! Protesto não é crime!’  
Nós, da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG, vimos a público para repudiar o Estado de exceção instalado no Brasil. Não podemos admitir que, criminalizados pelo falsamente chamado Estado democrático de direito, ativistas sejam perseguidos e presos e trabalhadores sejam demitidos por participarem de greves e manifestações. Jovens são acusados injustamente por “formação de quadrilha” pelo simples fato de se posicionarem contra a farra da FIFA no Brasil. Esta farra foi levada à frente com respaldo das grandes empresas e dos governos federal, estaduais e municipais.  Para os trabalhadores e o povo não houve ganhos na Copa. A repressão nas cidades-sede dos jogos contou com um aparato repressivo superior ao usado pela ditadura militar (1964-1985). Milhares de jovens, sobretudo negros, se tornaram alvos de revistas policiais vexatórias, enquanto as ruas viraram verdadeiras praças de guerra. Foi utilizada a tática bélica do cerco (“envelopamento”), o que deixou manifestantes cercados pela polícia durante horas.
Repudiamos com veemência a repressão e a criminalização das manifestações em todo país. Em Belo Horizonte, onze manifestantes foram detidos durante a Copa. A jornalista independente Karinny foi presa, espancada e torturada pela Polícia Militar por ter registrado a violência policial. Dois outros companheiros ficaram presos por mais de duas semanas.  Os três estão agora em liberdade vigiada usando as abomináveis tornozeleiras eletrônicas. Todos foram indiciados tal como os jovens detidos durante a Copa das Confederações (junho/2013) e as manifestações contra o 7 de setembro de 2013.  Em São Paulo, o estudante Fábio Hideki Harano, os professores Rafael Lusvargh e Jefte Rodrigues do Nascimento e João Antônio Alves de Souza continuam presos e já se tornaram réus.   O primeiro foi torturado na prisão.
No Rio de Janeiro, 23 manifestantes tornaram-se réus a partir de um inquérito que levou menos de duas horas para virar processo. Todos tiveram prisão preventiva decretada, revogada no dia 23/07/2014, após grande mobilização dos movimentos populares. Fábio Raposos e Caio Silva de Souza seguem presos, acusados de assassinato do cinegrafista que morreu atingido acidentalmente por um rojão durante manifestação no Rio de Janeiro.  Rafael Braga Silva, condenado a cinco anos de prisão – o único caso transitado em julgado – cumpre pena há um ano por portar material de limpeza.   O aparato jurídico atua para forjar provas contra manifestantes e reafirmar todo tipo de medidas arbitrárias contra a liberdade de manifestação, organização e expressão. Repudiamos toda a ofensiva reacionária de criminalização da Frente Independente Popular/FIP, do Rio de Janeiro, colocada como um dos alvos principais pelas polícias, pela mídia, pelo aparato jurídico e pelo governo. Fazemos a defesa intransigente da ativista da FIP/RJ Elisa Quadros Sanzi (a Sininho). Repudiamos a perseguição brutal que esta jovem vem sofrendo, nos moldes do fascismo do período da ditadura militar.

Trabalhadores metroviários de São Paulo lutam contra 42 demissões após greve por melhores condições de trabalho e de transporte para a população. Professores grevistas da rede estadual do Rio de Janeiro e da rede municipal de Belo Horizonte tiveram corte de salário, medida inconstitucional também usada contra os trabalhadores da USP, em greve há mais de um mês. Entidades estudantis são reprimidas, como o CAFCA da UFMG, invadido pela Polícia Militar por organizar manifestação contra o aumento das passagens. Quatro estudantes da UFMG correm o risco de serem jubilados por lutar contra o uso do campus como base militar durante a Copa. Centenas de dirigentes sindicais e camponeses vêm sendo perseguidos em todo o país. Rechaçamos todas as formas de criminalização dos movimentos sociais, a qual é adotada no Brasil como política de Estado.

Não aceitamos o domínio de (des)informação da imprensa burguesa que demoniza a luta e faz  caça às bruxas contra  manifestantes e movimentos sociais. O aparato midiático (Rede Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Estado de Minas etc) reproduz inquéritos policiais como se representassem a verdade absoluta, publica literalmente as versões policiais e militares, vilipendia manifestantes, defende exclusivamente os interesses dos ricos e poderosos que constituem a minoria responsável pela opressão e exploração da maioria da sociedade.

A Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG assume como princípio a luta combativa, classista e independente. Rechaçamos toda e qualquer medida que visa atrelar os movimentos sociais ao aparato estatal burguês.  Este atrelamento – de viés jurisdicista - tem sido a prática da Assembleia Popular Horizontal/APH de Belo Horizonte. Esta vende a ilusão de que seria possível resolver tudo exclusivamente por via institucional, através do comprometido aparato jurídico.  Desde 2013, a APH tem negociado e formado comissões com a polícia.  A ferocidade da repressão só tem recrudescido.  

Por tudo isso, a Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG vem, mais uma vez, à praça pública, em posicionamento diante do Ato nacional pela liberdade dos presos políticos! Protesto não é crime!’, convocado por entidades estudantis, sindicais e populares desde o Rio de Janeiro (Comitê Popular Contra o Estado de Exceção). Em Minas Gerais, reiteramos o chamado para a mais ampla luta contra a repressão, luta que deve ser travada com radicalidade e independência em relação à institucionalidade burguesa, ao Estado, aos patrões, aos governos – sem nenhum tipo de interlocução com aparato repressivo.   
     
 Abaixo a repressão! Pela liberdade de manifestação e expressão!

  • Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo fim dos processos! Pelo trancamento de todas as ações penais contra presas e presos em manifestações!
  • Pela libertação imediata das presas e dos presos políticos das jornadas de Junho/2013, das manifestações do 7 de setembro/2013 e das manifestações Anticopa/2014!
  • Reintegração imediata de todxs xs trabalhadorxs demitidos por fazerem greve!
·         Pelo fim da criminalização dos pobres! Pelo fim da criminalização da luta dos estudantes! Pelo fim da criminalização da luta dos trabalhadores da cidade, do campo e do movimento popular!
·         Pelo fim das torturas e das execuções! Pelo fim do genocídio dxs jovens negrxs, indígenas e pobres!
·         Abaixo as UPPs! Abaixo as invasões policiais e militares dos morros, universidades, ocupações e favelas!
·         Pelo fim do aparato repressivo! Pelo fim imediato das Guardas Municipais, da Polícia Militar, da polícia Civil e da Força Nacional de Segurança Pública! Fora as Forças Armadas!

 Pelo direito à Memória, à Verdade e à Justiça!

·         Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação: punição para os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar!
·         Pela abertura irrestrita dos arquivos da repressão! Pela erradicação da tortura!
·         Pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que condenou o Brasil a punir os responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos políticos ocorridos durante a ditadura militar!
·         Todo apoio às iniciativas dos trabalhadores e do movimento popular de construção de comissões independentes de memória, verdade e justiça!

 Pela luta independente, realizada pela 
classe trabalhadora e pelo movimento popular,
 em relação ao Estado, aos governos, aos patrões e à institucionalidade!

Belo Horizonte, 30 de julho de 2014

 FRENTE INDEPENDENTE 
PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA / FIMVJ-MG

           Desde 2012 
- frentemvj.blogspot.com.br       


[1] - Protesto contra as prisões de manifestantes!!! Pela libertação dxs presxs políticxs!!! – dia 30/07/2014, Pça sete, BH/MG;
- 1º Protesto contra as prisões de manifestantes!!! Pela libertação dxs presxs políticxs!!!  - ocorreu no dia 26/06/2014, em frente ao CERESP/CENTRO-SUL (antigo DOPS , centro de tortura da ditadura) - http://frentemvj.blogspot.com.br/2014/06/protesto-contra-as-prisoes-de.html  

domingo, 27 de julho de 2014

NOTA DE REPÚDIO À REPRESSÃO, ÀS PRISÕES POLÍTICAS E À CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS POPULARES - julho de 2014

Imagem: Manifestação dos Cem Mil, Anticopa , Jornadas de Junho 2013 - dia 26/06/2013, BH/MG. Foto/Arquivo: IHG
NOTA DE REPÚDIO À REPRESSÃO, ÀS PRISÕES POLÍTICAS
 E À CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS POPULARES

                Nós, do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania/BH, manifestamos, mais uma vez, o mais veemente repúdio ao Estado de exceção instalado no Brasil.  Tal Estado de exceção se consolidou sobretudo a partir dos chamados megaeventos – Copa das Confederações (junho 2013) e Copa do Mundo (junho de 2014).  Para garantir a grande farra da FIFA e do capital, o Estado intensificou sua guerra generalizada contra os pobres, os trabalhadores, a juventude e o movimento popular.   Nossas cidades foram transformadas em verdadeiras praças de guerra: durante a Copa do Mundo a Polícia Militar adotou sistematicamente, inclusive, a tática bélica do cerco (envelopamento), mobilizando todo o seu efetivo para impedir e reprimir manifestações.  É importante destacar que a ferocidade do aparato repressivo foi incrementada pelos equipamentos e treinamento fornecidos pelo Estado de Israel – parceiro preferencial do Estado brasileiro para compra de armamentos. Repudiamos esta parceria, assim como repudiamos o genocídio perpetrado por Israel contra o povo palestino, intensificado ainda mais nos últimos dias.

                Em Minas e no Brasil, Polícia Militar, Polícia Civil, Guardas Municipais, Forças Armadas, Força Nacional de Segurança Pública – juntamente com seus parceiros, o aparato jurídico e o aparato midiático - lançaram mão da totalidade do repertório de violência que têm à sua disposição para vigiar, monitorar, conter, prender, espancar, torturar e condenar manifestantes, trabalhadores em greve e moradores de favelas e comunidades da periferia. Os métodos da ditadura militar (1964-1985) têm sido utilizados, agora com a cobertura do pessimamente chamado Estado democrático de Direito (?), a partir da lógica da necessidade de eliminação dos inimigos internos. Tal Estado democrático de direito não é outra coisa senão o Estado penal. É evidente a reprodução da Doutrina de Segurança Nacional, ainda em vigor no ano do cinquentenário do golpe militar.  A doutrina da pacificação – cujo protótipo é constituído pelas Unidades de Polícia Pacificadora/UPPs -, a repressão desenfreada, a tortura, o extermínio, a ocultação de cadáveres, a mentira organizada continuam a ser adotados como política de Estado.  Trata-se do mesmo Estado que mantém interditados os arquivos da ditadura e que impede a punição dos torturadores e assassinos de opositores durante a ditadura militar e daqueles que cometem os mesmos crimes contra a humanidade nos dias de hoje. 

                Ao longo de 2013 e 2014, milhares de manifestantes sofreram revistas violentas indiscriminadas, foram espancados e atingidos por gás pimenta, bombas, balas de metal e de borracha. Muitos dos que foram presos apanharam e foram torturados nas dependências do Estado. Cerca de trinta pessoas – manifestantes e moradores de periferia - foram assassinadas pela repressão. Dezenas de operários foram mortos e sofreram acidentes de trabalho na construção dos estádios, arenas, viadutos e outras obras da FIFA.   Obras do Plano de Aceleração do Crescimento/PAC do governo federal, como Jirau e Belo Monte, foram ocupadas pelas Forças Armadas.  Há dezenas de trabalhadores da cidade e do campo desaparecidos e presos, estes últimos por lutarem contra o latifúndio, o qual matou milhares deles nos últimos vinte anos. Há ainda as demissões absolutamente inaceitáveis de 42 metroviários grevistas (São Paulo, junho/2014).

                Não podemos tolerar o intolerável: aos cinquenta anos do golpe militar, o Brasil continua a ser um país de presos políticos e de mortos e desaparecidos políticos.  Em Belo Horizonte, há um número indeterminado de jovens indiciados pelo fato de participarem das manifestações contra a Copa das Confederações e o 7 de setembro/2013.  Durante a Copa do Mundo, mais onze manifestantes foram detidos – entre eles, um adolescente.  A companheira Karinny foi espancada e torturada pela PM, permanecendo atrás das grades por dois dias por registrar a manifestação e a violência da repressão.  Dois outros companheiros ficaram presos por mais de duas semanas.  Os três encontram-se agora fora da prisão, mas foram indiciados e portam as abomináveis tornozeleiras eletrônicas.   Em São Paulo, o estudante Fábio Hideki Harano, os professores Rafael Lusvargh e Jefte Rodrigues do Nascimento e João Antônio Alves de Souza continuam presos e já se tornaram réus.   No Rio de Janeiro, 23 manifestantes se tornaram réus a partir de um inquérito – de mais de três mil páginas! –que levou menos de duas horas para virar processo.  Todos tiveram prisão preventiva decretada, a qual foi revogada somente no dia 23/07/2014, depois de muita pressão do movimento popular e dos mais diversos setores da sociedade.  Fábio Raposos e Caio Silva de Souza não foram libertados porque são responsabilizados pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão ao trabalhar sem equipamento de segurança na cobertura de uma manifestação em fevereiro deste ano.    Ainda no Rio, há o caso emblemático do único processo transitado em julgado: Rafael Braga Vieira, 25 anos, negro, coletor de materiais recicláveis - preso e condenado a cinco anos de prisão por portar produtos de limpeza.  É este exatamente o perfil daqueles que, no Brasil, são vítimas da política de Estado de encarceramento em massa – temos a quarta maior população carcerária do mundo.  É também o perfil daqueles que são mortos pela polícia todos os dias, a polícia que mais mata no mundo.

Não aceitamos definitivamente esta repressão, estas demissões, estes inquéritos, estes processos, estes indiciamentos, estas prisões, estas mortes.  Exigimos o fim das polícias e do aparato repressivo. Exigimos a libertação imediata de todos os presos políticos.  Exigimos o trancamento das ações penais e o fim dos indiciamentos e processos. Exigimos a readmissão dos grevistas demitidos.  Repudiamos com veemência o aparato jurídico que, no seu reacionarismo intransponível, tem instituído verdadeiros tribunais de exceção para indiciar sumariamente manifestantes e trabalhadores em luta.  Trata-se, também aqui, de reprodução dos métodos da ditadura militar: agentes infiltrados, escutas e grampos inclusive de conversas dos advogados com seus clientes; provas forjadas, testemunhas falsas. 

Repudiamos com igual veemência a imprensa burguesa que demoniza com alarde e histeria jovens manifestantes e movimentos sociais: um de seus alvos principais é a Frente Independente Popular/FIP, referência de combatividade na luta contra a repressão. Tal aparato midiático – Rede Globo, Folha de São Paulo, Diários Associados et caterva -tem no prontuário ampla folha de serviços prestados à ditadura militar e utiliza o mesmo procedimento de então ao constituir seus tribunais particulares : compila inquéritos policiais sem o menor escrúpulo; publica sem criticidade apenas as versões policiais e militares; vocifera contra as lutas populares; defende com unhas e dentes  a propriedade e o capital.  Trata-se, afinal de contas, de instrumento histórico da repressão e do Estado burguês.

Institucionaliza-se, assim, a criminalização dos movimentos sociais. O aparato repressivo, o aparato jurídico e o aparato midiático se instrumentalizam cada vez mais para explorar e reprimir as lutas dos trabalhadores e do povo.  É evidente o aprofundamento do processo de fascistização do Estado e da política de seus gestores nas esferas executivas federal, estaduais e municipais. 

Apesar de toda esta situação de barbárie, em todo o país crescem as mobilizações em defesa dos presos políticos e da liberdade de manifestação e expressão.   Combater a opressão é princípio do qual os trabalhadores, a juventude e o povo não abrem mão, combate que só se efetiva na perspectiva da luta de classes.   Nós, do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, participamos desta luta.  Para realiza-la, demarcamos com setores do movimento – como a Assembleia Popular Horizontal/APH de Belo Horizonte – que acreditam que tudo pode ser resolvido pelo aparato jurídico, incorrendo no desvio do jurisdicismo.   Tais setores praticam a política de resultados estabelecendo diálogos, acordos e comissões conjuntas com o governo (Anastasia – PSDB) e com a polícia. A partir de atitudes pelegas, autoritárias e ultracentralizadoras, criminalizam os movimentos que mantêm a radicalidade, o classismo e a independência em relação ao Estado, aos governos, aos patrões e à institucionalidade.

Pela libertação imediata de todas(os) as(os) presas(os) políticas(os)!!!

Pelo trancamento de todas as ações penais contra manifestantes!!! Pelo fim de todos os indiciamentos e processos!!!

Abaixo a repressão!!! Pela liberdade de protesto, manifestação e expressão!!!

Abaixo a criminalização dos movimentos sociais!!! Protestemos contra a criminalização dos protestos!!!

Pelo desmantelamento do aparato repressivo!!! Pelo fim das polícias!!!

Belo Horizonte, julho/2014

 INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA

Imagem: no primeiro plano, em destaque,  arte-objeto de contestação"Slave 2014" feita por artistas anônimos, doada para o IHG. Abaixo, à direita, a abominável tornozeleira eletrônica. Montagem/Arquivo: IHG 
Imagem: Faixa da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça, da qual o IHG participa juntamente com vários outros movimentos, entidades, organizações, coletivos e indivíduos. Ato Anticopa, no dia 21/06/2014, em BH/MG. Foto/Arquivo: IHG
Imagem: Faixa da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça, da qual o IHG participa juntamente com vários outros movimentos, entidades, organizações, coletivos e indivíduos. Ato Anticopa, no dia 21/06/2014, em BH/MG. Foto/Arquivo: IHG
Imagem: Ato Anticopa, no dia 17/06/2014, em BH/MG. Foto/Arquivo: IHG
Imagem: Ato Anticopa, no dia 14/06/2014, em BH/MG. Cerco ('envelopamento') da Polícia Militar. Foto/Arquivo: IHG

sábado, 26 de julho de 2014

2º PROTESTO CONTRA AS PRISÕES DE MANIFESTANTES!!! PELA LIBERTAÇÃO DxS PRESxS POLÍTICxS!!!


2º PROTESTO CONTRA AS PRISÕES DE MANIFESTANTES!!!  

 PELA LIBERTAÇÃO DxS PRESxS POLÍTICxS!!! 

Quarta-feira, dia 30/07/2014, às 17h
Local : Praça Sete, Centro, Belo Horizonte/MG

Liberdade JÁ!!!
Pelo fim dos processos!!! 

Abaixo a repressão! Pela liberdade de manifestação e expressão!
Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo trancamento de todas as ações penais contra presas e presos em manifestações! 

A Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG convoca todxs para este 2º Protesto contra as prisões de manifestantes, em posicionamento diante do Ato nacional pela liberdade dos presos políticos! Protesto não é crime!

Evento em rede social da FIMVJ-MG:

domingo, 20 de julho de 2014

Reunião da FIMVJ-MG: Quinta-feira, às 18h30min.



















REUNIÃO DA FRENTE INDEPENDENTE 


PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA-MG

Quinta-feira, dia 24/07/2014, às 18h30min.
Local: IHG - Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza - BH/MG

Pauta:
- Avaliação das lutas Anticopa.
- A questão dxs presxs políticxs em Minas Gerais e no Brasil.
- 35 anos da lei de Anistia parcial (28 de agosto de 1979):a luta continua! 

Abaixo a repressão! Pela liberdade de manifestação e expressão!

- Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo fim dos processos! Pelo trancamento de todas as ações penais contra presas e presos em manifestações! 

- Pela libertação imediata de todxs xs presxs políticxs! 

Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG (FIMVJ)
http://frentemvj.blogspot.com.br/
Desde 2012

Acessem a divulgação no blog da FIMVJ-MG:
http://frentemvj.blogspot.com.br/2014/07/reuniao-da-fimvj-mg-quinta-feira-dia.html

Acessem a divulgação em rede social (perfil da  FIMVJ-MG):

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Protesto contra as prisões de manifestantes!!! 26/06/2014

REALIZADO O PROTESTO CONTRA AS PRISÕES DE MANIFESTANTES!!! PELA LIBERTAÇÃO DxS PRESxS POLÍTICxS!!!

O protesto foi realizado ontem,quinta-feira, dia 26/06/2014, às 17h, em frente ao CERESP/CENTRO-SUL (antigo DOPS - centro de tortura da ditadura). A concentração se deu no Monumento à resistência e à Luta pela Anistia em Minas Gerais (canteiro central da Av. Afonso Pena, em frente ao CERESP/CENTRO-SUL).

Dia 26 de junho/2014 foi Dia Internacional contra a tortura e 46 anos da  Passeata dos Cem mil - 1968/RJ.

O protesto foi convocado pela Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG para lutar contra a repressão, contra a criminalização dos protestos, contra a criminalização dos movimentos sociais e para exigir a libertação imediata dxs presxs políticxs. 

Foram homenageados os mortos e desaparecidos políticos da época da ditadura e os quatro companheiros mortos pela PM, em BH, em junho/2013: Douglas Henrique de Oliveira Souza, Luiz Felipe Aniceto de Almeida, Luís Estrela e Lucas Daniel Alcântara Lima. Foi denunciada a morte do menino Luís Felipe Rangel Bento, 3 anos, assassinado no morro da Quitanda (Rio de Janeiro) pela PM com tiro de fuzil no rosto.

No ato, houve a defesa da libertação imediata de Rafael Braga Vieira (preso no Rio de Janeiro) e de Rafael Marques Lusvarghi e Fábio Hideki Harano ( presos em São Paulo). Em São Paulo também houve manifestações pela libertação dxs presxs políticxs. 

Estiveram presentes indivíduos, coletivos, entidades e organizações que participam da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG e outros movimentos. 

Liberdade imediata para Calu e Igor!!! Liberdade imediata para Rafael Marques Lusvarghi e Fábio Hideki Harano!!! Liberdade imediata para Rafael Braga Vieira!!!

Toda solidariedade e à Karinny!!! 

Toda solidariedade aos familiares do menino Luís Felipe Rangel Bento e aos moradores do morro da Quitanda, onde aconteceu o assassinato. 

Abaixo a repressão! Pela liberdade de manifestação e expressão!

- Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo fim dos processos! Pelo trancamento de todas as ações penais contra presas e presos em manifestações!

- Pela libertação das presas e dos presos políticos das Jornadas de Junho/2013, das manifestações do 7 de setembro/2013 e das manifestações Anticopa /2014!

Belo Horizonte, 27 de junho de 2014
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - IHG


Leiam a nota da FIMVJ/MG (24/06/2014):
Abaixo: Fotos/arquivo - IHG




quarta-feira, 25 de junho de 2014

ABAIXO A REPRESSÃO! LIBERDADE IMEDIATA PARA OS MANIFESTANTES CALU E IGOR! TODA SOLIDARIEDADE À KARINNY, PRESA E ESPANCADA PELA PM! Nota da FIMVJ/MG - 24/06/2014


ABAIXO A REPRESSÃO! LIBERDADE IMEDIATA PARA 
OS MANIFESTANTES CALU E IGOR!
 TODA SOLIDARIEDADE À KARINNY, PRESA E ESPANCADA PELA PM!

            Nós, da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/FIMVJ-MG,viemos a público manifestar o mais veemente repúdio à repressão que tem se abatido sobre as manifestações anticopa em todo o país.  Em Belo Horizonte, a feroz repressão aos protestos do dia 12/06/2014 (abertura da Copa) e do dia 14/06/2014 (primeiro jogo em BH) constitui uma das maiores demonstrações do terror de Estado já vistas nesta capital. No dia 14/junho, o cerco à manifestação mobilizou cinco mil policiais militares, só no entorno da Praça Sete. A cidade foi transformada, mais uma vez, em praça de guerra e em território de exceção – propriedade da FIFA e do capital. Repressão selvagem, revistas truculentas indiscriminadas, espancamentos, balas de borracha a queima roupa, gás de pimenta nos olhos de pessoas já contidas foram práticas sistemáticas. Grande parte dos policiais, além de fortemente armados, portava câmeras em seus capacetes – muitos deles não portavam identificação.    Vários jovens – pelo simples fato de serem jovens – foram revistados até cinco vezes no mesmo dia e tiveram seus documentos fotografados pela polícia.   Em São Paulo, no dia 23/06/2014, a polícia deu início à verdadeira caçada de manifestantes do Movimento Passe Livre, acirrando o processo de criminalização do movimento.

            Em Belo Horizonte, onze manifestantes foram detidos – entre eles, um adolescente. Por estar registrando a manifestação e a repressão, a companheiraKarinny foi presa por dois dias e espancada pela Polícia Militar até perder a consciência.  A companheira Calu e o companheiro Igor continuam presos no CERESP/Centro Sul e no CERESP/Gameleira, respectivamente.  Exigimos a imediata libertação de Calu e Igor. Prestamos toda a solidariedade à Karinny.

            Lembramos ainda o terrível saldo das jornadas de junho-julho/2013 e da Copa/FIFA. Em todo o país, centenas de manifestantes foram indiciados por saírem às ruas para protestar; cerca de vinte pessoas foram mortas pela repressão.  O ajudante de pedreiro Amarildo Souza – assassinado pela UPP da Rocinha – Rio de Janeiro, continua desaparecido.  Também no Rio, Rafael Braga Vieira, 25 anos, negro, morador de rua, foi condenado e cumpre cinco anos de prisão por portar produtos de limpeza. Em Belo Horizonte e na região metropolitana, quatro jovens foram mortos pela repressão: Douglas Henrique de Oliveira Souza, Luiz Felipe Aniceto de Almeida, Luís Estrela e Lucas Daniel Alcântara Lima.   Destacamos que dezenas de operários foram mortos e sofreram acidentes de trabalho durante a construção dos estádios e arenas da FIFA. Da mesma forma, as obras do PAC – como Jirau e Belo Monte – foram militarizadas: há dezenas de trabalhadores desaparecidos e presos. Há ainda dezenas camponeses presos por lutarem contra o latifúndio que tem matado milhares deles ao longo das duas últimas décadas, no Brasil. Todas estas mortes constituem responsabilidade do governo federal (PT, PMDB, PCdoB) da presidente Dilma Rousseff, do governo estadual de Anastasia/Aécio, do governo municipal de Márcio Lacerda e demais governos estaduais e municipais.

 A militarização da cidade se mantém e quer se perpetuar. A escalada da repressão segue seu curso. Leis repressivas contra manifestantes se multiplicam: a Assembleia Legislativa de Minas Gerais acaba de aprovar, inclusive, lei que proíbe as máscaras, que constituem instrumento de defesa dos manifestantes. Fica cada vez mais evidente que vivemos sob um Estado de exceção permanente que reproduz e leva às máximas consequências os métodos da ditadura militar. É o mesmo Estado que mantém fechados os arquivos da repressão e que impede a responsabilização e punição dos torturadores e assassinos de opositores durante a ditadura militar – crimes de lesa humanidade, portanto inafiançáveis, imprescritíveis e inanistiáveis. Este Estado incorpora o totalitarismo do mercado e do capital, que tem na sua essência a repressão desenfreada, a criminalização da juventude, a guerra generalizada contra os pobres, contra as lutas dos trabalhadores e contra os movimentos sociais. São estes os princípios da doutrina de pacificação – tributária da Doutrina de Segurança Nacional - como política de Estado.  A polícia que reprime manifestantes mata pobre todo dia.  Aí estão três casos recentes, que tiveram maior visibilidade: a auxiliar de limpeza Cláudia Silva Ferreira, 38 anos, morta por policiais do 9º BPM e arrastada por sua viatura em Madureira-Rio de Janeiro, em 16/04/2014; o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira (DG) e o menino Mateus, assassinados pela UPP do Morro Pavão – Pavãozinho, Rio de Janeiro, em 22/04/2014.

A escalada da repressão, no entanto, não consegue conter a realização das manifestações: lutar contra a opressão é direito do qual os trabalhadores, a juventude e o povo não abrem mão. Em todo o Brasil são realizados protestos anticopa, minimizados pelo aparato midiático. Em junho/2014, estudantes da UFMG ocuparam a reitoria para impedir a militarização do campus, ocupado pelo aparato repressivo durante as jornadas de junho/2013. Além disso, houve aumento exponencial das greves de trabalhadores e das lutas estudantis em todo o país, também elas reprimidas com a selvageria típica do capital. Este tem à sua disposição o aparato midiático e o aparato policial-militar e jurídico.  Em São Paulo, quarenta e dois metroviários grevistas foram demitidos. Ainda em São Paulo, rodoviários grevistas também foram demitidos. Exigimos a readmissão imediata de todos os companheiros demitidos.

Somente a luta da classe trabalhadora, da juventude e do movimento popular terá condições de combater a exploração e opressão do Estado.  Esta batalha deve ser travada na perspectiva da luta de classes: com radicalidade e com independência em relação aos governos, ao Estado, aos patrões e à institucionalidade.  Demarcamos com setores do movimento – como o Comitê Popular dos Atingidos pela Copa/COPAC e a Assembleia Popular Horizontal/APH de BH/MG- que adotam práticas, autoritárias, oportunistas, jurisdicistas e pelegas.  Tais setores se deixam levar pela ilusão de que tudo pode ser resolvido somente através do aparato jurídico. Acreditam que pode haver interlocução com a institucionalidade – até com o governador Anastasia! Fazem acordo e formam comissão em conjunto com a polícia (desde 2013), esta polícia que trata manifestantes, trabalhadores, sem-teto, jovens e grevistas como inimigos internos a serem eliminados.  

LIBERDADE IMEDIATA PARA CALU E IGOR! 
TODA SOLIDARIEDADE À KARINNY!

 Abaixo a repressão! Pela liberdade de manifestação e expressão!
·                Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo fim dos processos! Pelo trancamento de todas as ações penais contra presas e presos em manifestações!
·                Pela libertação das presas e presos das Jornadas de Junho/2013, das manifestações do 7 de setembro/2013 e das manifestações  anticopa /2014!
·                Pelo fim da criminalização dos pobres! Pelo fim da criminalização da luta dos estudantes! Pelo fim da criminalização da luta dos trabalhadores da cidade, do campo e do movimento popular!
·             Pelo fim das torturas e das execuções! Pelo fim do genocídio dos jovens, negros, indígenas e pobres!  
·             Fora a FIFA!
 Pela luta independente, realizada pela classe trabalhadora e pelo movimento popular, em relação ao Estado, aos governos, aos patrões e à institucionalidade!
Belo Horizonte, 24 de junho de 2014

 FRENTE INDEPENDENTE 

PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA/ FIMVJ-MG
 frentemvj.blogspot.com.br

sexta-feira, 20 de junho de 2014

PROTESTO CONTRA AS PRISÕES DE MANIFESTANTES!!! PELA LIBERTAÇÃO DxS PRESxS POLÍTICxS!!!
























PROTESTO CONTRA  AS PRISÕES DE MANIFESTANTES!!! 

PELA LIBERTAÇÃO DxS PRESxS POLÍTICxS!!!

Quinta-feira, dia 26/06/2014, às 17h
LOCAL: em frente ao CERESP/CENTRO-SUL (antigo DOPS - centro de tortura da ditadura) 
Av. Afonso Pena, 2351, Funcionários - BH/MG 

Liberdade imediata para Calu e Igor!!!  

Toda solidariedade à Karinny, detida e espancada  pela Polícia Militar até perder a consciência!

Abaixo a repressão! Pela liberdade de manifestação e expressão!
   - Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo fim dos processos! Pelo trancamento de todas as ações penais contra presas e presos em manifestações!
 -  Pela libertação das presas e dos presos políticos das Jornadas de Junho/2013, das manifestações do 7 de setembro/2013 e das manifestações Anticopa /2014!