"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

NOTA DE APOIO À OCUPAÇÃO WILLIAM ROSA - 07/02/2017


TODO APOIO À OCUPAÇÃO WILLIAM ROSA

       Os moradores da Ocupação William Rosa estão mais uma vez ameaçados de despejo, tanto quanto estão articulados para resistir. Não por menos, pois William Rosa, geógrafo militante da Associação dos Geógrafos Brasileiros e estudioso das ocupações urbanas, faleceu em 2013 para no mesmo ano renascer como luta por moradia na ocupação que leva seu nome em Contagem. Desde então, os moradores têm buscado uma solução democrática junto aos poderes instituídos, mas estes vão protelando enquanto mantêm uma ordem de despejo, a pedido da CEASA, agora com iminentes chances de ser cumprida.
       No dia 14 de fevereiro, terça feira, está marcado um encontro com a mesa de negociação do governo estadual de Fernando Pimentel, que comanda quem irá tentar realizar o despejo, a Polícia Militar de Minas Gerais. Também foram chamados para a mesa representantes do governo de Contagem, do governo federal e da CEASA. Há alternativas concretas para se resolver a questão e fazer avançar a construção de cidades como espaços de dignidade e vida plena, basta haver vontade política dos poderes instituídos. Os moradores estão articulados com vários movimentos sociais e dispostos a negociar.
       Fazemos um chamado para todas as entidades comprometidas com a construção de cidades libertas a colarem na Ocupação William Rosa no próximo sábado (11/02) para um ato político em sua defesa. Vamos iniciar a mobilização a partir das 14h (quem puder apresentar alguma atividade neste intervalo, será muito bem vindo) para às 17h fazermos um abraço de apoio e defesa à Ocupação William Rosa.
       Esta é uma luta de toda a sociedade em defesa da função social da propriedade e dos direitos fundamentais das mais de 400 famílias ali acampadas. Junte-se à Ocupação William Rosa. Faça da luta por moradia uma conquista de todas(os).
PELA SUSPENSÃO DE QUALQUER ORDEM DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE
MORADIA JÁ!
TODA SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DA OCUPAÇÃO WILLIAM ROSA
Ocupação William Rosa
Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Belo Horizonte (AGB-SLBH)
ANEL – Assembleia Nacional dos Estudantes Livres;
Brigadas Populares
CSP Conlutas
Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos MG;
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
Luta Popular
Movimento Mulheres em Luta;
MAIS - Movimento por Uma Alternativa Independente e Socialista;
Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Quilombo Raça e Classe;
Sindicato dos Gráficos MG;
Sindicato Metabase Congonhas;
Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis;
Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Preto;
Sindicato dos Metalúrgicos de Pirapora;
Sindicato dos Metalúrgicos de São João Del Rei;
SINDEESS/BH;
SINDEESS DIVINÓPOLIS;
SINTEMMD DIVINÓPOLIS;
Sindicato dos Metalúrgicos de Itaúna;
SINTIMEL/Governador Valadares;
Sindicato dos Metalúrgicos de Barão de Cocais/MG;
SINDSAÚDE/Contagem;
SINDSERB/Betim;
Sindicato Ceramistas de Monte Carmelo;
Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias;
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Itajubá e Região;
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Formiga;
Sindicato dos Servidores Públicos de Monte Carmelo;
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias e Informações de Minas Gerais - SINTAPPI-MG;
SINDICARNE-MG
*Nota reproduzida da página e do site da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Belo Horizonte (AGB-SLBH)/Fonte:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

AMENDOLA: AGENTE DA DITADURA NA PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO!

AMENDOLA: AGENTE DA REPRESSÃO DA DITADURA
E, EM 2017, AGENTE DA REPRESSÃO DE CRIVELLA 
        O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania repudia veementemente a prefeitura do Rio de Janeiro: o prefeito Marcelo Crivella nomeou para a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) o agente da repressão da ditadura militar Paulo Cesar Amendola.
        Marcelo Crivella (Partido Republicano Brasileiro/PRB) é bispo evangélico neopentecostal licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Ao longo da sua trajetória, tem demonstrado seu fundamentalismo cristão expresso na intolerância em relação à cultura do povo negro, às crenças e religiões de matriz africana, à comunidade LGBTs e às lutas feministas. Estas práticas de Crivella estão explicitadas no seu livro “Evangelizando a África”, publicado em 2002 pela IURD. Foi senador pelo PRB e ministro (Pesca e Agricultura) no governo Dilma Rousseff.
        Paulo Cesar Amendola (PRB) participou ativamente do aparato repressivo da ditadura militar (1964-1985) tendo afirmado publicamente que foi um dos autores da prisão de César de Queiroz Benjamin, em operação do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), em agosto de 1971.  César Benjamin foi barbaramente torturado e expulso do Brasil pela ditadura. Na época, este lutava contra a ditadura e pelo socialismo – participava da luta armada pelo MR-8. Ex-PT, um dos fundadores do Consulta Popular e ex-PSOL, César Benjamin hoje é titular da Secretaria de Educação, Esportes e Lazer da prefeitura Rio de Janeiro – colega de seu próprio repressor, o coronel Amendola, na gestão municipal. César Benjamim foi um dos coordenadores da campanha de Marcelo Crivella e um dos articuladores do seu programa de governo.
        O torturador Amendola atuou no DOI-CODI, um dos principais centros de tortura da ditadura militar. Além de seu histórico de repressão durante a ditadura, é coronel reformado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Atuou no Batalhão de Choque, foi um dos fundadores da Companhia de Operações Especiais da PMERJ, atual BOPE e o primeiro superintendente da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.
        A Polícia Militar do Rio de Janeiro – como em todo o Brasil - se caracteriza pela prática racista, assassina e parafascista. Seus alvos principais são o povo negro, pobres, moradores(as) dos morros e favelas, as lutas dos(as) trabalhadores(as) e dos movimentos sociais.
Abaixo Crivella! Fora Amendola!
Pelo fim de todo aparato repressivo!
         Apoiamos inteiramente a nota de 23/01/2017 do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, a qual reproduzimos abaixo.
Belo Horizonte, 06 de fevereiro de 2017
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

Nota do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ: 
É INACEITÁVEL QUE UM AGENTE DA REPRESSÃO DA DITADURA MILITAR SEJA SECRETÁRIO DA PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.
O Grupo Tortura Nunca Mais / RJ (GTNM-RJ) vem a público manifestar sua total indignação e repúdio ao conceito de “Ordem Pública” do prefeito Marcelo Crivella – conceito este expresso na nomeação, mais do que simbólica, do atualmente Coronel da reserva da PM-RJ, Paulo César Amêndola de Souza.
QUEM É PAULO CÉSAR AMÊNDOLA
1. O Projeto Brasil Nunca Mais, coordenado pelo então cardeal de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns - é o resultado da microfilmagem de todos os processos que se encontram no Superior Tribunal Militar, em Brasília, abrangendo o período de 1964 a 1978, tratando-se, portanto de documentação oficial produzida pelo regime ditatorial.
O nome do Coronel Amêndola é citado várias vezes (ver páginas 113 e 238 do Tomo 11, volume 3) e, mais especificamente na folha 005 do Processo 1599 da Segunda Auditoria da Aeronáutica, com apelação no STM número 39.295, consta um documento da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Guanabara no qual o então capitão Amêndola é identificado como “estando a serviço do Centro de Operações de Defesa Interna do I Exército” – o famigerado DOI-CODI, centro de torturas, assassinatos e desaparecimentos durante a ditadura militar.
2. Mas, mais do que está nos documentos oficiais, o próprio coronel Amêndola – em recente entrevista ao jornal O Globo (ver matéria do dia 21/12/2016) assume ter participado diretamente de operativos, inclusive fora do estado do Rio de Janeiro. Como o repórter descreve na abertura da matéria – Em agosto de 1971, o então guerrilheiro Cesar Benjamin, foi preso, aos 17 anos, numa praça de Salvador durante uma missão do Centro de Informações da Marinha (Cenimar). Integrante da organização MR-8, que lutava contra a ditadura, ele estaria levando uma mala de dinheiro para Carlos Lamarca quando foi capturado por militares. Entre seus captores estaria Paulo Cesar Amêndola, que, em 2011, falou ao GLOBO sobre a operação. Com riquezas de detalhes, ele afirmou que foi enviado à Bahia numa ação confidencial, e que só chegando lá descobriu quem era o alvo. A prisão teria ocorrido numa emboscada, e, na versão de Amêndola, coube a ele desarmar Benjamin, que tentou escapar do cerco.
Nesta mesma entrevista o próprio Amêndola afirma, literalmente: “Eles precisavam de gente com experiência em área urbana. E a missão que nos tinham dado era capturar umcidadão que ia passar em Salvador...” e continua em seguida: “Pegaram o Cesinha, eu fui por trás e tirei a (pistola) 45 dele. Cesinha começou a gritar “estão me assaltando, estão me assaltando!”. Mas eram três cercos, tudo à paisana — declarou o militar ao GLOBO.
3. Depois do fim da ditadura militara carreira de Amêndola continua. O coronel se orgulha de ter sido o criador do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da PM-RJ. Este batalhão, que tem como símbolo uma “caveira”, é por demais conhecido de todos os moradores das favelas e periferias de nossa cidade. Todas as mães, pais, parentes e amigos das vítimas do verdadeiro genocídio promovido contra jovens, pobres, em sua enorme maioria negros; sabem muito bem dos métodos operacionais deste batalhão. Sabem que para o povo pobre não existe “bala perdida” mas sim corpo achado.
4. Ainda consta do currículo de Amêndola a criação da Guarda Municipal que, contrariando os objetivos expressos na lei que a criou, dedica-se a reprimir, com extrema violência os trabalhadores desempregados que tentam buscar seu sustento como ambulantes e a controlar as populações pobres da cidade. Até agora com as chamadas “armas não letais” mas sabemos que já existem projetos para que passem a utilizar armas de fogo.
Portanto, nós do GTNM-RJ, Consideramos que colocar um membro do CODI - aparato de repressão da Ditadura Civil-Militar, criador de uma corporação que se destaca pela violência e desrespeitos aos direitos humanos, expressa com rara clareza uma compreensão do atual prefeito do que seria ordem pública: repressão e intimidação pela violência.
Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2017
Pela Vida e Pela Paz,
Tortura Nunca Mais!
Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
Fonte: 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

BANDAS RAZÃO SOCIAL E CONSCIÊNCIA SUBURBANA SE APRESENTAM NA 7ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG!

Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

REALIZADA A 7ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG
         No último sábado, dia 17 de dezembro de 2016, no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (BH/MG), foi realizada a 7ª Velada Libertária-IHG - Gig punk contra a PEC 55, contra a PEC 287 e contra a destruição de direitos dxs trabalhadorxs!        
        Houve a apresentação ao vivo das bandas Consciência Suburbana (Zona Leste, BH/MG, desde 1995) e Razão Social (Zona Leste, BH/MG, desde 1991). Antes e depois da apresentação das bandas, houve som mecânico de bandas punk.
        Velada Libertária-IHG é uma atividade contra-hegemônica e anticapitalista em repúdio à indústria cultural, à indústria do divertimento e ao entretenimento. É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente com relação aos governos, ao Estado, aos editais, aos patrões, comércios, empresas e institucionalidade. Acontece desde 2009, sempre no mês de dezembro.
        O objetivo da Velada Libertária-IHG é fazer com que pessoas dos movimentos culturais independentes, underground, dos movimentos de contracultura e dos movimentos sociais transitem, por livre e espontânea vontade, no mesmo espaço - criar pontes e unidades de lutas.
        A entrada foi gratuita e as despesas foram realizadas com recursos dos militantes do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania sem nenhum tipo de financiamento. No espaço foram disponibilizados salgados veganos e bebidas (cerveja e refrigerante) a preços populares, sem nenhum objetivo lucrativo. A arrecadação foi revertida para os gastos com aluguel de equipamentos, som, carreto, manutenção do espaço, cartazes e outros. Parte do som e dos equipamentos foi emprestada pelo companheiro Maykel Calais, militante dos movimentos sociais e grande apoiador. Nossos agradecimentos ao camarada Maykel, que além de emprestar, ajudou a trazer, a montar parte dos equipamentos e ainda os buscou. Com isto poupou o Instituto Helena Greco de Direitos humanos e Cidadania do aluguel de mais um carreto.
        Estiveram presentes estudantes, professorxs, trabalhadorxs de várias categorias, punks, moradorxs do Santa Tereza, moradorxs de periferia e da região metropolitana, feministas, LGBTs, anarquistas, militantes de esquerda e dos movimentos sociais.
        Agradecemos a presença de todxs e em especial as bandas Razão Social e Consciência Suburbana que aceitaram o convite e tiveram uma ótima relação de apoio mútuo.
2016: Centenário Helena Greco!
Belo Horizonte, 19 de dezembro de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
        
Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

Imagem: Apresentação da banda Consciência Suburbana na 7ª Velada Libertária-IHG/Foto: Vinicus Punkpunk/Fonte:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=675652625940527&set=gm.951417424991655&type=3&theater
Imagem: Apresentação da banda Razão Social na 7ª Velada Libertária-IHG/ Foto:Thelma Rosa/ Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1405162179495493&set=pcb.951351808331550&type=3&theater

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

“A CHAMA E O VENTO”, 48 ANOS DO AI-5 E PEC DO ‘FIM DO MUNDO’!

Imagem: Lançamento do livro a chama e o vento, do mineiro Sérgio Mudado, no Rio de Janeiro.
Foto:
 Joana D'Arc Fernandes Ferraz  (Grupo Tortura Nunca Mais /RJ).

LANÇAMENTO DE “A CHAMA E O VENTO”, 48 ANOS DO AI-5 E PEC DO ‘FIM DO MUNDO’!
         Realizado, no dia 13 de dezembro de 2016, no Auditório Paulo Freire/UNIRIO, o lançamento do livro “a chama e o vento” do mineiro Sérgio Mudado.  Houve uma roda de conversa coordenada por Cecília Coimbra (Grupo Tortura Nunca Mais/RJ). Compuseram a mesa Sérgio Mudado, Sérgio Campos, da VAR-Palmares, companheiro de militância de Maria Auxiliadora Lara Barcelos e Danichi Mizoguchi, professor do Departamento de Psicologia da UFF.
        Foi feita homenagem a Maria Auxiliadora Lara Barcelos (Dodora, Dorinha), guerrilheira que lutou contra a ditadura militar (1964-1985) e pelo socialismo. Ela foi presa política barbaramente torturada. Foi banida do país em janeiro de 1971 – trocada com mais 69 companheiros(as) pelo embaixador suíço.  Suicidou no exílio na Alemanha, em 1976. O romance de Sérgio Mudado remete a fatos da época da ditadura e da vida de Dodora.  
        Durante o lançamento, foram repudiados com veemência o terrorismo de Estado e do capital, o Ato Institucional nº 5 (AI-5)– que fez 48 anos neste dia – e a aprovação da PEC 55, a PEC do fim do mundo. Foi feita uma saudação às ocupações de estudantes na UNIRIO e no Brasil. Foram repudiadas a violência policial e as dezenas de prisões de manifestantes, inclusive com base na Lei de Segurança Nacional, que aconteceram em Brasília no mesmo dia 13/12. Foi denunciada a escalada da criminalização dos movimentos sociais, sobretudo a partir das jornadas de junho de 2013.
        Foi exibido o curta Leucemia, o filme da anistia, realizado em 1978 por Noilton Nunes, que estava presente.  A atriz Idylla Silmarovi (idealizadora do espetáculo Guerrilha-BH/MG) fez dramatização de um trecho do livro.
        O lançamento do livro foi organizado pelo Grupo Tortura Nunca Mais/RJ em parceria com o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
        Estiveram presentes professores(as), estudantes, trabalhadores(as), militantes dos movimentos sociais; familiares de mortos e desaparecidos políticos; ex-presos(as) políticos(as) da ditadura militar e da atualidade; guerrilheiros da época da ditadura; companheiros(as) de Maria Auxiliadora Lara Barcelos, trocados(as) junto com ela pelo embaixador suíço, em janeiro de 1971.
        Agradecemos a presença de todas e todos, ao autor do livro, Sérgio Mudado, e a parceria com o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ.
Maria Auxiliadora Lara Barcelos: presente!
Belo Horizonte, 15 de dezembro de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (BH/MG)
    - Leia também:

*SOBRE (RE)LANÇAMENTO DE A CHAMA E O VENTO EM BH:


*(RE)LANÇAMENTO DO LIVRO "A CHAMA E O VENTO" EM BELO HORIZONTE :

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

RAZÃO SOCIAL E CONSCIÊNCIA SUBURBANA NA 7ª VELADA LIBERTÁRIA-IHG!

7ª VELADA LIBERTÁRIA - IHG
Gig punk contra a PEC 55, contra a PEC 287 e contra a destruição de direitos dxs trabalhadorxs!


*Sábado, dia 17 de dezembro de 2016, às 15:00 horas.

*LOCAL/REALIZAÇÃO: 
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - Rua Hermilo Alves, nº290, Bairro Santa Tereza - Belo Horizonte/MG

*APRESENTAÇÃO DAS BANDAS E APOIO:
Razão Social - BH/MG.
Consciência Suburbana - BH/MG.

*CERVEJA + SALGADOS VEGANOS.
(a arrecadação será convertida para gastos com aluguel de equipamentos, manutenção do espaço e outros/sem fins lucrativos).

*ENTRADA FRANCA (LIVRE E GRATUITA).

Nazistas, fascistas, integralistas, coxinhas, agentes da repressão,
racistas, machistas, homofóbicos, lesbofóbicos, transfóbicos, esteriotipistas, eugenistas e gerontofóbicos: NÃO PASSARÃO!

Evento em rede social:
______________________________________
VELADA LIBERTÁRIA - IHG: 

        Atividade contra-hegemônica e anticapitalista em repúdio à indústria cultural e à indústria do divertimento. É realizada anualmente de forma autogestionária, autônoma e independente com relação aos governos, ao Estado, aos editais, aos patrões e empresas. Acontece desde 2009.

- Todo nosso repúdio e luta contra a PEC do fim do mundo (PEC 55/teto de gastos públicos)!

- Todo nosso repúdio e luta contra a PEC 287 (reforma da previdência)! 

- Todo nosso repúdio e luta contra a retirada de direitos dxs Trabalhadorxs!

- Todo nosso apoio aos estudantes das ocupações nas escolas secundárias e universidades. Ocupar e resistir!

- Abaixo o terrorismo de Estado e do capital!

- Pelo fim do genocídio do Povo Negro e do genocídio dos Povos Indígenas!

- Pelo fim do feminicídio e da violência contra as mulheres! Abaixo o machismo! Pelo direito ao aborto gratuito e seguro!

- Abaixo a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, o extermínio e a violência contra a comunidade LGBT!

- Pelo fim do extermínio dxs moradorxs de periferias, vilas, favelas e ocupações!

- Pelo fim das chacinas no campo cometidas pelo latifúndio e o agronegócio. 

- Abaixo as empresas Samarco/Vale do Rio Doce/BHP Billiton! Pela punição destas empresas e dos governos municipal, estadual e federal, responsáveis pela maior destruição socioambiental da história de Minas Gerais! Abaixo suas políticas neoliberais e suas práticas de privatização! Todo apoio para xs trabalhadorxs e para xs moradorxs das comunidades atingidas por esta gravíssima violação dos direitos humanos!

- Por memória, verdade e justiça! 

- Nazi Trumps Fuck Off e Neoliberalism Temer Fuck Off! 

- Não à democracia representativa (parlamentar/burguesa)! Não nos representam! Façamos nós mesmos sem governos, Estado e patrões!

Belo Horizonte, dezembro de 2016

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

sábado, 10 de dezembro de 2016

LANÇAMENTO DE "A CHAMA E O VENTO" NO RIO DE JANEIRO!























            "Na ocasião será lançado o livro do companheiro Sergio Mudado e haverá uma roda de conversa com o Prof. da UFF Danichi Mizoguchi e Sergio Campos dirigente da VAR PALMARES"
https://www.facebook.com/events/364746723863004/
“DESCOMEMORANDO OS 48 ANOS DO AI-5”
        “O GTNM-RJ e o Instituto Helena Greco-BH promovem uma roda de conversa, homenageando Maria Auxiliadora Lara Barcelos (Dora) - simbolizando todxs xs lutadorxs assassinadxs pela ditadura militar - e o lançamento do livro "A chama e o vento" do escritor mineiro Sérgio Mudado. O evento, coordenado por Cecília Coimbra, contará com a participação do autor do livro, de Sérgio Campos (ex-dirigente da VAR-Palmares), do professor da UFF Danuchi Mizoguchi e de vários companheirxs que conviveram com nossa Dora. Haverá uma dramatização da atriz mineira Idylla Silmarov.
        Neste romance, ficção baseada em fatos reais, é contada a história - sem que seu nome seja citado - da companheira Dora. Do movimento estudantil em BH até sua morte em 1976, aos 31 anos.
Veja, nas postagens abaixo, a contracapa do livro”.
Imagem: capa e orelha do livro "a chama e vento" de Sérgio Mudado.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

MUJERES LIBRES E GUERRILHA NA OCUPA FAE!

Imagem: Cine-debate - A luta das mulheres/exibição de Indomables,
una história de mujeres libres na Ocupa FaE/UFMG.

LUTA FEMINISTA: MUJERES LIBRES E GUERRILHA NA OCUPA FAE!
         Realizada, na segunda-feira, dia 28/11/2016, na Ocupa FaE/UFMG, a exibição do documentário Indomables, una história de mujeres libres, roda de conversa sobre  a luta das mulheres e apresentação do espetáculo Guerrilha - experimentos para tempos sombrios.
        O documentário Indomables, produzido por Zer Ikusi A CGT, com a direção de Juan Felipe, relata o lançamento do 1º número da revista Mujeres Libres, em 1936, da formação de agrupamentos Mujeres Libres em toda Espanha, da fundação da Federación Nacional de Mujeres Libres, em 1937, e da participação das mulheres na Revolução Espanhola na década de 1930. Após a exibição foi feita roda de conversa com a participação do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania. Foram debatidos os seguintes assuntos:
        - 80 anos da Revolução Espanhola e a guerra civil (1936 – 1939).
     - A luta feminista na época da Revolução Espanhola e na atualidade. A emancipação da mulher: classe, gênero e etnia.
        - A questão da mulher na universidade, no trabalho e nas ocupações.
      - Violação dos direitos humanos praticados pelo franquismo e a extrema direita durante a guerra civil e após o massacre de 1939 que pôs o fim à guerra.
        - A luta contra o terrorismo de Estado e do capital.
      - Memória, verdade e justiça: 36 anos de ditadura franquista/fascista na Espanha (1939 – 1975). Em conta conservadora, pelo menos 500 mil pessoas mortas (200 mil desaparecidos). 
      - A militância das ocupações nas escolas secundárias e universidades. O repúdio à criminalização aos movimentos sociais, a luta contra da PEC 55 e contra a reforma do ensino médio.
        Após a roda de conversa sobre o documentário e sobre a luta feminista foi apresentado o espetáculo Guerrilha.
        Estiveram presentes estudantes, professores(as) e militantes dos movimentos sociais. Agradecemos a Ocupa FaE pelo convite.
Ocupar e resistir!
Todo o nosso apoio às ocupações!
Belo Horizonte, 29 de novembro de 2016
Notícia/Fotos: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
Imagem: espetáculo Guerrilha na Ocupa FaE.

Imagem: espetáculo Guerrilha na Ocupa FaE.




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sábado, 26 de novembro de 2016

OCUPA FAE: A LUTA DAS MULHERES E GUERRILHA - 28/11/2016


Nesta segunda (28/11) na #OcupaFaE!
Teremos, às 16h, a exibição do filme "Indomables, una história de mujeres libres", seguido de um debate junto com o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, com a ilustre presença da Professora Heloisa Amélia Greco, a Bizoca.
Mais tarde, o espetáculo Guerrilha: "experimentos para tempos sombrios"
"Vivemos em tempos sombrios e, em tempos como esses resistir é o que nos resta, nos mobiliza. Junto dxs estudantes, vemos que OCUPAR TUDO é um recurso de luta e resistência coletiva. Não seria diferente para nós, cada temporada, cada ocupação é um exercício da arte mas também um estado da arte mesma em guerra contra o Estado, contra o Golpe.
Ocupar Tudo com esse espetáculo tem a ver com a nossa reivindicação de liberdade e de lembrar aos responsáveis que NÃO ESQUECEREMOS." (Guerrilha)
Imagem e texto/Fonte:
Faculdade de Educação/UFMG - Av. Antônio Carlos, 6627, Campus Pampulha – Belo Horizonte/MG.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ARTIGO: PRIMAVERA SECUNDARISTA OU POR QUE OCUPAR?

Imagem: Cartaz na ocupação da Escola Agrotécnica, dentro do campus da UESB.

PRIMAVERA SECUNDARISTA OU POR QUE OCUPAR?
Núbia Braga Ribeiro*
A PEC 241 surge quando o poder executivo apresenta ao Congresso Nacional, no dia 15 de junho, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com a finalidade de estabelecer um novo regime fiscal e, com isso, equilibrar as contas públicas. Diante de um Congresso reacionário, o mais desde os tempos violentos da ditadura militar no Brasil, era de se esperar que a Câmara dos deputados acolhesse tal proposta que no momento se encontra para votação no Senado “travestida” de PEC 55.
A PEC 241 (agora PEC 55) é uma total afronta aos direitos sociais, pois deflagra um golpe na educação, na saúde e na assistência social, justificada por meio de um discurso absurdo, de controlar as despesas públicas, defende-se a ideia de “cortes necessários do Estado” ou o que se denomina de “novo teto para o gasto púbico” camuflando, assim, suas aberrações. Dentre seus disparates, a PEC 55 limita e congela os investimentos, que já eram escassos, por 20 anos em áreas fundamentais. Por esse caminho, causa um impacto sobre os recursos voltados para educação, saúde, assistência social, além de recair sobre os trabalhadores e servidores públicos, pois até o salário mínimo está na sua mira (ou na sua geladeira).
Diante deste contexto, diversos manifestos de sindicatos, instituições, institutos, categorias de trabalhadores, de professores e de estudantes no Brasil inteiro protestam contra os mandos e desmandos do governo que tem como uma de suas bandeiras a PEC 55 para “salvar” o país da crise.
Golpe atrás de golpe, não para por aí. A Medida Provisória 746 (MP 746), de 22 de setembro de 2016, apresentada pelo governo federal e o Ministro da Educação ao Congresso, impõe uma drástica reforma no Ensino Médio.
Conforme publicação no blog do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, os jovens estudantes secundaristas da Escola Estadual Ari da Franca e de outras escolas ocupadas da região de Venda Nova, panfletaram, no dia 2 de novembro de 2016, no centro de Belo Horizonte. O impresso distribuído pelos estudantes denuncia os danos que a MP 746 pode causar à educação:
“Essa  MP, que não foi debatida com os professores e nem com estudantes, estabelece que as disciplinas de Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia deixam de ser obrigatórias e ainda prevê a contratação de professores sem a exigência de diploma para todas as redes de ensino.
Acreditamos que a retirada destas disciplinas demonstra uma nítida intenção de tirar das escolas o debate crítico sobre a sociedade e a formação humana. Isto significa mais precarização para os professores, assim como o rebaixamento do nível de qualidade do ensino para os estudantes.” (PANFLETO apud http://institutohelenagreco.blogspot.com.br/).
Além de pôr fim a obrigatoriedade das disciplinas de Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia tão fundamentais para a formação humana e cidadã, a MP 746 é uma proposta que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB/96) prevendo turno integral e ensino profissionalizante. Mas que turno integral sem as devidas condições e que ensino profissionalizante são estes? Volta e meia está a resposta à nossa frente: formar técnico autômato, coisificado, tão enaltecido nos tempos da ditadura civil-militar pelos governos autoritários. Ou seja, a ideia é de negação/desconstrução: educar para não pensar, educar para não questionar. Tudo ao contrário do que aprendemos com Paulo Freire (1988), afinal, a educação é prática da liberdade e não prática da dominação. Assim sendo, na concepção de Freire, se revela o caráter libertador e não domesticador da educação, porém a MP 746, forjada pelo governo e pelas elites desejosos de adestrarem a sociedade, é um projeto político de educação que contraria a liberdade, a criatividade e o debate.
 No entanto, os jovens nas ocupações e no chão das ruas, na contramão do autoritarismo, estão provando, muito mais que reivindicando, que é na práxis que se aprende, é na ação exercida que se educa e ao se educar se liberta o sujeito de toda opressão, assim como Paulo Freire defendeu por toda sua vida.
Ainda lembrando Paulo Freire, a educação que liberta é um ato dialógico, em que o ato de conhecer e de pensar estão intimamente relacionados. E, é por isso, que ocupar é necessário e urgente! Ou, ainda, podemos lembrar Maria da Glória Gohn, que analisa a importância dos movimentos sociais como práticas também educativas, como parte inerente a educação, pois os “movimentos sociais e educação têm um elemento de união, que é a questão da cidadania” (p.11, 2005). Afinal, segundo a mesma autora, “a educação ocupa lugar central na acepção de cidadania. Isto porque ela se constrói no processo de luta que é, em si próprio, educativo” (p.16, 2005). Por esses e tantos outros motivos que é na prática e na realidade que emerge o processo de libertação e que ocupar é um exemplo de luta e de participação social ativas para além das barreiras institucionais e instituídas. É nesse cenário caótico e assustador – com a presença do Estado violência, inaugurado com o neoliberalismo, que bate em professor e em estudantes, do endurecimento da ultradireita e de setores extremamente conservadores da sociedade e, diga-se de passagem, violentos também –, que ocupar e resistir é uma questão vital, de sobrevivência e de dignidade. As ocupações de escolas pelos jovens estudantes têm sua origem (na história recente do país) na luta contra o sucateamento da educação, como exemplo, em São Paulo, em 2015, contra o projeto de “reorganização” da rede paulista de ensino. Entretanto, não findaram aí, pois a primavera secundarista avançou na luta desde outubro de 2016, com expressividade no Paraná e com força total em todo o Brasil, contra a PEC 55 e a MP 746. Os jovens protagonistas, do Brasil inteiro, já ocuparam mais de 1.000 escolas e no caso das universidades os estudantes ocuparam mais de 160, até então, contra as arbitrariedades do governo. Esses jovens representam um exemplo de cidadania e de luta por direitos que não podem nos ser roubados. E a esperança é que a primavera floresça independente, autônoma, autogestionária, ou melhor, nas palavras de Pablo Neruda: “rompió la tierra, estableció el deseo, hundió sus propagandas germinales y nació en la secreta primavera.”
A luta é clara e legítima ao som das vozes desses jovens que exigem que se garanta uma educação pública e de qualidade e que, portanto, a PEC 55 e a MP 746 congelam avanços, negam conquistas de lutas históricas e impõem retrocessos. Por tudo isso, ocupar é se fazer escutar, é um processo de aprendizagem, de experimentar e experenciar a cidadania.
Afinal, a PEC 55 e a MP 746 ameaçam frontalmente extinguir um direito consagrado na Constituição Cidadã de 1988. Elas significam apagar de nossas lutas o texto que deu origem ao artigo 205: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Ademais, fere o artigo 208 que declara como dever do Estado a Educação, pública e gratuita, em seus diferentes níveis, o seu comprometimento em garantir, ainda, a pesquisa e a criação artística que são dimensões importantes na formação do sujeito crítico e autônomo.
Portanto, a educação para cidadania é o caminho para a constituição de uma sociedade justa no combate às desigualdades e em prol da diversidade. A educação como direito tem íntima relação com a cidadania. Dessa forma, só é possível pensar na construção de uma sociedade mais humana e justa se a educação estiver compromissada com a formação do cidadão. Por tudo dito aqui, que o grito dos jovens, nas ocupações por este país a fora e no chão das ruas, deve ser respeitado e ecoado como uma primavera: ocupar e resistir!
Referências
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil,1988. Brasília, Senado. Disponível em Acesso em 09 de setembro de 2016
Entenda o que está em jogo com a PEC 241. 07/10/2016. Disponível em: Acesso em 02 de novembro de 2016.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
FREIRE, Paulo. Política e educação. São Paulo: Cortez, 1995.
GOHN, Maria da Glória. Movimentos Sociais e Educação. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2005.
NERUDA, Pablo. Canto General. Disponível em: < http://www.neruda.uchile.cl/obra/cantogeneral.htm> Acesso em 02 de novembro de 2016.
PANFLETO das Escolas Estaduais ocupadas em Venda Nova, Belo Horizonte/MG Disponível em: http://institutohelenagreco.blogspot.com.br/ Acesso em 15 de novembro de 2016.
*Doutora em História Social pela USP/ SP. Professora da Faculdade de Políticas Públicas da UEMG, membro do grupo de pesquisa ODC e membro do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
- LUTA DAS ESCOLAS ESTADUAIS OCUPADAS DE VENDA NOVA CONTRA A PEC 241/PEC 55 E CONTRA A REFORMA DO ENSINO MÉDIO
- NOTÍCIA SOBRE A OCUPAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA: http://institutohelenagreco.blogspot.com.br/2016/10/ocupa-ufsb.html