A luta pelos direitos
humanos é contra todas as formas de exploração e opressão, é antiautoritária e antifascista
por definição. É feminista, antipatriarcal,
antirracista, anticolonial, anti-imperialista, antimanicomial e antiprisional. Consideramos que é luta contra-hegemônica:
anticapitalista, portanto.
No primeiro turno destas eleições, a escalada do fascismo foi
levada às máximas consequências. A extrema direita bolsonarista foi brutalmente
vitoriosa nos executivos e legislativos de quase todos os estados. Consolidou
sua dominação também no congresso nacional. Seu objetivo é destruir todas as
conquistas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.
Flávio Bolsonaro encabeça um bando
de oligarcas escravocratas, racistas, machistas, misóginos, lgbtfóbicos e fundamentalistas
evangélicos antipovo – as bancadas do boi, da bala, da bíblia e da jaula. Seu
paradigma é a ditadura militar. Seus heróis são torturadores contumazes e
milicianos sanguinários. Foram eleitos notórios genocidas, defensores da
tortura e do extermínio do Povo Negro e dos Povos Indígenas. Esta corja de
fascistas tem ódio aos direitos humanos, ao dissenso, à diversidade. Quer o aumento exponencial da repressão, a militarização das instituições
e a criminalização dos movimentos sociais. Busca a aniquilação da verdade, da
cultura, da ciência e do conhecimento. Conta com a cumplicidade da imprensa
burguesa e das Big Techs, as quais
articulam a mentira organizada.
Trata-se do projeto máximo da
burguesia. Os patrões, empresários e latifundiários querem privatizar tudo e destruir
a própria sociedade. O totalitarismo de mercado tem na essência a exacerbação do
terrorismo de Estado e do capital. E ainda: a entrega absoluta do país ao imperialismo
estadunidense.
A ação antifascista não começa nem termina no segundo turno
das eleições presidenciais. Para combater o fascismo é necessária uma
mobilização permanente, independente, classista e combativa. Sua construção é
histórica e coletiva.
Temos que participar cotidianamente dos movimentos da classe
trabalhadora, dos movimentos sociais populares, comunitários, estudantis e sindicais.
Eles acontecem nas ruas, no chão das fábricas, das escolas e das universidades.
Acontecem na cidade, no campo, nas terras indígenas, nos bairros, nas
periferias, nos morros, favelas e ocupações. Precisamos fortalecer as greves de
todas as categorias, as manifestações de rua, a defesa dos serviços públicos,
do SUS, dos programas sociais e do fim da escala 6X1. Barrar o fascista Flávio
Bolsonaro também faz parte desta luta. Não podemos permitir que o retrocesso chegue
a um ponto de não retorno.
- COMBATER FLÁVIO
BOLSONARO E SUA NECROPOLÍTICA!
- ABAIXO O
FASCISMO E O IMPERIALISMO!
- FORA TRUMP DA
AMÉRICA LATINA!
Belo Horizonte, 9 de outubro de 2026
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e
Cidadania






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