"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA 2018

ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA
4ª Edição (2018)
Sábado, dia 28 de abril de 2018 – de 16:00 às 18:00 horas.
Local: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
- Rua Hermilo Alves, nº 290, Bairro Santa Tereza – Belo Horizonte/MG.
LEITURA DO TEXTO PARA DEBATE:
CARDOSO, Irene. Memória de 68: terror e interdição do passado. Tempo social, Revista de Sociologia da USP, São Paulo, v.2, número 2, 2º semestre 1990, p. 101-112.
- TEXTO PARA BAIXAR E IMPRIMIR (11 páginas):
- O texto Memória de 68: terror e interdição do passado está também disponível para fotocópia.
- Solicitamos a todas e todos que venham com o texto lido em mãos!
- O horário do encontro é de 16:00 às 18:00 horas. Aguardaremos a chegada dos participantes até às 16h15. O encontro poderá se estender após as 18h00.
- Serão emitidos certificados para participantes.
       O Encontro Anual de Estudos de Memória, Verdade e Justiça constitui a pesquisa, o estudo, a leitura e a discussão sobre as questões que envolvem os direitos humanos, a luta contra o terrorismo institucional praticado por Estado, governos, regimes e por ditaduras do cone sul da América Latina.
      O encontro é realizado anualmente em abril, mês do golpe de 1964 que consolidou ditadura militar de 21 anos no Brasil (1964 – 1985). Abaixo o terrorismo de Estado e do capital!
Abril/2018: 54 anos do golpe de 64
- Ditadura militar NUNCA MAIS!
50 anos do Maio de 68: “Sejamos realistas, exijamos o impossível” 


- Informações/Contatos:
institutohelenagreco@gmail.com
(31) 2535 – 4667
- Evento em rede social:

quinta-feira, 5 de abril de 2018

SOBRE A MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA/2018

NOTÍCIA SOBRE A ENTREGA DA 
30ª MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA/2018
            Desde 1989, o Grupo Tortura Nunca Mais – RJ, em parceria com outros movimentos sociais e entidades de direitos humanos, realiza a entrega da Medalha Chico Mendes de Resistência. Esta foi criada em contraposição à provocação do Comando Regional do Leste, que concedeu a Medalha do Pacificador (leia-se Medalha do Repressor) a membros do aparato repressivo da ditadura militar (1964 – 1985).  Desde então, todos os anos, no dia 1º de abril, cerca de dez movimentos sociais e defensores dos direitos humanos recebem a Medalha Chico Mendes de Resistência. São perseguidos(as) e ex-presos(as) políticos(as); mortos(as) e desaparecidos(as) políticos(as) e seus familiares; guerrilheiros(as) que combateram a ditadura; trabalhadores(as) do campo e da cidade; camponeses(as) pobres; sem terra; sem teto; pessoas em situação de rua; negras e negros; quilombolas; indígenas; feministas; LGBTQIs.
        Trata-se de insurgentes e resistentes de ontem e de hoje que lutam por memória, verdade e justiça; pela abertura irrestrita dos arquivos da repressão; contra a tortura e o extermínio institucionalizados; contra o aparato repressivo; contra o encarceramento em massa; contra o genocídio do Povo Negro e dos Povos Indígenas; contra o racismo, o machismo e a lgbtqifobia – enfim, contra o terrorismo de Estado e do capital.
        Na organização desta 30ª edição da Medalha Chico Mendes de Resistência/2018, foram parceiras do Grupo Tortura Nunca Mais – RJ as seguintes entidades: CECAC; Comitê Chico Mendes; Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência; CDH-OAB/RJ; CEJIL; Justiça Global; Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania-BH/MG; CDDH-Petrópolis; SINDPSI-RJ; Movimento de Justiça de Direitos Humanos-RS; CRP-RJ; MST; PCB.
        O ato público da entrega das medalhas foi realizado no dia 02 de abril de 2018, no Teatro Odylo Costa Filho/UERJ - campus Maracanã. Aconteceu na UERJ por esta constituir espaço de defesa do ensino público, gratuito, de qualidade e de luta contra o sucateamento praticado pela política educacional do governo. A UERJ resiste!
        Foram homenageadas e homenageados:
- Comandante Paulo Mello Bastos – sindicalista e piloto de avião que garantiu a entrada de João Goulart no Brasil depois da renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Foi perseguido e cassado pela ditadura. Tem 100 anos de idade.
- Fabiana Braga – presa no Paraná por ser membro do MST, acusada de terrorismo e organização criminosa.  A jovem militante tem 22 anos de idade.
- Mãe Meninazinha (Ilê Omolu Oxum) – Candomblecista que, ao longo de cinquenta anos, tem resistido bravamente às perseguições e às violências sistemáticas praticadas pela intolerância religiosa do Estado e do fundamentalismo cristão.
- Ana Maria Tellechea – promotora do Uruguai que investigou assassinatos de presos(as) políticos(as) levando à responsabilização de agentes da ditadura uruguaia.
- Ilma e Rômulo Noronha – presos políticos durante a ditadura, guerrilheiros da Ação Libertadora Nacional (ALN).
- Cosme Alves Neto (in memoriam) – preso político durante a ditadura. Transformou a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em espaço de resistência contra a ditadura. Foi programador do Cinema Paissandu.
- Jaime Petit (in memoriam) – desaparecido em 1973, juntamente com seus dois irmãos (Lúcio e Maria Lúcia), na Guerrilha do Araguaia. Era militante do PCdoB.
- José Barreto (Zequinha - in memoriam) – militou na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e no Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8). Foi executado pela ditadura em 1971, juntamente com Carlos Lamarca, em Brotas de Macaúbas/Bahia.
- Ocupação Manuel Congo – ocupação organizada pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). Existe e resiste há 11 anos no centro do Rio Janeiro.
- Rute Fiúza – grande lutadora, mãe de David Fiúza, adolescente de 16 anos morto e desaparecido no Bairro São Cristóvão, em Salvador/BA. Antes do seu desaparecimento em 2014, foi violentamente abordado por policiais militares da PETO (Pelotão de Emprego Tático Operacional) e da RONDESP (Rondas Especiais).  Policiais militares amarraram as mãos e os pés de David Fiúza, o encapuzaram e depois o jogaram no porta-malas de um carro descaracterizado. Rute Fiúza tem sido ameaçada.   
- Milagro Sala – indígena, líder comunitária e presa política da Argentina. Encontra-se encarcerada desde janeiro de 2016. É uma dos(as) sete presos(as) políticos(as) do governo Macri – dos sete presos(as) políticos(as), cinco são mulheres.
- Casa Nem – acolhimento e apoio a transexuais, travestis e transgêneros em situação de rua – espaço de sobrevivência, luta e resistência das comunidades LGBTQIs. A casa é reconhecida também por ter um projeto de curso comunitário, o PreparaNem, que tem aprovado seus(as) participantes trans no ENEM.   
        Nesta 30º edição da medalha estiveram presentes estudantes, trabalhadores(as), moradores(as) de ocupações, periferias e favelas, familiares de mortos(as) e desaparecidos(as) políticos(as), ex-presos(as) políticos(as), organizações comunitárias, entidades de direitos humanos, sindicatos e organizações políticas de esquerda. Foi feita homenagem especial para Marielle e Anderson – executados no dia 14/03/2018. Foi rememorado o trigésimo ano da execução de Chico Mendes (1944 – 1988) – seringueiro, ambientalista, sindicalista e militante que combateu o latifúndio/agronegócio.
        Em tempo, em 1995, Dona Helena Greco (1916 - 2011) - uma das fundadoras do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA/MG), do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA/MG) e do Movimento Tortura Nunca Mais/MG - teve a honra de receber a 7ª Medalha Chico Mendes de Resistência.
        Neste ano, nós do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, Belo Horizonte/MG, fomos convidados pelo Grupo Tortura Nunca Mais – RJ para compor o coletivo de entidades parceiras na realização da entrega da Medalha Chico Mendes de Resistência. Agradecemos às companheiras e companheiros pelo convite, o qual aceitamos com muita honra.
Pelo direito à História, à Memória, à Verdade e à Justiça!
Abaixo o terrorismo de Estado e do Capital!
Cosme Alves Neto: presente!
Jaime Petit: presente!
José Barreto (Zequinha): presente!
David Fiúza: presente!
Marielle: presente!
Anderson: presente!
Chico Mendes: presente!
Hoje e sempre!
Belo Horizonte, 05 de abril de 2018
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
















Fotos/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
- Pedimos desculpas às companheiras e companheiros pela má resolução de algumas fotos.

quarta-feira, 28 de março de 2018

DEBATE SOBRE MARIELLE NO BARRO PRETO - BH

Imagem: Debate sobre o extermínio de Marielle (27/03/2018 - BH/MG).
Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
NOTÍCIA DO DEBATE SOBRE O EXTERMÍNIO DE MARIELLE FRANCO
        Na terça-feira, dia 27/03/2018, foi realizado o debate O extermínio de Marielle Franco e os rumos da democracia no Brasil. O que temos a ver com isso? Foi organizado pelos(as) professores(as) do Curso de Serviço Social e pelo Diretório Acadêmico de Serviço Social (DASSUNA). Aconteceu na UNA Barro Preto – BH/MG.
        Para o debate foram convidadas Flavia Valle (professora de Sociologia em greve, editora do Esquerda Diário e militante do Pão e Rosas), Bizoca (membro do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania) e Lidiane Oliveira (assistente social). As mediadoras foram Renata Aline Guimarães (estudante do Curso de Serviço Social, militante do Coletivo Tereza de Benguela, do Coletivo Brejo das Sapas e integrante do Bloco Afro Angola Janga) e Fabríca Maciel (assistente social e professora do Curso de Serviço Social).
        O debate – gratuito e aberto à comunidade e ao público em geral - começou às 19h15 e foi encerrado às 22h15. Houve intensa participação de estudantes, professores(as), militantes combativos(as) do movimento negro e de vários outros movimentos sociais.
Imagem: Debate sobre o extermínio de Marielle (27/03/2018 - BH/MG).
Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

        A intervenção militar no Rio de Janeiro foi fortemente repudiada. Foi denunciado o Estado penal – verdadeiro nome do mal chamado Estado democrático de direito. Este é caracterizado pela guerra generalizada contra os pobres; pela política de encarceramento em massa; pelo genocídio do Povo Negro e dos Povos Indígenas; pelo racismo sistêmico/supremacia branca; pela manutenção da tortura, das execuções sumárias, dos desaparecimentos forçados; pelo machismo; pela misoginia; pelo patriarcalismo, pela lgbtfobia. O Estado penal traz em seu bojo a doutrina de segurança nacional, remanescente da ditadura militar (1964-1985). A doutrina de segurança nacional propugna a eliminação dos inimigos internos: os movimentos sociais e as classes perigosas, indesejáveis e torturáveis de sempre – a maioria da população que vive no limiar da linha de miséria, negros(as), quilombolas, indígenas, sem terra, sem teto, favelados(as), periféricos(as), e trabalhadores(as) do campo e da cidade.  Marielle Franco - negra, mulher, cria da Maré, lésbica, militante dos direitos humanos e de esquerda – representa de forma emblemática estas classes perigosas indesejáveis e torturáveis. Ela foi executada exatamente por isto – etnia, classe, gênero e orientação sexual. Foi executada por sua luta contra o Estado Penal, contra o racismo, contra as execuções de negros(as), contra a intervenção militar no Rio de Janeiro, contra a polícia mais violenta do mundo, contra violações dos direitos humanos, contra o machismo e contra a lgbtfobia.   
        Foram homenageados também Anderson Gomes – executado junto com Marielle – e Edson Luiz de Lima Souto, estudante secundarista de 18 anos, cujo assassinato pela PM do Rio de Janeiro durante a ditadura militar completa 50 anos em 28/03/2018.
        Em todo Brasil e no exterior houve manifestações em homenagem a Marielle e Andersson – total repúdio à excussão de ambos.
Imagem: Ato - BH Contra o genocídio negro/Marielle presente! (15/03/2018, Praça da Estação - BH/MG).
Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

Viva a luta da classe trabalhadora e do movimento popular!
Pelo fim do genocídio do Povo Negro!
Pelo fim da intervenção militar no Rio de Janeiro!
Pelo fim das UPPs!
Pelo desmantelamento do aparato repressivo!
“Não acabou, tem que acabar! Eu quero o fim da Polícia Militar!”
Marielle e Anderson: PRESENTES!
Belo Horizonte, 28 de março de 2018
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
Imagem: Cartazes colados na Pça Sete por manifestantes durante o Ato - BH Contra o genocídio negro/Marielle presente!(15/03/2018- BH/MG). 
Foto/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

sábado, 24 de março de 2018

DEBATE: O EXTERMÍNIO DE MARIELLE FRANCO E OS RUMOS DA DEMOCRACIA NO BRASIL. O QUE TEMOS A VER COM ISSO?


DEBATE: O extermínio de Marielle Franco e os rumos da democracia no Brasil. O que temos a ver com isso?
Convidadas:
*Flavia Valle*, professora de Sociologia.
*Bizoca*, Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG).
*Lidiane Oliveira*, assistente social.

Mediadoras:
*Renata Aline Guimarães*, acadêmica do Curso de Serviço Social Una e Militante do Coletivo Tereza de Benguela, Coletivo Brejo das Sapas e integrante do Bloco Afro Angola Janga. 
*Fabrícia Maciel*, assistente social e professora do Curso de Serviço Social Una.

Dia: 27/03/2018.
Horário: 19 às 20:30h. 
Local: Sala 1906, Rua dos Goitacazes, 1159 - Barro Preto, Belo Horizonte – MG.

Atividade gratuita e aberta ao público, mediante a lotação do espaço.
Promoção: Curso Serviço Social UNA e DASSUNA

segunda-feira, 19 de março de 2018

30ª MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA/2018

O GTNM-RJ, em parceria com outros movimentos e entidades, entrega anualmente, há 30 anos, a Medalha Chico Mendes de resistência a cerca de 10 homenageados.

Realizada todo 1º abril ou data próxima, com a intenção de relembrar os malefícios da ditadura empresarial-militar iniciada em 1964, a Medalha foi instituída pelo GTNM-RJ em 1989 para homenagear pessoas, movimentos sociais e entidades que se destacam nas lutas de resistência popular, contra a repressão e todas as formas de violência institucionalizada, na defesa dos Direitos Humanos e dos povos. Pretende, assim, ser mais um instrumento político de afirmação das lutas de resistência contra toda forma de opressão e de valorização da cultura e da vida destas pessoas, independentemente das disputas partidárias e eleitorais.

Em 2018, no dia 2 de abril, a Cerimônia da entrega das medalhas será na UERJ, campus Maracanã, no Teatro Odylo Costa Filho, a partir das 17 horas.

Homenageadas e homenageados 2018:
- Comandante Paulo Mello Bastos
- Fabiana Braga
- Mãe Meninazinha (Ilê Omolu Oxum)
- Ana Maria Tellechea
- Ilma e Rômulo Noronha
- Cosme Alves Neto (in memoriam)
- Jaime Petit (in memoriam)
- José Barreto (Zequinha - in memoriam)
- Ocupação Manuel Congo
- Rute Fiúza
- Milagro Sala
- Casa Nem
Entidades Organizadoras:
GTNM-RJ; CECAC; COMITÊ CHICO MENDES; REDE DE COMUNIDADES; CDH-OAB/RJ; CEJIL; JUSTIÇA GLOBAL; INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA-BH/MG; CDDH-PETRÓPOLIS; SINDPSI-RJ; MOVIMENTO DE JUSTIÇA DE DIREITOS HUMANOS-RS; CRP-RJ; MST; PCB.
Texto/Fonte (Grupo Tortura Nunca Mais - RJ):
30ª MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA
2 de abril - às 17:00 - Teatro da UERJ Maracanã
A dor e o luto que vivemos após a execução covarde da nossa companheira Marielle Franco deve nos impulsionar cada vez mais para as lutas contra esse Estado opressor e todas as formas de exploração.
Devemos fortalecer e reconhecer aquelas e aqueles que lutaram e seguem resistindo cotidianamente contra esse estado de coisas, no passado e no presente.
É exatamente isso que a Medalha Chico Mendes de Resistência faz há 30 anos!
Texto/Fonte (Grupo Tortura Nunca Mais - RJ):

quinta-feira, 8 de março de 2018

8 DE MARÇO/2018

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES
8 DE MARÇO DE 2018: CONTINUAM A LUTA E O LUTO
         Mais um Dia Internacional das Mulheres que não pode ser de celebração – nada há a comemorar: este continua a ser um dia de luta e de luto. O Brasil é um dos campeões mundiais em feminicídio: é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. São 12 assassinatos e 135 estupros por dia (dados de 2017, certamente subnotificados). É também o país do transfeminicídio: aí o Brasil ocupa o primeiro lugar no pódio. Além disso, temos a quinta população carcerária feminina do planeta. Violação e assassinato de mulheres indígenas são táticas do latifúndio/agronegócio para tomar as terras dos povos originários. As mulheres indígenas são também submetidas à esterilização forçada.
       O reajuste neoliberal (leia-se totalitarismo de mercado) implementou as mal chamadas reformas – trabalhista e da previdência (que está a caminho) - e o congelamento por vinte anos dos gastos públicos. A infâmia da superexploração atinge sobretudo as mulheres, mais ainda as mulheres negras e indígenas. Assim, são quatro os componentes da gigantesca opressão que se abate sobre as mulheres: etnia e classe, além de gênero e sexualidade.
       O processo de militarização do Estado e de fascistização da sociedade tem sido levado ao paroxismo pelo governo Temer.  A evidência mais escabrosa é a intervenção militar no Rio de Janeiro, festejada com estridência pelo aparato midiático. A segurança pública como paradigma de governo institucionaliza projeto concentracionário de apartheid social e territorial. A garantia da lei e da ordem constitui sucedâneo do binômio desenvolvimento e segurança – nefasto lema da ditadura militar (1964 - 1985). Está em andamento a implantação do Estado de Segurança Nacional repaginado, a partir do aprofundamento da cultura do medo e da segregação. Obscurantismo e fundamentalismo político e cultural exacerbados são adotados como método de governo, o que leva à proliferação de medidas voltadas para a aniquilação das árduas conquistas das lutas femininas e feministas ao longo de décadas.  Algumas dessas medidas do governo são obscenas: o Ministério da Saúde cogita em fazer monitoramento pré-nupcial de casais com vistas a controle da natalidade – projeto de cunho abertamente eugenista, bem à maneira de Malthus e Cesare Lombroso. É tanta a misoginia institucional, que tramita na Câmara dos Deputados a PEC 181/2015 – proposta pela bancada da bíblia – cujo objetivo é criminalizar o aborto até mesmo nos três únicos casos hoje admitidos (estupro, feto anencéfalo e risco de vida para a gestante).
       À situação de barbárie vigente é preciso contrapor a luta permanente contra a estupidez do machismo, do patriarcalismo, do racismo, do preconceito e da discriminação sistêmicos. Trata-se de disputa contra hegemônica: a emancipação feminina só se efetivará numa sociedade sem opressores e oprimidxs, sem exploradores e exploradxs. É preciso resgatar as energias revolucionárias acumuladas pelas mulheres ao longo da história. Como fazem as guerrilheiras de Rojava.
        Como fizeram as mulheres nas belas Jornadas de Junho de 1848 na França, no quadro da Primavera dos Povos, que completa 170 anos em 2018. Trata-se da primeira revolução proletária da história, a qual foi aniquilada pela burguesia em verdadeira guerra de extermínio. Nela as mulheres tiveram papel ativo. Foram protagonistas com armas nas mãos nas barricadas, assumiram conscientemente a ação revolucionária depois do massacre, foram as guardiãs da história e da memória dos vencidos. Além do perigo da revolução proletária, a burguesia europeia teve que se haver com o perigo igualmente ameaçador da emancipação feminina.  
Viva a luta revolucionária das mulheres!
- Todo o apoio às trabalhadoras; às moradoras das ocupações, periferias e favelas; às negras, às quilombolas e às indígenas.
- Pelo fim do feminicídio e da violência contra as mulheres!
- Abaixo o machismo!
- Direito ao aborto legal, seguro e gratuito já!
Belo Horizonte, 8 de março de 2018
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

NOTÍCIA SOBRE SOLIDARIEDADE DE CLASSE NO CARNAVAL 2018

NOSSO AGRADECIMENTO PELA “SOLIDARIEDADE NO CARNAVAL”!
        Nós, do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, agradecemos a presença e solidariedade de todas e todos para com a nossa entidade durante o carnaval de 2018. 
        Foi realizada, de sábado (10/02) a terça-feira (13/02), a “Solidariedade no Carnaval! Arrecadação para o Instituto Helena Greco”. Oferecemos cervejas, caipirinha, refrigerante, salgados veganos, feijão tropeiro completo, camisetas da Ocupação Helena Greco e camisetas do instituto a preços populares.  Nosso objetivo foi arrecadar exclusivamente para a manutenção do espaço, para os gastos com as atividades de militância e para o nosso apoio à ocupação - ou seja, sem fins lucrativos.
        Disponibilizamos nosso espaço, localizado na Rua Hermilo Alves no Santa Tereza, com banheiro e água grátis, para a passagem, circulação ou permanência espontânea de foliões e outrxs. Foi aberto para toda comunidade e público em geral (livre de nazi/fascismo, racismo, machismo e lgbtfobia).
        Circularam e/ou estiveram presentes militantes de movimentos sociais, feministas, membros da comunidade LGBT, estudantes, headbangers, punks, moradorxs do bairro e foliões de várias regiões e cidades. Houve discotecagem coletiva improvisada de músicas variadas, principalmente samba e MPB, mas também mangue beat, reggae, rock ‘n’ roll, som underground, punk, metal e outros estilos musicais.
        Desde 2003, o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania tem se mantido, existido e resistido somente com os recursos e a militância sobretudo dos membros e, também, dos apoiadores e visitantes. É autogestionário, autônomo, livre e independente com relação ao Estado, aos governos, aos comércios, às empresas e à institucionalidade. Trata-se de  entidade apartidária – espaço público comunitário e movimento social classista e popular.
        Pelos motivos acima resolvemos realizar durante o carnaval este tipo de arrecadação – solidariedade de classe. A primeira edição aconteceu em 2016 e a segunda em 2017.
        Ainda temos camisetas da Ocupação Helena Greco ($25 de contribuição) e camisetas do Instituto Helena Greco ($20 de contribuição). Quem tiver interesse em adquiri-las, entrar em contato:
(31) 2535 – 4667
(31) 9 9595 - 6683
Agradecemos a todxs xs companheirxs pela ação solidária!
Viva a luta da classe trabalhadora e do movimento popular!
Belo Horizonte, 15 de fevereiro de 2018
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

SOLIDARIEDADE DE CLASSE NO CARNAVAL


SOLIDARIEDADE NO CARNAVAL!
Arrecadação para o Instituto Helena Greco

Data: de 10 de fevereiro a 13 de fevereiro/2018, a partir das 12h.
Local: Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza – Belo Horizonte/MG.
Entrada livre e gratuita!

Companheirxs, 

        Para quem passar por Sta. Tereza durante o carnaval, o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania estará aberto de sábado (dia 10/02) a terça-feira (13/02), no horário de 12:00 às 21 horas.

        Está disponibilizado espaço de circulação ou permanência espontânea dxs carnavalescxs e outrxs!  Aberto para a comunidade e público em geral.

        Haverá cerveja, refrigerante, salgado vegano, camisetas do Instituto Helena Greco e camisetas da Ocupação Helena Greco a preços populares!

        A Ocupação Helena Greco fica no Bairro Zilah Spósito. Localiza-se na periferia, região metropolitana, divisa de Belo Horizonte com Santa Luzia. Existe e resiste desde 2011. Prestamos a ela apoio e solidariedade de forma incondicional. 

        A arrecadação será destinada à manutenção do espaço, aos gastos com a militância e ao apoio à Ocupação Helena Greco, ou seja, sem fins lucrativos. 

        Haverá discotecagem improvisada de músicas variadas e microfone aberto para informes, protestos e performances. 

        Contamos com o apoio de todas e todos! Trata-se de solidariedade de classe! Contribuam com espaços e movimentos sociais independentes com relação ao Estado, governos, patrões, comércios e empresas!

        Estamos abertxs a propostas de intervenções que interagem com as lutas sociais, contracultura e underground. Quem tiver interesse, favor entrar em contato: (31) 9 9595 – 6683.

Viva a luta da classe trabalhadora e do movimento popular!

Nazi/fascistas, racistas, machistas, homofóbicos, lesbofóbicos e transfóbicos: 
NÃO PASSARÃO!

Saudações classistas e libertárias!

Belo Horizonte, fevereiro de 2018

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
https://www.facebook.com/events/176076069825420/

domingo, 31 de dezembro de 2017

NOTÍCIA SOBRE A 8ª VELADA LIBERTÁRIA - IHG

Imagem: 8ª Velada Libertária - Instituto Helena Greco / Gig punk contra a criminalização dos protestos e dos movimentos sociais! 
Banda do Lixo, Consciência Suburbana, Drástico, Razão Social e Insolentes (30/12/2017). 
8ª Velada Libertária - Instituto Helena Greco
Gig punk contra a criminalização dos protestos e dos movimentos sociais!
        Realizada apresentação de cinco bandas punk no sábado, dia 30/12/2017, com entrada livre e gratuita. Aconteceu no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania que é uma entidade apartidária - espaço público comunitário e movimento social classista e popular.
        A Velada Libertária - IHG é feita todo ano no mês de dezembro desde 2009. O objetivo da Velada libertária é unir pessoas das lutas sociais, dos direitos humanos, da contracultura e do som underground de forma incondicional.
Bandas desta edição:
Insolentes (1987 - BH/MG)
Razão Social (1991- BH/MG)
Drástico (2015 - BH/MG)
Consciência Suburbana (1995 - BH/MG)
        Houve participação especial - grata surpresa para todxs nós – da Banda do Lixo da década de 1970 de Belo Horizonte.
        Agradecemos fortemente a parceria e o apoio mútuo das bandas e de seus integrantes. Agradecemos ao Michel pela cooperação técnica/som e a todos que nos ajudaram com equipamentos.
        Agradecemos a presença e o apoio de todas e todos! O espaço está à disposição.
Saudações classistas e libertárias!
Notícia/Fotos/Arquivo: 
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
14 anos luta contra o terrorismo de Estado e do capital!
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Banda do Lixo

Consciência Suburbana

Drástico

Razão Social

Insolentes
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