segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
LANÇAMENTO: "EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EM MINAS GERAIS: DESAFIOS E PROPOSIÇÕES" 17/12/2024 - 20H

terça-feira, 10 de dezembro de 2024
10 DE DEZEMBRO DE 2024: DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS!
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU (1948) e o mecanismo
do Direito Internacional dos Direitos Humanos, forjado a partir dela,
resultaram das lutas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. Certamente
são documentos civilizatórios, mas têm se mostrado ineficazes. Crimes contra a
humanidade têm assumido dimensões gigantescas no Brasil e no mundo. Genocídios e
graves violações dos Direitos Humanos são, afinal, elementos fundantes do
sistema capitalista.
O Estado colonial sionista de Israel foi instituído pela ONU também em
1948. Aí inicia a Nakba, a catástrofe - política genocida
permanente e continuada de aniquilação da Palestina histórica e de seu povo. Desde
outubro de 2023 a Faixa de Gaza sofre mais uma escalada da Nakba perpetrada por Israel e aliados: Estados Unidos, União
Europeia e a negligência da ONU. O aparato midiático naturaliza este horror. Mais
de 200 mil palestinas/os foram assassinadas/os. É incalculável o número de
vítimas feridas e mutiladas. Mais de 2/3 são mulheres e crianças. O território
virou terra arrasada - maior prisão a céu aberto do mundo, imenso campo de
extermínio. Há mais de 20 mil palestinas/os nas prisões israelenses – 250 são
crianças. O terrorismo sionista avança agora sobre a Cisjordânia, o Líbano e a
Síria.
A Revolução de Rojava, o Curdistão sírio, está sob cerco. Por um lado,
houve a queda histórica da ditadura sangrenta da dinastia Al-Assad, no poder na
Síria desde 1970. A abertura da infame prisão de Sednaya mostra o que foram
estes 54 anos de horrores. Por outro lado, a hegemonia da Turquia e de milícias
islâmicas fundamentalistas-jihadistas reprime qualquer proposta popular laica,
autônoma, socialista. A Revolução de Rojava - em construção desde 2012 – é projeto
libertário autônomo, antirracista, anticolonial, antipatriarcal, feminista, anticapitalista.
A luta por uma Síria Livre tem longo caminho a percorrer e muitas contradições
a enfrentar.
No Brasil, 2024
marca também os 60 anos do golpe de 1964. O legado de exploração e opressão dos
21 anos de ditadura militar (1964-1985) foi consolidado, a partir de 1985, nos 39
anos de transição política pactuada e sem ruptura. O governo fascista de
Bolsonaro (2019-2022) é filho dileto deste processo. Este governo se foi, mas o
terrível legado da ditadura sobreviveu a ele. Para além do execrável plano de
golpe recentemente desmascarado e da canhestra tentativa do 8 de janeiro 2023 -
que devem ser radicalmente combatidos – o congresso nacional, as assembleias legislativas,
as câmaras de vereadores, os governos estaduais e municipais estão eivados de
fascistas e ultradireitistas. Tudo isto revela a organicidade da sordidez do
aparelho de Estado, a qual envolve o aparato repressivo, o aparato
legislativo/jurídico, o aparato empresarial/midiático, as forças armadas, as
milícias.
O
legado da ditadura prospera neste ambiente. Não houve abertura dos
arquivos. A questão dos desaparecidos não
foi sequer equacionada. Na lista de mortos e desaparecidos faltam os nomes e a história dos milhares de
indígenas, quilombolas e trabalhadores do campo trucidados. Agentes da ditadura
que torturaram, mataram e fizeram desaparecer corpos não foram
responsabilizados. Empresários e latifundiários que participaram da repressão
sequer foram nomeados. A estratégia do esquecimento se mantém como politica de
Estado. Continua a luta por Memória,
Verdade e Justiça.
Não
houve desmantelamento do aparato repressivo. O Brasil é o país das chacinas periódicas, do encarceramento em massa,
da guerra generalizada contra os pobres. Tem a polícia mais letal do planeta, a
qual mata preto e pobre todo dia com as mesmas armas israelenses que matam o
Povo Palestino. Aqui as faixas de gaza
são favelas, periferias e florestas. Estamos no país do racismo estrutural e do
genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas. Estes nunca
tiveram direito à reparação pelos 21 anos de ditadura, pelos mais de 350 anos
de escravização e pelos mais de 500 anos de extermínio e esbulho de seus
territórios. Sequer a questão do marco temporal – cuja inconstitucionalidade é
flagrante – foi resolvida.
Vivemos o impacto da escalada da letalidade policial e da violência
generalizada contra a população de rua. A
polícia militar mata 7 pessoas a cada 24 horas. Em 2023 foram 6.393 ao todo,
243 são crianças e adolescentes – 90% são negras. A tortura, o extermínio e o
desaparecimento forçado constituem política de Estado levada a cabo por
governadores de todos os matizes. Destaque para o fascista Tarcísio de Freitas (Republicanos/SP)
e o capitão Derrite, seu carniceiro. Outro destaque para Jerônimo Rodrigues
(PT/BA) – a Bahia é o estado campeão em letalidade policial.
Aumenta exponencialmente a criminalização dos movimentos sociais e a
ofensiva policial sobre as ocupações urbanas e rurais. A PMMG, fortemente
armada, invadiu hoje a Ocupação Eliana Silva, no Barreiro, Belo Horizonte. Um
conluio entre o governador fascista Romeu Zema (Novo/MG), o prefeito
reacionário Fuad Noman (PSD/MG) e os empresários da especulação imobiliária deu
origem a uma ação de reintegração de posse completamente descabida. A ocupação
está há 12 anos consolidada naquela região. Bem à moda da ditadura, a PMMG
tentava intimidar moradores e apoiadores que preparavam reunião contra esta
medida. Houve violação simultânea do
direito à moradia e da liberdade de expressão e organização.
O Brasil é um dos campeões mundiais também em
concentração de renda, desigualdade social e número de casos de trabalho
escravizado. O arcabouço fiscal do governo Lula/Alkmin traz em seu bojo a
necropolítica do totalitarismo de mercado neoliberal: exploração
da força de trabalho, precarização, uberização, arrocho e congelamento salariais,
privatismo. E ainda: aprofundamento do desmonte das políticas públicas de
saúde, educação, moradia, saneamento básico. O outro lado da moeda: renúncias
fiscais e subsídios arquibilionários para o agronegócio e as grandes
corporações e pagamento dos juros escorchantes da chamada dívida pública para o
sistema financeiro. Há interdição total da taxação das grandes fortunas e dos
lucros e dividendos imensos deste sistema. Daí a pertinência da luta pela
escala 4x3 e o fim da escala 6x1: redução da jornada de trabalho sem redução do
salário. Trata-se de luta histórica da classe trabalhadora contra a exploração
capitalista.
São
as mulheres que sofrem o maior peso do terrorismo de Estado e do capital. Este recai sobre elas nas quatro dimensões da
interseccionalidade gênero, raça, classe e sexualidade. É no Brasil que há o
maior número de transfeminicídios do mundo. Também o maior número de estupros e
crianças grávidas vítimas desta violência. É um dos primeiros em feminicídio, violência
doméstica e violência contra LGBTQIAPN+. Temos uma das leis antiaborto mais
retrógradas do planeta, em risco permanente de retroceder ainda mais a partir
de leis feitas por homens brancos, ricos, fascistas, misóginos, escravocratas e
patriarcais. A cada ano 11.607 meninas estupradas tornam-se mães. São também as
mulheres que protagonizam as lutas contra toda esta opressão.
Por tudo isto, entendemos que Direitos Humanos e capitalismo são termos
que se excluem mutuamente. A luta pelos Direitos Humanos é contra-hegemônica: Internacionalista
e Anticapitalista por definição. Tem que ser necessariamente Feminista,
Antirracista, Anticolonial e Antifascista. O Povo Palestino, o Povo Curdo, o
Povo Negro, os Povos Indígenas, a classe trabalhadora e os movimentos sociais existem porque resistem!
VIVA A LUTA DO
POVO PALESTINO! ABAIXO O ESTADO SIONISTA DE ISRAEL!
PELO FIM DO
GENOCÍDIO DO POVO PALESTINO, DO POVO NEGRO E DOS POVOS INDÍGENAS!
PELO FIM DAS EXECUÇÕES,
DOS FUZILAMENTOS, DA VIOLÊNCIA POLICIAL NAS PERIFERIAS, MORROS, VILAS, FAVELAS
E OCUPAÇÕES!
ABAIXO O TERRORISMO
DE ESTADO!
NO CAPITALISMO NÃO HÁ
DIREITOS HUMANOS!
Belo
Horizonte, 10 de dezembro de 2024
Instituto
Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG

sábado, 7 de dezembro de 2024
ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA - 9ª edição (2024)
★ ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE DIREITOS HUMANOS E
CIDADANIA - 9ª edição (2024)
🗓️ DATA: Sábado, dia 21 de dezembro de
2024
⏰ HORÁRIO: de 10:00 às 12:00 horas
📍LOCAL/ENDEREÇO: Instituto Helena
Greco de Direitos Humanos e Cidadania - Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza - Belo
Horizonte/MG
★ LEITURA PARA DEBATE:
MARTINS,
Gizele. “Das favelas do Rio à Palestina”. In: OLIVEIRA, Rafael Domingos.
(Org.). Gaza no Coração: história,
resistência e solidariedade na Palestina, p. 357-363. São Paulo: Elefante,
2024.
-
Solicitamos a todes, todas e todos que venham com o texto lido em mãos.
- O
texto está disponível no carrossel de imagens na publicação do instagram, no
Facebook e em nosso blog. Pode também ser solicitado por mensagem (direct
mensage).
-
O horário do encontro é de 10:00 às 12:00 horas. Cheguem no horário -
aguardaremos a chegada dos participantes até às 10h15. O encontro poderá se
estender após as 12h.
-
Serão emitidos certificados para participantes. Podem ser solicitados com
antecedência por mensagem (direct mensage).
★ INFORMAÇÕES:
@institutohelenagreco
https://www.facebook.com/institutohelenagreco/
institutohelenagreco.blogspot.com/
*10 de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Neste dia o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania completa 21 anos de luta contra o terrorismo de Estado e do capital.

quarta-feira, 28 de agosto de 2024
45 ANOS DA LEI DE ANISTIA: A LUTA CONTINUA!
Em
1979, após pujante pressão popular pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, a
ditadura militar (1964-1985) impôs uma lei de anistia restrita e parcial – a
lei 6683/79. Assim a ditadura garantiu sua auto-anistia. Não houve anistia para
todos opositores do regime. Houve anistia total para os agentes do Estado que prenderam, torturaram, estupraram, assassinaram,
esquartejaram e desapareceram corpos. Tornaram-se inimputáveis policiais e
militares que cometeram crimes contra a humanidade.
A
luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita repudiou e combateu a auto-anistia da
ditadura. Esta luta foi travada pelo Movimento Feminino pela Anistia (MFPA),
pelos Comitês Brasileiros pela Anistia (CBAs), pelos familiares de mortos e desparecidos políticos, pelos presos
políticos, pelos exilados e banidos. Houve forte participação da classe
trabalhadora, do movimento negro, do movimento estudantil e demais movimentos
populares.
Os
princípios da luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita continuam valendo. Os
arquivos da ditadura continuam fechados. Não foi resolvida a questão dos desaparecidos. A lista de mortos e desaparecidos é lacunar: não constam os
nomes dos milhares de indígenas, quilombolas e trabalhadores do campo
trucidados. Não houve desmantelamento do aparato repressivo. Não houve responsabilização dos agentes da repressão,
dos empresários e dos latifundiários que participaram da ditadura. A tortura e o
extermínio continuam sistêmicos. O Brasil tem a polícia mais letal do mundo. É
o país das chacinas periódicas e do genocídio institucional do Povo Negro e dos
Povos Indígenas.
Não
estamos aqui a comemorar a lei de anistia parcial e restrita. Estamos a
resgatar a luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita e a luta permanente contra
o terrorismo de Estado. É este o tributo que devemos às companheiras e companheiros
que tombaram na luta contra a ditadura. Elas e eles estão presentes hoje e
sempre! Toda nossa solidariedade às vítimas do terrorismo de Estado e do
capital!
PELO
DIREITO À MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA!
Belo Horizonte, 28 de agosto de 2024
Instituto Helena Greco de Direitos
Humanos e Cidadania - BH/MG

sábado, 29 de junho de 2024
MANIFESTO: JUSTIÇA PARA MARIA CRISEIDE E WELLINGTON MARCELINO!
No dia 17 de
junho de 2024, depois de adiar quatro vezes o julgamento, o Tribunal de Justiça
de Minas de Minas Gerais (TJMG) indeferiu a Revisão Criminal que a Defensoria
Pública de Minas Gerais havia requerido no processo n. 1.0000.22294061-1/000, de
Maria Criseide da Silva e Wellington Marcelino Romana (Marrom). Nove
desembargadores e uma desembargadora ignoraram solenemente a evidência de novas
provas a favor de Maria Criseide da Silva e Wellington Marcelino. Apenas um, o
relator, desembargador Doorgal Borges de Andrada, votou a favor do deferimento
da Revisão Criminal considerando, sim, que há novas provas e que o processo que
os condenou deve ser revisto. A inocência de Maria Criseide e Wellington
Marcelino, portanto, deveria ser declarada. O TJMG, ao indeferir esta Revisão
Criminal, confirmou injustamente a validade de um processo sumário e
fraudulento, eivado dos mais escabrosos erros, irregularidades, perversidades e
falsidades. Tal processo condenou, em 2014, Maria Criseide e Wellington
Marcelino a 15 anos de prisão por um crime de homicídio que não cometeram.
Repudiamos
veementemente esta decisão do TJMG. Trata-se mais um erro execrável levado a
cabo pela justiça burguesa operada por homens brancos, ricos, racistas,
patriarcais, misóginos e reacionários. Sua função precípua é salvaguardar a
propriedade privada capitalista, o latifúndio, o capital. Maria Criseide e
Wellington são inocentes. Foram condenados por conta da sua trajetória de luta
permanente pela terra para quem nela vive e trabalha, pela moradia, pelos
Direitos Humanos. Estavam há tempos jurados de morte pelos empreiteiros e
latifundiários do Triângulo Mineiro – um dos maiores redutos do agronegócio do
país.
Por causa de sua
coerência e combatividade, desde 2014 Maria Criseide e Wellington têm
enfrentado terrível jornada de horrores perpetrada pela justiça burguesa. Até agora cumpriram três anos e oito meses de
sua sentença, a maior parte do tempo em Uberlândia/MG: Maria Criseide na
Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga e Wellington no Presídio
Professor Jacy de Assis. Na prisão foram torturados física e psicologicamente. Dentro
da penitenciária, Maria Criseide foi colocada em cativeiro clandestino junto
com outra mulher. Aí ambas foram sistematicamente espancadas e estupradas pelo
policial penal Wendel de Souza, chefe dos agentes penitenciários. Por dois anos Maria Criseide foi privada de
banho de sol e alimentação minimamente suficiente. Passou 15 dias sem tomar banho e sem luz
elétrica.
Maria Criseide e
Wellington sofreram nos seus corpos o cotidiano das prisões deste país:
superlotação, torturas, estupros, assassinatos por espancamentos ou
negligência, tratamentos cruéis, desumanos e degradantes. Aguardaram em
liberdade o julgamento da revisão criminal graças a um alvará de soltura
determinado pelo desembargador Doorgal. Agora já pesa sobre eles um mandado de
prisão com validade de 20 anos! Além do habeas corpus, os companheiros ainda
têm direito a recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo
Tribunal Federal (STF) e a cortes internacionais.
Foram condenados
porque não negociam princípios, não abrem mão da luta pelos Direitos Humanos,
por uma sociedade justa e igualitária. Reafirmam sempre a convicção de que nem o
Estado nem ninguém tirarão deles sua dignidade e sua história de vida e de
luta. São vítimas do terrorismo de Estado e do Capital. É o Estado que comete
crimes contra a humanidade.
Exigimos não só a
revisão criminal do processo abjeto que os condenou como também a reversão de
sua sentença. São inocentes e correm risco de morte fora e dentro da prisão,
caso sejam presos novamente: não podem definitivamente voltar para as masmorras
que os trucidaram. Precisamos fortalecer
a rede de solidariedade à companheira Maria Criseide da Silva e ao companheiro
Wellington Marcelino Romana.
Belo
Horizonte, junho de 2024
- Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e
Cidadania - BH/MG
- Comissão Pastoral da Terra (CPT/MG)
- Pastoral Carcerária de Minas Gerais
- Assessoria Popular Maria Felipa - BH/MG
- Fórum Mineiro de Saúde Mental
- Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Local BH
- Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas
(MLB/MG)
- Movimento de Mulheres Olga Benário/MG
- Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
- Grupo de Trabalho Mulheres e Meninas Privadas de
Liberdade do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro
- Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos
Políticos
- União de Mulheres de São Paulo
- Associação Brasileira dos Advogados do Povo (ABRAPO)
- Liga dos Camponeses Pobres (LCP)
- Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz - Arquidiocese
de Belo Horizonte/MG
- Diretoria de Inclusão da Ordem dos Advogados do Brasil/MG

terça-feira, 11 de junho de 2024
JUSTIÇA PARA MARIA CRISEIDE DA SILVA E WELLINGTON MARCELINO ROMANA
A trajetória e a
jornada de horrores enfrentada por Maria
Criseide da Silva e Wellington
Marcelino Romana por conta da sua combatividade e coerência estão imbricadas:
são companheiros inseparáveis de vida e de luta. Começaram a militância muito
jovens no Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, um dos maiores redutos do
agronegócio do país.
Maria Criseide da Silva tem origem
cigana. Começou sua militância em 2001 no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST), na Ocupação Emiliano Zapata (hoje Assentamento Florestan
Fernandes), em Uberlândia/MG. Aí conheceu e se casou com o companheiro Wellington Marcelino Romana, em
2005. Ele assumiu e ajudou-a a criar
seus três filhos.
Wellington, conhecido como Marron, iniciou sua militância ainda adolescente, em Uberaba/MG,
nas comunidades pobres, nos movimentos de favelas, no hip hop e nas rodas de
samba. Participou do movimento negro a
partir da escola de samba e dos centros de culto de matriz africana da
comunidade. Integrou o MST na ocupação
da Fazenda Saudade, em Santa Rosa/Uberaba. Esta foi brutalmente despejada pelo
então governador Aécio Neves (PSDB/MG). Os trabalhadores sem terra despejados foram
para Uberlândia. Lá se estabeleceram na Ocupação Emiliano Zapata.
De 2005 em
diante, Wellington e Maria Criseide
continuaram juntos na luta permanente por terra, moradia e pelos Direitos
Humanos. Em 2011 participaram da criação do Movimento dos Sem Teto do Brasil
(MSTB). Juntamente com 2.350 famílias fundaram o Acampamento Glória/Élisson
Pietro, em Uberlândia, o maior da América do Sul. Enfrentaram fazendeiros,
multinacionais e grandes construtoras – o latifúndio e a especulação
imobiliária.
Em 2014, Maria Criseide e Wellington foram
condenados a 15 anos de prisão por um homicídio que não cometeram. Sofreram
inquérito e processo sumários e fraudulentos, eivados dos mais escabrosos
erros, irregularidades e falsidades - processo farsesco levado a cabo pela
justiça burguesa sempre a serviço da propriedade e do capital. Wellington e Maria Criseide já estavam
há tempos jurados de morte pelos latifundiários e empreiteiros da região.
No dia
13/03/2020, depois de seis anos de clandestinidade, foram presos em Goiás. Um ano e quatro meses depois foram
transferidos para Uberlândia: Maria
Criseide para a Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga e Wellington para o Presídio Professor
Jacy de Assis.
Permaneceram lá
por dois anos e quatro meses. Foram torturados física e psicologicamente. Maria Criseide foi colocada em
cativeiro clandestino dentro do sistema prisional - juntamente com Camila, sua
colega de cela. Ficaram quase dois anos sem banho de sol e sem alimentação minimamente
adequada. Passaram 15 dias sem tomar
banho, sem eletricidade e sem a luz do sol. Foram espancadas e estupradas pelo
policial penal Wendel de Souza, chefe dos agentes penitenciários.
Maria Criseide e Wellington sofreram nos
seus corpos o cotidiano das masmorras deste país: superlotação, torturas,
assassinatos por espancamentos ou negligência, tratamentos cruéis e
degradantes. Estão agora em liberdade graças a um alvará de soltura enquanto
aguardam a revisão criminal de seu processo. São inocentes: foram condenados
porque não negociam princípios, não abrem mão da luta pelos Direitos Humanos,
por uma sociedade justa e igualitária. Reafirmam sempre a convicção de que nem
o Estado nem ninguém tirará deles sua dignidade e sua história de vida e de luta.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)
já adiou quatro vezes o julgamento desta revisão criminal – o que prolonga a
tortura psicológica dos companheiros os colocando em situação permanente de
extrema ansiedade. Finalmente, está agora marcado o julgamento para o dia
17/06/2024, às 13h. Exigimos justiça para Maria Criseide e Wellington: que sua
inocência seja confirmada juridicamente.
Solicitamos a todes que enviem e-mails exigindo
justiça para Maria Criseide e Wellington aos desembargadores do TJMG que farão
o julgamento da revisão criminal. Seguem os endereços e uma proposta de texto.
·
Proposta de
texto:
Prezado Dr. xxx,
boa tarde!
Nós, da ................................................................................., estamos acompanhando com atenção o julgamento da Revisão criminal nº
2940611-30.2022.8.13.0000 do processo de MARIA CRISEIDE DA SILVA e WELLINGTON
MARCELINO ROMANA.
Somos
inteiramente solidários com Maria Criseide e Wellington. Temos certeza que a
justiça se fará presente do lado deles.
Ass.:........................................................
·
E-mails dos desembargadores:
2º Cartório de
feitos especiais: segundocafes@tjmg.jus.br
Desembargador
relator - Doorgal Borges de Andrada: gab.doorgalandrada@tjmg.jus.br
Desembargador
revisor - Julio Cesar Lorens: gab.jclorens@tjmg.jus.br
Desembargador
vogal - Correa Camargo: gab.correacamargo@tjmg.jus.br
Pedimos que
copiem o escritório do advogado de defesa no e-mail: gregadvogados@gmail.com
Belo Horizonte,
11 de junho de 2024

segunda-feira, 20 de maio de 2024
★ ZONA LESTE UNDERGROUND - 3ª Edição
★ DATA: Sábado, dia 01/06/2024 - de 15:00
às 21:00 horas;
★LOCAL/ENDEREÇO: Instituto
Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - Rua Hermilo Alves, 290, Santa
Tereza - Belo Horizonte/MG.
★ ESPAÇO SUJEITO A LOTAÇÃO:
• ANTECIPADO: R$ 15,00
(pagamento via PIX)
- CHAVE:
(31) 9
7365 - 4616 (Casa de Angola)
* Confirmar o
pagamento do PIX (enviar comprovante pelo WhatsApp).
• PORTARIA: R$ 20,00
- Evento sem fins lucrativos - a
contribuição da entrada será revertida para os gastos com o deslocamento das
bandas, para manutenção do espaço, equipamentos, etc.
★ PROGRAMAÇÃO:
★ 15:00
HORAS - ABERTURA DO ESPAÇO:
- VENDA DE COMIDA VEG pela Casa de Angola -
cumbucas, salgado, refresco de Banchá com limão, refrigerantes , água mineral.
- VENDA DE CERVEJAS (Latão).
- FEIRINHA UNDERGROUND - discos, camisetas,
bótons, livros, zines, materiais diversos.
★ 17:00 HORAS -
APRESENTAÇÃO DAS BANDAS:
• DISCHAVIZER (hardcore crust, São
Paulo/SP) “Mini Tour MG” @dischavizer
• PENÚRIA (Anarchist Black Metal, Divinópolis/MG) “Iconoclasta Mini Tour 2024”, lançando a tape "O Apogeu da
Tragédia" @penuria_blackmetal
• OxDxD (hardcore, Betim/MG)
• OGUM (thrash metal, Belo
Horizonte/MG) @ogum.thrashmetal
★ ORGANIZAÇÃO
(PARCERIA):
@institutohelenagreco - BH/MG
@kasa.soul -
Divinópolis/MG
@nofuture.distro -
Divinópolis/MG
@metalpunkoverkill -
BH/MG
@casaangola -
BH/MG
★ PRESERVE
O ESPAÇO: CUIDE DE TUDO E DE TODES/AS/OS AO SEU REDOR!
*nazi/fascistas,
ancaps, racistas, machistas, lgbtqiapn+fóbicos:
NÃO PASSARÃO!

sábado, 18 de maio de 2024
★ UNDERGROUND PELA LIBERDADE ★ 60 ANOS DE RESISTÊNCIA E REPÚDIO À DITADURA MILITAR!
“METALPUNK OVERKILL, INSTITUTO HELENA GRECO E AFROHEADBANGER APRESENTAM:
*UNDERGROUND PELA LIBERDADE.*
60 ANOS DE RESISTÊNCIA E REPÚDIO À DITADURA MILITAR
Neste abril de 2024 relembramos que há 6 décadas atrás era deflagrado o golpe militar fascista no Brasil. A ditadura militar, durante mais de 30 anos, aprofundou a exploração da classe trabalhadora, perseguiu movimentos sociais, sequestrou, torturou e assassinou lutadores e lutadoras do povo brasileiro que se colocaram em luta contra o regime nefasto e reacionário. Isso sem falar no apagamento cultural afro-indígena, no genocídio em massa dos povos originários e populações do campo, ampla censura nos meios de comunicação, proibição de associações e sindicatos e fechamento das poucas e frágeis instituições da democracia burguesa.
A luta continua, pois os resquícios dessa mesma ditadura ainda perduram, seja
na polícia militar repressora, na impunidade dos generais e cúmplices dos
crimes desse regime autoritário, e infelizmente em setores da política institucional
que defendem e evocam o retorno deste regime maldito.
Entendemos que denunciar essa memória maldita e combater as heranças da
ditadura é fundamental para a reparação histórica e é CENTRAL para extirpar o
neo-fascismo do cotidiano brasileiro. Sem "perdão" e
"anistia" para torturadores e golpistas!
O underground sempre será um espaço de resistência, e para demarcar essa pauta e contribuir com esse diálogo na sociedade, vamos realizar um encontro sonoro e cultural, em um dos espaços mais importantes para a luta por memória, verdade e justiça de BH, com shows, feira independente e espaços de debate.
Junte-se a nós nesse sábado ANTIFASCISTA de arte e luta.
BANDAS:
*Manger Cadavre* (SJC - SP)
*Tumor* (BH)
*Kaos Attack* (Divinópolis)
SÁBADO, 18/05, 16H
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza - BH/MG
Contribuição 20 reais.
Ingressos limitados e somente na porta, devido ao limite de lotação do local.
PARA QUE NUNCA SE ESQUEÇA
PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA.”
FONTE/ACESSE: https://www.instagram.com/p/C6PRbmZAEvr/
★ UNDERGROUND PELA LIBERDADE ★ 60 ANOS DE RESISTÊNCIA E REPÚDIO À DITADURA MILITAR!
Comida Veg + Feirinha Underground + Movimentos Sociais + Bandas +
Solidariedade à população do Rio Grande do Sul
DATA: Sábado, dia 18/05/2024 – de
16:00 às 22H;
LOCAL/ENDEREÇO: Instituto
Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Belo Horizonte/MG;
CONTRIBUIÇÃO: R$ 20 (somente na portaria –
sujeito à lotação);
*Evento sem fins lucrativos – a arrecadação será destinada para o
deslocamento das bandas, a manutenção do espaço, equipamentos, etc.
★ 16H: ABERTURA DO ESPAÇO
* Venda de Comida Veg e não alcoólicos pela Casa de Angola:
- Cumbucas (Feijoada e Seitan);
- Salgado (Esfirra);
- Refresco de Banchá com limão;
- Refrigerantes;
- Água Mineral.
*Venda de Cervejas pelo coletivo Metalpunk Overkill
★ 18H30: APRESENTAÇÃO DAS BANDAS:
Manger Cadavre? (São José dos Campos/SP);
Tumor (Belo Horizonte/MG);
Kaos Attack (Belo Horizonte e Divinópolis/MG).
★Coleta de doções para os atingidos pelas
enchentes e pelo negacionismoclimático no Rio Grande do Sul – roupas, itens de
higiene e limpeza.
ABAIXO A DITADURA!
DITADURA NUNCA MAIS!
TORTURA NUNCA MAIS!
PARA QUE NUNCA SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!
PELO DIREITO À MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA!
*nazi/fascistas, ancaps, racistas, machistas, lgbtqiapn+fóbicos: NÃO PASSARÃO!
