"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

RUA HERMILO ALVES, 290, SANTA TEREZA, CEP:31010070 - BH/MG - Ônibus : 9103, 9210, sc01; Metrô: Estação Sta Efigênia.
* e-mail: institutohelenagreco@gmail.com * facebook: Inst Helena Greco
REUNIÕES ABERTAS AOS SÁBADOS ÀS 16H - MILITÂNCIA DESDE 2003 - ESPAÇO AUTOGESTIONÁRIO DESE 2005.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ARRECADAÇÃO E DISCOTECAGEM IMPROVISADA DURANTE O CARNAVAL NO INSTITUTO HELENA GRECO!


ARRECADAÇÃO E DISCOTECAGEM IMPROVISADA 
DURANTE O CARNAVAL NO INSTITUTO HELENA GRECO!
De sábado (06/02/2016) a terça-feira (09/02), às 12h.

R. Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza - BH/MG.

Companheirxs,

Para quem for passar por Santa Tereza durante o carnaval, o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania estará aberto, todos os dias, a partir de sábado, às 12h. 

Haverá cerveja (latão)refrigerante (copo)quibe vegano e camisetas da Ocupação Helena Greco - Bairro Zilah Spósito - BH/MG.

A arrecadação a partir da cerveja, refrigerante e quibe será destinada à manutenção do espaço e aos gastos com a militância, ou seja, sem fins lucrativos. 

A arrecadação a partir da camiseta da Ocupação Helena Greco será destinada à ocupação (comunidade/moradorxs).

Haverá discotecagem improvisada de músicas variadas e microfone aberto para informes, protestos e performances. 

Estamos abertos a propostas que interagem com os movimentos sociais e underground. Quem tiver interesse, favor entrar em contato: 31 9 9595 6683.

Contamos com o apoio de todas e todos!
Belo Horizonte, 05 de fevereiro de 2016.
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CAMISETAS DA OCUPAÇÃO HELENA GRECO - BAIRRO ZILAH SPÓSITO - BELO HORIZONTE/MG


Camisetas da ocupação nas cores vermelha, preta e branca. Valor: R$ 20,00.

As camisetas podem ser adquiridas no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG) 
- Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza, Belo Horizonte/MG. 

Podem ser adquiridas nas reuniões de sábados, de 16:00 às 18h, 
ou durante a semana, de segunda a sexta-feira: agendar visita.

Contatos:
institutohelenagreco@gmail.com 

(31) 2535 4667 e (31) 9 9595 6683.

A arrecadação será destinada para a Ocupação (comunidade/moradorxs).

Participem conosco desta ação de apoio e solidariedade!

Ocupação Helena Greco - Bairro Zilah Spósito - Belo Horizonte/MG. 
Comunidade de luta! Existe e resiste desde 2011!

Belo Horizonte, 29 de janeiro de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania





quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

ARTIGO DO COMPANHEIRO DR. DIRCEU GRECO CENSURADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE - NOTA DE SOLIDARIEDADE


 Toda nossa solidariedade ao companheiro Dirceu Greco,
 mais uma vez alvo do reacionarismo, truculência, censura e obscurantismo do governo federal

                     O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, mais uma vez, vem a público prestar irrestrita solidariedade ao companheiro Dr. Dirceu Greco que, no último mês de dezembro, foi alvo de draconiana censura por parte do Ministério da Saúde, bem nos moldes dos tempos do AI-5.  Tendo sido convidado pelo próprio ministério para escrever um artigo para o livro Histórias de lutas contra a AIDS – comemorativo dos trinta anos de luta contra o HIV no Brasil – ele o fez. Seu artigo, no entanto, foi sumariamente vetado – não houve qualquer comunicado ao autor.

            Dirceu Greco é filho de Helena Greco, apoiador do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, professor titular da Faculdade de Medicina da UFMG, pesquisador e bioeticista cuja prática política e acadêmica é baseada na defesa intransigente dos direitos humanos e no combate ao processo de comoditização do conhecimento.

            Não é a primeira vez que Dirceu foi alvo do obscurantismo que tem prosperado no governo federal.   Em 2013, foi demitido – também sumariamente – do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, onde ocupava o cargo de diretor desde 2010.    A censura, então, se abateu sobre campanha de prevenção de HIV/AIDS com foco nas prostitutas, a qual foi construída pelas próprias prostitutas em oficina comunitária nacional. http://institutohelenagreco.blogspot.com.br/2013/06/nota-de-solidariedade-ao-dr-dirceu.html

Naquela ocasião, o governo Dilma Rousseff capitulou diante pressões do fundamentalismo evangélico, que prima pela criminalização da diversidade e das lutas das comunidades LGBTs.  A recente arbitrariedade do Ministério da Saúde contra o companheiro Dirceu Greco – a censura de seu artigo - consolida nossa convicção de que o reacionarismo, o obscurantismo e o autoritarismo constituem política de governo, a qual repudiamos com veemência. 

A nomeação do psiquiatra (?????) Valencius Wurch Duarte Filho – arauto da reação contra a luta antimanicomial e ex-diretor técnico do manicômio/masmorra/centro de torturas Dr. Eiras, fechado em 2012 por graves violações dos direitos humanos – para a Coordenação Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde é mais uma evidência lastimável do tipo de política pública deletéria que tem sido implementada pelo governo federal.

Belo Horizonte, 27 de janeiro de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG – BH/MG)

 Nota de denúncia escrita pelo Dr. Dirceu Greco:

6 de dezembro de 2015
Prezados e prezadas,
Realmente sou um neófito nas redes sociais e meu contato com o mundo externo vinha sendo só através de emails e, claro, telefone. Agora me rendo ao Facebook e dele vou utilizar para divulgar mais um fato que me indignou.

Este fato se relaciona à decisão do Ministério da Saúde sobre um texto que escrevi para a recente publicação “A Síndrome – 30 anos de luta contra a Aids” (ISBN 978-85-334-291-2, 2015), lançada no final de novembro de 2015 pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV).

Os fatos:
Em meados de 2014, 30 pessoas no Brasil receberam convite oficial do Departamento, com o intuito de celebrar “30 anos de boa luta”, para “narrar os fatos acontecidos, suas experiências corriqueiras e o cotidiano de seu protagonismo frente à epidemia da aids”. O convite continuava afirmando que para celebrar esta data o DDAHV iria lançar “um livro comemorativo relembrando fatos que fizeram do pais líder no enfrentamento da epidemia. Será composto por 30 artigos de personalidades importantes na luta contra a aids. Por isto sua participação é imprescindível.” (transcrito do convite citado, grifo meu).

Entendi este convite como reconhecimento da minha atuação na luta contra a aids no Brasil e pelo fato de ter sido diretor do DDAHV (2010-2013). Evidentemente, como protagonista do enfrentamento da epidemia desde seu início, professor universitário, infectologista, pesquisador e cidadão envolvido (como tantos outros) na luta pela igualdade, pelos direitos humanos, contra qualquer discriminação, contei no texto este relato histórico.

Nele discorri não só sobre os êxitos da resposta brasileira precoce e pública, do acesso universal pelo SUS aos medicamentos e cuidados mas também e evidentemente sobre os problemas. Entre estes se incluem os retrocessos induzidos por conservadorismo, que levou o MS a censurar campanha que envolvia gays, a recolher publicações dirigidas à necessária discussão em escolas e também material relacionado à declarações de prostitutas.

Após entregar o manuscrito, recebi do atual diretor do DDAHV solicitação de  modificação, pois segundo ele havia críticas e citação de nomes. Concordei com a retirada dos nomes, mantive as críticas, todas de amplo conhecimento público, e reencaminhei nova versão em dezembro de 2014.
O texto está acessível na íntegra em :

O livro foi lançado durante o 10o Congresso de HIV/Aids e 3o Congresso de Hepatites Virais (João Pessoa, 17- 20 Nov 2015) e, indignado, vi que meu texto não foi incluído entre os 30 publicados.

Acentuo que a indignação não está relacionada com a exclusão de meu nome mas sim com a falta de respeito, prepotência e truculência nesta incabível censura, numa tentativa extemporânea e, por que não dizer, stalinista, de tentar mudar a história.


Neste complexo cenário brasileiro, onde a ética e os direitos humanos tem sido tão agredidos, e também por tudo que lutamos e continuamos lutando, entendo que não é possível deixar que isto passe em branco.

Abraço,

Dirceu Greco

 Carta aberta de apoio da  Sociedade Brasileira de Bioética – SBB ao Dr. Dirceu Greco:

CARTA ABERTA DE DESAGRAVO FACE À CENSURA IMPOSTA AO PROF. DR. DIRCEU GRECO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE NA OBRA “A SÍNDROME – 30 ANOS DE LUTA CONTRA A AIDS”

1 - A diretoria da SOCIEDADE BRASILEIRA DE BIOÉTICA - SBB vem a público externar sua indignação pelo veto do Ministério da Saúde ao texto produzido por Dirceu Greco para a obra “A SÍNDROME – 30 ANOS DE LUTA CONTRA A AIDS”, publicada em novembro de 2015 pelo referido ministério.

2 - Dirceu Greco, médico infectologista, professor universitário e bioeticista brasileiro, dirigiu o Departamento de HIV, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV) entre 2010 e 2013, período em que ampliou o reconhecimento internacional do Brasil como vanguarda nos programas de combate à transmissão do HIV e atenção às pessoas vivendo com HIV/Aids.

3 – Em 2014, Dirceu Greco aceitou convite do DDAHV para contribuir com um capítulo de livro comemorativo dos 30 anos de luta contra a Aids no Brasil.

4 – Dirceu Greco destacou os êxitos da resposta brasileira à epidemia, incluindo o acesso precoce, público e universal pelo SUS aos medicamentos e cuidados para pessoas vivendo com HIV/AIDS.

5 – Dirceu Greco destacou também os problemas que ameaçam o combate à epidemia de HIV/AIDS no Brasil, incluindo os retrocessos induzidos pelo conservadorismo político nos últimos anos que levou o Ministério da Saúde a censurar diferentes campanhas informativas e educacionais voltadas à população LGBT, à discussão do tema em escolas e às profissionais do sexo.

6 – O DDAHV solicitou a Dirceu Greco a modificação parcial do conteúdo do texto com a retirada das críticas e da identificação das pessoas públicas diretamente responsáveis pelos vetos às campanhas voltadas à população LGBT, aos escolares e às profissionais do sexo.

7 – Coerente com sua história no combate à epidemia de HIV/Aids no Brasil e com sua reconhecida posição pública em defesa dos direitos humanos, da luta pela igualdade e contra todas as formas de discriminação, Dirceu Greco manteve as críticas e os alertas contras os retrocessos, embora tenha acatado o pedido para ocultar o nome dos responsáveis diretos por tais medidas.

8 – Em novembro de 2015, sem qualquer aviso prévio, o livro “A Síndrome – 30 anos de luta contra a Aids” foi publicado pelo Ministério da Saúde com o veto ao capítulo de Dirceu Greco, ocultando tanto parte importante da história da luta contra a Aids no Brasil quanto os alertas aos retrocessos recentes que ameaçam esta história de sucesso.

9 – Por todo o exposto, ao Prof. Dr. Dirceu Greco apresentamos nosso desagravo, com a certeza de que sua atuação como cidadão, infectologista, pesquisador, professor e bioeticista não se deixará abalar pela censura sofrida e que continuará a lutar contra a epidemia de HIV/AIDS e contra toda forma de discriminação, exclusão e obscurantismo.

 Carta de apoio do Foro Latinoamericano de Comités de Ética en Investigación en Salud (Flaceis) e do Foro   Latinoamericano de Comités de Ética de la Investigación- Brasil ao Dr. Dirceu Greco:

Carta de apoyo al Dr. Dirceu Greco
El Dr. Dirceu Greco, médico infectólogo, profesor Titular en una de las más importantes universidades públicas brasileñas, investigador y bioeticista de reconocido nombre a nivel nacional e internacional ha sido recientemente, víctima de una arbitrariedad por parte del Ministerio de Salud de Brasil.
El capítulo escrito por el Dr. Greco para el libro “Historias de luta contra a AIDS”, recientemente publicado (noviembre de 2015), fue VETADO por el Ministerio de la Salud de Brasil, sin explicaciones,  después de haber sido  convocado e invitado a esta tarea. El texto  no se publicó pese a ser una  de las mayores autoridades en Sida/ITS, habiendo ocupado el cargo entre otros, de  director del "Departamento DST/AIDS e Hepatitis Virales " del ministerio nacional de  salud.
Tal acto representa una actitud discriminatoria y desconsiderada,  a un trabajo de 30 años de apoyo y avances en el control del Sida, hiere los derechos humanos, los principios de Bioética y el Juramento Hipocrático ejercido con dignidad por el Dr. Greco.
Creemos firmemente que trabajar con la argumentación y la crítica son herramientas básicas en la bioética  que permiten crecer y mejorar  todo accionar en defensa y para la protección de los derechos humanos de toda población.
La convivencia en la democracia nos exige ser los suficientemente maduros para aprender fundamentalmente de los errores así como aceptar, que el disenso puede ser el motor que permita revisar y reflexionar sobre el sistema de salud y otras cuestiones que pueden ir en detrimento de la calidad de atención destinada a la ciudadanía.
Nuestra solidaridad con el Dr. Dirceu Greco es el reflejo de quienes pensamos que pensar diferente puede ser una oportunidad. Una gran oportunidad para las personas que más lo necesitan siempre que este acompañado con el compromiso social y  académico que sostengan esta posibilidad.
La comunidad de científicos, docentes, miembros de comités de bioética y de comités de ética para la investigación provenientes del campo de la bioética y los derechos humanos de América Latina y de países del Caribe,  del  “Foro Latino Americano de Comités de Ética en Investigación en Salud (FLACEIS)”  presentan públicamente su apoyo y solidaridad al Dr. Dirceu Greco.
En representación del Foro Latinoamericano de Comités de Ética en Investigación en Salud (Flaceis)
- Comisión Directiva
Foro Latinoamericano de Comités de Ética de la Investigación- Brasil, Comisión Directiva Brasil
Brasil, 20 de  enero  de 2016
 Artigo do Dr. Dirceu Greco censurado pelo Ministério da Saúde:

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

VISITA À SEDE DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ


VISITA À SEDE DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ

Nós, membros do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG, fizemos uma visita à sede do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ. Esta visita aconteceu na segunda-feira, dia 11 de janeiro de 2016. Neste dia aconteceu a primeira reunião do grupo de 2016.

Fizemos uma visita, levamos panfletos e informativos da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG da qual participamos. Estivemos presentes em grande parte da reunião do GTNM/RJ.

Entre as pautas da reunião, foi debatida a premiação da Medalha Chico Mendes de Resistência.

O GTNM/RJ - entidade parceira - foi fundado no dia 25 de setembro de 1985 e constitui para nós grande referência de luta.

A sede do GTNM/RJ fica na Rua General Polidoro, 238 s/loja - Botafogo/RJ.
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/

Agradecemos a recepção das companheiras e companheiros do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ.

Belo Horizonte, 19 de janeiro de 2016
Notícia/Fotos/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.







quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

RAZÃO SOCIAL NA 6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG


Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

RAZÃO SOCIAL NA 6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG 
GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL!

Realizada, no sábado, dia 26/12/2015, no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, a 6ª Velada Libertária-IHG. Houve a apresentação e apoio da banda Punk Razão Social. 

Além da apresentação ao vivo foram apresentados vídeos ao som de bandas punks de Belo Horizonte, nacionais e internacionais. 

A Velada Libertária é uma atividade contra-hegemônica e anticapitalista em repúdio à indústria cultural. É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente com relação aos governos, ao Estado, aos patrões e empresas. Acontece desde 2009. 

Estiveram presentes militantes dos movimentos sociais, punkx e outrxs. Agradecemos a presença de todxs!

Belo Horizonte, 30 de dezembro de 2015.
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

Leiam também: 
6ª VELADA LIBERTÁRIA – IHG/GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL! CONTRACULTURA E MILITÂNCIA NA LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA:


Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

Foto/Fonte: Gianna Barra
Foto/Fonte: Gianna Barra
Foto/Fonte: Dickson
Foto/Fonte: Dickson
Foto/Fonte: Enio Junio
Foto/Fonte: Jardim Do Monet

Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania





quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

NOTA SOBRE A 6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG: 26/12/2015


 6ª VELADA LIBERTÁRIA – IHG
 GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL!
 CONTRACULTURA E MILITÂNCIA NA LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
Belo Horizonte, 26 de dezembro de 2015

                Na 6ª Velada Libertária, o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG – BH/MG) recebe a banda punk Razão Social (BH/MG).  A Velada libertária é uma atividade contra-hegemônica e anticapitalista em repúdio à indústria cultural. É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente com relação aos governos, ao Estado, aos patrões e empresas.  Acontece desde 2009.

O nome Velada Libertária-IHG foi influenciado pelo termo velada (ou veladas) - atividades socioculturais realizados historicamente por operários, no Brasil, a partir do início do século 20.  Estes faziam reuniões, palestras, teatros, debates, conferências, alfabetização, grupos de estudos, divulgavam livros e jornais e outros.

A proposta da Velada Libertária-IHG é realizar e expressar linguagens de cunho social e de protesto contra a cultura e a arte estabelecidas, oficiais, institucionais, burguesas e mercadológicas. A cultura e a arte oficiais são o lazer do capital. A Velada Libertária-IHG é a afirmação da cultura e da arte que não passam pelo circuito comercial, por editais, por carreiristas, academicistas, marchands, empresários.  Não queremos a cultura dominante, não queremos a ditadura cultural e o jabá. O objetivo é fazer pontes entre os movimentos sociais, underground e de contracultura (antiarte).  Demarcamos com eventos ditos underground que são coniventes com o machismo e com agentes do aparato repressivo. A velada Libertária-IHG está aberta a propostas. É deliberada em reuniões abertas que acontecem aos sábados.

                O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania é um espaço e movimento social apartidário que conta apenas com membros, apoiadores e visitantes: indivíduos militantes do movimento popular em unidade pelos direitos humanos e cidadania. É autogestionário, autônomo e independente – sem qualquer tipo de vínculo com a institucionalidade ou com os aparatos empresarial, governamental e estatal. O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania não é uma ONG ou OSCIPE – não existe financiamento ou algum tipo de trabalho renumerado.  É um espaço e movimento que sempre está em construção – não é instituído. Nossa militância é independente em relação ao estado, aos governos, aos patrões, às empresas, aos gabinetes, ao fundo partidário, aos editais, à burocracia universitária, à burocracia sindical aparelhada e à institucionalidade. Sempre nossas ações buscam a perspectiva revolucionária e a perspectiva dos de baixo - da classe trabalhadora e demais exploradxs e oprimidxs.

 A nossa luta, reiteramos, é contra o terror de Estado e do capital.  Esta luta se desdobra na continuidade da luta por memória, verdade e justiça - pela responsabilização e punição dos torturadores de opositores durante a ditadura militar e daqueles que cometem os mesmos crimes contra a humanidade nos dia de hoje.  Trata-se da luta pelo fim de todo o aparato repressivo e contra todas as formas de opressão – o combate ao nazismo, ao fascismo, ao integralismo, ao neoliberalismo, à extrema direita. O combate ao racismo, à  LGBTfobia, ao machismo, ao extermínio e à violência contra as mulheres. Lutamos contra o genocídio do povo negro e contra o genocídio dos povos indígenas. Demarcamos com o reformismo, o peleguismo e o gabinetismo de movimentos, ONGs, organizações políticas, partidos, setores ditos de esquerda que insistem em se manter atrelados ao Estado, aos governos, ao parlamento, aos editais e ao aparato repressivo. Não estamos com os que prezam a governabilidade, a hierarquia ou a democracia representativa. Nossa luta é no chão da rua. Participamos também em conjunto e em unidade com outras entidades em movimentos externos ao nosso.

Ao longo deste ano de 2015, o processo de institucionalização da barbárie no Brasil – que é de longa duração – segue seu curso.  Vigora no país um Estado de exceção permanente, pessimamente chamado Estado democrático de direito. Seu nome verdadeiro é Estado penal. Seus instrumentos principais são: a guerra generalizada contra os pobres; a política de encarceramento em massa; o genocídio sistêmico do povo negro; a criminalização da luta dxs trabalhadorxs e do movimento popular; a violência contra as mulheres e a comunidade LGBT; o extermínio cotidiano dos povos originários e de milhões de moradores das periferias e favelas; a permanência da tortura, das execuções e do desaparecimento forçado como sólidas instituições.  O aparato repressivo da ditadura se manteve e tem sido reforçado.  As Unidades de Polícia Pacificadora/UPPs e a naturalização da ocupação das favelas e comunidades pela Polícia Militar, pelas Forças Amadas e pela Força Nacional de Segurança Pública são exemplos gritantes da carnificina institucionalizada. A Polícia Militar é a mais violenta do mundo – a que executa o maior número de pessoas entre todos os países do planeta.

 O mercado total engendrado pelo neoliberalismo – ou totalitarismo de mercado – aprofunda a prática do domínio total onde tudo é possível: radicaliza-se o terror como política de Estado.  Constitui terrível exemplo desta a maior destruição socioambiental da história mundial resultante de rompimento de barragem de minério, provocada pela ação criminosa da Samarco, da Companhia Vale do Rio Doce, da Billiton e dos governos municipal de Mariana (Duarte Júnior/PPS), estadual (Fernando Pimentel/PT) e federal (Dilma Rousseff /PT, PCdoB, PMDB).  Aprofundam-se também a militarização e a fascistização do Estado e de seus aparatos jurídico e repressivo, do aparato midiático, das instituições e da sociedade.  O povo negro, as comunidades indígenas e a classe trabalhadora constituem os alvos principais do terror de Estado. Lembremos que as mulheres negras são triplamente fustigadas: por causa do gênero, da classe e da etnia.

O ano de 2015 abriu-se com a chacina na Vila Moisés, Estrada das Barreiras, região do Cabula, Salvador/BA (6 de fevereiro): 13 jovens negros foram mortos pela Polícia Militar baiana com marcas de tortura e evidências insofismáveis de execução. No dia 24 de julho, todos os 10 policiais que participaram da chacina do Cabula foram absolvidos em rito sumário pela juíza Marivalda Almeida Moutinho. Alegou-se legítima defesa: mais uma vez os nefastos autos de resistência se colocam como tentativa de legitimação/legalização de carnificinas cometidas por agentes do Estado.

No mês de abril, 4 pessoas foram mortas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro – entre elas  Eduardo de Jesus Ferreira (10 anos), executado com um tiro de fuzil na cabeça e Elizabete de Moura Francisco (41 anos). No dia 29 de novembro, a polícia civil do Rio isentou os PMs da responsabilidade da morte do garoto alegando também legítima defesa (???) – mais um auto de resistência. No final de novembro, 5 jovens negros foram trucidados com mais de 100 tiros na comunidade Complexo da Pedreira, em Costa Barros/Rio de Janeiro por policiais do 41º BPM, considerado o mais violento batalhão da mais violenta polícia do mundo.

Além disso, existem atualmente em todo o Brasil centenas de indiciados e perseguidos por participarem das jornadas de 2013 (Copa das Confederações) e 2014 (Copa do Mundo).  No Rio, são 23 processados.  Entre eles Rafael Braga, condenado a 5 anos de prisão por ser  negro e pobre  e ter sido flagrado portando material de limpeza (desinfetante e água sanitária) durante uma manifestação.  Em Belo Horizonte, no dia 12 de agosto deste ano, a mando do governo Fernando Pimentel, a PM reprimiu violentamente a manifestação contra o aumento das passagens de ônibus, o que resultou em 63 prisões e abertura de processo de investigação contra os manifestantes.  A criminalização dos movimentos sociais e das lutas dxs trabalhadorxes, como vimos, é outra característica deste Estado de exceção permanente em vigor.

Esta situação de barbárie se aprofunda no Congresso Nacional, que apresenta a composição mais iníqua e reacionária desde os tempos da ditadura militar.  A bancada BBB/Bíblia, Boi e Bala domina o congresso e é composta por fundamentalistas cristãos, ruralistas, empresários, policiais e militares dos seguintes partidos:  PSDB, DEM, Solidariedade, PSC, PRB e PMDB (de Eduardo Cunha e Renan Calheiros ,presidentes da Câmara e do Senado).  Aí o processo de fascistização é levado às máximas consequências. Implementa-se uma busca frenética  de aniquilar conquistas históricas dxs trabalhadorxes e dos movimentos sociais com as seguintes iniciativas: redução de maioridade penal de 18 para 16 anos (PEC 171/1993); tentativas hidrófobas de retirada de direitos das mulheres  e da comunidade LGBT; obstáculos e recuos em relação à demarcação das terras indígenas (PEC 215/2000); projeto pela terceirização do trabalho (PL 4330/2004), que significaria a liberação geral da exploração dxos trabalhadorxes; projeto de lei antiterrorismo (PL 499/2013), de iniciativa do governo federal, que institucionaliza definitivamente a criminalização dos movimentos sociais.

O grande alento em meio a toda esta situação de barbárie foi a magnífica lição de cidadania, combatividade, radicalidade, independência e autogestão dada pelos estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede estadual de São Paulo ao ocuparem cerca de 200 escolas, a partir de 9 de novembro de 2015. Os estudantes foram vitoriosos e conseguiram barrar a desastrosa proposta de reorganização escolar do governo Alckmin (PSDB), que considera a educação como mais uma commodity do seu balcão de negócios.  A luta dos estudantes paulistas reforça a nossa certeza de que só há uma maneira de combater a extrema violência estatal, policial e institucional à qual estamos submetidxs: com combatividade, radicalidade e independência em relação ao Estado, aos governos, às empresas, aos patrões e àqueles que têm interesses eleitorais e que vão nos movimentos no intuito de cooptação.
                                                                                                                       
- Abaixo o terror do Estado e do capital!                                                      

- Pelo fim de todo o aparato repressivo!

- Pelo fim do genocídio do Povo Negro!
- Pelo fim do genocídio dos Povos Indígenas!
- Pelo fim do extermínio e da violência contra as mulheres! Abaixo o machismo! Pelo direito ao aborto gratuito e seguro!
- Abaixo a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, o extermínio e a violência contra a comunidade LGBT!
- Pelo fim do extermínio dos jovens e moradorxs de periferias, vilas, favelas e ocupações!
- Pelo fim das chacinas no campo cometidas pelo latifúndio e o agronegócio.
Abaixo as empresas Samarco/Vale do Rio Doce/BHP Billiton! Pela punição destas empresas e dos governos municipal, estadual e federal, responsáveis pela maior destruição socioambiental da história de Minas Gerais! Abaixo suas políticas neoliberais e suas práticas de privatização! Todo apoio para xs trabalhadorxs e para xs moradorxs das comunidades atingidas por esta gravíssima violação dos direitos humanos!
- Por memória, verdade e justiça!
 INSTITUTO HELENA GRECO DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA



sábado, 12 de dezembro de 2015

DIVA MOREIRA COM O POVO NEGRO SOB ATAQUE, NO DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS


DIVA MOREIRA COM O POVO NEGRO SOB ATAQUE, 
NO DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

Realizado, no dia 10 de dezembro, o painel "O Povo Negro sob ataque: estratégias de redução da população negra". O painel foi realizado por Diva Moreira, militante histórica do movimento negro.

A palestrante deu uma aula apresentando informações, dados e graves violações cometidas contra o povo negro a partir de ataques do Estado, do capital, dos governos, do fundamentalismo cristão e da cultura dominante. Violações cometidas contra negras e negros no trabalho, na educação, no cotidiano e, principalmente, dados alarmantes de extermínio. Diva denunciou o caráter genocida e escravocrata do aparato repressivo e a política de apartheid do atual modelo de cidade. Fez um parâmetro histórico e atual no Brasil e comprovou o aumento de assassinatos contra jovens negros. Destacou comparações da escravidão com a repressão atual  e mostrou a continuidade do racismo - que é institucional e sistêmico. 

Após o painel foi realizada uma roda de conversa com a participação de estudantes, trabalhadores(as), membros de várias entidades, organizações e militantes de movimentos sociais.

O debate aconteceu no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania no Dia Internacional dos Direitos Humanos. 

A luta contra o genocídio do Povo Negro é um dos princípios da luta pelos Direitos Humanos!

Toda nossa solidariedade e apoio aos familiares e amigos dos jovens negros executados pela Polícia Militar no Complexo da Pedreira, em Costa Barros/RJ. Todo nosso apoio para os(as) moradores(as).

Cleiton Corrêa de Souza, Roberto de Souza, Carlos Eduardo da Silva Souza, Wesley Castro e Wilton Esteves Domingos Junior: presentes na luta!

Belo Horizonte, 12 de dezembro de 2015
Notícia: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

GIG PUNK COM A BANDA RAZÃO SOCIAL/6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG

6ª VELADA LIBERTÁRIA - IHG
GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL!

Sábado, 26 de dezembro, às 15h

LOCAL/REALIZAÇÃO: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
- R. Hermilo Alves, 290, Stª Tereza - BH/MG

*Apresentação e apoio 
da banda Razão Social - ZL/BH

ENTRADA FRANCA!
Nazistas, fascistas, integralistas, coxinhas, agentes da repressão,
racistas, machistas, homofóbicos, lesbofóbicos e transfóbicos
NÃO PASSARÃO!

*Cerveja + Salgados veganos
(a arrecadação será convertida para gastos com aluguel de equipamentos e outros).

*Camisetas da Ocupação Helena Greco 
- Bairro Zilah Spósito - Belo Horizonte/MG
(a arrecadação será convertida para a comunidade/moradorxs).

*Velada Libertária - IHG: 
Atividade contra-hegemônica e anticapitalista  em repúdio à indústria cultural. 
É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente 
com relação aos governos, ao Estado, aos patrões e empresas. Acontece desde 2009.