No
dia 03/01/26, os EUA bombardearam a Venezuela e sequestraram o presidente
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Estes encontram-se agora presos em
Nova York onde serão julgados de forma espúria por um tribunal federal pela falaciosa
acusação de “narcoterrorismo”.
As
recentes agressões de Trump contra a Venezuela começaram em setembro/25, com a militarização
do mar do Caribe: navios petroleiros pirateados, 23 embarcações destruídas - mais
de 100 pessoas mortas.
É
esta a ‘Nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA’, de 05/12/2025 -
repaginação da Doutrina Monroe (1823): ‘’A América para os americanos’’. A este
arcabouço estratégico do imperialismo estadunidense foi agregado o ‘Corolário
Trump’, a anexação da América Latina e do Caribe à sua esfera exclusiva de influência.
A Venezuela é o primeiro alvo por ter a maior reserva de petróleo do mundo.
Também pela sua importância estratégica no continente.
Os
EUA são o maior Estado terrorista do planeta. São responsáveis pelo genocídio
em curso do Povo Palestino – junto com o Estado nazissionista de Israel. O
imperialismo estadunidense atuou diretamente em todas as ditaduras sangrentas
que se instalaram no cone sul da América Latina a partir da década de 1950.
Participou da Operação Condor, a internacional do terrorismo articulada por
estas ditaduras na década de 1970. Criou a Escola das Américas, em 1946, para ensinar
tecnologias de repressão e tortura para as forças armadas e policiais do
continente.
A
novidade infame é a invasão militar à Venezuela, com o sequestro de um
presidente e sua esposa. Mais uma vez, assistimos à narrativa calhorda da
imprensa corporativa, à inoperância da ONU e da maioria dos estados nacionais
do ocidente – inclusive do Brasil.
Nosso
total repúdio a este ataque terrorista e nossa solidariedade incondicional ao
povo venezuelano. Esta é uma luta internacionalista, anti-imperialista e
anticapitalista. É a mobilização da classe trabalhadora e dos movimentos
sociais que poderá dar um basta às investidas da necropolítica estadunidense.
Belo Horizonte, 5 de janeiro de 2026
Instituto Helena Greco de Direitos
Humanos e Cidadania - BH/MG

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