"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

RUA HERMILO ALVES , 290, SANTA TEREZA, CEP:31010070 - BH/MG - Ônibus : 9103, 9210, sc01; Metrô: Estação Sta Efigênia.
* e-mail: institutohelenagreco@gmail.com * facebook: Inst Helena Greco
REUNIÕES ABERTAS AOS SÁBADOS ÀS 16H - MILITÂNCIA DESDE 2003 ESPAÇO AUTOGESTIONÁRIO DESE 2005.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ENCONTRO INTERNACIONAL - ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DAS TRABALHADORAS E DOS TRABALHADORES, 150 Anos Depois

Imagem/FonteENCONTRO INTERNACIONAL - ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DAS TRABALHADORAS E DOS TRABALHADORES,150 Anos Depois (de 29/outubro a 03/novembro de 2014, Brasil). Programação completa http://ait150anos.wix.com/ait150anos
-Imagem: Programação UFMG (03 de novembro, em BH/MG)
AIT:150 ANOS

sábado, 20 de setembro de 2014

ATO NO SINTECT-MG EM SOLIDARIEDADE À CLEIDE DONÁRIA - 19/09/2014

ATO EM REPÚDIO À AGRESSÃO À COMPANHEIRA CLEIDE DONÁRIA!

O ato em repúdio à agressão à companheira Cleide Donária foi realizado nesta sexta-feira, dia 19/09/2014. Cleide foi espancada por um homem armado que atuou com a truculência típica de um policial. Além do espancamento, ele repetia aos gritos: "Dissolve a PM agora, sua prostituta, sua negra vagabunda!".

Este ato foi convocado pelo SINTECT-MG, SINDADOS-MG, Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, Coletivo de Negros João Cândido e PCO . O ato foi realizado no Auditório do SINTECT-MG. 

Compareceram várias organizações políticas, entidades de direitos humanos, movimentos sindicais e populares. 

Toda a solidariedade à companheira Cleide Donária!
Abaixo a repressão! Pela liberdade de expressão!
Pelo fim do aparato repressivo!
Pelo dissolução de todas as polícias!!!

19 de setembro de 2014
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - (IHG-BH/MG)
Fotos/Arquivo:IHG



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Toda a solidariedade à companheira Cleide Donária! Pelo fim da Polícia Militar e de todas as polícias! - 19/08/2014



Toda a solidariedade
 à companheira Cleide Donária!
Pelo fim da Polícia Militar e de todas as polícias!

            Nós, do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania-BH, manifestamos irrestrita solidariedade à companheira Cleide Donária, do Partido da Causa Operária/PCO.  No dia 15 de setembro, Cleide foi barbaramente agredida por um homem de cerca de 30 anos, armado, que atuou com a truculência própria de um agente policial. Este espancou Cleide, deu socos no seu estômago, atirou-a ao chão, cuspiu nela repetidas vezes enquanto a ofendia aos gritos: “Dissolve a PM agora, sua prostituta, sua negra vagabunda!”.
            
Cleide Donária participa ativamente da luta pelo fim da Polícia Militar e pelo desmantelamento do aparato repressivo.  Nós, do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, consideramos justa e legítima esta causa:  a Policia Militar brasileira é  a mais violenta do mundo - responsável pelo maior número de assassinatos entre todos os países do planeta.  A tortura continua a ser uma das instituições nacionais mais sólidas – a PM é uma das principais responsáveis pela sua consolidação.  A PM garante também a implementação das políticas de Estado que salvaguardam os interesses exclusivos da propriedade e do capital: a guerra generalizada contra os pobres; a política de encarceramento em massa; o genocídio institucionalizado de jovens, negros, indígenas e pobres; a criminalização das lutas dos estudantes, dos trabalhadores e do povo; a criminalização do dissenso.  No cinquentenário do golpe militar, o legado da ditadura (1964-1985) se efetiva a ponto de se banalizar.

O agressor da companheira Cleide Donária procurou atingí-la na sua condição de mulher, negra, trabalhadora e militante.  Não se trata, certamente, de fato isolado ou episódico.  Trata-se do aprofundamento da situação de barbárie em vigor no Brasil: são também seus componentes essenciais o racismo estrutural, a discriminação e o extermínio sistêmicos de mulheres, de negros e da comunidade LGBT.

Repudiamos com veemência esta situação de barbárie, da qual faz parte a agressão sofrida por Cleide.  Tal agressão atinge não só a companheira, mas todas e todos que lutam contra a exploração, a opressão e a repressão.  Reiteramos nossa solidariedade irrestrita à companheira Cleide Donária.

Belo Horizonte, 19 de setembro de 2014

INSTITUTO HELENA GRECO 
DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA – (IHG-BH/MG)


institutohelenagreco.blogspot.com.br

domingo, 14 de setembro de 2014

PALESTRA SOBRE A LUTA CONTRA A DITADURA - 11/09/2014


 Palestra sobre a luta contra a ditadura! 

Na manhã do dia 11 de setembro de 2014, no Sistema Piaget de Ensino-BH/MG, foi realizada palestra sobre a luta contra a ditadura(1964-1985) e sobre os 50 anos do golpe 1964.

Participaram as turmas dos 8º e 9º anos do ensino fundamental e vários professoras e professores.

A palestra foi proposta pela professora da escola Flávia Vale e foi ministrada por Heloísa Greco(Bizoca) que é membro do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - (IHG-BH/MG) e da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG.

Foi distribuído o Informativo da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG: Abaixo o golpe de 1964 - 50 anos! Abaixo a ditadura! Este informativo foi lançado no dia 1º de Abril de 2014.

Imagens: Fotos de Everton Estevam (Informática Piaget)




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

ATIVIDADE CONJUNTA DO COOPEN/BH & IHG - 05/09/2014



Imagem: professoras e estudantes em atividade conjunta do coopen e IHG. Foto/Arquivo:IHG




Atividade conjunta do COOPEN/BH & IHG 

Na manhã desta sexta-feira, dia 05/09/2014, o COOPEN/BH (Cooperativa de Ensino de Belo Horizonte/MG - Espaço Escola) e o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania realizaram atividade conjunta sobre a luta contra a ditadura militar(1964-1985) e a luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita. 

A atividade foi proposta pelas professoras do COOPEN/BH, 
que estiveram presentes. Participaram da atividade quarenta alunas e alunos do 5º, 6º, 7º,8º e 9º anos do ensino fundamental. 

Foram exibidos os documentários Arquivos Imperfeitos (2006), 
de Sávio Leite e 15 filhos (1996), de Maria Oliveira e Marta Nehring.

Após a exibição dos documentários, houve uma intervenção 
seguida de debates. Foram abordados a trajetória de lutas de Dona Helena Greco, a luta pela Anistia, a luta contra a ditadura e seus desdobramentos nos dias de hoje.





Imagem: professoras e 
estudantes em atividade 
conjunta do coopen e IHG. 
Foto/Arquivo:IHG










Imagem: estudantes em atividade conjunta do coopen e IHG observam o banner da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG que faz tributo aos mortos 
desaparecidos políticos.
Foto/Arquivo:IHG

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

GRUPO DE ESTUDOS DE MARXISMO LIBERTÁRIO - IHG/ 2ª EDIÇÃO (2014) - 1º encontro dia 30/08/2014

GRUPO DE ESTUDOS DE MARXISMO LIBERTÁRIO - I.H.G./GEMAL- IHG ✰ 2ª EDIÇÃO-2014.


Todo ano par, no segundo semestre, quatro encontros: 
de agosto a novembro de 2014 - último sábado de cada mês – de 16h às 18h.

Local: IHG – Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza- BH/MG.
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PROGRAMAÇÃO GEMAL - IHG / 2ª EDIÇÃO - 2014:
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✰ 1º ENCONTRO/ 2ª EDIÇÃO - SÁBADO, DIA 30/08/2014:

MARX, Karl. "Crítica da filosofia do direito de Hegel - Introdução".
In: Crítica da filosofia do direito de Hegel. São Paulo: Boitempo, 2005, p. 145-156.

Link para download: http://www.4shared.com/office/vGH751suba/MARX_Karl__Crtica_da_filosofia.html


Link para leitura online:
http://www.4shared.com/office/vGH751suba/MARX_Karl__Crtica_da_filosofia.html
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✰ 2º ENCONTRO/ 2ª EDIÇÃO - SÁBADO, DIA 27/09/2014:
 

LUXEMBURGO, Rosa. "Prefácio"; "O método oportunista";
"A adaptação do capitalismo"; "A realização do socialismo pelas reformas sociais".
In: Socialismo, revisionismo e oportunismo. Rio de Janeiro: Laemmert, 1970, p. 7-29.

Link para download:
 
http://www.4shared.com/office/i8qF8Wlfba/LUXEMBURGO_Rosa_Prefcio_O_mtod.html


Link para leitura online:
http://issuu.com/institutohelenagreco/docs/luxemburgo__rosa._pref__cio__o_m__t


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✰ 3º ENCONTRO/ 2ª EDIÇÃO - SÁBADO, DIA 25/10/2014:
PANNEKOEK, Anton. “Cap. 1: O trabalho”; “Cap.2: A lei e a propriedade”;
“Cap. 3: A organização por local de trabalho”.
In: As tarefas dos conselhos operários. Coinbra: Centelha, 1976, p. 7-50.

Link download:http://www.4shared.com/office/66SPDJATce/PANNEKOEK_Anton_Cap_1_O_trabal.html


Link para leitura online:
http://issuu.com/institutohelenagreco/docs/pannekoek__anton.____cap._1_o_traba
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✰ 4º ENCONTRO/ 2ª EDIÇÃO - SÁBADO, DIA 29/11/2014 - os direitos humanos, a cidadania, a luta contra a exploração e a opressão na perspectiva marxista:

MÉSZARÓS, Istvan. “Marxismo e direitos humanos”.
In: Filosofia, ideologia e ciência social. Ensaio de negação e afirmação.
São Paulo: Boitempo, 2008, p. 157-168.

Link para download:
 
http://www.4shared.com/office/qLO3McUFba/MSZARS_Istvan__Marxismo_e_dire.html

Link para leitura online:
http://issuu.com/institutohelenagreco/docs/m__szar__s__istvan._____marxismo_e_
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- Textos disponíveis em: gemal-ihg.blogspot.com.br
- Divulgação no blog do GEMAL:http://gemal-ihg.blogspot.com.br/2014/08/grupo-de-estudos-de-marxismo-libertario.html
- Caderno de textos disponível no local para fotocópia.
- Solicitamos a todos que venham com os textos em mãos.
Evento em rede social:
 https://www.facebook.com/events/679078832167659/?context=create&ref=2&ref_dashboard_filter=upcoming&source=49 ________________________________________

GEMAL-IHG é uma das atividades de formação do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - IHG para membros, militantes dos movimentos sociais, apoiadores e visitantes. Estudamos conceitos, correntes, tendências e a história do marxismo. O GEMAL-IHG é uma proposta dos membros do IHG com a participação de apoiadores e visitantes presentes nas reuniões abertas aos sábados.

GEMAL-IHG está aberto para a comunidade - não é órgão de partido, não é atividade interna ou fechada e não é atividade de alguma corrente ou tendência política específica. É um grupo de estudos a partir da militância dos direitos humanos e cidadania- para marxistas, não marxistas, adeptos de outras correntes  socialistas e demais interessados. Trata-se de um espaço de leitura, de discussão e de exercício do dissenso. Para mais informações, entrem em contato, compareçam às reuniões abertas do IHG aos sábados, às 16h. 

GEMAL-IHG ocorre sempre nos anos pares, no segundo semestre, com quatro encontros: de agosto a novembro, no último sábado de cada mês.

O último encontro de cada edição aborda os direitos humanos, a cidadania e a luta contra a exploração e a opressão na perspectiva marxista. A 1ª edição foi no ano de 2012.

Não há necessidade de inscrição prévia. O GEMAL-IHG possibilita a entrada de novos interessados no decorrer do semestre. Basta ler os textos e comparecer nos debates.

SAUDAÇÕES LIBERTÁRIAS!

Nota sobre a luta pela Anistia da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça-MG - 28 de agosto de 2014

A LUTA PELA ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA
VERSUS
A ANISTIA PARCIAL DA DITADURA MILITAR

Há 35 anos, no dia 28 de agosto de 1979, foi promulgada a lei 6683 – a lei de anistia parcial.  O tema da anistia foi colocado em pauta em plena ditadura militar (1964-1985) pela combatividade dos movimentos de resistência articulados pelos Comitês Brasileiros de Anistia/CBAs e pelo Movimento Feminino pela Anistia/MFPA.  Estes movimentos exigiam a Anistia Ampla, Geral e Irrestrita a partir do combate aberto contra o terror de Estado. Travavam luta direta contra a Doutrina de Segurança Nacional, a qual determinava: a necessidade de eliminação dos inimigos internos – todos que faziam oposição ao regime; a adoção da tortura como política de Estado; a destruição continuada do espaço público; a fabricação do esquecimento; o exercício da censura e da mentira organizada. 

Para os CBAs e o MFPA a Anistia só poderia ser Ampla, Geral e Irrestrita se fossem efetivados seus princípios programáticos: erradicação da tortura e das leis de exceção; esclarecimento das torturas, dos assassinatos e dos desaparecimentos políticos; localização dos desaparecidos, devolução aos familiares, informação à sociedade; responsabilização e punição do Estado e seus agentes por estes crimes de lesa humanidade; desmantelamento do aparato repressivo.  Esta luta só poderia ser travada no chão da cidade, com independência e radicalidade. 

A Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, no entanto, não prevaleceu.  Foi aprovada a lei de anistia parcial da ditadura, a qual reflete a sua matriz, a Doutrina de Segurança Nacional: anistia restrita e condicional para os opositores e anistia total e prévia para os agentes da repressão que estupraram, torturaram, mataram, esquartejaram e ocultaram cadáveres!   É este o sentido da mal chamada reciprocidade, balão de ensaio fabricado pela ditadura. 

Esta lei foi repudiada pelo movimento pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.  Este articulava o conjunto das oposições combativas à ditadura militar.  A anistia parcial da ditadura, portanto, não foi resultado de um pacto firmado com a sociedade brasileira. Foi, ao contrário, um arranjo feito no interior do bloco do poder com a adesão escancarada dos setores ditos liberais e a conivência daqueles setores da esquerda que já renegavam o caminho da luta. É o mesmo bloco que concebeu e realizou a ditadura militar em nome do projeto burguês de modernização conservadora do capitalismo: a burguesia, associada ao capital internacional – logo, ao imperialismo estadunidense; o aparato midiático; os latifundiários; as Forças Armadas e a ortodoxia cristã.  Este bloco não se desfez: é ele o responsável pela transição política conservadora, pactuada, controlada, sem ruptura, sem desfecho. 

Cinquenta anos depois do golpe militar, consolida-se a anistia de mão dupla concebida pela ditadura.   No governo Lula, a 29/04/2010, o Supremo Tribunal Federal aprova a tal reciprocidade consagrando-a como política de Estado: fica garantida a impunidade aos agentes da ditadura que cometeram crimes de lesa humanidade. Na mesma toada, o governo Dilma instala a farsa da Comissão Nacional da Verdade/CNV, a 16/05/2012. Entre outros expedientes espúrios, a CNV descaracteriza o foco na ditadura militar (o período a ser coberto vai de 1946 a 1988!), cultiva a prática do sigilo, interdita o exercício da justiça substituindo-o pelo apelo à reconciliação nacional, exclui os familiares de mortos e desaparecidos políticos e os movimentos organizados do processo.  Com tal comissão da verdade e reconciliação o governo federal honra o pacto firmado com as Forças Armadas.

Trinta e cinco anos depois da lei de anistia parcial continuam valendo todos os princípios programáticos do movimento pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita: o contencioso da ditadura militar não foi sequer equacionado.   Há uma reciclagem evidente da Doutrina de Segurança Nacional: o Brasil continua a ser o país dos mortos e desaparecidos políticos – da época da ditadura e dos dias de hoje.  É também o país das chacinas periódicas.  A tortura continua a ser uma das instituições nacionais mais sólidas. O aparato repressivo continua a operar e tem aumentado os instrumentos de violência à sua disposição.   A Polícia Militar brasileira é considerada a mais violenta do mundo – responsável pelo maior número de mortes e desaparecimentos, entre todos os países do planeta. 

Continua em vigor a Lei de Segurança Nacional e radicalizam-se cada vez mais as leis que criminalizam os movimentos sociais: seus alvos principais agora são as lutas dos trabalhadores e do povo.  São também os milhões de manifestantes que ocuparam as ruas durante a Copa das Confederações (junho 2013) e a Copa do Mundo (junho 2014).  Muitos destes, além de selvagemente reprimidos em praça pública, foram presos, torturados e se tornaram réus.  Fazem parte do conjunto dos novos presos políticos brasileiros.

Assim, o chamado Estado democrático de direito não é outra coisa senão o Estado penal. São suas características: a guerra generalizada contra os pobres, a juventude e os trabalhadores; a criminalização de suas lutas; o genocídio institucionalizado contra negros, indígenas e pobres; a política de encarceramento em massa;   o extermínio da comunidade LGBTT.  Pratica-se uma política de higienização e segregação ditada pelo capital, pela especulação imobiliária e pelo latifúndio/agronegócio. As remoções forçadas nas cidades e no campo e as ocupações policiais e militares de morros e favelas constituem verdadeiras operações de guerra.  Trata-se de política de extermínio, da qual as Unidades de Polícia Pacificadora/UPPS são exemplos definitivos. Em Belo Horizonte, há um massacre anunciado, de responsabilidade direta dos governos municipal de Márcio Lacerda (PSB), estadual de Anastasia, Aécio e seus cúmplices (PSDB) e federal de Dilma Rousseff (PT, PCdoB, PMDB). As Ocupações do Isidoro - Rosa Leão, Estrela e Esperança.- estão ameaçadas de despejo forçado.  Desta vez é armada uma operação de guerra contra mais de 30 mil pessoas que resistem no terreno onde construíram suas casas com as próprias mãos.

 Da mesma forma que a ditadura militar, o Estado democrático de direito naturaliza suas próprias iniquidades e se institui como Estado de exceção. Para combater esta situação de barbárie reafirmamos a justeza da luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita e assumimos os seus princípios programáticos, reatualizando-os:

PELO DIREITO À VERDADE, À MEMÓRIA E À JUSTIÇA!

·   - Nem perdão, nem esquecimento, nem reconciliação: punição para os responsáveis por torturas, mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar e para os que cometem os mesmos crimes contra a humanidade nos dia de hoje!

·        - Pela abertura irrestrita dos arquivos da repressão! 

·      -  Pelo cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que condenou o Brasil a punir os responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos políticos ocorridos durante a ditadura militar!

ABAIXO A REPRESSÃO!  PELA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO E EXPRESSÃO!

·        -  Pelo fim da Lei de Segurança Nacional! Pelo fim das leis repressivas que criminalizam manifestantes! Pelo fim dos processos! Pelo trancamento de todas as ações penais!

·         - Pelo fim da criminalização dxs pobres!  Pelo fim da criminalização das lutas dxs estudantes! Pelo fim da criminalização da luta dxs trabalhadorxs da cidade, do campo e do movimento popular!

·         - Pelo fim das torturas e execuções!  Pelo fim do genocídio dxs jovens negrxs, indígenas e pobres! Pelo fim do extermínio da comunidade LGBTT!

·    -  Abaixo as UPPs!  Abaixo as invasões policiais e militares dos morros, universidade, ocupações e favelas!

·       - Pelo fim do aparato repressivo!  Pelo fim imediato das guardas municipais, das polícias e da Força Nacional de Segurança Pública!

FRENTE INDEPENDENTE PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA-MG
Belo Horizonte, 28 de agosto de 2014


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Comunicado sobre a não participação do IHG no debate 'Polícia em questão: o que você pensa sobre a polícia?!'

Companheiras e companheiros do DCE-UNA/Contagem e demais convidados para o debate - Polícia em questão: o que você pensa sobre a polícia?!,

A companheira Heloisa Greco/Bizoca não comparecerá ao debate do dia 27/08/2014 - Polícia em questão: o que você pensa sobre a polícia?!. Já havíamos, inclusive, nos dedicado à divulgação do debate em nosso blog e nas redes sociais.

Hoje (25/08), no entanto, ficamos sabendo da exigência feita pela Faculdade UNA de Contagem: a participação de um professor de Segurança Pública (?), que é também policial.

O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - do qual a Bizoca é membro - tem como princípio não participar de mesa que tenha a presença de policiais ou militares . Consideramos que não há interlocução possível com membros do aparato repressivo.

Esperamos que todas e todos - o DCE da UNA, professores, estudantes e convidados - possam entender nossa posição: pelo fim da Polícia Militar e nenhum tipo de interlocução com o aparato repressivo.

Saudamos a retomada do movimento estudantil na UNA e nos colocamos à disposição de vocês para as próximas lutas. Atenciosamente nos despedimos.

INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
Belo Horizonte, 25 de agosto de 2014