"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

terça-feira, 28 de abril de 2026

★ ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA - 9ª EDIÇÃO (2026)

ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA - 9ª EDIÇÃO (2026)

DATA: 21/05/26 (quinta-feira)

HORÁRIO: de 19:00 às 21h

📍LOCAL: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - R. Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza - BH/MG

LEITURA PARA DEBATE:

COMISSÃO MUNICIPAL DA VERDADE. Apêndice 3 – Transcrição do original manuscrito (Carta de Linhares). In: Memórias da repressão Relatório da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora. Juiz de Fora/MG: Editora MANN, p. 226-245. Disponível em: https://www.pjf.mg.gov.br/comissaodaverdade/documentos/relatorio_final_cmv_jf.pdf

A Carta de Linhares (1969) é um documento assinado de dentro do presídio, pelos seguintes presos políticos, militantes do Comando de Libertação Nacional (Colina): Irany Campos, Angelo Pezzuti da Silva, Pedro Paulo Bretas, Antônio Pereira Mattos, Maurício V. Paiva, Afonso Celso Lana Leite, Murílo Pinto da Silva, Júlio Antônio Bitencourt de Almeida, Marco Antônio Azevedo Meyer, José Raymundo de Oliveira, Jorge R. Nahas, Erwin Rezende Duarte.

- Solicitamos que venham com o texto lido em mãos.

- O link com o texto está disponível no story do instagram, no facebook e em nosso blog. Pode ser solicitado por mensagem. O texto está disponível  também no site da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora.

- O horário do encontro é de 19:00 às 21h. Cheguem no horário, aguardaremos a chegada dos participantes até às 19h15. O encontro poderá se estender após as 21h.

- Serão emitidos certificados, que devem ser solicitados com antecedência.

O Encontro Anual de Estudos de Memória, Verdade e Justiça é uma atividade periódica do Instituto Helena Greco.

O encontro constitui pesquisa, estudo, leitura e debate sobre as questões que envolvem os Direitos Humanos e a luta contra o terrorismo de Estado - com destaque para as lutas contra as ditaduras do cone sul da América Latina.

É realizado anualmente em abril, mês do golpe de 1964, o qual consolidou a ditadura de 21 anos no Brasil. Nesta edição, excepcionalmente, realizaremos no mês de maio.

- INFORMAÇÕES:

@institutohelenagreco



sexta-feira, 24 de abril de 2026

ENCONTRO DOS AMIGOS DE CUBA

Amigos de Cuba: Encontro de Solidariedade e História!

 

No dia 25 de abril (sábado), às 14h, vamos nos reunir para um importante momento de reflexão, memória e apoio internacionalista.

 

📍 Local/Apoio: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza – Belo Horizonte

 

Programação:

* 40 anos de Associação Cultural José Martí em Minas Gerais

* Playa Girón (1961): a vitória cubana contra a invasão estadunidense

* 100 anos com Fidel: homenagem a Fidel Castro e seu legado revolucionário

* Campanhas de solidariedade: Cuba Não está só! (remédios e energia solar).

 

🍽️ Almoço no local vendido pela Casa de Angola BH

 

Apoio: Coletivo Pontos de Luta!

 

Venha fortalecer esse espaço de troca, resistência e solidariedade entre os povos!


quinta-feira, 16 de abril de 2026

2 ANOS ESTU

Comemoração de 2 anos do Estu cultural com roda de samba, djs, brechós e rango vegano

 

>Dia 18/04 (sábado) - de 15:00 às 22h (rodada dupla de cerveja até às 17h)

 

>Local: Instituto Helena Greco de Direitos a Humanos e Cidadania - R. Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza – BH

 

INGRESSOS DISPONÍVEIS NO SYMPLA:

www.sympla.com.br/evento/2-anos-estu-cultural/3357036

 

Realização: @estucultural produções

Apoio: @institutohelenagreco

 


quarta-feira, 1 de abril de 2026

1º DE ABRIL DE 2026: 62 ANOS DO GOLPE DE 1964 - ABAIXO A DITADURA!

Este golpe deu início a 21 anos de ditadura no Brasil (1964-1985). Seu legado de sangue permanece arraigado no aparelho de Estado. Seguiram-se 41 anos de transição conservadora pactuada e sem ruptura. Continua em curso um pacto de silêncio entre a burguesia e as Forças Armadas: crimes contra a humanidade praticados pela ditadura seguem inimputáveis. Seus agentes que censuraram, sequestraram, prenderam, torturaram, estupraram, executaram, esquartejaram e ocultaram corpos de opositoras/es não foram responsabilizados.

Tampouco foram responsabilizados empresários, latifundiários, banqueiros, empreiteiros e donos da mídia corporativa. Eles conceberam a ditadura e participaram diretamente da repressão. Houve forte protagonismo do imperialismo estadunidense e da doutrina francesa de contra-insurgência na consecução do golpe e na articulação da Doutrina de Segurança Nacional, arcabouço ideológico da ditadura militar – a eliminação dos inimigos internos em nome do binômio desenvolvimento e segurança.

A tortura, o extermínio e o negacionismo histórico continuam sistêmicos. Não houve desmonte do aparato repressivo da ditadura. Mais de 50 mil pessoas passaram por suas engrenagens – muitas não sobreviveram. Grande parte dos arquivos da repressão continua fechada. Não foi resolvida a questão dos mortos e desaparecidos políticos. A lista consolidada de 434 nomes é lacunar: faltam os milhares de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais. Faltam os milhares de indesejáveis e neurodivergentes mortos nos hospícios com destaque para o Hospital Colônia de Barbacena/MG – negras e negros na maioria. Faltam os milhares de prisioneiros correcionais e moradores de favelas e periferias – também maioria de negros – executados pela repressão policial e por grupos de extermínio.

O Brasil é um dos campeões mundiais em graves violações dos Direitos Humanos. O fascismo está a nos cercar por todos os lados. A Doutrina de Segurança Nacional foi repaginada pela necropolítica do totalitarismo de mercado. O terrorismo de Estado tem sido exacerbado. O país tem a polícia militar mais letal do planeta. Pratica chacinas periódicas e guerra generalizada contra os pobres. É o país do racismo estrutural e do genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas. É campeão em concentração de renda e desigualdade social. Ocupa o primeiro lugar em transfeminicídio, um dos primeiros em feminicídio e estupros de crianças e adolescentes.

O verdadeiro tributo às companheiras e companheiros que tombaram na luta contra a ditadura e a todas as vítimas do terrorismo de Estado é a reafirmação da luta pelos Direitos Humanos. Esta é entendida como negação resoluta de todas as formas de exploração e opressão. É também o aprofundamento da luta permanente por memória, verdade e justiça e da luta contra o terrorismo de Estado e do capital.

Saudamos fortemente o aniversário de um ano do Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Trata-se de ocupação do prédio da antiga sede do DOPS/MG e do DOI-CODI, dois dos maiores centros de tortura da ditadura militar. Está ocupado desde 1º de abril de 2025 por movimentos sociais. Estes o resignificaram na prática como lugar de resistência e de consciência: um memorial contra o esquecimento. Um lugar de luta permanente por memória, verdade e justiça.

Convocamos a todes, todas e todos para a grande manifestação neste 1º de abril de 2026, às 17h, no Memorial dos Direitos Humanos Ocupado, Av. Afonso Pena, 2351, Centro, Belo Horizonte. Nela repudiaremos os 62 anos do golpe militar e comemoraremos os doze meses do Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Onde houve tortura e opressão, agora há muita luta e resistência!

  • VIVA O MEMORIAL DOS DIREITOS HUMANOS OCUPADO!
  • NEM ESQUECIMENTO, NEM CONCILIAÇÃO: RESPONSABILIZAÇÃO DOS GOLPISTAS, TORTURADORES E ASSASSINOS DE OPOSITORES E DAQUELES QUE COMETEM CRIMES CONTRA A HUMANIDADE NOS DIAS DE HOJE!
  • PELA RESOLUÇÃO DA QUESTÃO DOS MORTOS E DESAPARECIDOS!
  • PELO DESMANTELAMENTO DE TODO APARATO REPRESSIVO!
  • DITADURA NUNCA MAIS!
  • TORTURA NUNCA MAIS!
  • ABAIXO A NECROPOLÍTICA!
  • PELO FIM DO TERRORISMO DE ESTADO E DO CAPITAL!
  • FASCISTAS NÃO PASSARÃO!

Belo Horizonte, 1º de abril de 2026

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG