"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

NOTA CONJUNTA EM APOIO ÀS PESSOAS VIVENDO COM HIV E CONTRA ATITUDES DISCRIMINATÓRIAS DO GOVERNO FEDERAL


Nota conjunta da Associação Brasileira de Economia em Saúde (ABrES), da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (CEBES), da Rede Unida e da Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) em apoio às pessoas vivendo com HIV e contra as posições obscurantistas, preconceituosas do Presidente da República e que afrontam os direitos humanos

A ABrES, ABRASCO, CEBES, Rede Unida e a SBB vem a público manifestar seu repúdio às inadmissíveis declarações do Presidente da República em entrevista divulgada em 5 de fevereiro de 2020 [1], quando afirmou que “uma pessoa com HIV ... é despesa para todos aqui no Brasil” e que “esta liberdade que pegaram ao longo (sic) do PT que vale tudo chega a este ponto, uma depravação total”.

Considerando o momento grave, principalmente institucional e político que o Brasil está vivendo, e assistindo estarrecidos a uma avalanche de notícias sobre episódios de violência e obscurantismo que penetram e contaminam todos os ambientes sociais, acentuados pelas repetidas manifestações de preconceito das autoridades constituídas;

Considerando o aumento da violência contra todas as populações em situação de vulnerabilidade;

Considerando que estas afirmações não coadunam com o cargo de Presidente da República e que refletem intolerância, preconceito, desconhecimento e falta de respeito com as pessoas que vivem com HIV;

Considerando que estas declarações estão também relacionadas à implementação de políticas sabidamente ineficazes para adolescentes, especificamente em relação à abstinência sexual. Esta política, além de ineficaz [2], certamente prejudicará ou até impedirá a discussão da sexualidade, tolerância e respeito à diversidade nesta faixa etária, com prejuízos incomensuráveis;

Considerando que estas manifestações podem servir de cortina de fumaça, para desviar a atenção de outros fatos muito importantes e que afetam diretamente toda a população, relacionados ao desmonte de políticas públicas (e.g., o estrangulamento do financiamento do SUS; contra os direitos dos trabalhadores; contra a universidade pública; a favor de liberação de atividades extrativas na Amazônia e em terras indígenas),

a Sociedade Brasileira de Bioética se posiciona clara e inequivocamente em apoio às pessoas vivendo com HIV e contra todas estas posturas, intempestivas e repetidas, de intolerância, ignorância, preconceito e anticientificismo.

Além disso, conclama as Associações Científicas, os Conselhos de Saúde e a Sociedade Civil para também se posicionarem na necessária luta diuturna para proteger os direitos humanos, contra todo e qualquer preconceito e discriminação e na defesa intransigente do Sistema Único de Saúde.

Associação Brasileira de Economia em Saúde (ABrES)
Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO)
Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (CEBES)
Rede Unida
Sociedade Brasileira de Bioética (SBB)

6 de fevereiro de 2020

[1] https://www.msn.com/pt-br/noticias/politica/pessoa-com-hiv-%c3%a9-%e2%80%9cdespesa-para-todos-no-brasil%e2%80%9d-diz-bolsonaro/ar-BBZFZT3
[2] Hallal, R, médico infectologista (Jornal Zero Hora, Porto Alegre 1 Fev20):” Uma revisão de pesquisas realizadas com jovens de 66 países de baixa e média renda – assim como o Brasil - no período entre 1990 e 2010, mostrou que educação sexual nas escolas aumentou o conhecimento sobre transmissão do HIV, uso de preservativos e recusa por sexo; reduziu o número de parcerias sexuais e postergou a iniciação sexual. Novamente, recomendar abstinência sexual não produziu efeitos”.

Texto e imagem/Fonte – acesse:

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

sábado, 18 de janeiro de 2020

MARCELO DOLABELA: PRESENTE!

Imagem: Lançamento do CD Substância - Divergência Socialista - Marcelo Dolabela & parceiros  em 2013
MARCELO DOLABELA: PRESENTE, HOJE E SEMPRE!
17/09/1957 – 18/01/2020

        Faleceu nesta manhã de sábado, aos 62 anos, o companheiro Marcelo Dolabela –  músico, poeta, artista multimídia, escritor e professor. É autor do livro ABZ do Rock brasileiro (1987) e de várias publicações. Participou da organização do B.H.R.I.F. (BH Rock Independente  Fest) e é um dos autores  do  B.H.R.I.F – Guia do Rock Independente, em 1994.

        Participou de várias bandas, como Divergência Socialista e Sexo Explícito fundadas na década de 1980. Como poeta e músico é grande referência para a contracultura, para o som underground, punk e pós-punk.  Foi integrante de diversos coletivos de poesia, entre eles Dezfaces. Tem também trajetória nos movimentos sociais.

        O velório será na Casa do Jornalista, neste sábado, de 15:00 horas até  a meia-noite. Nossa solidariedade aos familiares e companheiros/as.

MARCELO DOLABELA: PRESENTE NA LUTA!

Belo Horizonte, 18 de janeiro de 2020
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

Imagens abaixo: Marcelo Dolabela palestrando na 4ª Velada Libertária - Instituto Helena Greco: A história do movimento e das bandas punk de Belo Horizonte (07/12/2013). 



- Veja também - Banda Divergência Socialista:

domingo, 8 de dezembro de 2019

ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA 2019

ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA - 7ª edição (2019)

 Sábado, dia 21 de dezembro de 2019 - de 16:00 às 18h

Local/EndereçoInstituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza - Belo Horizonte/MG.

 LEITURA PARA DEBATE:
MAGRI, Cledir Assísio. A educação em direitos humanos: uma abordagem a partir de Paulo Freire. REP - Revista Espaço Pedagógico, Passo Fundo, v.19, n. 1, p.44-63, jan./jun. 2012.

 TEXTO PARA BAIXAR E IMPRIMIR (20 páginas) - Acesse:

- Solicitamos a todas e todos participantes que venham com o texto lido.

- O texto A educação em direitos humanos: uma abordagem a partir de Paulo Freire, além de estar disponível através do link acima, também está disponível para fotocópia. Pode ser enviado virtualmente. Solicite-o através dos nossos contatos.

- O horário do encontro é de 16:00 às 18 horas. Chegue no horário - aguardaremos a chegada das(os) participantes até às 16h15. O encontro poderá se estender após as 18h.

- Serão emitidos certificados para participantes (quem quiser recebê-lo deve nos informar até um dia antes do encontro).

Dezembro: mês dos Direitos Humanos!

★ INFORMAÇÕES/CONTATOS:
(31) 2535 – 4667

★ EVENTO EM REDE SOCIAL:

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania:
16 anos de luta contra o terrorismo de Estado e do capital!

sábado, 9 de novembro de 2019

ESPETÁCULO TEATRAL 68

ESPETÁCULO TEATRAL 68 - A DITADURA MILITAR EM BELO HORIZONTE

01 a 03 novembro
08 a 10 novembro/2019

ESPAÇO ABERTO PIERROT LUNAR
R. Ipiranga, 137 - Floresta, Belo Horizonte

sex e sáb. 20h30 | dom. 19h

Teatro • Exposição fotográfica
Homenagem à Dona Helena Greco

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

ATO EM BH: TODO APOIO À LUTA DOS CAMPONESES, INDÍGENAS E QUILOMBOLAS DA BAIXADA MARANHENSE

TODO APOIO À LUTA DOS CAMPONESES, INDÍGENAS E QUILOMBOLAS DA BAIXADA MARANHENSE – ATO POLÍTICO EM BELO HORIZONTE:


Data: 21/10/2019 (segunda-feira);

Horário: 19 horas;

Local: FAFICH (UFMG Campus Pampulha) - Auditório Carangola (piso térreo);

Endereço:
  Avenida Presidente Antônio Carlos, n° 6627, Pampulha – Belo Horizonte/MG.

Mesa de debate / haverá emissão de certificado (4 horas).


INFORMAÇÕES/ACESSE (links):

- TODO APOIO AOS CAMPONESES, INDÍGENAS E QUILOMBOLAS DA BAIXADA MARANHENSE:

- FÓRUNS E REDES DE DEFESA DOS DIREITOS DA CIDADANIA DO MARANHÃO:

NOTA PÚBLICA DE APOIO E REPÚDIO – LIBERDADE PARA OS LAVRADORES PRESOS POLÍTICOS DO GOVERNADOR FLÁVIO DINO! (JOEL, EMILDE, EDILSON, LAUDIVINO):

https://madiariodeluta.wordpress.com/2019/10/02/nota-publica-de-apoio-e-repudio/

 

- BELO HORIZONTE: ATO EM SOLIDARIEDADE À LUTA PELA TERRA NO MARANHÃO SERÁ REALIZADO NA UFMG:

https://anovademocracia.com.br/noticias/12136-mg-ato-em-solidariedade-a-luta-pela-terra-no-maranhao-sera-realizado-na-ufmg

 

- MA – CAMPANHA NACIONAL DE LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS DO GOVERNADOR FLÁVIO DINO:

http://abrapo-org.umbler.net/2019/10/04/nota-publica-de-apoio-e-repudio/

 

https://cebraspo.blogspot.com/2019/10/ma-liberdade-aos-presos-politicos-do.html

sábado, 28 de setembro de 2019

ESPETÁCULO TEATRAL 68 - A DITADURA MILITAR EM BELO HORIZONTE

"O espetáculo teatral 68 traz à discussão os momentos fundamentais da luta contra a ditadura militar, dramatizando episódios que marcaram a resistência do povo brasileiro, tendo como foco as experiências vividas em Minas Gerais, particularmente, na cidade de Belo Horizonte".
Teatro Marília
27 a 29 setembro/2019
Sexta e Sábado às 20h
Domingo às 19h
Sessão especial com acessibilidade em libras.
Teatro • Cinema • Debate.
ACESSE:

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

ATO EM BH - 40 ANOS DA ANISTIA POLÍTICA: A LUTA CONTINUA!

40 ANOS DA ANISTIA – ATO EM BH
        Realizado na quinta-feira, dia 29 de agosto de 2019, em Belo Horizonte/MG, o ato 40 anos da Anistia política: a luta continua! Aconteceu em frente o Memorial de Direitos Humanos (antigo DOPS – um dos maiores centros de tortura da ditadura militar).
        Estiveram presentes familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, banidos, exilados e presos políticos durante a ditadura. Participaram também militantes, entidades de Direitos Humanos, movimentos por Memória, Verdade e Justiça, movimentos sociais, movimento estudantil e sindicatos.
- EM DEFESA DO MEMORIAL DE DIREITOS HUMANOS!
- PELO DIREITO À HISTÓRIA, À MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA!
- DITADURA E TORTURA NUNCA MAIS!
- PELO DESMANTELAMENTO DO APARATO REPRESSIVO!
- PELO ABERTURA IRRESTRITA DOS ARQUIVOS DA DITADURA!  
- NEM PERDÃO, NEM ESQUECIMENTO, NEM RECONCILIAÇÃO: PUNIÇÃO AOS TORTURADORES E ASSASSINOS DE OPOSITORES DURANTE A DITADURA MILITAR!
- POR UMA ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA!
Belo Horizonte, 30 de agosto de 2019
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG














quinta-feira, 29 de agosto de 2019

NOTA SOBRE A ANISTIA

40 ANOS DA LEI DE ANISTIA PARCIAL E RESTRITA:
POR UMA ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA!
        No dia 28 de agosto deste ano a lei de anistia parcial (lei 6683/1979) completou 40 anos. Ela só foi possível a partir de forte pressão dos movimentos de luta contra a ditadura militar (1964-1985), os quais exigiam Anistia Ampla, Geral e Irrestrita. A ditadura, no entanto, impôs uma anistia restrita e parcial - muitas das vítimas do regime não foram anistiadas. Concedeu, por outro lado, anistia total e automática para os agentes do Estado que perpetraram crimes contra a humanidade: torturas, assassinatos, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres. Tais crimes, todos sabemos, são universalmente inafiançáveis, imprescritíveis e inanistiáveis.
        Nestas quatro décadas, houve conquistas pontuais no que se refere ao direito à História, à Memória, à Verdade e à Justiça. Isto se deu a partir do acúmulo da luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita e pela defesa dos Direitos Humanos. Esta luta foi travada pelo Movimento Feminino pela Anistia (MFPA), pelos Comitês Brasileiros pela Anistia (CBAs), pelos familiares de mortos e desparecidos políticos, pelos exilados, banidos e presos políticos.
        Trata-se de enfrentamento aberto e direto contra o terrorismo de Estado – processo sem desfecho devido ao avanço da estratégia do esquecimento e da conciliação ao longo do tempo. A formulação dos Comitês Brasileiros pela Anistia sobre o significado da Anistia Ampla, Geral e Irrestrita permanece atualíssima. São bastante eloquentes estes trechos extraídos das Resoluções do Congresso Nacional pela Anistia realizado em São Paulo, em novembro de 1978:
A anistia pela qual lutamos deve ser Ampla - para todas as manifestações de oposição ao regime; Geral – para todas as vítimas da repressão; e Irrestrita – sem discriminações ou restrições. Não aceitamos a anistia parcial e repudiamos a anistia recíproca. Exigimos o fim radical e absoluto das torturas e dos aparatos repressores, e a responsabilização judicial dos agentes da repressão e do regime a que eles servem.”
“(...) Os movimentos pela anistia entendem claramente que não se trata de reformar o poder judiciário, a legislação eleitoral, a Lei de Segurança Nacional. Impõe-se a supressão do aparato repressivo, a desativação dos centros de tortura, oficiais, clandestinos ou militares. Impõe-se a responsabilização dos que, investidos da autoridade do poder de polícia, têm praticado torturas e assassinatos, impõe-se acabar com a impunidade dos órgãos paramilitares.”
        Sobretudo agora devemos reafirmar estes princípios – nenhum deles foi conquistado até hoje. Vivemos tempos sombrios em que a presidência da república tem como paradigmas um arquitorturador contumaz (Brilhante Ustra), os porões da ditadura e as milícias (sucedâneas assumidas dos grupos de extermínio). Adota a estratégia do esquecimento e do negacionismo como política de Estado. Membros das Forças Armadas – todos entusiastas da ditadura militar – ocupam a maioria dos cargos do primeiro escalão do executivo e se incrustam às centenas em todas as instâncias do governo. A polícia que mais mata no mundo é autorizada publicamente a fazê-lo batendo o próprio recorde de letalidade. Também o número de denúncias de tortura cresce exponencialmente. Consolida-se cada vez mais o genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas. Os campos e as florestas do país estão sendo literalmente aniquilados. A presidência da república investe diuturnamente contra aquelas/es que considera seus inimigos principais: indígenas, negras/os, mulheres, LGBTQIs, militantes, trabalhadoras/es,  profissionais da educação e da ciência, defensoras/es dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente. Trata-se da reprodução do obscurantismo e da opressão da ditadura militar levada às máximas consequências.
        O dito presidente da república tem dedicado a sua vida a vilipendiar os mortos e desaparecidos políticos e seus familiares. O odioso ataque a Fernando Santa Cruz – a quem fazemos homenagem especial - é exemplo recente desta iniquidade.
        Assim, não estamos a comemorar a lei de anistia parcial e restrita. Estamos, sim, a resgatar a luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita: é este o verdadeiro tributo que devemos aos que tombaram na luta contra a ditadura. As companheiras e os companheiros mortos e desaparecidos políticos estão presentes conosco - hoje e sempre!
- PELO DIREITO À HISTÓRIA, À MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA!
- DITADURA E TORTURA NUNCA MAIS!  
- NEM PERDÃO, NEM ESQUECIMENTO, NEM RECONCILIAÇÃO: PUNIÇÃO AOS TORTURADORES E ASSASSINOS DE OPOSITORES DURANTE A DITADURA MILITAR!
Belo Horizonte, 29 de agosto de 2019
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG

ATO 40 ANOS DA ANISTIA POLÍTICA: A LUTA CONTINUA!
Quinta-feira, dia 29 de agosto de 2019
Concentração: às 17h
Em frente ao Memorial de Direitos Humanos (antigo DOPS - centro de tortura da ditadura) - Avenida Afonso Pena, 2351 - Belo Horizonte/MG.

Acesse: