"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

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sexta-feira, 26 de março de 2021

MARCHA PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA EM REPÚDIO AOS 45 ANOS DO GOLPE ¡30.000 PRESENTES! MAR DEL PLATA - ARGENTINA, 24M

Movimentos sociais, entidades de Direitos Humanos e organizações de esquerda marcharam em toda Argentina em memória dos desaparecidos e perseguidos pela sangrenta ditadura argentina (1976 – 1983). A marcha, em Mar del Plata, contou com milhares de manifestantes. Exigiu Memória, Verdade e Justiça. Reafirmou a luta contra a impunidade dos crimes de lesa humanidade. Reiterou a luta contra toda forma de repressão e perseguição, de ontem e de hoje.

Ainda hoje a maioria dos torturadores e colaboradores da ditadura argentina seguem impunes. A nota comum da marcha repudiou a lentidão dos processos judiciais contra os genocidas, a qual é responsável pela impunidad biológica dos torturadores e agentes da repressão. Os movimentos sociais repudiaram o continuísmo da violência estatal, denunciando também os desaparecimentos atuais como o de Facundo Castro e Santiago Maldonado, dois casos emblemáticos. Facundo Castro desapareceu no início da pandemia de COVID-19, após ser detido pela polícia da Província de Buenos Aires. Até hoje seus familiares aguardam notícias. Santiago Maldonado, desaparecido por 77 dias, até que seu corpo foi encontrado no rio Chubut. Maldonado participava de uma mobilização em apoio ao Povo Mapuche que reivindicava o direito a suas terras ancestrais.

A marcha repudiou o caráter sexista e patriarcal do aparato repressivo. Seus agentes são responsáveis por 1 em cada 5 feminicídios, como foi o caso de Úrsula Bahillo, assassinada por seu ex-namorado, que é policial. Denunciou o feminicídio, o patriarcado e o transfeminicídio. A manifestação lembrou da conquista histórica do movimento feminista argentino do direito ao aborto legal e seguro, mas lembrou que a luta para o fim do patriarcado está longe de terminar. Daí a palavra de ordem: Basta de feminicídio e transfeminicídio! O Estado é responsável!

A marcha repudiou o pagamento ao FMI, exigindo dinheiro para educação, saúde e enfrentamento da crise social e sanitária que atinge o país. A Argentina vive uma inflação causada por grave crise econômica. Esta tem levado ao aumento da desigualdade e da fome. A marcha repudiou a situação de pobreza que atinge grande parte das crianças argentinas: A fome é um crime! Nem uma piba, nem um pibe a menos!

Os movimentos sociais e organizações de esquerda saudaram a luta dos paraguaios e enviaram solidariedade ao povo brasileiro na sua luta contra o governo genocida de Bolsonaro.

 

 ¡Marchamos contra las herencias de la dictadura que ningún gobierno se atrevió a tocar!

 

 ¡Porque se abran TODOS los archivos, que haya juicio y castigo a lxs culpables. ¡Por los 30.000!

 

¡Contra la represión policial! Por Facundo, Santiago, Rafa, Julio López y todxs lxs desaparecidxs en democracia!

 

¡Contra el gatillo fácil!

 

¡Porque 1 de cada 5 femicidios son en manos de las fuerzas represivas. ¡El Estado es responsable!

 

 ¡Junto a todxs lxs que pelean por vivienda, por salario, en defensa de sus puestos de trabajo y que enfrentan la represión!

 

 ¡Contra el trabajo precario que es herencia directa de la dictadura genocida!

 

¡Por nuestros derechos! Porque las calles son de les trabajadores y el pueblo. ¡No de la derecha!

 

 ¡LA LUCHA ESTÁ EN LAS CALLES!

 ¡No perdonamos!

 ¡No olvidamos!

 ¡No nos reconciliamos!

 

Mar del Plata, 26 de março de 2021

Notícia/Fotos: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Belo Horizonte/MG

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