"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

sexta-feira, 2 de março de 2012

MANIFESTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA USP

LEIAM, APOIEM, DIVULGUEM!

MANIFESTO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA USP
Nós, perseguidos pelo regime militar, parentes dos companheiros assassinados durante esses anos sombrios e defensores dos princípios por eles almejados assinamos este manifesto como forma de recusa ao monumento que está sendo construído em homenagem às chamadas “vítimas de 64” na Praça do Relógio, Cidade Universitária, São Paulo.
Um monumento na USP já deveria há muito estar erguido. É justo, necessário, e precisa ser feito. Porém, não aceitamos receber essa homenagem de uma reitoria que reatualiza o caráter autoritário e antidemocrático das estruturas de poder da USP, reiterando dispositivos e práticas forjadas durante a ditadura militar, tais como perseguições políticas, intimidações pessoais e recurso ao aparato militar como mediador de conflitos sociais. Ao fazer isso, essa reitoria despreza a memória dos que foram perseguidos e punidos pelo Estado brasileiro e pela Universidade de São Paulo por defenderem a democratização radical de ambos.
Esse desprezo pela memória dos que sofreram por defender a democracia, dentro e fora da Universidade, se manifesta claramente na placa que inaugurava a construção de tal monumento. A expressão “Vítimas da Revolução de 1964” contém duas graves deturpações: nomeia de “vitimas” os que não recearam enfrentar a violência armada, e, mais problemático ainda, de “revolução de 1964” o golpe militar ilegal e ilegítimo.
Essa deturpação da linguagem não é, portanto, fortuita. Resulta da ideologia autoritária predominante na alta cúpula da USP.
Durante a ditadura, essa ideologia autoritária levou a direção central da USP a perseguir, espionar, afastar e delatar muitos dos que então resistiam à barbárie disseminada na Universidade e na sociedade brasileira como um todo. Ainda macula a imagem desta Universidade a dura lembrança (i) dos inquéritos policiais-militares, instaurados com apoio ou conivência da reitoria; (ii) das comissões secretas de vigilância e perseguição; (iii) das delações oficiais de alunos, funcionários e professores para as forças de repressão federais e estaduais; (iv) da mobilização do aparato militar na invasão do CRUSP e da Faculdade de Filosofia em 1968; (v) da colaboração quase institucional da USP, na figura do seu então reitor, Luis Antonio Gama e Silva, na redação do Ato Institucional Número 5 – AI5; (vi) e da aprovação, por Decreto, do regimento disciplinar de 1972, que veda a docentes e discentes qualquer forma de participação política e confere à reitoria poder para perseguir os que o fazem.
Atualmente, essa mesma prática autoritária se manifesta não apenas na inadmissível preservação e utilização do regimento disciplinar de 1972 para apoiar perseguições políticas no interior da Universidade, mas também (i) na reiterada recusa da administração central da USP em reformar o seu estatuto antidemocrático, mais afeito ao arcabouço jurídico da ditadura militar do que à Constituição Federal de 1988; (ii) na forma pouco democrática das eleições dos dirigentes da USP, que assume sua forma mais absurda no processo de escolha do reitor por meio de um colégio eleitoral que representa menos de 1% da comunidade universitária; (iii) na ingerência do governo do Estado na eleição do reitor desta Universidade; (iv) e, mais grave ainda, na recorrente mobilização da força policial-militar para a resolução de conflitos políticos no interior desta universidade, tal como ocorreu, recentemente, na desocupação da reitoria da USP.
Nesse sentido, em memória dos que combateram as práticas da barbárie autoritária e suas manifestações, defendemos que a melhor forma de homenagear os muitos uspianos e demais brasileiros que tombaram nesta luta não é um monumento; mas, sim, a adoção dos princípios verdadeiramente democráticos em nossa Universidade, o que demanda o fim do convênio com a Polícia Militar, bem como o fim das perseguições políticas pela reitoria e pelo Governo de São Paulo a 98 estudantes e 5 dirigentes sindicais, através de processos administrativos e penais, e a imediata instauração de uma estatuinte livre, democrática e soberana, eleita e constituída exclusivamente para este fim.
Assinatura de familiares de mortos e desaparecidos, de ex-presos e perseguidos pela ditadura. Uspianos e não uspianos.
Assinatura de professores da USP e de outras universidades brasileiras
Adriano Diogo*(Geólogo, Dep. Estadual; ex-preso político)
Ana Barone **
André Tsutomu Ota *
(Professor Dr. da UEL; ex-aluno da USP e ex-preso político)
Anivaldo Padilha ***

Antonio Roberto Espinosa *
(Jornalista; ex-preso político)
Artur Scavone**(Estudante; presidente do CEFISMA em 1970 e ex-preso político)
Aton Fon Filho ***(Advogado; ex-preso político)
Benjamin Abdala Junior **(Prof. Titular da USP; ex-preso político)

Bento Prado Jr. (Família assina em memória)
Caio Prado Jr. (Família assina em memória)
Carlos Alberto Lobão Cunha*
Carlos Eugênio Paz***
Carlos Neder*(Médico, Vereador; ex-preso político)
Carmem Silvia Vidigal**
Celso Lungaretti *
(Jornalista formado pela ECA, blogueiro, ativista de direitos humanos; ex-preso político e militante da VPR)
Chico de Oliveira**(Prof. Emérito da USP; ex-preso político)

Darci Miyaki ***
(Advogada e ex-presa política)
Décio Teixeira Noronha ***

Dilmar Miranda ***
(Professor de Filosofia da UFC; ex-preso político)
Divo Guisoni ***(Filósofo; perseguido pela ditadura e condenado à revelia)
Edson Teles *(Sobrinho de André Grabois, desaparecido durante a Guerrilha do Araguaia. Professor de Filosofia da Unifesp e ex-aluno da USP; ex-preso político)
Emília Viotti da Costa**(Prof. Aposentada da USP; afastada da Universidade pelo AI-5)
Emir Sader*(Prof. aposentado da USP, Prof. de Sociologia da UFRJ; perseguido pela ditadura)
Enzo Luis Nico Jr. *(Perseguido pela ditadura e exilado)
Flávio Wolf de Aguiar *(Professor aposentado de Literatura Brasileira da USP; ex-preso político)
Fernando Ponte de Souza*

Francisco Bernardo de Arantes Karam ***

Francisco Paulo Greter *
(Filósofo e vice-presidente da APROFFESP; perseguido pelo regime militar)

Helenira Resende de Souza Nazareth*
(Assina Helenalda Resende de Souza Nazareth; ex-aluna da USP do Curso de Matemática, FFCL/USP, professora universitária aposentada; irmã de Helenira Resende de Souza Nazareth: desaparecida no Araguaia, em 1972; foi aluna do curso de Letras da FFCL da USP e membro da diretoria da UNE, eleita após o Congresso de IBIUNA)
Heleny T. F. Guariba *(Família assina em memória)
(Desaparecida desde 1971 após ser presa pelos orgãos de repressão da ditadura. Foi professora da EAD/USP, diretora teatral e militante da VPR)
Helena Greco ***
(Assinam Heloísa Greco e Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania)
Kuba Goldberg * (Família assina em memória)
(Professor do ITA, ex-uspiano, ex-preso político)
Ivan Seixas ***(Núcleo de Preservação da Memória Política; Ex-preso político)
Jonas Tadeu Silva Malaco**
John Kennedy Ferreira***
José Augusto Azeredo ***
(Consultor Sindical; ex-preso político)
José Damião de Lima Trindade*(Procurador do Estado de SP; ex-preso político)
Lúcia Rodrigues*
Laura Christina Mello de Aquino *
Laurita Ricardo de Salles *
(Prof. Dra. da UFRN; ex-estudante da USP e ex-presa política)
João Fortunato Vidigal e Thereza Vidigal ***
(Assina: Leonardo Alvares Vidigal, Professor Dr. da UFMG, ex-aluno da ECA-USP, filho de João Fortunato Vidigal, ativista estudantil, preso político, perseguido e falecido durante a ditadura militar, vítima de ferimentos causados por tortura, eThereza Vidigal, ex-presa política, perseguida durante a ditadura)
Leonel Itaussu Almeida Mello**(Prof. Titular do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo; ex-preso político)

Luís Carlos Prestes (Família assina em memória)
Luiz Costa Lima ***(Prof. de Teoria Literária da PUC/RJ; ex-preso político)
Luiz Dagobert de Aguirra Roncari**(Prof. de Literatura Brasileira da USP; ex-preso político)
Luiz Eduardo Merlino ***
(Assina Tatiana Merlino, jornalista, editora adjunta Caros Amigos e sobrinha de Luiz Eduardo Merlino, jornalista morto pela ditadura)
Luiz Siveira Menna Barreto **
Maria Amélia Azevedo *
(Professora aposentada da USP/IP; perseguida política)
Maria Dolores Pereira Bahia ***
Mário Maestri***
Marly de Almeida Vianna ***

Marylizi Thuler de Oliveira *
Maura Gerbi Veiga*(Professora e perseguida pela ditadura)
Nelson Soares Wisnik *(Ex-cruspiano, ex-preso político, ex-professor do IF-USP, familiar de ativista morto pela ditadura)
Olga Bohomoletz Henriques *** (Família assina em memória)
(Médica; perseguida pela diatadura, aposentada por decreto e exilada política)
Osmar Gomes da Silva *
(Dentista; ex-aluno de Odontologia da USP e ex-preso político)
Osvaldo Coggiola
(Prof. Titular da USP; argentino de nascimento, foi perseguido e preso durante à ditadura Argentina)
Reinaldo A. Carcanholo ***
(Professor Dr. da UFES; ex-exilado político)
Rubens Pereira dos Santos *
(Professor da Unesp; ex-uspiano e ex-preso político)
Rui Falcão *(Advogado, Dep. Estadual; ex-preso político)
Sebastião Baeta Henriques *** (Família assina em memória)
(Médico; Perseguido pela diatadura, aposentado por decreto e exilado político)
Selma Bandeira Mendes Dantas Vale *** (Assina Luiz Dantas Vale, professor da UFAL, familiar de Selma Bandeira Mendes Dantas Vale, professora da Universidade Federal de Alagoas, deputada estadual, perseguida política – ficou clandestina por mais de 5 anos, quando foi presa. Uma das primeiras pessoas a ser beneficiada pela Lei da Anistia)
Takao Amano*(Advogado; ex-preso político e exilado)
Wolfgang Leo Maar *
(Professor Titular da UFSCar; ex-aluno da USP e ex-preso político)
Zenaide Machado de Oliveira ***
(Cientista Social; ex-militante da VPR, anistiada política)

Zillah Branco*

Zuzu Angel e Stuart Angel Jones ***
(Assinam Hildegard Angel Bogossian e Ana Cristina Angel Dronne: filhas de Zuzu Angel e irmãs de Stuart Angel Jones, assassinados pela ditadura militar. Assinam também em nome do Instituto Zuzu Angel)


(*) Ex-uspiano
(**) Em atividade na USP
(***) Não uspiano
Muitos dos signatários acima além de presos e/ou exilados, tiveram seus direitos políticos cassados, foram torturados, aposentados compulsoriamente.
Docentes da USP
Adalgiza Fornaro (IAG/USP)
Adma Muhana (USP/DLCV)
Adrián Fanjul (USP/DLM)
Adriana Kanzepolsky (USP/ DLM)
Adriano H. R. Biava (FEA/USP)
Afrânio Mendes Catani (USP/FE)
Agnaldo Valentin.
(USP/EACH)
Ana Fani Alessandri Carlos (USP/DG)
Andréa Maria Altino de Campos Loparic
(USP/DF)
André Bohomoletz Henriques (USP/IF)
Ângela Maria M. de L. Hutchison (USP/EACH)
Anna Karenina Azevedo Martins
(USP/EACH)
Antonio Araújo (USP/ECA)
Antonio Carlos Robert Moraes (USP/DG)
Áquilas Mendes (USP/FSP)
Arlindo Tribess (USP/Poli)
Aurea Ianni (USP/FMUSP)
Beatriz Raposo de Medeiros (USP/FFLCH)
Benicio Jose de Souza (USP/Poli)
Benjamin Abdala Junior (USP/DLCV)
Bruno Bontempi Jr. (USP/FE)
Calixto Salomão Filho (USP/Direito)
Carlos Egídio Alonso
(USP/FAU)
Carlos Roberto Monteiro de Andrade (USP/IAU)
Carlos Serrano (USP/FFLCH)
Carlos Zeron (USP/História)
Carmem Silvia Vidigal (USP/FE)
Celso Fernando Favaretto (USP/FEUSP)
Chico de Oliveira (USP/DS)
Christian Ingo Lenz Dunker (USP/IP)
Cibele Saliba Rizek
(USP/DS)
Cilaine Alves Cunha (USP/DLCV)
Ciro Teixeira Correia (USP/IG)
Claudia Rosa Riolfi (USP/FE)
Cláudia Valentina A. Galian (USP/FEUSP)
Cláudia Vianna
(USP/FE)
Cláudio Kazuo Akimoto (USP/IP)
Cleide Rodrigues (USP/FFLCH)
Cris Fernández Andrada
(USP/IP)
Cristiane Maria Cornelia Gottschalk (USP/FE)
Cristina Wissenbach (USP/DH)
Daciberg Lima Goncalves (USP/IME)
Danilo Silva Guimarães
(USP/IP)
Deisy Ventura (USP/IRI)
Denise Dias Barros (USP/FMUSP)
Dilma de Melo Silva (USP/ECA)
Doris Accioly eSilva
(USP/FE)
Elie Ghanem
(USP/FE)
Elenice Mouro Varanda
(USP/FFCLRP)
Eleuterio F S Prado (USP/FEA)
Elisabeth Andreoli de Oliveira (USP/IF)
Elisabeth Silva Lopes (USP/EAD)
Elisabeth Spinelli de Oliveira (USP/FFCLRP)
Elisabetta Santoro (USP/DLM)
Elizabeth Araújo Lima (USP/FMUSP)
Elizabeth Cancelli (USP/DH)
Emerson de Pietri (USP/FE)
Emília Viotti da Costa (USP/DS)
Esmerindo Bernardes (USP/IFSC)
Fábio Konder Comparato (USP/Direito)
Fátima Corrêa Oliver (USP/FMUSP)
Flavio Aguiar (USP/DLCV)
Flávio de Campos (USP/DH)
Francis Henrik Aubert (USP/DLM)
Francisco Alambert (USP/DH)
Francisco Miraglia (USP/IME)
Francisco Murari Pires (USP/DH)
Gilberto Bercovici (USP/Direito)
Gilberto de Andrade Martins
(USP/FEA)
Helder Garmes (USP/DLCV)
Helena Aparecida Ayoub Silva (USP/FAU)
Hélio de Seixas Guimarães (USP/ DLCV)
Heloísa Buarque de Almeida
(USP/DA)
Henrique Carneiro (USP/DH)
Homero Santiago (USP/FFLCH)
Horacio Gutiérrez
(USP/História)
Ianni Regia Scarcelli (USP/IP)
Iray Carone (USP/IP)
Iris Kantor (USP/DH)
Isabel Aparecida Pinto Alvarez (USP/DG)
Iumna Maria Simon (USP/DTLLC)
Ivan Marques (USP/DLCV)
Jacyra Soares (USP/IAG)
Jaime Ginzburg (USP/DLCV)
Jaime Solares Carmona (USP/FAU)
Jefferson Agostini Mello (USP/EACH)
João Adolfo Hansen (USP/DLCV)
Joaquim Alves de Aguiar (USP/DTLLC)
Joel La Laina Sene (USP/ECA)
John Cowart Dawsey
(USP/DA)
Jonas Tadeu Silva Malaco (FAU/USP)
Jorge de Almeida (USP/DTLLC)
Jorge Luiz Souto Maior (USP/Direito)
Jorge Machado (USP/EACH)
José Batista Dal Farra Martins (USP/ECA)
José Damião de Lima Trindade (USP)
José Leon Crochík
(USP/IP)
Jose Luiz F Fleury de Oliveira (USP/FAU)
José Marcelino de Rezende Pinto (FFCLRP/USP)
José Maria Soares Barata (USP/FSP)
José Moura Gonçalves Filho (USP/IP)
Klara Kaiser Mori (USP/FAU)
Laura Camargo Macruz Feuerwerker (USP/FSP)
Laurindo Lalo Leal Filho (USP/ECA)
Leda Paulani (USP/FEA)
Leny Sato (USP/IP)
Leon Kossovitch (USP/Filosofia)
Leonel Itaussu Almeida Mello (USP/DCP)
Lia de Alencar Coelho
(USP/FZEA)
Lincoln Secco (USP/DH)
Lucia Maria Salvia Coelho
(USP/FMUSP)
Luciano Miranda Duarte (USP/IF)
Lucia Wataghin
(USP/DLM)
Luís César Guimarães Oliva (USP/USP)
Luiz Dantas Vale
(UFAL)
Luiz Armando Bagolin (USP/IEB)
Luiz Cláudio Ribeiro Galvão (USP/Poli)
Luiz Dagobert de Aguirra Roncari (USP/DLCV)
Luiz Renato Martins (USP/ECA)
Luiz Siveira Menna Barreto (USP/EACH)
Mamede Jarouche (USP/DLO)
Manoel Roberto Robilotta
(USP/IF)
Marcus Lira Brandão (USP/FFCLRP)
Marcos F. Napolitano De Eugênio
(USP/DH)
Marcos Nascimento Magalhaes (USP/IME)
Marcello Modesto (USP/DL)
Marcia Arruda Franco (USP/FFLCH)
Marcia Gobbi (USP/FEUSP)
Marco Aurélio Vannucchi (USP)
Marcos Silva
(USP/DH)
Maria Amélia Azevedo (USP/IP)
Maria Cecilia Casini (USP/DLM)
Maria Cecília frança Lourenço (USP/FAU)
Maria Cláudia Badan Ribeiro
(USP/FFLCH)
Maria da Graça Jacintho Setton (USP/FEUSP)
Maria Dea Conti Nunes (USP)
Maria de Fátima Bianchi
(USP/DLO)
Maria de Fátima Simões Franciso
(USP/FE)
Maria Helena P. Toledo Machado (USP/DH)
Maria Helena Rolim Capelato (USP/DH)
Maria Isabel de Almeida (USP/FE)
Maria Julia Kovács (USP/IP)
Maria Lêda Oliveira (USP/DH)
Maria Letícia B. P. Nascimento
(USP/FE)
Maria Ligia Coelho Prado (USP/DH)
Maria Lúcia Pallares-Burke (USP/FEUSP)
Maria Sílvia Betti (USP/DLM)
María Teresa Celada (USP/DLM)
Maria Victoria de Mesquita Benevides (USP/FE)
Marie Claire Sekkel (USP/IP)
Marilda Lopes Ginez de Lara (USP/ECA)
Marilena Chaui (USP/Filosofia)
Marília Pinto de Carvalho (USP/FEUSP)
Mário Henrique Simão D Agostino (USP/FAU)
Mario Miguel González (USP/DLM)
Marisa Grigoletto (USP/DLM)
Marta Inez Medeiros Marques (USP/DG)
Marta Maria Chagas de Carvalho (USP/FEUSP)
Marta Rosa Amoroso
(USP/DA)
Mauricio Cardoso (USP/DH)
Mauricio Santana Dias (USP/DLM)
Mayra Laudanna (USP/IEB)
Michel Sleiman (USP)
Miguel Soares Palmeira.(USP/DH)
Miguel Pereira (USP/FAU)
Nabil Bonduki
(USP/FAU)
Nair Yumiko Kobashi (USP/ECA)
Neide T. Maia González (USP/DLM)
Nelson Fiedler Ferrara Junior (USP/IF)
Noé Silva (USP/DLO)
Norberto Abreu e Silva Neto (USP/IP)
Nuno de Azevedo Fonseca (USP/FAU)
Olga Ferreira Coelho
(USP/DL)
Osvaldo Coggiola (USP/DH)
Otilia Beatriz Fiori Arantes (USP/Filosofia)
Pablo Fernando Gasparini (USP/DLM)
Pablo Ortellado (USP/EACH)
Patrícia Noronha (USP/ECA Unicamp/CAC)
Patricio Tierno (USP/Ciência Política)
Paula Marcelino
(USP/DS)
Paulo Albertini
(USP/IP)
Paulo Capel Narvai (USP/FSP)
Paulo Eduardo Arantes (USP/Filosofia)
Paulo Endo
(USP/IP)
Paulo Martins (USP/DLCV)
Pedro Paulo Chieffi (USP/FMUSP)
Primavera Borelli (USP/FCF)
Rafaela A. E. Ferreira Barbosa (USP/Direito)
Regina de Toledo Sader (DG)
Regina Lúcia Pontieri (USP/DTLLC)
Reinaldo Salvitti
(USP/IME)
Renato da Silva Queiroz (USP/ FFLCH)
Renato Sztutman
(USP/Antropologia)
Ricardo Musse (USP/DS)
Ricardo Rodrigues Teixeira
(FMUSP)
Roberta Barni (USP/DLM)
Rodrigo Aug. Santinelo Pereira
(USP/FFCLRP)
Romualdo Portela de Oliveira (USP/FE)
Rosa Ester Rossini (USP/Geografia)
Rosângela Gavioli Prieto (USP/FE)
Rosangela Sarteschi (USP/FFLCH)
Ruy Braga (USP/DS)
Salete de Almeida Cara (USP/ FFLCH)
Sandra Galheigo (USP/FMUSP)
Sandra Guardini T. Vasconcelos (USP/DLM)
Sandra Zákia Sousa
(USP/FE)
Sandra Maria Sawaya
(USP/FE)
Sean Purdy (USP/DH)
Selma Lancman (USP/FMUSP)
Sergio Cardoso (USP/Filosofia)
Sérgio Salomão Shecaira (USP/Direito)
Suely Robles Reis de Queiroz
(USP/DH)
Suzana Salem (USP/IF)
Sylvia Bassetto (USP/DH)
Sylvia Caiuby Novaes (DA-USP)
Tania Macêdo (USP/DLCV)
Tatiana Alexandrovna Michtchenko (USP/IAG)
Tercio Redondo
(USP/DLM)
Valdir Heitor Barzotto (USP/FE)
Valentim Aparecido Facioli (DLCV/USP)
Vera Lucia Navarro (USP/FFCL)
Vera Pallamin (USP/ FAU)
Vera Silva Telles (USP/DS)
Vima Lia de Rossi Martin (USP/DLCV)
Vitor Henrique Paro (USP/FEUSP)
Vladimir Safatle (USP/Filosofia)
Waldir Beividas (USP/DL)
Yudith Rosenbaum (USP/DLCV)
Yvonne Mautner
(USP/FAU)
Zenir Campos Reis (USP/DLCV)
Zilda Márcia Grícoli Iokoi
(USP/DH)
Docentes de outras universidades solidários ao Manifesto
Adriano Nascimento (UFAL/FSSO)
Agenor Bevilacqua
(UNIABC)
Adolfo Miranda Oleare
(IFES)
Aldo Duran Gil
(UFU)
Alexandre Fortes
(UFRRJ)
Amarildo Ferreira Junior (UFSCar)
Ana Castro
(Escola da Cidade)
Ana Isabel Guimarães Borges
(UFF)
Ana Laura dos Reis Corrêa
(UnB)
Andréa Bieri (Unirio)
Andréa Casa Nova Maia
(UFRJ)
André Cordeiro Alves Dos Santos (UFSCar)
André Guimarães Augusto
(UFF)
André Medina Carone
(Unifesp)
André Tsutomu Ota (UEL)
Ângela Soligo (Unicamp/FE)
Angélica Lovatto (Unesp/Marília)
Anita Handfas (UFRJ)
Anita Leocádia Benário Prestes (UFRJ/História)
Antonio Carlos Moraes
(UFES)
Antonio Jorge Siqueira
(UFPE)
Antonio S.de Almeida Neto (Unifesp/História)
Aparecido Francisco Bertochi
(UFFS)
Arley R. Moreno (Unicamp/Filosofia)
Beatriz Catão Cruz Santos (UFRJ/IH)
Bernardo Karam
(UFRJ)
Bertulino José de Souza
(UERN)
Brigitte Bedin
(UNG)
Caio Toledo (Unicamp)
Carlos Alberto S. Barbosa (Unesp/História)
Carlos Zacarias F. de Sena Jr. (UFBA/FFCH)
Célio Ribeiro Coutinho
(UECE)
César Nardelli Cambraia
(UFMG)
Cezar Luiz De Mari
(UFV/Educação)
Cláudia Isabel Ribeiro Santos (PUC-SP/História)
Claudia Maria Barbosa (PUC-PR/Direito)
Claudia Moraes de Souza
(Unesp / FCC)
Cleier Marconsin
(UERJ)
Clinio de Oliveira Amaral
(UFRRJ)
Cristina Amélia Luzio
(Unesp)
Davisson Cangussu
(Unifesp)
Débora El-Jaick Andrade
(UFF)
Denise Mattos Monteiro
(UFRN)
Dilmar Santos de Miranda (UFC)
Diorge Alceno Konrad (UFSM/História)
Dirlene de Jesus Pereira (UEL)
Douglas Ferreira Barros
(PUC-Campinas)
Helenira Aparecidea Novo
(Ufes)
Eduardo Me
i (Unesp)
Eduardo Sterzi
(Unicamp)
Eduardo Strachman
(Unesp)
Eleonora Albano (Unicamp/IEL)
Elizete Antelmi Fabbri
Elza Margarida de Mendonça Peixoto (UFBA)
Emerson Elias Merhy
(UFRJ)
Enilce Albergaria Rocha
(UFJF)
Epitácio Macário Moura
(UECE)
Erminia Silva
(Unesp)
Estela Scheinvar
(UFF/UERJ)
Fabio Akcelrud Durão
(Unicamp)
Fernanda Menna Pinto Peres (Juíza de Direito)
Fernando Medeiros
(UFAL)
Francisco Fagundes de Paiva Neto
(UEPB)
Francisco Gnçalves da Conceição
(UFMA)
Geni Rosa Duarte
(UNIOESTE)
Glaucia Vieira Ramos Konrad (UFSM)
Graciela Foglia (Unifesp)
Guilherme Amaral Luz (UFU)
Guiomar Ramos (UFRJ/ECO)
Hamilton Prado Bueno
(UFMG)
Hélio Moreira da Costa Júnior (UFAC)
Heloisa Helena Corrêa Silva
(UFAM)
Henrique Finco
(UFSC)
Isabel Loureiro (Unesp/Filosofia)
Ivan Rodrigues Martin (Unifesp)
Jacyntho Lins Brandão (UFMG)
Jair Donadelli Jr (UFABC)
Jean Pierre Chauvin (Fatec)

Jefferson O. Goulart
(Unesp/FAAC)
Joanita Mota de Ataide
(UFMA)
Joaquim Pedro Neto
João Batista Santiago Sobrinho (Cefet/MG)
João dos Reis Silva Júnior (UFSCar)
João Evangelista Rodrigues
(PUC/MG)
João Francisco Tidei Lima (Unesp)
João Quartim de Moraes
(Unicamp)
John Fontenele Araujo
(UFRN)
Jonnefer Francisco Barbosa (PUC/SP)
Jorge Antunes (UnB/Música)
José Carlos Barreto de Santana
(UEFS)
José Carlos Pinheiro Prioste
(UERJ)
José Claudinei Lombardi (Unicamp)
José Clécio B. Quesado
(UFRJ)
José Fernando Kieling
(UFPEL)
José Jonas Duarte da Costa (UFPB)
José Maria Porcaro Salles
(UFMG)
José Menezes Gomes (UFMA)
Josimar Priori
(UEM)
Káta Cilene do Couto (UFAM/História)
Kathleen Tereza da Cruz
(UFRJ)
Kátia Gerab Baggio
(UFMG)
Laurita Ricardo de Salles (UFRN)
Lavinia Silvares (Unifesp)
Leonardo Alvares Vidigal
(UFMG)
Lídio de Souza
(UFES)
Liliene Xavier Luz
(UESPI)
Lincoln de Abreu Penna (UFRJ)
Liv Sovik
(UFRJ)
Luciana Duccini
(UNIVASF)
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida (PUC/SP)
Luis Geraldo Leão Guimarães
(UNEB)
Luiz Barros Montez
(UFRJ)
Luiz Carlos Barreira (Unisantos)
Luiz Carlos Pinheiro Machado (UFRGS)
Luiz Carlos Soares
(UFF)
Luiz Costa Lima (PUC/Rio)
Luiz Fernando Rojo (Antropologia/UFF)
Marcela Stockler Coelho de Souza
(UnB/DA)
Marceleuze Melquíades de Araujo
(UFPB/ UEPB)
Marcelo Milan (UFRGS)
Márcia Regina da Silva Ramos Carneiro
(UFF)
Márcio Bilharinho Naves (Unicamp/IFCH)
Marcio Capriglione
(UFRGN)
Márcio Ricardo Coelho Muniz
(UFBA)
Marcos Del Roio (Unesp/FCC)
Marcos Vinicius Ribeiro
(Unioeste)
Margareth Rago (Unicamp)
Maria Amélia Dalvi
(UFES)
Maria Aparecida Affonso Moysés
(Unicamp/Medicina)
Maria Auxiliadora Vieira de Carvalho (UFOP)
Maria Bernadete Fernandes de Oliveira
(UFRN)
Maria Cristina Campello Lavrador
(UFES)
Maria Izabel Brunacci
(Cefet/MG)
Maria Luiza Scher Pereira
(UF de Juiz de Fora)
Maria Ribeiro do Valle (Unesp/FLC)
Maria Rita de Almeida Toledo (Unifesp/História)
Maria Rosário Gonçalves de Carvalho
(UFBA)
Marieta Gouvêa de Oliveira Penna
(Unifesp)
Marília Flores Seixas de Oliveira (UESB)
Marilina Conceição O.Bessa Serra Pinto
(UFAM)
Marina Gusmão de Mendonça (UNESP)
Marcio Goldman (UFRJ)
Marlei Roling Scariot (Unifesp)
Maurício Vieira Martins (UFF/Sociologia)
Milton Pinheiro (Uneb/ICP)
Mirna Busse Pereira
(CUFSA)
Modesto Carone (Unicamp/Teoria Literária)
Mônica Martins
(UECE)
Newton Molon (Cásper Líbero)
Nina Saroldi (Unirio)
Norberto Ribeiro Torres Junior
(Unesp)
Odair Furtado (PUC/SP)
Ofélia Maria Marcondes
(IFMS)
Ovidio de Abreu Filho (UFRJ)
Oziris Simoes, professor
(FCMSCSP)
Patrícia Vieira Trópia (UFU)
Paulo Barsotti (FGV/SP)
Paulo Cesar Miguez de Oliveira (UFBA)
Paulo Eduardo Barros Pignanelli
(UEL)
Paulo Henrique Martinez (Unesp/História)
Paulo José Koling
(UNIOESTE)
Paulo Roberto Franco Andrade
(UFU)
Pedro Castro
(UFF)
Raphael Nunes Nicoletti Sebrian (Unifal/MG)
Rachel Soihet
(UFF)
Ravel Giordano Paz
(UEG)
Reinaldo A. Carcanholo (UFES)
Ricardo Antunes (Unicamp)
Rita de Cássa Mendes Pereira
(UESB)
Robério Paulino
(UFRN)
Roberto Gomes Camacho
(Unesp)
Roberto José Gnattali
(Unirio)
Robson Laverdi
(UNIOESTE/PR)
Ricardo Martins Valle (UESB)
Rita de Cassia Cavalcante
(UEPB)
Roberto Leher (UFRJ)
Rodrigo Alves Teixeira (PUC/SP)
Rodrigo Bastos (UFSC)
Saulo Carneiro
(UFBA)
Sérgio Alcides (UFMG)
Sérgio Braga (UFPR)
Sérgio Prieb (UFSM/Economia)
Sérgio Resende Carvalho
(Unicamp/Medicina)
Sheila Schvarzman (Universidade Anhembi Morumbi)
Sidney Chalhoub
(Unicamp)
Sonia Nussenzweig Hotimsky
(FESP)
Suely Kofes (Unicamp/IFCH)
Suzeley Kalil Mathias (
Unesp)
Tania de Luca (Unifesp)
Tania Mara Pereira Vasconcelos
(Uneb)
Tarcisio Praciano Pereira (UVA)
Tiago de Melo Gomes
(UFRPE)
Túlio Batista Franco
(UFF)
Unaí Tupinambás
(UFMG)
Valdo José Cavallet (UFPR)
Valéria Guimarães
(Cefet/MG)
Valricélio Linhares
(UECE)
Virgílio de Almeida
(UEM)
Wilson Correia (UFRB)
Wolfgang Leo Maar (UFSCar)
Zinka Ziebell (Universidade Livre de Berlim)

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Esquecer NUNCA!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

AS BRUXAS ESTÃO SOLTAS : DOCUMENTÁRIOS, DEBATES, E MÃES DE MAIO/SP






























AS BRUXAS ESTÃ O SOLTAS

Encontro dentro da programação do Verão Arte contemporânea 2012/VAC 6 com a idealização e produção do Grupo Officina Multimédia/G.O.M.
Dias 03,04 e 05 de fevereiro/2012
Local: Fundação de Educação Artística - SL. Sérgio Magnani, Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários, Belo Horizonte/MG.

FEMINISMO + DIREITOS HUMANOS + MÃES DE MAIO/SP + HOMENAGEM À D. HELENA GRECO + HOMENAGEM À ROSIE MARIE MURARO + LITERATURA DE CORDEL + LANÇAMENTO DE LIVRO + DOCUMENTÁRIOS, DEBATES E PERFORMANCE.

DIA 03/02/2012, 6ªFEIRA
17H - EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS -
- Doc. sobre Helena Greco - Arquivos Imperfeitos (10’) - Sávio Leite/BH.
- Doc. sobre a chacina perpetrada pela polícia/SP com vítimas desaparecidas e 493 mortos em maio de 2006. Este doc. trata da resistência de seus familiares e da luta deste movimento conhecido como Mães de Maio/SP - São Paulo Estado genocida (55’) - Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus/SP.
- Doc. sobre a feminista histórica Rosie Marie Muraro.

20H – DEBATE -
- Escritora Lúcia Castelo Branco/MG; escritora Conceição Evaristo/RJ; cordelista e feminista Salette Maria/CE; coordenação: Profa. Sandra Goulart/Letras - UFMG

DIA 04/02/2012, SÁBADO
17H - EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS -
Arquivos Imperfeitos (10’) - Sávio Leite/BH.
São Paulo Estado genocida (55’) - Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus/SP.
- Doc. sobre a feminista histórica Rosie Marie Muraro.

20H - DEBATE –
- Debora Silva e Vera Lúcia Freitas (Mães de Maio/SP); D. Tereza (Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade/MG); Heloisa ‘Bizoca’ Greco (Instituto Helena Greco - I.H.G./BH); coordenação: Nilcea Moraleida
- Lançamento de livro - Do Luto à Luta - que conta a trajetória do Movimento Mães de Maio/SP

DIA 05/02/2012, DOMINGO
18H - Concílio das Bruxas
- Debate com todas as mulheres que participaram das mesas anteriores e tribuna livre - coordenação e performance: Grupo Officina Multimedia/G.O.M.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PINHEIRINHO: ATO EM BH - SEG., 23/01/2012, ÀS 16H


CONVOCATÓRIA URGENTE!
ATO EM BH EM SOLIDARIEDADE AO PINHEIRINHO!
        Neste domingo, em São José dos Campos (SP), a Polícia Militar de São Paulo cumpriu ordem dos governador Geraldo Alckmin e do Prefeito Eduardo Cury (ambos do PSDB) e invadiu a Ocupação Pinheirinho, atirando em moradores e fazendo dezenas de feridos.
        O Poder Público de São Paulo ignorou a decisão do Tribunal Regional Federal, que na Sexta-feira determinou a suspender a reintegração de posse do terreno, visto que havia negociações para uma saída pacífica para o conflito. Os advogados dos moradores foram detidos e a polícia reprimiu comunidades vizinhas, criminalizando qualquer manifestação de apoio às vítimas do despejo.
        O Pinheirinho é uma das maiores ocupações urbanas da América Latina, abrigando cerca de 6 mil trabalhadores, e há oito anos luta por sua regularização como bairro por ocupar o terreno de uma empresa falida do mega especulador imobiliário Naji Nahas. 
        O escandaloso massacre realizado no Pinheirinho é uma afronta a todos os movimentos sociais do Brasil e uma mostra do quão desumana é a criminalização da pobreza no nosso país, cada vez mais intensificada pelos governos e aparelhos repressivos do Estado. 
        Em Belo Horizonte, várias ocupações urbanas também lutam contra o despejo e pela sua regularização enquanto bairros. Por isso, não podemos ficar calados diante de tamanha injustiça. 
        Convocamos todos os trabalhadores e jovens de Belo Horizonte e região para manifestarmos, nas ruas, a nossa indignação e solidariedade pelos atingidos dessa criminosa ação dos governos do PSDB contra Pinheirinho. 

ATO EM SOLIDARIEDADE AO PINHEIRINHO
NESTA SEGUNDA, 23/01,
ÀS 16H,
NA PRAÇA DA LIBERDADE
(EM FRENTE AO PALÁCIO DA LIBERDADE)
Convocam: CSP-CONLUTAS, COMUNIDADE CAMILO TORRES, BRIGADAS POPULARES, SIND-REDE BH, SINDEESS, SINDICATO DOS GRÁFICOS DE MINAS GERAIS, SINTAPPI-MG, FEDERAÇÃO SINDICAL E DEMOCRÁTICA DOS METALÚRGICOS DE MINAS, ASSEMBLEIA NACIONAL DE ESTUDANTES - LIVRE (ANEL), INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA, MTST, PSTU, MLPM, COMUNIDADE ZILAH SPÓSITO / HELENA GRECO, LER-QI

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS: DIA 12/01/2012, ÀS 16H NA PÇA 7

AUMENTO NÃO! PORRADA NO BUSÃO!
Contra o aumento das passagens de ônibus!

Passe livre já para todos os estudantes e desempregados!
        Já é de conhecimento da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que com as festas de fim de ano e férias escolares, momento de dispersão da população, o Governo, em todas suas instâncias tira cada vez mais direitos do povo, aumentando absurdamente os impostos, juros e taxas. Marcio Lacerda e seus aliados empresários do setor dos transportes, sem qualquer consulta à população, aumentaram absurdamente as tarifas de ônibus na capital em quase 10% (acima da inflação), de RS2,45 para RS2,65. Mesmo com o mísero aumento do salário mínimo, uma pessoa que utiliza apenas duas tarifas por dia (há quem necessite usar mais de 4), gasta o equivalente a R$159,00, ou seja, mais de 25% do salário! Enquanto todos os políticos tem salários exorbitantes, o que resta para o povo é a mais carestia de vida e miséria! ISSO NÃO É JUSTO!
        Imaginem o que significa esse aumento para as famílias atingidas pelas chuvas: muitas desabrigadas ou desalojadas e algumas que inclusive perderam parentes. Elas não têm dinheiro sequer para garantir moradias dignas e seguras, com esse aumento vai ficar ainda mais difícil o acesso à saúde, trabalho, cultura e educação. Sem contar as populações das periferias que vêm sendo cada vez mais expulsas para longe das regiões centrais da cidade, numa clara política “higienizadora” que pretende imprimir a idéia de que BH está “livre da pobreza” nos grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
        Belo Horizonte tem uma das passagens mais caras do Brasil, mas a qualidade dos serviços é extremamente precária. Sofremos com ônibus lotados, longos períodos de espera e atrasos. Sem contar que o trânsito da capital está cada vez pior com o aumento exacerbado de veículos individuais. Não há auxílio para estudantes e desempregados (apenas o meio passe estudantil, que só é conseguido por uma parcela ínfima do alunado, depois de ser submetido a apresentar um verdadeiro “atestado de pobreza”). Este meio passe da Prefeitura não atinge as reais necessidades dos estudantes, garantindo lucros cada vez maiores às poucas famílias de empresários que exploram os transportes em Belo Horizonte.
        CONVOCAMOS A TOD@S OS ESTUDANTES E TRABALHADORES E DEMAIS ATINGIDOS COM O AUMENTO DAS PASSAGENS, A PARTICIPAREM DA MANIFESTAÇÃO CONTRA O AUMENTO E PELO PASSE LIVRE ESTUDANTIL. DIA 12 DE JANEIRO – 16H NA PRAÇA 7

Fórum Permanente pelo Direito ao Transporte 
        Até o momento, apoiam essa iniciativa: ANEL, MEPR, COLETIVO VAMOS À LUTA, UCMG, DA-FAE, DA-LETRAS, DA-MÚSICA, CAFITO, JORNAL A NOVA DEMOCRACIA, M.A.L, PSOL, PSTU, CSP-CONLUTAS, I.H.G.
Para mais informações, apoio etc. envie um e-mail para direitoaotransporte@yahoo.com.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CASA D.HELENA GRECO: VÍDEOS - 17/12/2011

Rua Juiz de Fora, 849 - Barro Preto - Belo Horizonte/MG 
















Semana Internacional de Direitos Humanos
Casa D. Helena Greco: Espaço de Resistência!
Debates + Tributo aos Mortos e Desaparecidos políticos + Tributo à D. Helena Greco (1916-2011). 
       Programação intensa - concertos de músicas eruditas, apresentações de cancões revolucionárias, 2 mesas de debates, rodas de conversa, microfone aberto para denuncias e protestos, recitais de poesia, exposições de artes visuais, exibição de documentário, performance, apresentações musicais etc .
Alguns registros:
* F. Gilvander entrevista Nilceia Moraleida
(Trecho de recital do Coletivo Cultural Rosa do Povo):
* Declínio Social (Anarco - punk/hardcore) banda de Divinópolis/MG:
Expurgo (Grindcore) banda de Belo Horizonte/MG (1):
Expurgo (2):
Expurgo (3):

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

TODOS À CASA DE D.HELENA GRECO: ESPAÇO DE RESISTÊNCIA- DIA 17/12



EM DEFESA DOS 73 PRESOS POLÍTICOS DA USP

VIOLÊNCIA POLICIAL NA ROCINHA

ARBITRARIEDADE POLICIAL NA ROCINHA: A INVASÃO POLICIAL-MILITAR E OS PRIMEIROS RELATOS DE VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS
Por: Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência
        As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) têm sido apresentadas como a grande transformação na área de segurança pública, não somente no Rio de Janeiro, mas também no Brasil. Em tese, seria a mudança da política do confronto para a política de aproximação. Há um forte investimento de imagem nesta ação, pois seus gestores bem sabem que qualquer intervenção nesta área provoca um grande impacto no imaginário coletivo e determina muitas eleições. As autoridades, de todas as instâncias, os meios de comunicação, empresários e segmentos consideráveis das classes médias e médias alta têm defendido e repercutido as chamadas “virtudes” desta ação pública.
        Não bastasse isso, criaram uma espécie de “blindagem” que a protege de qualquer crítica. Neste ponto, aproximam-se das idéias que diziam superadas: quem oferece qualquer crítica é visto com desconfiança e, no limite, estaria ligado à interesses criminosos. Entretanto, só se esquecem de apontar que as UPPs expressam o outro lado da mesma política do confronto, a princípio menos violenta. A princípio, é bom frisar. Isto porque, para cada UPP instalada uma “guerra” intensa é estabelecida antes: as tradicionais incursões (agora feitas por todas as forças policiais) continuam balizando a ação, a despeito do discurso que diz que estas são algo do passado. Além disso, nas entrelinhas, as UPPs podem (e os fatos têm demonstrando) ser entendidas como a atualização de mecanismos de controle das classes populares, aqui representadas pelos moradores de comunidades. Pelo o que já observamos em vários locais, a liberdade, a despeito dos discursos oficiais, parece continuar cerceada e tutelada como antes: desta vez, são as forças policiais, armadas até os dentes, que determinam o que se pode ou não fazer. Quem ousa desafiar é calado. Na verdade, agredido, torturado, preso.
        Embora apenas se pontuem, nestes processos de ocupação, a imensa capacidade material das forças de segurança, muitos abusos acontecem, se sucedem e nenhuma palavra é dita. Felizmente, há ainda algumas vozes que não se calam. É o nosso caso. Esta semana, em companhia do Jornal A Nova Democracia e da agência de notícias do México, a Desinforménonos, nós, da Rede contra Violência estivemos na última quarta-feira, dia 23/11, na Rocinha e conhecemos a história de um casal que teve a casa invadida quatro vezes e pertences furtados. Descobrimos também que inúmeras outras casas também foram invadidas, várias vezes, além de objetos levados. Infelizmente, o medo ainda impera e muitos não quiseram relatar os ocorridos. Contudo, este casal não se intimidou e relatou aos militantes e jornalistas presentes a violação que sofreram.
        X, de 24 anos, pintor, conta que, desde a ocupação pelas forças de segurança, sua casa foi invadida quatro vezes. Aponta que nas três primeiras os policiais pediram autorização para entrar. Na primeira, eles chegaram às 5 horas da manhã, entraram e olharam. Nas duas outras vezes, levaram cachorros e vasculharam novamente. Nada encontraram, já que não havia nada para ser encontrado. Mas, como bem sabemos, todo e qualquer morador de favela é tratado com desconfiança. Como se não bastasse tanto incomodo (será que fariam a mesma coisa nos apartamentos de São Conrado?), retornaram, mais uma vez, dias depois. Desta vez, sem pedir licença. Para não parecer arrombamento, utilizaram uma “chave mestra”, daquelas usadas para abrir qualquer coisa. Entraram, reviraram a casa toda, destruíram alguns móveis e, sem explicação até hoje, levaram as fotos de sua esposa. Nem ele, nem sua esposa (no trabalho, naquele momento) estavam em casa. Muitos moradores viram o que ocorreu, inclusive uma amiga, que estava indo visitá-los. Neste momento, mais do mesmo, ou seja, mais violação de direitos. Esta amiga foi até o local ver o que acontecia. Os policiais, seis ao total, cercaram a jovem e começaram a torturá-la psicologicamente. Eles gritavam, se referindo à dona da casa: “achamos a loura que queríamos, aquela que a gente conhece!”, “ela é mulher de bandido, fala logo, fala logo, é melhor você falar logo”, em clara tentativa de tentar forjar uma situação inexistente, prática tão comum das polícias fluminenses. A jovem não se intimidou e disse que aquela moça era sua amiga, que trabalhava e que não possuía envolvimento com nada ilícito. Mesmo assim, os policiais continuaram insistindo por um bom tempo, até desistirem e irem embora.
        Esta amiga ligou imediatamente para os donos da casa. Contou-lhes o que havia acontecido. Estes retornaram imediatamente para saber o que ocorreu e, quando chegaram em casa, se depararam com aquela cena desoladora, perguntando-se: porque? Ato contínuo, foram buscar respostas. Numa rua próxima, perguntaram a um policial que lá estava o que poderiam fazer. Este, até de forma educada, orientou-lhes a irem ao caminhão da polícia no qual reclamações sobre abusos de autoridade poderiam ser denunciados. Além disso, ainda disse que seria importante eles fazerem isso, pois, agora que a polícia estava entrando, não queriam problema. O próprio policial já avistava no horizonte que esse tipo de arbitrariedade, que vem acontecendo de maneira sistemática em outras áreas ocupadas, poderia acontecer. Na verdade, já estava acontecendo. Os dois resolveram, então, ir ao ônibus. Chegando lá, mais dificuldades e abusos. Parecia apenas estar começando uma espiral de violações sem fim.
        Quando chegaram ao ônibus, uma sequência de deboches e várias tentativas de descredenciar a denúncia. Eles tentaram relatar que a sua casa havia sido invadida e que pertences haviam sido furtados, inclusive fotos da moça. Perguntaram o que poderiam fazer. A primeira reação dos policiais, claro, foi a de saber os “antecedentes” de X. Como não descobriram nada, pois, novamente, não havia nada a ser descoberto, começou um jogo de empurra. Após algum tempo, um policial responsável aparece. Conversou com a esposa de X. e disse a ela que suas fotos seriam recuperadas. Mas, sem seguida, um fato estranho: o policial lhe deu um número do celular de outro para que eles entrassem em contato. Instantes depois, sem muitas respostas e diante do descaso, foram à delegacia. Chegando lá, mais dificuldades em formalizar a denúncia. Informaram a eles que, naquele dia, não poderiam fazer nenhum registro, pois haviam feito uma grande apreensão e que, por isso, eles fossem embora. Os policiais, na delegacia, deram duas alternativas: ou eles poderiam esperar horas ou aguardar mais um pouco: seis meses.
        Enquanto tentavam, minimamente, relatar o que haviam feito, um policial militar do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), irritado, os interrompeu várias vezes. Numa dessas, mais uma tentativa de deslegitimar a denúncia. No dia em que a casa foi invadida pela polícia (a quarta vez que iam até lá), esta havia encontrado um pequeno cigarro de maconha. Tanto no ônibus, quanto na delegacia, X. afirmou, sem medo, que era usuário de maconha. De nada adiantou. Como afirmado logo acima, o policial do Bope, quando os jovens explicavam o acontecido, disse que havia sido encontrado uma “muca” de cigarro no domicílio e, ofendendo X. diante de sua esposa e de outros presentes, afirmou que, por isso “boa coisa ele não é”. Resultado: o registro da invasão e do furto não foi feito.
        Por que é tão difícil denunciar a arbitrariedade policial?
Inconformados com o que consideravam uma injustiça, o casal descobriu e entrou em contato com a Rede contra a Violência. Fomos na quarta-feira passada, dia 23 de novembro. Podemos verificar, mais uma vez, a dificuldade de um morador de favela em realizar uma denúncia de arbitrariedade policial. Mais uma vez, pois, esta tem sido a rotina não somente nos morros ainda não ocupados, sujeitos constantemente à violência policial, mas também nas comunidades ocupadas pelas UPPs. Depois de conversar com os moradores que tiveram a casa invadida, fomos até a 15ª delegacia, no bairro da Gávea. 
        Na unidade policial, fomos recebidos, inicialmente, pela atendente que faz uma espécie de triagem das denúncias. Já neste momento, a primeira tentativa de fazer X. e sua esposa desistirem da denúncia. A jovem que nos recebeu tentou descrever procedimentos que, segundo ela, deveriam ser feitos em detrimento do boletim de ocorrência. Militantes da Rede que acompanhavam o casal questionaram e exigiram o registro da denúncia. A atendente, demonstrando pouca vontade, disse que comunicaria ao inspetor. Em seguida, ela vai até o lado de fora da delegacia, onde estava um grupo de policiais civis. Pelo que pudemos perceber, ela relata à eles o que estávamos fazendo ali, pois, alguns instantes depois, todos eles passam a nos observar. A nossa presença havia causado um certo incômodo e a notícia da arbitrariedade da PM havia se transformado no assunto entre os policiais.
        Bastante tempo depois, fomos recebidos pelo policial civil Maxmiliano, mais conhecido como Max. As dificuldades pareciam persistir, se não fosse a nossa própria persistência. Ele também tentou nos debelar de realizar a denúncia. Afirmou que o tipo de revista como a ocorrida na casa de X. e sua esposa é “normal”. Na sequência, aponta que nós deveríamos ir ao Batalhão da área e registrar a denúncia lá. Integrantes da Rede presentes questionaram e afirmaram que é função da policial civil registrar e investigar a ocorrência. O policial insiste. Afirma que não está se recusando a registrar (embora o estivesse) e que o ideal, desta vez, seria todos irem à corregedoria (da polícia militar e a unificada) e, numa proposta absurda, disse à X, e sua esposa que estes deveriam ligar para o disque-denúncia e dar o endereço de sua casa para depois a polícia ir até lá! Percebemos a estratégia de, além de tentar fazer com que os presentes desistissem e fossem embora, passar informações incorretas. Todos os presentes perceberam que o policial achava estar tratando com pessoas que não conheciam seus direitos. Alguns instantes depois, um fato curioso: uma policial vai até o inspetor Max e diz a ele que o delegado Carlos Augusto tinha outra posição sobre casos como aquele. O inspetor, então, pede para esperarmos, pois iria ligar para o delegado. Instantes depois retorna e, numa mudança repentina de postura, chama X. e sua esposa. Inicialmente, ele tentou impedir que outras pessoas os acompanhassem. Entretanto, um representante da Rede, disse que acompanharia e o policial teve de aceitar.
        Enquanto o registro era feito, uma parte dos militantes e dos jornalistas presentes ficou aguardando. Num dado momento, alguns foram para o lado de fora da delegacia para conversar. Lá, havia outro policial civil, que então quis estabelecer uma interação. Ele repetiu tudo o que o outro policial havia nos falado há pouco e ainda tentou complicar mais: afirmou que há um procedimento “complicado” em casos como esse, pois o delegado vai ter que encaminhar o registro para a corregedoria e que isso poderia demorar. Por isso, como os outros, o ideal seria todos irem à corregedoria. Posteriormente, observamos que, quanto mais o debate se estendia, seu objetivo era obter informações sobre quem éramos. Primeiro, o fato de seu plantão ter se encerrado às 17hs e, às 20hs, ele ainda estar lá. Depois, perguntou para cada um de onde éramos e o que fazíamos. Em seguida, começou a fazer críticas às UPPs que, segundo ele, teriam interrompido o trabalho de investigação realizado pela delegacia, além de afirmar que elas seriam uma ação político-partidária. Quando questionado sobre as abordagens feitas, principalmente pela polícia militar, ele tentou afastar qualquer responsabilidade dos policiais apontando que qualquer um pode fazer isso, inclusive moradores (desconsiderando o fato de que, em relação à casa de X. e sua esposa, várias testemunhas afirmaram ter visto policiais).
        Em relação ao depoimento, houve uma relativa mudança, embora as dificuldades tenham continuado, já que o inspetor percebeu que os moradores ali presentes não estavam sozinhos e que conheciam seus direitos, a despeito das tentativas de desinformação. Contudo, ainda tentaria criar problemas no momento do registro. Num dado instante, em relação às fotos da moça que foram furtadas, iria colocar no registro que estas eram “comprometedoras”, no que foi prontamente rechaçado pela integrante do Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura que acompanhava o depoimento. Esta foi obrigada a explicar ao policial que aquela atitude prejudicaria a moça, já que o termo carrega em si a possibilidade de diversas interpretações, inclusive negativas. Da forma como o policial queria colocar, a vítima poderia virar ré. Além disso, o policial queria intimar o trabalho da esposa de X. Novamente, seria questionado. Em outras situações de arbitrariedade policial isso foi feito e acabou prejudicando a vítima em questão, pois o patrão, mesmo sabendo da conduta ilibada do funcionário, o demitiu assim mesmo. Por fim, a única informação relevante: o inspetor questionou a orientação do policial militar que os atendeu inicialmente, quando este lhes deu um número institucional (celular). O policial acredita, fazendo uma crítica aos PMs, que isso tenha sido feito para que os próprios policiais resolvessem isso entre si para abafar a situação.
        Por fim, um comentário sobre como os moradores atingidos por mais este abuso estão vendo o processo de “pacificação” na Rocinha. Eles afirmam que atualmente haveria mais homens armados que antes. Estão mais temerosos, pois, segundo apontam “eles (os policiais) estão com a lei e, se quiserem, podem armar contra nós”. Acreditam que a chamada “pacificação” é uma resposta do governo à mídia em função dos preparativos da cidade para os Jogos Olímpicos. Questionam, inclusive, o discurso de que a vida na localidade estaria melhorando. Citam o fato de que os alugueis já estão aumentando e muitas pessoas já estão tendo que deixar suas casas por conta no aumento nos valores.
 
Notícia reproduzida/Fonte - Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência : http://redecontraviolencia.org/Noticias/835.html