"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

26 DE JUNHO DE 2026: DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA A TORTURA!

A tortura é um dos elementos fundantes da nação brasileira. Esta tem origem no mais infame dos negócios: o tráfico de escravizados, declarado recentemente pela própria ONU como o maior dos crimes contra a humanidade da história. 

São 526 anos de opressão dos Povos Indígenas e esbulho dos seus territórios. São quase 400 anos de escravização do Povo Negro. É esta a essência do genocídio, do ecocídio e do epistemicídio institucionais.  E ainda do racismo estrutural, do patriarcalismo sistêmicos. Estas são características do Estado brasileiro solidamente arraigadas. Aqui as classes perigosas, torturáveis e matáveis de sempre permanecem sob Estado de exceção permanente.

Os longos 21 anos de ditadura militar sedimentaram este quadro. A tortura, os desaparecimentos forçados, a estratégia do esquecimento foram adotados como política de Estado.  Permanecem hoje como sólidas instituições. Não houve responsabilização de agentes do Estado, de latifundiários e de empresários que cometeram crimes contra a humanidade. Tampouco foram esclarecidas circunstancialmente as torturas, mortes e desaparecimentos - crimes imprescritíveis, inafiançáveis e inanistiáveis. Não houve devolução dos restos mortais de desaparecidas/os às famílias e à sociedade. Não houve abertura irrestrita dos arquivos da repressão.

O Brasil é um dos campeoníssimos mundiais em crimes contra a humanidade. A longa transição continuísta, pactuada e sem ruptura manteve a estrutura do aparato repressivo da ditadura. O Estado burguês nunca abre mão dos instrumentos de violência que construiu.

Hoje reforçamos nosso tributo – que é permanente - às companheiras/os que tombaram na luta contra a ditadura e às vítimas do terrorismo de Estado. Reforçamos também nosso tributo a seus familiares, e a todes, todas e todos que lutam contra a tortura, por Memória, Verdade e Justiça.

ABAIXO O TERRORISMO DE ESTADO!

PELO DESMANTELAMENTO DO APARATO REPRESSIVO!

TORTURA NUNCA MAIS!

Belo Horizonte, 26 de junho de 2026

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG


segunda-feira, 15 de junho de 2026

★ HELENA GRECO: 110 ANOS! (15/06/1916 – 27/07/2011)

Participou da luta contra a ditadura militar, da luta por Memória, Verdade e Justiça, contra o terrorismo de Estado e do capital. Lutou contra todas as formas de autoritarismo, exploração e opressão. É uma das grandes referências da defesa dos Direitos Humanos e Cidadania.
Participou das lutas feminista, antirracista, anticolonial, antimanicomial e de solidariedade ao Povo Palestino.

Apoiou ocupações pelo direito à moradia e à terra para quem nela vive e trabalha. Apoiou a luta do Povo Negro, dos Povos Indígenas e da população LGBTQIAPN+.

Foi uma das fundadoras do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA/MG - 1977), do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA/MG – 1978), do Movimento Tortura Nunca Mais/MG (1985) e primeira presidenta da Associação Cultural José Martí/MG (1986).

COMPANHEIRA HELENA GRECO: PRESENTE, HOJE E SEMPRE!

Belo Horizonte, 15 de junho de 2026
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

*Imgem: ato público em memória da luta pela Anistia (BH, 27/08/1993). Detalhe de foto de Breno Pataro.


#DitaduraNuncaMais
#TorturaNuncaMais


quarta-feira, 27 de maio de 2026

AGB E LUTAS: A QUESTÃO PALESTINA

Lançamento da revista AGB e Lutas: a Questão Palestina

Data: 28 de maio, 19h

Local: Auditório do IGC/UFMG, campus Pampulha

Endereço: rua Reitor Pires Albuquerque, 270

Convidamos a comunidade acadêmica a participar de atividade sobre o processo que resulta no genocídio do povo Palestino. Entendendo que este debate não deve ficar restrito a alguns pensadores, movimentos sociais e governantes, a Associação de Geógrafas/os Brasileiras/os - Seção BH publica o 2º volume de sua revista AGB e Lutas, tratando do tema.

O que nós, do outro lado do mundo, pensamos, temos a dizer e fazer com relação ao horror contemporâneo nesta sua manifestação genocida, por ora, localizada? Para ampliarmos este debate, propomos uma atividade com convidados dedicados à questão palestina: Dirlene Marques (Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino), Bizoca (Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania), Célio Horta e Thiago Brito (professores do IGC) e Rana Vieira (AGB-BH).

A atividade faz parte da XXI Semana do Geógrafa da AGB-BH e V Semana da Geografia do IGC.

A versão física da revista estará disponível no local  da atividade. A versão digital também pode ser acessada no link da bio.

https://www.instagram.com/agb.slbh/

sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º DE MAIO DE 2026: DIA INTERNACIONAL DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA

Hoje não é dia de festa! Há 140 anos, em Chicago/EUA, trabalhadores faziam greve geral por melhores condições de trabalho e pela redução da jornada diária. Foram presos, feridos, mortos e executados.

Resgatamos esta história combativa da origem do 1º de maio ao lutar contra  a escorchante jornada 6X1. O ultraliberalismo exacerba a lógica fascista do capitalismo. Exploração e opressão são agravadas pelas políticas de austeridade, o arcabouço fiscal e as reformas trabalhista e previdenciária. Consolidam-se a precarização do trabalho e as privatizações sistêmicas. Pratica-se o desmonte continuado de políticas públicas de moradia, saúde, educação e transportes. O prefeito de BH, Álvaro Damião (União Brasil), e o governador de MG, Mateus Simões (PSD), seguem à risca esta cartilha necroliberal.

Totalitarismo de mercado e terrorismo de Estado se retroalimentam. O Brasil continua campeão mundial em desigualdade social e concentração de renda. Tem a polícia que mais letal do planeta. O genocídio do Povo Negro e dos Povos Indígenas é institucional. É o país que tem mais denúncias de trabalho escravizado. O ex-governador Romeu Zema (Novo) foi denunciado ao Ministério Público do Trabalho por exploração análoga à escravidão na sua empresa (Grupo Zema). Cresce a violência do latifúndio contra os trabalhadores em luta pela terra. As mulheres trabalhadoras negras sofrem opressão brutal de gênero, raça e classe.

Nossa luta anticapitalista, portanto, é estrutural, permanente e internacionalista. Compreende a negação resoluta de todas as formas de exploração e opressão. Traz na sua essência o resgate das conquistas, da trajetória e da memória das lutas da classe trabalhadora, as quais os patrões querem destruir.

VIVA A LUTA INDEPENDENTE COM RELAÇÃO À CONCILIAÇÃO DE CLASSES, AOS GOVERNOS, AO ESTADO, ÀS BUROCRACIAS E À INSTITUCIONALIDADE!

FIM DA ESCALA 6X1!

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG


terça-feira, 28 de abril de 2026

★ ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA - 9ª EDIÇÃO (2026)

ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA - 9ª EDIÇÃO (2026)

DATA: 21/05/26 (quinta-feira)

HORÁRIO: de 19:00 às 21h

📍LOCAL: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - R. Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza - BH/MG

LEITURA PARA DEBATE:

COMISSÃO MUNICIPAL DA VERDADE. Apêndice 3 – Transcrição do original manuscrito (Carta de Linhares). In: Memórias da repressão Relatório da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora. Juiz de Fora/MG: Editora MANN, p. 226-245. Disponível em: https://www.pjf.mg.gov.br/comissaodaverdade/documentos/relatorio_final_cmv_jf.pdf

A Carta de Linhares (1969) é um documento assinado de dentro do presídio, pelos seguintes presos políticos, militantes do Comando de Libertação Nacional (Colina): Irany Campos, Angelo Pezzuti da Silva, Pedro Paulo Bretas, Antônio Pereira Mattos, Maurício V. Paiva, Afonso Celso Lana Leite, Murílo Pinto da Silva, Júlio Antônio Bitencourt de Almeida, Marco Antônio Azevedo Meyer, José Raymundo de Oliveira, Jorge R. Nahas, Erwin Rezende Duarte.

- Solicitamos que venham com o texto lido em mãos.

- O link com o texto está disponível no story do instagram, no facebook e em nosso blog. Pode ser solicitado por mensagem. O texto está disponível  também no site da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora.

- O horário do encontro é de 19:00 às 21h. Cheguem no horário, aguardaremos a chegada dos participantes até às 19h15. O encontro poderá se estender após as 21h.

- Serão emitidos certificados, que devem ser solicitados com antecedência.

O Encontro Anual de Estudos de Memória, Verdade e Justiça é uma atividade periódica do Instituto Helena Greco.

O encontro constitui pesquisa, estudo, leitura e debate sobre as questões que envolvem os Direitos Humanos e a luta contra o terrorismo de Estado - com destaque para as lutas contra as ditaduras do cone sul da América Latina.

É realizado anualmente em abril, mês do golpe de 1964, o qual consolidou a ditadura de 21 anos no Brasil. Nesta edição, excepcionalmente, realizaremos no mês de maio.

- INFORMAÇÕES:

@institutohelenagreco



sexta-feira, 24 de abril de 2026

ENCONTRO DOS AMIGOS DE CUBA

Amigos de Cuba: Encontro de Solidariedade e História!

 

No dia 25 de abril (sábado), às 14h, vamos nos reunir para um importante momento de reflexão, memória e apoio internacionalista.

 

📍 Local/Apoio: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza – Belo Horizonte

 

Programação:

* 40 anos de Associação Cultural José Martí em Minas Gerais

* Playa Girón (1961): a vitória cubana contra a invasão estadunidense

* 100 anos com Fidel: homenagem a Fidel Castro e seu legado revolucionário

* Campanhas de solidariedade: Cuba Não está só! (remédios e energia solar).

 

🍽️ Almoço no local vendido pela Casa de Angola BH

 

Apoio: Coletivo Pontos de Luta!

 

Venha fortalecer esse espaço de troca, resistência e solidariedade entre os povos!


quinta-feira, 16 de abril de 2026

2 ANOS ESTU

Comemoração de 2 anos do Estu cultural com roda de samba, djs, brechós e rango vegano

 

>Dia 18/04 (sábado) - de 15:00 às 22h (rodada dupla de cerveja até às 17h)

 

>Local: Instituto Helena Greco de Direitos a Humanos e Cidadania - R. Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza – BH

 

INGRESSOS DISPONÍVEIS NO SYMPLA:

www.sympla.com.br/evento/2-anos-estu-cultural/3357036

 

Realização: @estucultural produções

Apoio: @institutohelenagreco

 


quarta-feira, 1 de abril de 2026

1º DE ABRIL DE 2026: 62 ANOS DO GOLPE DE 1964 - ABAIXO A DITADURA!

Este golpe deu início a 21 anos de ditadura no Brasil (1964-1985). Seu legado de sangue permanece arraigado no aparelho de Estado. Seguiram-se 41 anos de transição conservadora pactuada e sem ruptura. Continua em curso um pacto de silêncio entre a burguesia e as Forças Armadas: crimes contra a humanidade praticados pela ditadura seguem inimputáveis. Seus agentes que censuraram, sequestraram, prenderam, torturaram, estupraram, executaram, esquartejaram e ocultaram corpos de opositoras/es não foram responsabilizados.

Tampouco foram responsabilizados empresários, latifundiários, banqueiros, empreiteiros e donos da mídia corporativa. Eles conceberam a ditadura e participaram diretamente da repressão. Houve forte protagonismo do imperialismo estadunidense e da doutrina francesa de contra-insurgência na consecução do golpe e na articulação da Doutrina de Segurança Nacional, arcabouço ideológico da ditadura militar – a eliminação dos inimigos internos em nome do binômio desenvolvimento e segurança.

A tortura, o extermínio e o negacionismo histórico continuam sistêmicos. Não houve desmonte do aparato repressivo da ditadura. Mais de 50 mil pessoas passaram por suas engrenagens – muitas não sobreviveram. Grande parte dos arquivos da repressão continua fechada. Não foi resolvida a questão dos mortos e desaparecidos políticos. A lista consolidada de 434 nomes é lacunar: faltam os milhares de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais. Faltam os milhares de indesejáveis e neurodivergentes mortos nos hospícios com destaque para o Hospital Colônia de Barbacena/MG – negras e negros na maioria. Faltam os milhares de prisioneiros correcionais e moradores de favelas e periferias – também maioria de negros – executados pela repressão policial e por grupos de extermínio.

O Brasil é um dos campeões mundiais em graves violações dos Direitos Humanos. O fascismo está a nos cercar por todos os lados. A Doutrina de Segurança Nacional foi repaginada pela necropolítica do totalitarismo de mercado. O terrorismo de Estado tem sido exacerbado. O país tem a polícia militar mais letal do planeta. Pratica chacinas periódicas e guerra generalizada contra os pobres. É o país do racismo estrutural e do genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas. É campeão em concentração de renda e desigualdade social. Ocupa o primeiro lugar em transfeminicídio, um dos primeiros em feminicídio e estupros de crianças e adolescentes.

O verdadeiro tributo às companheiras e companheiros que tombaram na luta contra a ditadura e a todas as vítimas do terrorismo de Estado é a reafirmação da luta pelos Direitos Humanos. Esta é entendida como negação resoluta de todas as formas de exploração e opressão. É também o aprofundamento da luta permanente por memória, verdade e justiça e da luta contra o terrorismo de Estado e do capital.

Saudamos fortemente o aniversário de um ano do Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Trata-se de ocupação do prédio da antiga sede do DOPS/MG e do DOI-CODI, dois dos maiores centros de tortura da ditadura militar. Está ocupado desde 1º de abril de 2025 por movimentos sociais. Estes o resignificaram na prática como lugar de resistência e de consciência: um memorial contra o esquecimento. Um lugar de luta permanente por memória, verdade e justiça.

Convocamos a todes, todas e todos para a grande manifestação neste 1º de abril de 2026, às 17h, no Memorial dos Direitos Humanos Ocupado, Av. Afonso Pena, 2351, Centro, Belo Horizonte. Nela repudiaremos os 62 anos do golpe militar e comemoraremos os doze meses do Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Onde houve tortura e opressão, agora há muita luta e resistência!

  • VIVA O MEMORIAL DOS DIREITOS HUMANOS OCUPADO!
  • NEM ESQUECIMENTO, NEM CONCILIAÇÃO: RESPONSABILIZAÇÃO DOS GOLPISTAS, TORTURADORES E ASSASSINOS DE OPOSITORES E DAQUELES QUE COMETEM CRIMES CONTRA A HUMANIDADE NOS DIAS DE HOJE!
  • PELA RESOLUÇÃO DA QUESTÃO DOS MORTOS E DESAPARECIDOS!
  • PELO DESMANTELAMENTO DE TODO APARATO REPRESSIVO!
  • DITADURA NUNCA MAIS!
  • TORTURA NUNCA MAIS!
  • ABAIXO A NECROPOLÍTICA!
  • PELO FIM DO TERRORISMO DE ESTADO E DO CAPITAL!
  • FASCISTAS NÃO PASSARÃO!

Belo Horizonte, 1º de abril de 2026

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG

domingo, 29 de março de 2026

38ª MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA 2026

*Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro convida para 38ª Medalha Chico Mendes de Resistência*

*Homenagens*

*Aldir Blanc* (in memoriam)

*Astrojildo Pereira* (in memoriam);

*Eufrásia Souza*;

*Francisco Manoel Chaves* (in memoriam);

*Iara Iavelberg* (in memoriam);

*João Bosco*;

*Madres de Plaza Mayo Línea fundadora*;

*Quilombo da Marambaia*;

*Solange de Oliveira Antonio* – Movimento Mães em Luto da Zona Leste (SP)

*Tauã Brito da Cruz*.

Dia 30/03/26

Hora: 17h30

Local: ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, 9º andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ).

*Entidades promotoras*

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES

Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio Janeiro – ASDUERJ

Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense - ADUFF

Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Adunirio

Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Partido Comunista Brasileiro – PCB

Associação José Martí

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG

Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH-RS

Sindicato dos Psicólogos do Estado do Rio de Janeiro - SINDPSI-RJ

Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO

Centro de Defesa dos Direitos Humanos Petrópolis – CDDH

Comitê Chico Mendes

Justiça Global

Rede de Familiares e Comunidades contra a Violência

Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro – CRP-RJ

Pela vida, pela paz, tortura nunca mais!

@gtnm.rj

sábado, 28 de março de 2026

☆ EDSON LUÍS LIMA SOUTO: PRESENTE! (24/02/1950, Belém - 28/03/1968, Rio de Janeiro)

Neste 28 de março completam-se 58 anos do assassinato do estudante secundarista Edson Luís Lima Souto no restaurante Calabouço no Rio de Janeiro.

Nascido em Belém (Pará), Edson Luís Lima Souto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro para buscar melhores condições e continuar os estudos.  No Rio de Janeiro chegou a ficar em situação de rua por alguns dias. Trabalhou como faxineiro e se matriculou no Instituto Cooperativo de Ensino, onde funcionava o restaurante Calabouço.

Edson Luís Lima Souto além de trabalhar e estudar, foi militante no movimento estudantil e bem ativo nas assembleias. Participou das lutas por melhorias da escola, do restaurante Calabouço e nas confecções de jornais e murais.

Foi executado com um tiro no peito por agentes da ditadura, aos 17 anos de idade, em manifestação no Calabouço. Foi morto ocupando o restaurante por melhores condições de higiene, qualidade na alimentação e acesso a todos estudantes.

Os estudantes não permitiram que o corpo fosse levado ao IML e o conduziram para a Santa Casa de Misericórdia. Depois o levaram para a ALERJ onde foi velado. Do lado de fora do velório várias pessoas foram atacadas por agentes da repressão. No dia 29 de março, milhares de pessoas acompanharam o funeral.

COMPANHEIRO EDSON LUÍS LIMA SOUTO: PRESENTE, HOJE E SEMPRE!

DITADURA NUNCA MAIS!

Belo Horizonte, 28 de março de 2026 – Dia do estudante combativo!

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG