"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

RAZÃO SOCIAL NA 6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG


Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

RAZÃO SOCIAL NA 6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG 
GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL!

Realizada, no sábado, dia 26/12/2015, no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, a 6ª Velada Libertária-IHG. Houve a apresentação e apoio da banda Punk Razão Social. 

Além da apresentação ao vivo foram apresentados vídeos ao som de bandas punks de Belo Horizonte, nacionais e internacionais. 

A Velada Libertária é uma atividade contra-hegemônica e anticapitalista em repúdio à indústria cultural. É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente com relação aos governos, ao Estado, aos patrões e empresas. Acontece desde 2009. 

Estiveram presentes militantes dos movimentos sociais, punkx e outrxs. Agradecemos a presença de todxs!

Belo Horizonte, 30 de dezembro de 2015.
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

Leiam também: 
6ª VELADA LIBERTÁRIA – IHG/GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL! CONTRACULTURA E MILITÂNCIA NA LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA:


Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

Foto/Fonte: Gianna Barra
Foto/Fonte: Gianna Barra
Foto/Fonte: Dickson
Foto/Fonte: Dickson
Foto/Fonte: Enio Junio
Foto/Fonte: Jardim Do Monet

Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania





quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

NOTA SOBRE A 6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG: 26/12/2015


 6ª VELADA LIBERTÁRIA – IHG
 GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL!
 CONTRACULTURA E MILITÂNCIA NA LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
Belo Horizonte, 26 de dezembro de 2015

                Na 6ª Velada Libertária, o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG – BH/MG) recebe a banda punk Razão Social (BH/MG).  A Velada libertária é uma atividade contra-hegemônica e anticapitalista em repúdio à indústria cultural. É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente com relação aos governos, ao Estado, aos patrões e empresas.  Acontece desde 2009.

O nome Velada Libertária-IHG foi influenciado pelo termo velada (ou veladas) - atividades socioculturais realizados historicamente por operários, no Brasil, a partir do início do século 20.  Estes faziam reuniões, palestras, teatros, debates, conferências, alfabetização, grupos de estudos, divulgavam livros e jornais e outros.

A proposta da Velada Libertária-IHG é realizar e expressar linguagens de cunho social e de protesto contra a cultura e a arte estabelecidas, oficiais, institucionais, burguesas e mercadológicas. A cultura e a arte oficiais são o lazer do capital. A Velada Libertária-IHG é a afirmação da cultura e da arte que não passam pelo circuito comercial, por editais, por carreiristas, academicistas, marchands, empresários.  Não queremos a cultura dominante, não queremos a ditadura cultural e o jabá. O objetivo é fazer pontes entre os movimentos sociais, underground e de contracultura (antiarte).  Demarcamos com eventos ditos underground que são coniventes com o machismo e com agentes do aparato repressivo. A velada Libertária-IHG está aberta a propostas. É deliberada em reuniões abertas que acontecem aos sábados.

                O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania é um espaço e movimento social apartidário que conta apenas com membros, apoiadores e visitantes: indivíduos militantes do movimento popular em unidade pelos direitos humanos e cidadania. É autogestionário, autônomo e independente – sem qualquer tipo de vínculo com a institucionalidade ou com os aparatos empresarial, governamental e estatal. O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania não é uma ONG ou OSCIPE – não existe financiamento ou algum tipo de trabalho renumerado.  É um espaço e movimento que sempre está em construção – não é instituído. Nossa militância é independente em relação ao estado, aos governos, aos patrões, às empresas, aos gabinetes, ao fundo partidário, aos editais, à burocracia universitária, à burocracia sindical aparelhada e à institucionalidade. Sempre nossas ações buscam a perspectiva revolucionária e a perspectiva dos de baixo - da classe trabalhadora e demais exploradxs e oprimidxs.

 A nossa luta, reiteramos, é contra o terror de Estado e do capital.  Esta luta se desdobra na continuidade da luta por memória, verdade e justiça - pela responsabilização e punição dos torturadores de opositores durante a ditadura militar e daqueles que cometem os mesmos crimes contra a humanidade nos dia de hoje.  Trata-se da luta pelo fim de todo o aparato repressivo e contra todas as formas de opressão – o combate ao nazismo, ao fascismo, ao integralismo, ao neoliberalismo, à extrema direita. O combate ao racismo, à  LGBTfobia, ao machismo, ao extermínio e à violência contra as mulheres. Lutamos contra o genocídio do povo negro e contra o genocídio dos povos indígenas. Demarcamos com o reformismo, o peleguismo e o gabinetismo de movimentos, ONGs, organizações políticas, partidos, setores ditos de esquerda que insistem em se manter atrelados ao Estado, aos governos, ao parlamento, aos editais e ao aparato repressivo. Não estamos com os que prezam a governabilidade, a hierarquia ou a democracia representativa. Nossa luta é no chão da rua. Participamos também em conjunto e em unidade com outras entidades em movimentos externos ao nosso.

Ao longo deste ano de 2015, o processo de institucionalização da barbárie no Brasil – que é de longa duração – segue seu curso.  Vigora no país um Estado de exceção permanente, pessimamente chamado Estado democrático de direito. Seu nome verdadeiro é Estado penal. Seus instrumentos principais são: a guerra generalizada contra os pobres; a política de encarceramento em massa; o genocídio sistêmico do povo negro; a criminalização da luta dxs trabalhadorxs e do movimento popular; a violência contra as mulheres e a comunidade LGBT; o extermínio cotidiano dos povos originários e de milhões de moradores das periferias e favelas; a permanência da tortura, das execuções e do desaparecimento forçado como sólidas instituições.  O aparato repressivo da ditadura se manteve e tem sido reforçado.  As Unidades de Polícia Pacificadora/UPPs e a naturalização da ocupação das favelas e comunidades pela Polícia Militar, pelas Forças Amadas e pela Força Nacional de Segurança Pública são exemplos gritantes da carnificina institucionalizada. A Polícia Militar é a mais violenta do mundo – a que executa o maior número de pessoas entre todos os países do planeta.

 O mercado total engendrado pelo neoliberalismo – ou totalitarismo de mercado – aprofunda a prática do domínio total onde tudo é possível: radicaliza-se o terror como política de Estado.  Constitui terrível exemplo desta a maior destruição socioambiental da história mundial resultante de rompimento de barragem de minério, provocada pela ação criminosa da Samarco, da Companhia Vale do Rio Doce, da Billiton e dos governos municipal de Mariana (Duarte Júnior/PPS), estadual (Fernando Pimentel/PT) e federal (Dilma Rousseff /PT, PCdoB, PMDB).  Aprofundam-se também a militarização e a fascistização do Estado e de seus aparatos jurídico e repressivo, do aparato midiático, das instituições e da sociedade.  O povo negro, as comunidades indígenas e a classe trabalhadora constituem os alvos principais do terror de Estado. Lembremos que as mulheres negras são triplamente fustigadas: por causa do gênero, da classe e da etnia.

O ano de 2015 abriu-se com a chacina na Vila Moisés, Estrada das Barreiras, região do Cabula, Salvador/BA (6 de fevereiro): 13 jovens negros foram mortos pela Polícia Militar baiana com marcas de tortura e evidências insofismáveis de execução. No dia 24 de julho, todos os 10 policiais que participaram da chacina do Cabula foram absolvidos em rito sumário pela juíza Marivalda Almeida Moutinho. Alegou-se legítima defesa: mais uma vez os nefastos autos de resistência se colocam como tentativa de legitimação/legalização de carnificinas cometidas por agentes do Estado.

No mês de abril, 4 pessoas foram mortas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro – entre elas  Eduardo de Jesus Ferreira (10 anos), executado com um tiro de fuzil na cabeça e Elizabete de Moura Francisco (41 anos). No dia 29 de novembro, a polícia civil do Rio isentou os PMs da responsabilidade da morte do garoto alegando também legítima defesa (???) – mais um auto de resistência. No final de novembro, 5 jovens negros foram trucidados com mais de 100 tiros na comunidade Complexo da Pedreira, em Costa Barros/Rio de Janeiro por policiais do 41º BPM, considerado o mais violento batalhão da mais violenta polícia do mundo.

Além disso, existem atualmente em todo o Brasil centenas de indiciados e perseguidos por participarem das jornadas de 2013 (Copa das Confederações) e 2014 (Copa do Mundo).  No Rio, são 23 processados.  Entre eles Rafael Braga, condenado a 5 anos de prisão por ser  negro e pobre  e ter sido flagrado portando material de limpeza (desinfetante e água sanitária) durante uma manifestação.  Em Belo Horizonte, no dia 12 de agosto deste ano, a mando do governo Fernando Pimentel, a PM reprimiu violentamente a manifestação contra o aumento das passagens de ônibus, o que resultou em 63 prisões e abertura de processo de investigação contra os manifestantes.  A criminalização dos movimentos sociais e das lutas dxs trabalhadorxes, como vimos, é outra característica deste Estado de exceção permanente em vigor.

Esta situação de barbárie se aprofunda no Congresso Nacional, que apresenta a composição mais iníqua e reacionária desde os tempos da ditadura militar.  A bancada BBB/Bíblia, Boi e Bala domina o congresso e é composta por fundamentalistas cristãos, ruralistas, empresários, policiais e militares dos seguintes partidos:  PSDB, DEM, Solidariedade, PSC, PRB e PMDB (de Eduardo Cunha e Renan Calheiros ,presidentes da Câmara e do Senado).  Aí o processo de fascistização é levado às máximas consequências. Implementa-se uma busca frenética  de aniquilar conquistas históricas dxs trabalhadorxes e dos movimentos sociais com as seguintes iniciativas: redução de maioridade penal de 18 para 16 anos (PEC 171/1993); tentativas hidrófobas de retirada de direitos das mulheres  e da comunidade LGBT; obstáculos e recuos em relação à demarcação das terras indígenas (PEC 215/2000); projeto pela terceirização do trabalho (PL 4330/2004), que significaria a liberação geral da exploração dxos trabalhadorxes; projeto de lei antiterrorismo (PL 499/2013), de iniciativa do governo federal, que institucionaliza definitivamente a criminalização dos movimentos sociais.

O grande alento em meio a toda esta situação de barbárie foi a magnífica lição de cidadania, combatividade, radicalidade, independência e autogestão dada pelos estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede estadual de São Paulo ao ocuparem cerca de 200 escolas, a partir de 9 de novembro de 2015. Os estudantes foram vitoriosos e conseguiram barrar a desastrosa proposta de reorganização escolar do governo Alckmin (PSDB), que considera a educação como mais uma commodity do seu balcão de negócios.  A luta dos estudantes paulistas reforça a nossa certeza de que só há uma maneira de combater a extrema violência estatal, policial e institucional à qual estamos submetidxs: com combatividade, radicalidade e independência em relação ao Estado, aos governos, às empresas, aos patrões e àqueles que têm interesses eleitorais e que vão nos movimentos no intuito de cooptação.
                                                                                                                       
- Abaixo o terror do Estado e do capital!                                                      

- Pelo fim de todo o aparato repressivo!

- Pelo fim do genocídio do Povo Negro!
- Pelo fim do genocídio dos Povos Indígenas!
- Pelo fim do extermínio e da violência contra as mulheres! Abaixo o machismo! Pelo direito ao aborto gratuito e seguro!
- Abaixo a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, o extermínio e a violência contra a comunidade LGBT!
- Pelo fim do extermínio dos jovens e moradorxs de periferias, vilas, favelas e ocupações!
- Pelo fim das chacinas no campo cometidas pelo latifúndio e o agronegócio.
Abaixo as empresas Samarco/Vale do Rio Doce/BHP Billiton! Pela punição destas empresas e dos governos municipal, estadual e federal, responsáveis pela maior destruição socioambiental da história de Minas Gerais! Abaixo suas políticas neoliberais e suas práticas de privatização! Todo apoio para xs trabalhadorxs e para xs moradorxs das comunidades atingidas por esta gravíssima violação dos direitos humanos!
- Por memória, verdade e justiça!
 INSTITUTO HELENA GRECO DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA



sábado, 12 de dezembro de 2015

DIVA MOREIRA COM O POVO NEGRO SOB ATAQUE, NO DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS


DIVA MOREIRA COM O POVO NEGRO SOB ATAQUE, 
NO DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

Realizado, no dia 10 de dezembro, o painel "O Povo Negro sob ataque: estratégias de redução da população negra". O painel foi realizado por Diva Moreira, militante histórica do movimento negro.

A palestrante deu uma aula apresentando informações, dados e graves violações cometidas contra o povo negro a partir de ataques do Estado, do capital, dos governos, do fundamentalismo cristão e da cultura dominante. Violações cometidas contra negras e negros no trabalho, na educação, no cotidiano e, principalmente, dados alarmantes de extermínio. Diva denunciou o caráter genocida e escravocrata do aparato repressivo e a política de apartheid do atual modelo de cidade. Fez um parâmetro histórico e atual no Brasil e comprovou o aumento de assassinatos contra jovens negros. Destacou comparações da escravidão com a repressão atual  e mostrou a continuidade do racismo - que é institucional e sistêmico. 

Após o painel foi realizada uma roda de conversa com a participação de estudantes, trabalhadores(as), membros de várias entidades, organizações e militantes de movimentos sociais.

O debate aconteceu no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania no Dia Internacional dos Direitos Humanos. 

A luta contra o genocídio do Povo Negro é um dos princípios da luta pelos Direitos Humanos!

Toda nossa solidariedade e apoio aos familiares e amigos dos jovens negros executados pela Polícia Militar no Complexo da Pedreira, em Costa Barros/RJ. Todo nosso apoio para os(as) moradores(as).

Cleiton Corrêa de Souza, Roberto de Souza, Carlos Eduardo da Silva Souza, Wesley Castro e Wilton Esteves Domingos Junior: presentes na luta!

Belo Horizonte, 12 de dezembro de 2015
Notícia: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

GIG PUNK COM A BANDA RAZÃO SOCIAL/6ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG

6ª VELADA LIBERTÁRIA - IHG
GIG PUNK EM REPÚDIO AO TERROR DE ESTADO E DO CAPITAL!

Sábado, 26 de dezembro, às 15h

LOCAL/REALIZAÇÃO: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
- R. Hermilo Alves, 290, Stª Tereza - BH/MG

*Apresentação e apoio 
da banda Razão Social - ZL/BH

ENTRADA FRANCA!
Nazistas, fascistas, integralistas, coxinhas, agentes da repressão,
racistas, machistas, homofóbicos, lesbofóbicos e transfóbicos
NÃO PASSARÃO!

*Cerveja + Salgados veganos
(a arrecadação será convertida para gastos com aluguel de equipamentos e outros).

*Camisetas da Ocupação Helena Greco 
- Bairro Zilah Spósito - Belo Horizonte/MG
(a arrecadação será convertida para a comunidade/moradorxs).

*Velada Libertária - IHG: 
Atividade contra-hegemônica e anticapitalista  em repúdio à indústria cultural. 
É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente 
com relação aos governos, ao Estado, aos patrões e empresas. Acontece desde 2009.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA - 2015


ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS 
DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA 
3ª edição (2015) 

Sábado, dia 19 de dezembro, às 16H.
Local: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG)
 - Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza - BH/MG

LEITURA DO TEXTO PARA DEBATE:

ARENDT, Hannah. As perplexidades dos Direitos do Homem. In: As origens do totalitarismo Imperialismo, a expansão do poder. Rio de Janeiro: Editora Documentário, 1976, P. 229 - 245.  

*Texto para baixar e imprimir:

*Para quem quiser podemos enviar por e-mail o texto (PDF) em anexo. É só solicitar: institutohelenagreco@gmail.com

*Serão emitidos certificados para participantes.

DEZEMBRO: MÊS DOS DIREITOS HUMANOS
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania: 12 anos!

domingo, 29 de novembro de 2015

O POVO NEGRO SOB ATAQUE: ESTRATÉGIAS DE REDUÇÃO DA POPULAÇÃO NEGRA


O POVO NEGRO SOB ATAQUE: 
ESTRATÉGIAS DE REDUÇÃO DA POPULAÇÃO NEGRA

Quinta-feira, 10/12/2015, às 18h30

Local: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
- Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza - Belo Horizonte/MG

Painel seguido de roda de conversa com Diva Moreira
militante histórica do movimento negro.

A luta contra o genocídio do Povo Negro é um 
dos princípios da luta pelos Direitos Humanos!

10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos!

*Emitiremos certificado.

sábado, 21 de novembro de 2015

O POVO NEGRO SOB ATAQUE: DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA 2015

O POVO NEGRO SOB ATAQUE

No dia 20/11/2015, Dia Nacional da Consciência Negra, foi realizada, na Escola de Saúde Púbica do Estado de Minas Gerais, a palestra “O povo negro sob ataque: estratégias de redução da população negra”. A palestrante foi a companheira Diva Moreira, militante histórica do movimento negro. Membros do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania estiveram presentes.

 Diva Moreira portava a camiseta da  Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto – Salvador/BA adquirida em solidariedade  quando o companheiro Hamilton Borges, militante desta campanha esteve em Belo Horizonte.  Os temas que transversalizaram a palestra foram a denúncia do caráter institucional e sistêmico do genocídio do povo negro e a busca da construção de práticas emancipatórias contra-hegemônicas.

Belo Horizonte, 21 de novembro de 2015.
Notícia/Fotos/Arquivo:
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

O QUE RESTA DA DITADURA MILITAR - 19 DE NOVEMBRO DE 2015


O QUE RESTA DA DITADURA MILITAR

Realizada, quinta-feira, dia 19/11/2015, roda de conversa para discutir e denunciar o terrível legado a ditadura militar: sobre o que resta da ditadura militar. A atividade fez parte da Semana da Consciência Negra.

A roda de conversa foi convocada por estudantes do ensino médio da Escola da Serra. 

Foram exibidos os documentários: 15 filhos, Araras, Como sobreviver à policia militar, Quem são os 23 e outros.

No debate foram destacados os seguintes temas: a denúncia do genocídio do Povo Negro e dos Povos Indígenas; a denúncia do Estado de exceção permanente em vigor no Brasil; a questão dos novos presos políticos; a necessidade de desmantelamento de todo aparato repressivo.

O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania participou da roda de conversa a convite dos estudantes.

Belo Horizonte, 21 de novembro de 2015.

Notícia/Fotos/Arquivo:
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania


domingo, 15 de novembro de 2015

SAMUEL PATAXÓ (IMAMAKÃ VANIA): PRESENTE NA LUTA!



  Samuel Pataxó (Imamakã Vania): Presente na luta!

Realizado, sábado, dia 14 de novembro de 2015, o 'Encontro de Luta contra o genocídio dos Povos Indígenas'.
O encontro foi organizado pelo Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania com o apoio do Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas e da Aldeia Umuarama.
Houve o protagonismo de indígenas com destaque de Vânia Pataxó (Porto Seguro - Bahia): indígena, mãe de Samuel Pataxó (Imamakã Vania).
Samuel Patoxó pertencia à Aldeia Coroa Vermelha, Porto Seguro/BA. Ele foi barbaramente espancado, torturado e assassinado em Betim/MG, no dia 06 de julho de 2014, provavelmente por policiais e outros agentes da repressão. Até agora nada foi esclarecido. O assassinato de Samuel aconteceu a poucos dias da Copa do Mundo.
Samuel tinha 19 anos e era artesão, veio para Minas Gerais provisoriamente por questões de trabalho e sobrevivência.
Foram realizados painéis seguidos de roda de conversa com a participação de:
- Núbia Braga Ribeiro: doutora em História Social pela USP, professora da Faculdade de Políticas Públicas da UEMG, apoiadora das causas e dos direitos dos Povos Indígenas e membro do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
- Adriano Toledo Paiva: doutor em História pela UFMG e autor do livro 'Os Indígenas e os processos de conquista dos sertões de Minas Gerias (1767-1863)'.
- Avelin Kambiwa: indígena - Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas e Aldeia Umuarama.
- Vânia Pataxó.
Após a roda de conversa foi exibido o
documentário: 'Índio cidadão'(direção: Rodriguarani Kaiowá).
Depois da exibição do documntário ficamos sintonizados em rádio indígena e a roda de conversa proseguiu.
Samuel Pataxó: Presente na luta!
Belo Horizonte, 15 de novembro de 2015
Notícia/Fotos/Arquivos: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

NOTA DE REPÚDIO À SAMARCO/VALE DO RIO DOCE/BHP BILLITON, RESPONSÁVEIS PELA MAIOR DESTRUIÇÃO SOCIO-AMBIENTAL DE MINAS GERAIS

Imagem/Fonte: Print Screen do vídeo de Dinho da Silva https://www.facebook.com/dinho.dasilva.7/videos/867960863312160/?fref=nf
NOTA DE REPÚDIO À SAMARCO/VALE DO RIO DOCE/BHP BILLITON,
RESPONSÁVEIS PELA MAIOR DESTRUIÇÃO SOCIO-AMBIENTAL DE MINAS GERAIS
           O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às mineradoras Samarco/Vale do Rio Doce/BHP Billiton cuja política de espoliação acabou por concretizar uma tragédia anunciada.  O rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração de ferro da Samarco (05/11/2015) – controlada pela Vale do Rio Doce e pela anglo-australiana BHP Billiton – descarregou 62 milhões de metros cúbicos de lama tóxica que soterrou e aniquilou instantaneamente Bento Rodrigues, distrito de Mariana/MG. O itinerário de destruição ainda está em curso: a devastação continua a se alastrar por centenas de quilômetros ao longo do vale do Rio Doce, compreendendo os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.
        Em Bento Rodrigues, os(as) 600 moradores(as) foram atingidos(as) no primeiro momento, além dos(as) 30 trabalhadores(as) da empresa que estavam no local na hora do rompimento das barragens.  Há pelo menos 10 mortos(as) e 100 desaparecidos(as).  A Samarco, o governo estadual (Fernando Pimentel/PT), a prefeitura de Mariana (Duarte Júnior/PPS) e a mídia burguesa divulgam dados bem menores.  Fica evidente a promiscuidade das relações governos/empresas, já exposta nas doações milionárias para as campanhas eleitorais, na leniência institucional em relação às ações criminosas das mineradoras, na facilitação da concessão de licenciamentos ambientais e nas tentativas de manipulação da cena do crime.  Como sempre, a primeira providência foi a militarização da área atingida.  Houve a costumeira inversão da situação: responsáveis pela tragédia – a Samarco - têm livre acesso a tudo e as vítimas – os(as) moradores(as) e trabalhadores(as) atingidos(as) - são contidas por policiais militares e não têm  acesso sequer a esclarecimentos e informações minimamente razoáveis.  O conluio do governo de Minas Gerais com a Samarco foi escancarado nas declarações do Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico (Altamir Rôso) que coloca a empresa como vítima (sic) do rompimento das próprias barragens.
       Reiteramos que esta é tragédia anunciada: os(as) moradores(as) da região, os(as) trabalhadores(as) e laudo realizado a pedido do Ministério Público (2013) já apontavam a precariedade das barragens. A empresa não tomou providência alguma – não instalou nem mesmo um mero sistema de alarme! Há ainda o risco de uma terceira barragem – a maior delas – se romper.  Em Minas Gerais existem cerca de 700 barreiras semelhantes, nas mesmas condições. Esta política de terra arrasada é prática de longo prazo que tem sido sistemicamente executada pela Samarco/Vale/BHP Billiton, sempre sob os auspícios dos governos municipal, estadual e federal. Trata-se de risco calculado, tudo que importa é a incrementação de lucros estratosféricos: em 2014, o lucro líquido da empresa foi de 2,8 bilhões de reais! É esta a lógica do capitalismo, hoje chamado neoliberalismo – a lógica da barbárie.
       Agora, tal política atingiu proporções dantescas: vidas humanas ceifadas; história e memórias de comunidades inteiras destroçadas; biodiversidade, animais domésticos, criações, fauna, avifauna, biomas diversos, reservas de matas primárias, peixes, grande parte do estuário do Rio Doce - tudo irremediavelmente devastado. É preciso que haja nomeação e punição dos responsáveis: além da Samarco/Vale do Rio Doce/BHP Billiton, os governos municipal de Mariana (Duarte Júnior/PPS), estadual (Fernando Pimentel/PT) e federal (Dilma Rousseff /PT, PCdoB, PMDB) – são responsáveis pela institucionalização e implementação da política econômica em vigor. Não podemos perder de vista que a privataria tucana também faz parte deste processo de longo prazo: a Vale do Rio Doce foi privatizada em 1997 pelo governo Fernando Henrique Cardoso/PSDB. Não podemos perder de vista tampouco que os 11 anos sucessivos (2003-2014) de governos do PSDB em Minas Gerais – Aécio Neves, Antônio Anastasia/Alberto Pinto Coelho (este, do PP) – garantiram vida longa ás práticas predatórias destas empresas.
       As moradoras e moradores de todas as comunidades, seus familiares, as trabalhadoras e trabalhadores, os(as) atingidos(as) estão dando exemplo expressivo de combatividade e solidariedade. Todas e todos têm nossa solidariedade e nosso apoio incondicionais na luta contra esta gravíssima violação dos direitos humanos, para que haja o ressarcimento devido e para que as famílias tenham acesso ao paradeiro de seus entes queridos e possam enterrar com dignidade seus mortos.


Abaixo as empresas Samarco/Vale do Rio Doce/BHP Billiton!
- Pela punição destas empresas e dos governos municipal, estadual e federal, responsáveis pela maior destruição sócio-ambiental da história de Minas Gerais!  Abaixo suas políticas neoliberais e suas práticas de privatização!
- Todo apoio para xs trabalhadorxs e para xs moradorxs das comunidades atingidas por esta gravíssima violação dos direitos humanos!

Belo Horizonte, 10 de novembro de 2015
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ apoia a causa e esta nota.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ANIVERSÁRIO DA OCUPAÇÃO - 2015

NOTÍCIA SOBRE O ANIVERSÁRIO DA OCUPAÇÃO HELENA GRECO - BAIRRO ZILAH SPÓSITO: 4 ANOS DE LUTA E RESISTÊNCIA!
Realizado, sábado, dia 07/11/2015, o "Aniversário da Ocupação Helena Greco - Bairro Zilah Spósito: 4 anos de luta e resistência!"
A Ocupação existe e resiste desde julho de 2011. O Aniversário foi realizado pelos(as) moradores(as) e pela sua coordenação com o apoio do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, do Diretório Acadêmico de Serviço Social - Florestan Fernandes/UNA e de várias pessoas.
O aniversário foi programado para começar às 15 horas, mas desde o meio-dia já estava disponibilizada uma cama elástica para as crianças. Esta cama elástica ficou disponível durante todo sábado, domingo, até segunda-feira de manhã.
Durante todo sábado houve discotecagem de MPB, Forró, Hip Hop e outros estilos musicais feita pelo DJ Luiz Sousa. Houve microfone aberto para a fala dos(as) moradores(as), apoiadores(as) e visitantes.
A pedido dos(as) moradores(as), foi exibido o documentário 'Arquivos Imperfeitos’, do diretor Sávio Leite, que conta a história de D. Helena Greco.
Foi exibido também o documentário ‘Cidadão Oculto’, realizado por Alex Maciel Texeira, Anselmo Saguiné, Gleisson Romeu e Luís Batista (usuários do Centro de Referência da População de Rua). Um dos diretores, Alex Maciel Teixeira, que tem trajetória de rua, esteve presente e prestou uma homenagem à Ocupação Helena Greco e a dois outros diretores do documentário que morreram recentemente, Luís Batista e Anselmo Saguiné – presentes na luta!
Após a exibição dos documentários a discotecagem foi retomada e o aniversário durou até quase a meia-noite, tendo sido interrompida pela chuva.
Agradecemos a presença dos(as) apoiadores(as), dos(as) moradores, das pessoas que contribuíram com suas casas, dos moradores(as) cujas casas que estão localizadas nos espaços entre as ocupações Helena Greco e Rosa Leão.
Agradecemos também a todas e todos que fizeram doações.
COMPANHEIRAS E COMPANHEIROS QUE FIZERAM DOAÇÕES
PARA A OCUPAÇÃO HELENA GRECO – BAIRRO ZILAH SPÓSITO – BH/MG

Do mês de Outubro até o dia 7 novembro de 2015
• Ana Luísa Lara Siqueira
• Arutana Cobério
• Beth de carvalho Andrade (apoiadora do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
• Bizoca ( membro do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
• Bruno A. Soares (membro do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
• Bruno Dutra (apoiador do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
• Diretório Acadêmico de Serviço Social – Florestan Fernades/UNA
• Dirceu Greco (apoiador do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
• Estudantes de Serviço Social da UNA.
• Guilherrme Borelli Araújo (trabalhador do Memorial da Arquidiocese)
• Gustavo Greco (neto de D. Helena Greco)
• Heliane Alcântara Soares
• Henrique da Silva ( membro Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania e membro do Diretório Acadêmico de Serviço Social – Florestan Fernades/UNA)
• Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
• Luís Bernardes
• Marília Greco (apoiadora Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
• Maykel Calais (apoiador do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, membro do CREES/MG) e Wladimir.
• Miria Gomes
• Mônica Eustáquio Fonseca (coordenadora do Memorial da Arquidiocese)
• Núbia Braga Ribeiro (membro Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania) sua filha Débora e seu neto Davi
• Núcleo de Educação de Jovens e Adultos/NEJA-UFMG (através do Matheus)
• Rosângela Guedes (trabalhadora do Memorial da Arquidiocese)
• Sofia Carvalho Diniz
• Stephanie de O. Moreira (trabalhadora do Memorial da Arquidiocese)
• Virgílio Mattos e Laurinha (apoiadores do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
Ocupação Helena Greco - Bairro Zilah Spósito - BH/MG. 
Comunidade de luta! Existe e resiste desde 2011!

Belo Horizonte, 9 de novembro de 2015
Notícia/Fotos/Arquivo:Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania















                                                       

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ENCONTRO DE LUTA CONTRA O GENOCÍDIO DOS POVOS INDÍGENAS


ENCONTRO DE LUTA CONTRA O GENOCÍDIO DOS POVOS INDÍGENAS 
Sábado, 14/11/2015, às 16h
Local: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - Rua Hermilo Alves, nº290, Bairro Santa Tereza - Belo Horizonte/MG

*Painéis seguidos de roda de conversa:

Núbia Braga Ribeiro: Doutora em História Social pela USP, professora da Faculdade de Políticas Públicas da UEMG, apoiadora das causas e dos direitos dos Povos Indígenas e membro do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania. 

Adriano Toledo Paiva: Doutor em História pela UFMG e autor do livro Os Indígenas e os processos de conquista dos sertões de Minas Gerias (1767-1863). 

Avelin Kambiwa: Indígena - Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas e Aldeia Umuarama.

Vânia Pataxó (Porto Seguro/BA): Indígena - Mãe de Samuel Pataxó (Imamakã Vania). Samuel pertencia a Aldeia Coroa Vermelha/BA e foi torturado e assassinado em Betim/MG.

*Exibição do documentário:
Índio cidadão
Direção: Rodriguarani Kaiowá - Brasil, 2014 - 52min.
Sinopse:
A União das Nações Indígenas, em ato de desobediência civil contra a tutela do Estado, coordena movimento político de participação popular na Constituinte (1987/88). Vinte e cinco anos depois, o Movimento Indígena ocupa o Plenário da Câmara dos Deputados e realiza Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Constitucionais ameaçados pelo próprio Congresso Nacional. A Nação Kaiowa e Guarani, alheia ao Direito e à Justiça, revela a narrativa testemunhal do genocídio indígena em marcha no estado do Mato Grosso do Sul.

*Músicas indígenas.

*Emitiremos certificado.

Organização:
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

Apoio/Parceria:

Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas e Aldeia Umuarama.

Evento em rede social:
https://www.facebook.com/events/410057212531634/