"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

LANÇAMENTO EM BELO HORIZONTE "OCUPA TUDO: ESCOLAS OCUPADAS NO PARANÁ"


       O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, a Ocupação Permanente FAE-UFMG, a Ocupa EDA-UEMG, a Ocupa HG, a Ocupa Monte Sinai e a Ocupação JHG convocam todxs para o Lançamento em Belo Horizonte "OCUPA TUDO: Escolas OCUPADAS no Paraná." Um documentário de Carlos Pronzato.

|| Lançamento: Segunda-feira, dia 19 de junho de 2017, às 18h30.

|| Local: Ocupação Permanente FAE-UFMG (Faculdade de Educação da UFMG - Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, BH/MG).

        Após a exibição do documentário haverá mesa composta pelo diretor, produtor e roteirista Carlos Pronzato e por integrantes de ocupações de escolas de BH, Contagem e Esmeraldas.

        “O documentário 'OCUPA TUDO: Escolas OCUPADAS no Paraná', lançado em Curitiba em dezembro de 2016 e no Fórum Social Mundial em Porto Alegre inicio deste ano, retrata a luta dos estudantes secundaristas paranaenses contra a Reforma do Ensino Médio proposta pelo governo federal, sem debates prévios, e contra a PEC 55 que congela os investimentos sociais durante 20 anos. Das mais de mil escolas ocupadas no país em 2016, 850 foram no Paraná. Pronzato dirigiu A Revolta do Buzu (2004); A Rebelião dos Pingüins, estudantes secundaristas chilenos (2007); A Partir de Agora, as Jornadas de Junho (2013); Acabou a Paz, Escolas Ocupadas em SP (2016); A Escola Toma Partido (2016), dentre muitos outros.

        O filme conta com uma linha narrativa que consegue expressar em profundidade os sentidos políticos e históricos desse que foi o maior movimento de ocupações já registrado na História. Ocupa Tudo se notabiliza como uma produção coletiva, colaborativa e de natureza independente, viabilizada pelo envolvimento de sujeitos que estiveram na linha de frente do movimento e/ou que atuaram em sua defesa nos meios escolares, jurídicos e midiáticos. Mais que um registro documental tradicional, Ocupa Tudo é parte das necessárias e urgentes mobilizações em defesa dos direitos sociais no Brasil. (Valeria Arias, Professora do Paraná).


Direção, Produção e Roteiro: Carlos Pronzato / Edição: Renato Bazán / Finalização: Taynan de Carvalho / Produção Executiva: Valeria Arias, Giselle Schnorr, Carlos Mandacarú / Câmeras: Carlos Pronzato, Taynan de Carvalho, Bruna Kurzlop / Música: Mel da Mocidade gentilmente cedida por Chico César / Ano: 2016 / Duração: 60 min. aprox."


Evento em rede social:
- Ocupação Permanente FAE (Ocupação na Faculdade de Educação da UFMG) 
- Ocupa EDA (Ocupação na Escola de Design e Arte da UEMG) 
- Ocupa HG (Ocupação na Escola Estadual Helena Guerra/Contagem) 
- Ocupa Monte Sinai (Ocupação na Escola Estadual Monte Sinai/Esmeraldas) 
- Ocupação JHG (Ocupação na Escola Estadual José Heilbuth Gonçalves/BH)



domingo, 4 de junho de 2017

SEMINÁRIO ORGANIZADO EM VESPASIANO

Imagem: seminário EDUCAÇÃO E LUTA DE CLASSES: O ATAQUE DAS REFORMAS À CLASSE TRABALHADORA.
Foto/Fonte: Sind-Ute Subsede Vespasiano/S.J. da Lapa.
REALIZADO O SEMINÁRIO EDUCAÇÃO E LUTA DE CLASSES

        Sábado, dia 03/06/2017, foi realizado o seminário EDUCAÇÃO E LUTA DE CLASSES: O ATAQUE DAS REFORMAS À CLASSE TRABALHADORA. Aconteceu na Escola Estadual Machado de Assis, localizada em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foi organizado pelo Comando de Lutas e pelo Sind-Ute Subsede Vespasiano/São José da Lapa.

  Compuseram as mesas membros de movimentos sociais, professores(as), estudantes e outros.


    Agradecemos o convite feito pelas companheiras e companheiros. Agradecemos a participação dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, de estudantes e de todas e todos!

Belo Horizonte, 04 de junho de 2017
Notícia: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania      
      


terça-feira, 30 de maio de 2017

SEMINÁRIO - EDUCAÇÃO E LUTA DE CLASSES: O ATAQUE DAS REFORMAS À CLASSE TRABALHADORA

    O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania participará do seminário  EDUCAÇÃO E LUTA DE CLASSES: O ATAQUE DAS REFORMAS À CLASSE TRABALHADORA - foi convidado para compor mesa na manhã de sábado, dia 03/06/2017. Haverá programação de 08h00 às 20h30. Acontecerá na E.E. Machado de Assis – Rua Alberto Lázaro, Vespasiano.
    O ataque neoliberal às conquistas da classe trabalhadora motivou o comando de greve e o Sind Ute - subsede Vespasiano/ São José da Lapa a organizarem um seminário para discutir a truculência das reformas/PECs que estão sendo aprovadas pelo governo ilegítimo em benefício do capital.
   Nesse momento de ataques aos direitos da classe trabalhadora faz- se necessário a nossa oraganização, formação e debates. Pensando nisso o Comando de Lutas e o Sind Ute - subsede Vespasiano/ São José da Lapa convocam a todas e todos a participarem do seminário: "EDUCAÇÃO E LUTAS DE CLASSES: O ATAQUE DAS REFORMAS"
"Trabalhadores, uni-vos!!!" \o/\o/\o/
Inscrições disponíveis em: goo.gl/wqRBK9

domingo, 28 de maio de 2017

NOTÍCIA SOBRE RODA DE CONVERSA NO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

Imagem: Roda conversa sobre o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania no curso de Serviço Social. Foto/Fonte: Brenda Santos.
RODA DE CONVERSA SOBRE DIREITOS HUMANOS NO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
        Estudantes da disciplina Movimentos Sociais da turma de 4º período do curso de Serviço Social - PUC/MG, ministrada pelo professor Robson Sávio, realizaram trabalho sobre o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
      Após várias pesquisas e visitas dos estudantes em nosso espaço, localizado no Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, houve a realização do trabalho. A apresentação, acompanhada de palestra e roda de conversa com membros do Instituto Helena Greco, aconteceu no sábado, dia 27/05/2017, no prédio da PUC do Bairro Coração Eucarístico.
      Os temas da palestra e da roda de conversa foram sobre as lutas sociais do Instituto Helena Greco - do que se trata, as questões que envolvem os Direitos Humanos, a luta por Memória, Verdade e Justiça e a luta contra o terrorismo de Estado e do capital. Foram abordadas as questões que envolvem os 53 anos do golpe de 1964, os 21 anos de ditadura militar (1964 – 1985) e o que restou de ditadura nestes 32 anos de transição pactuada.
        Além dos temas acima foram debatidos os seguintes assuntos:
- Luta contra as reformas retrógradas do ensino médio, da previdência e trabalhista. Luta contra a terceirização.
- As ocupações de escolas pelos estudantes secundaristas e universitários.
- Luta contra a fascistização das instituições e de setores da sociedade.
- O alerta contra o crescimento de grupos fascistas, parafascistas, militaristas, conservadores, reacionários e intolerantes de direita e extrema direita.
- Pelo fim do genocídio do Povo Negro!
- Pelo fim do genocídio dos Povos Indígenas!
- A luta pela erradicação do racismo e do etnocídio.
- Pelo fim do extermínio de moradores(as) de periferias, vilas, morros, favelas e ocupações! 
- Pelo fim das chacinas no campo cometidas pelo latifúndio/agronegócio!
- Pelo fim dos assassinatos e da violência contra as mulheres! Abaixo o machismo e o feminicídio! 
- Abaixo a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, os assassinatos e a violência contra a comunidade LGBT!
- A luta por uma sociedade sem prisões e sem manicômios.
- Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais e das perseguições e prisões de manifestantes!
        Agradecemos o convite e a participação de todas e todos!
Belo Horizonte, 28 de maio de 2017
Notícia: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

terça-feira, 23 de maio de 2017

DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE EM CURSO DE DIREITOS HUMANOS

RODA DE CONVERSA SOBRE DIREITO À MEMÓRIA E À VERDADE!
        Alunas da disciplina de Direitos Humanos e Lutas Sociais da primeira turma do Curso de Formação Transversal em Direitos Humanos da UFMG realizaram debates sobre várias lutas dos movimentos sociais. Grupos de alunos(as) realizam, neste 1º semestre, trabalhos e debates específicos sobre os movimentos feminista, LGBT, negras e negros, indígenas, luta pela terra, luta por moradia, refugiados e outros.
       O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania participou do seminário Direito à Memória e à Verdade – grupo das alunas Pauline Silva e Nara Xavier. A roda de conversa contou com a presença de alunos(as) de vários cursos e da Professora Marlise Matos. Aconteceu na segunda-feira, dia 22/05/2017, na FAFICH/UFMG.
      Foram abordadas as questões que envolvem os 53 anos do golpe de 1964, os 21 anos de ditadura militar (1964 – 1985) e o que restou de ditadura nestes 32 anos de transição pactuada. Além destes, as violações dos Direitos Humanos, o terrorismo institucional praticados pelo Estado e pelo capital na atualidade e a situação de intensa retirada de direitos da classe trabalhadora. Mencionamos também a situação de Rafael Braga e o genocídio do Povo Negro e dos Povos Indígenas. Agradecemos o convite das alunas e da professora e a presença de todas e todos!
Pelo direito à História, à Memória, à Verdade e à Justiça!
Belo Horizonte, 23 de maio de 2017

 Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

quinta-feira, 18 de maio de 2017

8º MAIO DE RESISTÊNCIA!

VIIIº MAIO DE RESISTÊNCIA!
Segunda-feira, dia 29 de maio de 2017, às 18h30min.
Local/Organização: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
- Rua Hermilo Alves, nº 290, Bairro Santa Tereza – Belo Horizonte/MG.
CENTENÁRIO DA GREVE GERAL DE 1917!
Exibição de documentários seguida de roda de conversa:
- Libertários
(Lauro Escorel Filho, 1976, Brasil, 29min.)
- Deu n’A Plebe – A Greve Geral Anarchista de 1917
(Fernando Puccini e João Ricardo, 2007, Brasil, 17 min.)
MAIO DE RESISTÊNCIA
 A luta da classe trabalhadora contra a opressão e a exploração capitalistas!
        É uma das atividades periódicas de militância e formação realizadas pelo Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania para membros, apoiadores, visitantes e interessados. O Maio de Resistência conta com a presença de categorias e militantes dos movimentos sociais classistas e populares.

terça-feira, 25 de abril de 2017

"LIBERTEM RAFAEL BRAGA"

NOTA DE REPÚDIO À CONDENAÇÃO DE RAFAEL BRAGA VIEIRA – LIBERDADE JÁ!
        Nós, do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, manifestamos o mais veemente repúdio à condenação de Rafael Braga Vieira. A partir de absolutamente escabroso e inverossímil flagrante - forjado toscamente pelos policiais militares Pablo Vinicius Cabral e Victor Hugo Lago que plantaram drogas e morteiro - o juiz Ricardo Coronha Pinheiro condenou Rafael a 11 anos e 3 meses de prisão por tráfico e associação para o tráfico de drogas. A sentença foi publicada pela 39ª Vara Criminal no site do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJERJ) na última quinta-feira (20/04/2017).
        Não se trata da primeira condenação de Rafael Braga. Negro, pobre, morador de favela, com trajetória de rua, ele foi o único que teve o caso transitado em julgado em função das manifestações de junho de 2013. Foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por se encontrar por acaso no caminho da grande manifestação de 20 de junho de 2013 e portar duas garrafas de plástico contendo material de limpeza, seus instrumentos de trabalho. Rafael Braga trabalhava como catador de materiais recicláveis e lavador de carros – não participava da manifestação. A polícia alegou que as duas garrafas de desinfetante e de água sanitária eram coquetéis Molotov. Rafael cumpriu parte desta primeira condenação em regime fechado, em Bangu/RJ. Estava em regime aberto desde 2015, monitorado por tornozeleira eletrônica, até este segundo flagrante forjado, que o colocou de novo em regime fechado, em 12/01/2016, também em Bangu.
        Os dois policiais militares citados pertencem à UPP da Vila Cruzeiro, na Penha, região norte do Rio de Janeiro – onde morava Rafael Braga e sua família. O juiz Ricardo Coronha Pinheiro não teve dificuldade em acatar os depoimentos contraditórios da acusação. Bastou a ele brandir a infame Súmula 70, aprovada por unanimidade pelo TJERJ em 04/08/2003, a qual garante nada menos que o seguinte absurdo: O fato de restringir-se a prova oral a depoimentos de autoridades policiais e seus agentes não desautoriza a condenação. O juiz Ricardo apressou-se também em desqualificar a única testemunha de defesa. Esta viu que Rafael Braga não portava coisa alguma e que ele foi espancado e ameaçado pelos policiais. Como se não bastasse, o juiz ainda negou o pedido da defesa de acesso ao GPS da tornozeleira e às câmeras da viatura policial que conduziu Rafael à delegacia.
        Trata-se do mesmo juiz que, em março de 2014, autorizou a invasão policial a todas as casas do Parque União e da Nova Holanda, comunidades da Maré, concedendo à Policia Civil o mandado coletivo (???) de busca e apreensão. Este senhor legitima, portanto, a potencialização da violência policial em todos os níveis. Não percamos de vista que a Polícia Militar do Rio é considerada a mais violenta do mundo – aquela que mais mata entre todas as polícias do planeta, a que mais comete os chamados autos de resistência, ou seja, execuções extralegais.
         O caso Rafael Braga confirma o reacionarismo intransponível do judiciário e o ritmo galopante da escalada do processo de fascistização deste mal chamado Estado democrático de direito que é, na verdade, o Estado penal. Este se caracteriza pela perenização das graves violações dos direitos humanos: sistematicidade das torturas e desaparecimentos forçados; guerra generalizada contra os pobres; política de encarceramento em massa (quarta população carcerária do mundo, 67% de negros, 1/3 sem julgamento); chacinas periódicas; genocídio institucionalizado contra o Povo Negro e os Povos Indígenas; racismo sistêmico. No Rio de Janeiro a coisa parece ser ainda mais evidente: foi até nomeado um torturador contumaz da época da ditadura militar – o coronel Paulo Cesar Amendola – para Secretário de Ordem Pública da prefeitura do fundamentalista cristão Marcello Crivella (PRB). Amendola foi também um dos fundadores do famigerado Batalhão de Operações Especiais (BOPE).
        Rafael Braga tem toda a nossa solidariedade, assim como seus familiares, companheiros e amigos. A concretização desta solidariedade se dará com o aprofundamento da luta pela sua libertação e da luta antiprisional.
PELA LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE RAFAEL BRAGA!
Abaixo o Estado penal racista! Pelo fim do genocídio do Povo Negro!
Pelo fim das perseguições e do extermínio de moradorxs de periferias, favelas e ocupações! 
Pelo fim de todo aparato repressivo!
Abaixo terrorismo de Estado e do capital!
Belo Horizonte, 25 de abril de 2017
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
Imagem/Fonte: Campanha pela Liberdade para Rafael Braga 
https://libertemrafaelbraga.files.wordpress.com/2016/08/adriana-conta2.png
 
Acesse:https://libertemrafaelbraga.wordpress.com/

segunda-feira, 24 de abril de 2017

NOTÍCIA SOBRE PENNY RIMBAUD EM BH

Imagem: Penny Rimbaud (CRASS) em Belo Horizonte e lançamento do livro Eles nos devem uma vida – CRASS: escritos, diálogos e gritos. 
Foto/Arquivo:Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

PRESENÇA DE PENNY RIMBAUD EM BH
        No dia 22 de abril de 2017, no Cine Santa Tereza (MIS), aconteceu Penny Rimbaud (CRASS) em Belo Horizonte. O evento foi organizado pelo Coletivo Metalpunk Orverkill/BH com apoio dos coletivos Imprensa Marginal e No Gods No Masters, ambos de São Paulo, e outros.
        Houve a palestra de Penny Rimbaud e lançamento de Eles nos devem uma vida – CRASS: escritos, diálogos e gritos -  livro de 2017 organizado e editado em Itanhaém/SP por Imprensa Marginal e No Gods No Masters.  
        Antes e depois da palestra, houve bate papo entre Penny Rimbaud e o público e feira alternativa de materiais independentes com dezenas de livros, fanzines e publicações anticapitalistas. Foi feita a exposição fotográfica Dial House: autonomia, subversão e amor por Mariana Knup. Além dos materiais libertários, teve comida vegana.
        Penny Rimbaud é um dos fundadores da banda punk Crass (1977-1984). Além de baterista e ativista das causas sociais é considerado escritor, filósofo, poeta, performer. Nasceu em plena 2ª guerra mundial, no ano de 1943, em Londres. A palestra, com tradução, foi sobre as suas experiências, vivências, contracultura, faça-você-mesmo, história do punk, anarquismo e outros temas.
        Crass foi formada a partir das experiências na fazenda/comunidade Dial House. Esta comunidade foi fundada em 1967, em Essex, Inglaterra. A banda e coletivo Crass é caracterizada por ser anarquista; aborda assuntos sociais e políticos como ação direta, feminismo, direitos dos animais, ambientalismo, autonomia, antiautoritarismo, anticapitalismo, pacifismo contra todas as formas de opressão e exploração. Crass apontou radicalmente várias críticas com relação à atitude e à participação de bandas “punk” em grandes gravadoras e distribuidoras capitalistas, na mídia burguesa, no empreendedorismo das lojas de roupas. Tais bandas diluíram o termo faça-você-mesmo do movimento punk e conciliaram com a indústria cultural e do entretenimento. Ao participarem do show business,  elas objetivavam o lucro e vislumbravam o glamour. Estas bandas tornaram-se mais acessíveis à população devido ao grande poder de fabricação numerosa de vinis, de distribuição mundial e do monopólio das grandes gravadoras e mídias. A história já provou que uma delas, o Sex Pistols, lançou recentemente, juntamente com o banco Virgin Money, cartão de crédito com imagem da banda.
        A banda Crass foi perseguida antes, durante e depois da sua formação pela coroa britânica e pela infame dama ferro, Margareth Thatcher. Penny Rimbaud e Crass constituem referência para o anarcopunk, para os movimentos de contracultura e libertários.
Belo Horizonte, 24 de abril de 2017
Notícia: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

sábado, 22 de abril de 2017

517 ANOS DE LUTA DOS POVOS ORIGINÁRIOS!

Imagem: Marcha Indígena que saiu da Aldeia da Jaqueira rumo à Aldeia Novos Guerreiros, em outubro de 2016. Fechamento da pista da BR-367 - sul da Bahia. 
Edição a partir de foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

NOTA DE REPÚDIO AO GENOCÍDIO E ETNOCÍDIO
DOS POVOS ORIGINÁRIOS – 517 ANOS DE LUTA!
            Neste 22 de abril de 2017, o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania vem a público manifestar o mais veemente repúdio à  situação de etnocídio e genocídio instaurada contra os Povos Originários. Trata-se de matéria de longa duração no Brasil, iniciada há 517 anos com a guerra de conquista engendrada pelos invasores e colonizadores portugueses. Há 450 anos, foi massacrada a Confederação dos Tamoios (1554-1567) - ou dos Tamuya, que significa mais antigos, sábios, anciãos – considerada a primeira resistência organizada dos Povos Indígenas no Brasil, a qual impressiona pelo nível  de combatividade e articulação. Ela aconteceu nos territórios onde hoje estão situados os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Foi uma luta de resistência levada a cabo pelos Povos Tupinambá, Guaianá, Aimoré, Goitacá, Tupiniquim, Tapuia e Carijó contra a invasão colonialista. Desde então, os Povos Indígenas continuam resistindo e lutando contra a usurpação de seus territórios, a destruição das florestas e dos mananciais e a prática sistêmica de extermínio, cada vez mais consolidadas como políticas de Estado.
        A trajetória de mais de 500 anos de lutas dos Povos Indígenas, portanto, abole na prática o tal “dia do índio” (19 de abril), instituído por Getúlio Vargas como parte do calendário cívico-folclórico da ditadura do Estado Novo, em 1943. Esta data foi estabelecida pelo Congresso Indigenista Interamericano (cidade do México, 1940) como “Dia do Aborígene Americano” – trata-se de um congresso de brancos com robusta presença de intelectuais acadêmicos, autoridades e emblemática ausência de representantes das nações indígenas. No seu discurso de abertura, o presidente do México Lázaro Cardenas sentenciou que seu objetivo ali era mexicanizar os indígenas, nunca indianizar o México. Na mesma linha, no Brasil estava em andamento a getulista marcha para o oeste que adotou como herói nacional o bandeirante – leia-se preador, escravizador e matador de índios. A marca da política indigenista da ditadura Vargas é a assimilação agressiva dos Povos Originários, ou seja, o imperativo de amansá-los, domesticá-los e submetê-los ao trabalho forçado a serviço da civilização e da criação de uma identidade nacional racista e predadora: índio bom é índio integrado ou índio morto.
        Esta marca se mostrou indelével na política indigenista dos governos constituídos ao longo dos séculos XX e XXI. Foi levada ao paroxismo durante a ditadura militar (1964-1965), que transformou a questão indígena em matéria de segurança nacional. A ocupação da Amazônia passou a ser prioridade das Forças Armadas. A militarização desta região foi levada às máximas consequências a partir da Operação Amazonas concebida pelo ditador Castelo Branco, em dezembro de 1966. Os indígenas, considerados estorvos, passam a integrar a lista de inimigos internos a serem eliminados, uma vez que constituem obstáculo à implementação do binômio desenvolvimento e segurança. A ditadura praticou guerra total contra eles, a qual se estendeu por todo o território nacional: política de escravização e extermínio, deslocamentos forçados, epidemias devastadoras toleradas e até reforçadas pelo sistema, prisões, segregação, torturas, desparecimentos. Tudo isto em nome do projeto de modernização conservadora do capitalismo então em andamento: favorecimento ilimitado ao latifúndio, às mineradoras e às empreiteiras, ampliação da chamada fronteira agrícola, megaconstruções de hidrelétricas e rodovias – como a transamazônica e a BR-174, que liga Manaus/AM a Boa Vista/RR, até hoje objeto de litígio. Assim, várias etnias foram alvo de genocídio/etnocídio praticado pela ditadura, com destaque na região amazônica para os Yanomami, Waimiri-Atroari e Cinta Larga.
        Nesta conjuntura foi fundada a FUNAI (1967), cujo primeiro presidente, Queirós Campos, teve a infame ideia de criar a Guarda Rural Indígena (GRIN), a qual deveria  formar numeroso pelotão de índios com a função precípua de reprimir índios e defender brancos civilizados. Seu chefe era o capitão da Polícia Militar Manuel dos Santos Pinheiro. O treinamento – instrução policial e militar, o que incluía aulas de tortura - ficou a cargo do Batalhão Escola da Polícia Militar de Belo Horizonte. Foi criado também o Reformatório Krenak – verdadeiro campo de concentração para os indígenas – em Resplendor, Minas Gerais em reação à rebelião dos Maxacali, em 1966.  Outro campo de concentração para indígenas foi a Fazenda Guarani, instalada em uma propriedade da Polícia Militar de Minas Gerais no município de Carmésia. Tais campos de concentração recebiam indígenas de todo o país, os quais foram ali presos, torturados e segregados – muitos morreram e desapareceram. Há um cálculo conservador que estabelece que quase 9 mil indígenas foram vítimas dos massacres perpetrados das mais diversas formas pela ditadura militar. Seus nomes, no entanto, não compõem nenhuma lista de mortos e desaparecidos. No relatório final da Comissão Nacional da Verdade (dezembro de 2014), pela primeira vez um documento oficial do Estado aborda a questão, mas de maneira lacunar, precária e, sobretudo ineficaz: não há perspectiva de ressarcimento ou anistia para os Povos Indígenas trucidados pela ditadura – não há perspectiva institucional de estabelecimento de memória, verdade e justiça para eles.
         O quadro atual continua devastador. O governo golpista Temer/Meirelles (PMDB/PSDB/DEM/PSD/PP/PR/PTB/PPS/PV/PRB/PSB) tornou mais graves os conflitos pela terra. Seu ministro da agricultura é ninguém menos que Blairo Maggi (PP) – dito rei da soja – ícone do latifúndio/agronegócio. As bancadas Boi/Bala/Bíblia/Jaula controlam de forma absoluta este governo espúrio, destruindo conquistas sociais e garantindo a submissão a todos e quaisquer desígnios do latifúndio, das empreiteiras, do mercado financeiro, da especulação imobiliária. Os indígenas continuam a longa e árdua batalha por suas vidas, seus territórios, suas culturas.
        As ofensivas de retirada de direitos foram responsáveis pelo aprofundamento do clima de mobilização permanente dos mais diversos segmentos dos movimentos sociais. Nesta mesma perspectiva, forte mobilização dos Povos Pataxó, Tupinambá de Olivença, Tupinambá de Belmonte e Tumbalalá foi capaz de barrar a indicação pelo Partido Social Cristão (PSC) do general Sebastião Roberto Peternelli Júnior, entusiasta do golpe militar de 1964, ao cargo de presidente da FUNAI. Continua a ofensiva do governo Temer  também na promoção de desmonte de estruturas públicas voltadas para as questões indígenas: no dia 24/03/2017, um decreto extinguiu 87 cargos  da FUNAI, quase 12% do total. O deputado Osmar Serraglio (PMDB) – proeminente representante da bancada do Boi no congresso nacional - e o ministro do planejamento, orçamento e gestão, Dyogo de Oliveira, atuaram diretamente nestes cortes. Foram também extintos 51 cargos de Coordenação Técnica Local. Esses cortes se referem principalmente a funções relativas à avaliação de projetos invasivos de construção nas terras indígenas. Osmar Serraglio é o relator da PEC 215/2000 cujo objetivo é garantir ao legislativo – dominado, repetimos, pelas bancadas Boi/Bala/Bíblia/Jaula - a prerrogativa de decidir sobre a demarcação de terras indígenas e quilombolas. Existem hoje 189 iniciativas no congresso contra os direitos dos Povos Indígenas.
        Se o governo de Dilma Rousseff (PT/PCdoB/PMDB) foi o que menos demarcou terras indígenas desde 1988, o novo governo é capaz de retroceder mais ainda. Em novembro de 2016, a Casa Civil da Presidência da República devolveu para a FUNAI 13 processos de demarcação de terras indígenas. Neste único processo mais de 1,5 milhão de hectares pertencentes a 17 etnias diferentes foram retirados de seus legítimos donos. Além disso, o Ministério da Justiça devolveu para a FUNAI outros seis processos em fase de identificação. No que diz respeito ao extremo sul da Bahia, as comunidades Pataxó enfrentam mais uma ameaça ao seu território original pela Sentença Provisória de Reintegração de Posse das comunidades Nova Coroa, Mirapé I, Mirapé II, Novos Guerreiros e Txihi Kamauyrá. Mais uma vez uma das etnias com o mais longo contato com o homem branco sofre terrível ameaça. No Mato Grosso do Sul – estado onde ocorreram 50% dos assassinatos de indígenas nos últimos anos – a luta histórica dos Terena e Guarani-kaiowá denuncia para o Brasil e para o mundo o massacre sistêmico a que são submetidos.  Dois dos maiores inimigos dos povos originários lá atuam impunemente: o deputado estadual José Teixeira (DEM) e o fazendeiro assassino Jacinto Honório.
        Diversas declarações de cunho fascista, misógino, racista e lgbtfóbico inundam o cenário atual. O ministro da justiça Osmar Serraglio (PMDB) – ao qual é submetida a FUNAI - afirmou em declaração pública que “terra não enche barriga de ninguém” ao criticar e desqualificar abertamente os índígenas e defender os projetos dos latifundiários de usurpação de terras já demarcadas ou a serem demarcadas. Tal fala demonstra o caráter extremamente reacionário deste governo e o aprofundamento do processo de fascistização do Estado. Na mesma toada, o governador de Roraima, Paulo Quartiero (DEM), declarou que o ex-secretário do índio, Dilson Ingarikó, deveria ser fuzilado por defender a demarcação das terras indígenas. Imbuído da Doutrina de Segurança Nacional da ditadura militar, o governador demitiu o secretário alegando “traição” ao Estado.
        Os Povos Originários resistem tenazmente a este processo de genocídio e etnocídio institucionalizado e ao esbulho de suas terras. A comunidade Pataxó da Aldeia Aratikum/BA, expulsa de suas terras em outubro de 2016, já voltou a ocupar seu território, ainda não demarcado. Apesar da ameaça contínua e da possibilidade de expulsão de suas terras a qualquer momento, a comunidade continua resistindo. As aldeias de Porto Seguro e Cabrália se mantêm em contínua posição de mobilização, combatendo a sentença provisória de reintegração de posse que ainda não foi cumprida por causa da pressão.
        A batalha é árdua, contínua, diária - a permanente mobilização dos Povos Indígenas tem combatido os diversos ataques. Há também processo de destruição igualmente criminoso dos seus saberes, línguas e conhecimentos - tão ameaçados de extinção quanto as próprias etnias sobreviventes. A luta em defesa dos territórios indígenas e a luta contra o genocídio dos Povos Indígenas são princípios da luta pelos direitos humanos.
Pelo fim do genocídio dos Povos Indígenas!
Pela demarcação de todas as terras indígenas!
Abaixo o latifúndio/agronegócio!
Pelo fim de todo aparato repressivo!
Abaixo o terrorismo de Estado e do capital!
Pelo direito à História, à Memória, à Verdade e à Justiça!
Pela defesa dos direitos humanos dos Povos Indígenas!
Belo Horizonte, 22 de abril de 2017
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
Leia também:
- NOTA DE REPÚDIO AO DESPEJO SOFRIDO PELA COMUNIDADE PATAXÓ DA ALDEIA ARATIKUM – CABRÁLIA/BA:
CONTRA O MASSACRE DO POVO INDÍGENA DO MATO GROSO DO SUL (BRASIL): 
NOTÍCIA SOBRE O ATO DE REPÚDIO AOS ATAQUES CONTRA O POVO GUARANI KAIOWÁ:

segunda-feira, 17 de abril de 2017

PALESTRA SOBRE DIREITOS HUMANOS E ENTREVISTA COLETIVA

Imagem: Palestra Instituto Helena Greco: história viva de resistência e liberdade (montagem a partir de fotos realizadas por Jéssica Pâmela). 

SOBRE A PALESTRA “INSTITUTO HELENA GRECO: 
HISTÓRIA VIVA DE RESISTÊNCIA E LIBERDADE”
        No dia 03 de abril de 2017, foi realizada, no Campus Prado do Centro Universitário Estácio de Belo Horizonte, a palestra Instituto Helena Greco: história viva de resistência e liberdade.
        A palestra, seguida de entrevista coletiva, foi proposta por Magali Simone de Oliveira – docente da Disciplina Técnicas de Entrevista Jornalística do Curso de Jornalismo. Membros do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania foram convidados a participar, realizaram a palestra e foram entrevistados por alunos(as) do 4º período com a coordenação da Professora Magali. Aconteceu no estúdio de TV do curso.
        Os temas da palestra foram as lutas sociais do Instituto Helena Greco - do que se trata, os objetivos, as questões que envolvem os Direitos Humanos, as questões que envolvem a luta por Memória, Verdade e Justiça e a luta contra o terrorismo de Estado e do capital. Um dos temas em destaque foi a ditadura militar (1964 – 1985). Distribuímos a nossa nota (1º DE ABRIL DE 2017: 53 ANOS DO GOLPE DE 64 – ABAIXO A DITADURA!): https://institutohelenagreco.blogspot.com.br/2017/04/53-anos-do-golpe-de-1964.html
        Além dos temas acima foram debatidos os seguintes assuntos:
- Luta contra as reformas do ensino médio, da previdência e trabalhista. Luta contra a terceirização.
- As ocupações de escolas pelos estudantes secundaristas e universitários.
- Luta contra a fascistização das instituições e de setores da sociedade.
- O alerta contra o crescimento de grupos fascistas, parafascistas, militaristas, conservadores, reacionários e intolerantes de direita e extrema direita.
- Pelo fim do genocídio do Povo Negro!
- Pelo fim do genocídio dos Povos Indígenas!
- Pelo fim do extermínio de moradores(as) de periferias, vilas, morros, favelas e ocupações! 
- Pelo fim das chacinas no campo cometidas pelo latifúndio e o agronegócio!
- Pelo fim dos assassinatos e da violência contra as mulheres! Abaixo o machismo e o feminicídio! 
- Abaixo a homofobia, a lesbofobia, a transfobia, os assassinatos e a violência contra a comunidade LGBT!
- Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais e das perseguições e prisões de manifestantes.
        Agradecemos à Professora Magali Simone de Oliveira e aos estudantes de jornalismo.  
Belo Horizonte, 17 de abril de 2017
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania