"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

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REUNIÕES ABERTAS AOS SÁBADOS, ÀS 16H - MILITÂNCIA DESDE 2003 - ESPAÇO AUTOGESTIONÁRIO DESDE 2005.

terça-feira, 24 de maio de 2016

REALIZADO O VIIº MAIO DE RESISTÊNCIA - NOTÍCIA DO INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA


NOTÍCIA SOBRE O VIIº MAIO DE RESISTÊNCIA!

Foi realizada, na segunda-feira, dia 23 de maio de 2016, a 7ª edição do Maio de Resistência. Esta é  uma das atividades periódicas de formação e militância organizadas pelo Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania para membros, apoiadores, militantes em geral e interessados. O Maio de Resistência conta com a presença de categorias, movimentos classistas e populares.

Nesta edição houve a participação de Cleide Donária – trabalhadora da saúde de Belo Horizonte, servidora pública e sindicalista; Prof. Túlio Lopes – membro do Comando de Greve dos Professores da UEMG; Nilo Hallack, da Comissão Nacional das Ligas dos Camponeses Pobres e José Pereira Gonçalves, da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental. O irmão de José Pereira Gonçalves, Renato Nathan, foi assassinado em Jacinópolis (Buritis/Rondônia) por policiais militares e pistoleiros a mando de latifundiários, em abril de 2012.

Cleide Donária denunciou o processo de desmonte e aniquilação da rede púbica de saúde perpetrado em Belo Horizonte pela prefeitura de Márcio Lacerda (PSB/PSDB). Denunciou também o programa em curso de precarização e demissão em massa, que já atingiu mais de 3 500 trabalhadores(as) da saúde, com ênfase nos contratados e terceirizados.  Destacou a importância da mobilização permanente dos(as) trabalhadores(as) da saúde para reverter este processo e garantir o direito universal à saúde pública gratuita e de qualidade.

Túlio Lopes traçou um painel do processo de precarização sofrido pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) desde sua criação, em 1989.  Este processo se agravou a partir de 2013, quando se deu o aprofundamento das investidas rumo à privatização da universidade.  O governo Fernando Pimentel (PT/PMDB) mantém esta política cujo desfecho pode resultar na destruição da UEMG.  Professores(as) da UEMG e da UNIMONTES estão em greve para impedir esta destruição e garantir uma universidade pública de qualidade, democrática e socialmente referenciada. Foram também denunciados os baixíssimos salários. Professores(as) da UEMG de Frutal/MG estão em greve e estudantes ocuparam universidade em apoio.

Nilo e José Pereira denunciaram as permanentes e sistêmicas perseguições, ameaças e assassinatos de trabalhadores(as) do campo e suas lideranças praticados em Rondônia pelo latifúndioEste é representado sobretudo por Carlos Faitaroni e sua Associação de Pecuaristas do Vale do Jamari – feroz grupo de extermínio; pelo governador do Estado, Confúcio Moura (PMDB); e pela Polícia Militar, comandada pelo Cel. Ênedy Dias. Destacou-se que o governo Dilma Rousseff (PT/PCdoB/PMDB e outros) manteve a política de concentração de terras, de favorecimento incondicional ao agronegócio, de violência e extermínio sistemático de trabalhadores(as) do campo, de comunidades indígenas e quilombolas. Jamais houve qualquer política de reforma agrária. Esta situação se agrava com o governo interino de Michel Temer (PMDB/PSDB/PP e outros) que empodera definitivamente setores abertamente fascistas como a bancada do agronegócio.  O terrorismo, o extermínio de trabalhadores(as) do campo e genocídio de comunidades indígenas e quilombolas, a guerra generalizada contra os pobres se consolidam cada vez mais como método de governo e política de Estado. Por outro lado, a luta independente dos trabalhadores(as) do campo radicaliza e se intensifica – é esta a única maneira de destruir o latifúndio e garantir a terra para quem nela vive e trabalha.

         Estiveram presentes nesta edição estudantes, trabalhadores(as) de várias categorias e militantes de entidades e movimentos sociais. Houve também a participação de estudantes do curso Interdisciplinar Saúde  e do curso de Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

         O VIIº Maio de Resistência foi organizado pelo Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania com o apoio do Coletivo Estopim de Porto Seguro/Bahia.

Todo apoio aos trabalhadores(as) da saúde!

Todo apoio aos trabalhadores(as) da educação da UEMG!

Todo apoio às ocupações dos(as) estudantes!

Viva a luta dos(as) trabalhadores(as) do campo!

Abaixo terrorismo de Estado e do capital!

Belo Horizonte, 24 de maio de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG-BH/MG).



terça-feira, 17 de maio de 2016

7º MAIO DE RESISTÊNCIA!


VIIº MAIO  DE  RESISTÊNCIA!

Segunda-feira, dia 23 de maio de 2016, às 18h30min.
Local: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
- Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza - Belo Horizonte/MG

Nesta edição: 

- Luta dos(as) trabalhadores(as) da saúde de BH.
- Perseguições e assassinatos de trabalhadores(as) do campo. 
- Greve dos(as) professores(as) da UEMG.
- Luta dos(as) cobradores(as) de ônibus de BH.

Painéis seguidos de roda de conversa:

- Cleide Donária: trabalhadora da saúde de BH
- Nilo Hallack: Comissão Nacional das Ligas dos Camponeses Pobres
- Prof. Túlio Lopes: membro do Comando de Greve dos Professores da UEMG
- Torão e Luis Fernando: Movimento Sem Cobrador Não Dá! 

Organização: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG - BH/MG)
Apoio: Coletivo Estopim - Porto Seguro/Bahia

MAIO DE RESISTÊNCIA - A luta da classe trabalhadora 
contra a opressão e a exploração capitalistas:

É uma das atividades periódicas de formação realizadas pelo Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania para membros, apoiadores, militantes em geral e interessados. Estas contam com a presença de categorias, dos movimentos classistas e populares.

MAIO: MÊS DA AUTO-ORGANIZAÇÃO, DA LUTA 
E RESISTÊNCIA DA CLASSE TRABALHADORA!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

NOTA DO COLETIVO ESTOPIM SOBRE O GENOCÍDIO INDÍGENA E LUTA CONTRA OPRESSÃO

Foto/Fonte: https://ocoletivoestopim.wordpress.com/2016/05/08/nota-sobre-a-aula-publica-o-genocidio-indigena-e-a-luta-contra-a-opressao/

Nota sobre a Aula Pública: O Genocídio Indígena e a Luta Contra a Opressão

Na última quarta feira, dia 27/04, foi realizada a Aula Pública denominada “Genocídio Indígena e a Luta contra a Opressão” no Campus Sosígenes Costa/ UFSB, Porto Seguro BA. O evento foi promovido pelo Coletivo Estopim com apoio do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania e do Fórum Sobre Violações de Direitos dos Povos Indígenas.
A Aula Pública contou com a presença de Dona Maura Rosa Titiá, Vânia Pataxó e Nitynawa. As três convidadas foram de grande importância para o evento, por trazerem relatos de suas lutas como indígenas, mulheres e mães. O ponto chave da mesa de debates foi o caráter de resistência e combatividade que estas três convidadas trouxeram, com suas histórias de perda e muita luta. Apesar da dificuldade da pauta, todas as convidadas valorizaram a iniciativa para tratar de um tema que é historicamente jogado ao esquecimento. A reivindicação à memória é uma luta que perpassa os diversos movimentos sociais, em um país em que possui o esquecimento generalizado e a apagamento da história como prática institucional.
No ano de 1997, Dona Maura e um grupo de lideranças indígenas foi a Brasília para reivindicar a retomada de suas terras e denunciar os conflitos com os fazendeiros e pistoleiros locais. Nesta ocasião, um dos membros do grupo, Galdino Jesus do Santos, foi brutalmente assassinado por cinco jovens de classe alta, que atearam fogo em seu corpo enquanto ele dormia. O caso de Galdino se tornou símbolo nacional da luta contra o genocídio indígena. Dona Maura levou à mesa de debates um pouco do que foi fazer parte de um momento de tamanha comoção, indignação e revolta. Como diversas outras histórias que continuam a se repetir, por terem dinheiro e poder, os criminosos permanecem sem nenhuma punição significativa.
Outra história de impunidade e revolta foi trazida por Vânia Pataxó, mãe de Samuel Pataxó, jovem artesão assassinado em Betim/MG, no ano de 2014 por policiais municipais que até os dias de hoje não foram punidos. O relato de Vânia foi repleto de dor, por falar da perda de um filho que foi espancado até a morte. A negligência por parte do Estado, que até hoje se recusa a dar o devido encaminhamento ao caso, perpetua uma política de exclusão, esquecimento e institucionalização do genocídio indígena.
A terceira integrante da mesa foi Nitynawã, liderança da Aldeia da Reserva da Jaqueira, localizada nas proximidades de Porto Seguro BA. Nitynawa, Jandaya e Nayara estavam à frente da retomada de suas terras e continuam sendo importantes lideranças do Povo Pataxó. O relato de Nitynawã remontou o massacre de 51, que abalou profundamente a comunidade Pataxó de Barra Velha. Além deste relato, Nitynawã discorreu acerca da delicada situação em que se encontram os povos indígenas, ameaçados de perder suas terras além de serem frequentemente alvo de pistoleiros e agentes do aparato repressivo do estado.
A situação dos povos indígenas no extremo sul da Bahia não é nada otimista. Em vista dos últimos acontecimentos, os direitos dos povos indígenas continuam sendo sistematicamente ameaçados e perseguidos. O brutal ataque à Aldeia Cahy em meados de janeiro, na Terra Indígena Comexatibá (Cahy-Pequi), executado pela Polícia Militar, do Estado da Bahia (Rui Costa/PT) e pela Polícia Federal (Dilma Roussef/PT), resultou na demolição de 75 casas, além de escolas e postos de saúde. Essa ação truculenta fazia parte de um conjunto de onze mandatos de reintegração de posse que estavam sendo cumpridos na área. Para além deste território, a grande maioria dos povos indígenas da Bahia continua sofrendo graves ataques e constantes ameaças de expulsão.
Mais um atentado cometido contra a aldeia de Cahy foi a um transporte escolar indígena, queimado e alvo de tiros por parte de agentes do agronegócio e da rede hoteleira, os principais perseguidores dos indígenas na região. Como se as afrontas por parte do Estado já não fossem graves o bastante, os fazendeiros e pistoleiros continuam perpetuando a prática do genocídio dos povos indígenas, iniciada há quinhentos anos, viva ate hoje.
O cenário de ameaça institucional aos direitos indígenas se estende à esfera federal. APEC 215/2000 põe em jogo as conquistas da constituição de 1988, ao delegar a demarcação das terras para a bancada ruralista e as empreiteiras e mineradoras interessadas nas áreas em questão. O projeto de emenda constitucional é uma enorme afronta aos direitos indígenas, pois é uma forma de reforçar e institucionalizar totalmente as diversas violações que já são recorrentes.
A tramitação desse projeto de lei é especialmente preocupante num contexto político que possui o congresso mais conservador desde 1964. As falas de apoio ao impeachment reforçaram o caráter fascista que ronda o espectro político nacional, com pronunciamentos saudosistas à ditadura e a homenagem ao Brilhante Ustra. A ascensão da direita sob o viés do impeachment, pode representar percas ainda maiores para os direitos indígenas, mesmo que, sob o governo desenvolvimentista do PT, os povos indígenas enfrentam o período com menos demarcações de terra desde 1988.
O Coletivo Estopim manifesta o seu mais veemente repúdio a essa atual situação dos povos indígenas!
A institucionalização do genocídio, da criminalização dos movimento sociais, da prática do extermínio, da perseguição, da tortura, do desaparecimento de corpos e do esquecimento se mantêm vigente desde o período militar. Acreditamos que os movimentos sociais independentes da institucionalidade com o apoio mútuo dos segmentos marginalizados da sociedade conseguirão reverter esse quadro.
Viva Luta dos Povos Indígenas!
Pelo fim do genocídio dos Povos Indígenas!
Abaixo a PEC 215!
Pela demarcação de todas as terras Indígenas!
Abaixo ao aparato repressivo!
Abaixo ao Fascismo!
Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais!
Viva a luta independente!
Coletivo Estopim 4 de maio de 2016
Porto Seguro-BA

quinta-feira, 14 de abril de 2016

NOTA PÚBLICA (ASSOCIAÇÃO DE FAMILIARES E AMIGOS DE PRESOS E PRESAS DO ESTADO DA BAHIA - ASFAP - BA/NÚCLEO AVANÇADO DA CAMPANHA REAJA – BAHIA)

Imagem/Fonte: http://reajanasruas.blogspot.com.br/2016/04/nota-publica.html


NOTA PÚBLICA

Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas do Estado da Bahia - Asfap- Ba
Núcleo Avançado da Campanha Reaja – Bahia 
Salvador, 11 de Abril de 2016 

É com muita convicção que nós: esposas, mães, amigos, filhos, avós e parentes dos presos e presas do sistema penitenciário baiano convocamos as organizações de direitos humanos do Brasil, os movimentos sociais, as instituições de defesa de direitos, o movimento de luta panafricanista e todas e todos lutadoras e lutadores do povo para prestar apoio e solidariedade aos prisioneiros e prisioneiras e consequentemente aos seus familiares e amigos, que são os legítimos representantes de seus interesses constantemente atacados por um excessivo poder punitivo no Estado da Bahia. 
A ASFAP-BA, a partir da luta permanente da Campanha Reaja, vem mais uma vez a público mobilizar militantes, familiares, autoridades e a opinião pública em geral para que o Governo do Estado da Bahia, através de sua Secretaria de Administração Penitenciaria, a Nossa importante e necessária Vara de Execuções Penais, na pessoa de sua Meritíssima Juíza da Execução Penal, a Defensoria Pública do Estado da Bahia, na pessoa do Coordenador do Núcleo Criminal e o Ministério Público na pessoa do Promotor da Especializada Criminal, garantam o respeito às regras mínimas de tratamento às pessoas presas, garantindo sua integridade física moral e seu pleno exercício de dignidade humana. Pessoas presas não são animais ou monstros que devem ser tratados de forma degradante, numa lógica inversa ao ordenamento jurídico que se erigiu em 1988, numa constituição cidadã, que fala em ampliar direitos e não reduzi-los, como se verifica nas dependências do Sistema Penitenciário na Bahia, que cada vez serve um amargo caldo de violações e abandono visando justificar a saída cada vez maior da gestão das mãos do Estado, entregando vidas à iniciativa privada que objetiva  apenas o lucro, e numa contradição aos anseios da conjuntura em que muitos saem às ruas contra um possível golpe civil militar, colocam na gestão penitenciária prepostos da Polícia Militar para gerir, formular política, propor programas e projetos que beiram os anos de chumbo que se mantêm no sistema como se não houvesse lapso temporal com o período da ditadura. O Golpe está sendo dado por um governo “Democrático” popular, que na última terça e quarta feira, entraram nas unidades com os presos trancados em suas celas, lançaram bombas de gás e balas de borracha em pessoas totalmente indefesas e encurraladas pelo sistema que deveria proteger sua integridade física, e que mesmo que se justificasse o uso extremado da força para conter os prisioneiros, deveriam representar ao Juízo da Execução, que pelo que entendemos não autorizou tamanha barbárie dentro de um Estado de Direito. Esse mesmo sistema Prisional que narra fatos absurdos de mortes, degolas de presos (sendo colocadas em mesmo ambiente pessoas com rixas extramuros), como aconteceu em Feira de Santana, que resultou em dezenas de mortes sem que a sociedade tenha sido informada dos resultados da investigação e sem que esse modelo duro e violento de prisão seja questionado e essa gestão com caráter militar seja tolerada em tempos que clamamos por um modelo garantista, e porque não abolicionista que revelaria nosso progresso humano.

Na última sexta-feira, 01 de abril, quando se marca em todo país a triste memória dos 52 anos do golpe militar, familiares dos presos se manifestaram na porta das unidades prisionais para protestar contra as atuais medidas de restrição de alimentos, materiais de limpeza e higiene, proibição de crianças utilizar leite em pó, proibição de ingresso de água, que são medidas esdruxulas num rol de violações e outros abusos por que passam os prisioneiros nessas unidades sucateadas e similares à masmorras. Ali se verifica péssimo atendimento médico e odontológico, infestação de ratos, água potável de péssima qualidade, alimentação das piores para um ser humano adulto e ainda a humilhação, o desprezo e a tortura. 
Nesta terça-feira os prisioneiros dormiram ao som de botas da polícia entrando no pátio e de bombas de gás, acordaram com a polícia militar e os agentes penitenciários exigindo que permanecessem nas celas, o que foi atendido, para em seguida receberem gás lacrimogêneo e balas de borrachas em celas trancadas. Chamamos a atenção do senhor Governador Rui Costa para não permitir que a tortura, o tratamento cruel e degradante se mova pelos corredores do sistema prisional e pelas comunidades sócio racialmente apartadas na Bahia, e que ele se sensibilize com a dor dos familiares e com o clamor das ruas por mais democracia e nenhum direito a menos.
Assim, essa nota pública e aberta visa dar conhecimento às autoridades, que tem o dever legal de salvaguardar os direitos dos prisioneiros, e a sociedade, sobretudo às organizações do movimento social, que tem o dever moral de não permitir essa guinada conservadora, esse GOLPE A DEMOCRACIA que se pratica no cotidiano dos cárceres A Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas do Estado da Bahia com apoio das organizações que abaixo assinam essa nota, leva a público uma lista de exigências que constam nas cartas de direitos do nosso ordenamento jurídico e de nossa lei maior, a Constituição Federal, que é flagrantemente ignorada pela gestão penitenciária baiana.
Assim exigimos:
Imediata apuração e punição dos agentes penitenciários e policiais militares que em ato de flagrante ilegalidade e sem motivo fundado , investiram contra prisioneiros trancados com bombas de gás e balas de borracha , ferindo muitas pessoas e gerando graves problemas respiratórios , é importante que se determine quem autorizou essa operação desastrosa e ilegal.
Imediata revogação das restrições alimentares, de ingresso de material de higiene e roupa, uma vez que não condiz com o espirito de ressocialização previsto em lei e a administração penitenciaria não possui recurso para oferecer o mínimo necessário aos seus internos e internas que estão privados do mínimo para higiene pessoal, alimentação descente, vestuário digno.
A Asfap e toda sociedade precisa ter conhecimento dos contratos de alimentação e fornecimento de uniformes os valores, o acondicionamento e preparo da comida e se as unidades cumprem as recordações do TEC que condenou a SEAP pelo seu descaso e falta de investimento nas aéreas de alimentação , manutenção dos espaços físicos , investimento em áreas sociais e de educação como se pode ver em “Processo TCE/013442/2014” “Natureza Inspeção”  tendo como relator o Conselheiro Gildásio Penedo Filho que entre outras questões verificou: deficiência na cozinha, Acesso único e inadequado as instalações da cozinha e refeitório, falta de manutenção nas instalações físicas dos módulos , celas em condições degradantes, vulnerabilidade da unidade penal, superlotação, problemas no alojamento dos agentes penitenciários, como registra o próprio relatório a SEAP não respondeu as exigências do TCE e tudo continua igual gerando assim uma sensação de uma “panela de pressão” prestes a explodir o que posteriormente , justificaria a privatização do sistema.
A ASFAP e Campanha Reaja pugnam desde sempre pelo dialogo e pela defesa  dos direitos humanos e do combate ao racismo sem coerções ou acordos que resultem em um abandono da missão politica que nos é exigida , assim queremos ser recebidas e recebidos numa mesa de dialogo pelo senhor excelentíssimo governador do Estado para apresentarmos nossas propostas de uma modelo responsivo , não racista e não violento de administração penitenciara que seja publico, harmônico e se preste ao fim da ressocialização do apenado.
Salvador , 11 de Abril de 2016 

Associação de Familiares e Amigos de Presos e Presas do Estado da Bahia 

Cine do Povo-Cachoeira - Ba

DAS LUTAS - RJ 

Justiça Global -RJ

Ocupa Alemão-RJ

Uneafro-Brasil-SP

Associação Franciscana de Defesa de Direitos F.P-SP

Blog Negro Belchior-CartaCapital- SP

Adriana Eiko Matsumoto (Prof.a. UFF).-SP

Denise Carrascosa França - Professora Universidade Federal da Bahia - Coletivo: Corpos Indóceis e Mentes Livres

Manuela de Fatima Fonseca Henrique ( Recife- Pernambuco)

Adriano Jose do Nascimento ( Recife- Pernambuco)

Fórum de Juventudes RJ

Fórum Social de Manguinhos-RJ

Carla Dameane Pereira de Souza - Universidade Federal da Bahia: Coletivo Pixote.

Christen Smith- Professora da Universidade do Texas- Austin /Texas 

Coletivo Esquerda Unida

Walter Takemoto, educador e colunista da Revista Caros Amigos- Salvador 

Mauricio Stegmann Dieter (Prof. Faculdade de Direito USP)SP

Sergio Guedes Martins (Prof. da Faculdade de Direito da UFOPA)-PA

Luis Carlos de Alencar - documentarista - RJ 

Mariana Correa dos Santos – Sociologa- RJ

Caroline Araújo F. da Luz Moraes - historiadora e educadora-RJ

Mariah Torres Aleixo (Profª da Faculdade de Direito da UNIFAP)-PA

koinonia Presença Ecumênica e Serviço

Igreja Batista Nazareth

OP - Organizaçao Popular

Blackitude: Vozes Negras da Bahia

Sandy Rodrigues Faidherb (Advogada Popular) PA

Naiara Regina Leite da Silva, (advogada) Austin- Texas 

Coletivo Literário Ogum's Toques Negros-Ba

Marcus Alessandro Mawusi- Educador  -Ba

IDEAS Assessoria Popular-Ba

AMPARAR – Associação de Amigos e Familiares de Presos/as- SP

João Vargas- Professor e Pesquisador da Universidade do Texas- Austin /Texas 

Juliana Lira Sampaio: Coletiva Feminista Maria Bonita

Carlos Henrique Gluck da Silva – Psicólogo

Projeto Meninos e Meninas de Rua- SBC- SP

Afirme-se- Centro de Práticas e Estudos de Diversidades Culturais

Paul Regnier- Professor da UFBA

Alex Ratts - Prof. de Geografia e Antropologia – UFG- GO

Pedro B. Mendes – Pesquisador-RJ

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (BH/MG)

Federação Anarquista Cabana-FACA

Coordenação Anarquista Brasileira-CAB-Belém

REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana Instituto Nangetu-Belém

Instituto Nagetu- Belém

Arthur Leandro (Prof. do curso de artes da UFPA)

Fabiano Bringel (Prof. do curso de geografia da UEPA)

Rosamaria Loures (Pesquisadora)

Mauricio Torres (Cientista Social e Pesquisador)

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos-SDDH

Casa da Resistência,- Feira de Santana

Escola Comunitária Joquielson Batista 

Quilombo Lucas da Feira

Pedro Mendonça - Laboratório de Etnomusicologia da UFRJ


Eloisa Greco (BIzoca) Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG GAMA - Grupo de Afinidade e Movimentação Anarquista

Nota Pública/Fonte: 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

DEBATE "A LUTA CONTRA O TERRORISMO INSTITUCIONAL"


No dia 12 de abril de 2016, foi realizado o debate A Luta contra o terrorismo institucional. Houve exibição de vídeos e painéis seguidos de roda de conversa entre as palestrantes e o público. 

Foram exibidos os seguintes vídeos:

- III Marcha contra o genocídio do Povo Negro - Cabula, Vila Moisés 
(18min24 - Quilombo X, Brasil - 2015). 

- Mobilização Nacional Indígena 
(2m27 - Mobilização Nacional Indígena, Brasil - 2015).

- Policiais da UPP atiram para matar na favela do Jacarezinho 
(6min51 - Jornal A Nova Democracia, Brasil - 2013).

- O Homem que foi Condenado por Porte de Pinho Sol 
(6min28 - Mídia Independente Coletiva e Mariachi, Brasil - 2014).

- Liberdade para os 23 
(5min08 - Liberdade aos presos políticos/RJ, Brasil - 2015).

Após a exibição dos vídeos houve os painéis seguidos de roda de conversa com:

*Profa. Dra. Carlúcia Maria Silva: - Profa. das disciplinas Estado e Políticas Públicas no Brasil;  Projeto Interdisciplinar III do Curso Processos Gerenciais da Faculdade de Políticas Públicas/Campus Belo Horizonte/Universidade do Estado de Minas Gerais ( FaPP/CBH/UEMG).

*Diva Moreira: - Militante histórica do movimento negro.

*Heloisa Greco (Bizoca): - Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

*Profa. Dra. Núbia Braga Ribeiro: - Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania; Profa. das disciplinas Direitos Humanos e Cidadania do Curso Gestão Pública; Ética e Responsabilidade Social do Curso Processos Gerenciais da FaPP/CBH/UEMG.

Foram debatidos os seguintes temas: 

- Direitos Humanos e luta contra o terrorismo de Estado e do capital (A Luta contra o terrorismo institucional).

- Luta contra a fascistização das instituições e de setores da sociedade.

- Pelo fim do genocídio do Povo Negro!

- Pelo fim do genocídio dos Povos Indígenas!

- Pelo fim do extermínio de jovens e moradores (as) de periferias, vilas, morros, favelas e ocupações! 

- Pelo fim das chacinas no campo cometidas pelo latifúndio e o agronegócio!

- Pelo fim do extermínio e da violência contra as mulheres! Abaixo o machismo! 

- Abaixo a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, os assassinatos e a violência contra a comunidade LGBTs!

- Pelo fim dos processos e pelo trancamento de todas as ações penais contra manifestantes! Pela libertação imediata das presas e dos presos políticos! Pelo fim das prisões e perseguições! Liberdade já! 

- Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais! Abaixo a lei antiterrorismo!

Participaram do debate estudantes, professores(as) e militantes de movimentos sociais. A atividade aconteceu no auditório da Faculdade de Políticas Públicas da UEMG, em Belo Horizonte.

Trata-se de iniciativa do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania em parceria com as disciplinas Estado e Políticas Públicas no BrasilProjeto Interdisciplinar IIIÉtica e Responsabilidade Social do Curso Processos Gerenciais e Direitos Humanos e Cidadania do Curso Gestão Pública da FaPP/CBH/UEMG.

Belo Horizonte, 13 de abril de 2016
Notícia/Fotos/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania