"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

1º DE ABRIL DE 2026: 62 ANOS DO GOLPE DE 1964 - ABAIXO A DITADURA!

Este golpe deu início a 21 anos de ditadura no Brasil (1964-1985). Seu legado de sangue permanece arraigado no aparelho de Estado. Seguiram-se 41 anos de transição conservadora pactuada e sem ruptura. Continua em curso um pacto de silêncio entre a burguesia e as Forças Armadas: crimes contra a humanidade praticados pela ditadura seguem inimputáveis. Seus agentes que censuraram, sequestraram, prenderam, torturaram, estupraram, executaram, esquartejaram e ocultaram corpos de opositoras/es não foram responsabilizados.

Tampouco foram responsabilizados empresários, latifundiários, banqueiros, empreiteiros e donos da mídia corporativa. Eles conceberam a ditadura e participaram diretamente da repressão. Houve forte protagonismo do imperialismo estadunidense e da doutrina francesa de contra-insurgência na consecução do golpe e na articulação da Doutrina de Segurança Nacional, arcabouço ideológico da ditadura militar – a eliminação dos inimigos internos em nome do binômio desenvolvimento e segurança.

A tortura, o extermínio e o negacionismo histórico continuam sistêmicos. Não houve desmonte do aparato repressivo da ditadura. Mais de 50 mil pessoas passaram por suas engrenagens – muitas não sobreviveram. Grande parte dos arquivos da repressão continua fechada. Não foi resolvida a questão dos mortos e desaparecidos políticos. A lista consolidada de 434 nomes é lacunar: faltam os milhares de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais. Faltam os milhares de indesejáveis e neurodivergentes mortos nos hospícios com destaque para o Hospital Colônia de Barbacena/MG – negras e negros na maioria. Faltam os milhares de prisioneiros correcionais e moradores de favelas e periferias – também maioria de negros – executados pela repressão policial e por grupos de extermínio.

O Brasil é um dos campeões mundiais em graves violações dos Direitos Humanos. O fascismo está a nos cercar por todos os lados. A Doutrina de Segurança Nacional foi repaginada pela necropolítica do totalitarismo de mercado. O terrorismo de Estado tem sido exacerbado. O país tem a polícia militar mais letal do planeta. Pratica chacinas periódicas e guerra generalizada contra os pobres. É o país do racismo estrutural e do genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas. É campeão em concentração de renda e desigualdade social. Ocupa o primeiro lugar em transfeminicídio, um dos primeiros em feminicídio e estupros de crianças e adolescentes.

O verdadeiro tributo às companheiras e companheiros que tombaram na luta contra a ditadura e a todas as vítimas do terrorismo de Estado é a reafirmação da luta pelos Direitos Humanos. Esta é entendida como negação resoluta de todas as formas de exploração e opressão. É também o aprofundamento da luta permanente por memória, verdade e justiça e da luta contra o terrorismo de Estado e do capital.

Saudamos fortemente o aniversário de um ano do Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Trata-se de ocupação do prédio da antiga sede do DOPS/MG e do DOI-CODI, dois dos maiores centros de tortura da ditadura militar. Está ocupado desde 1º de abril de 2025 por movimentos sociais. Estes o resignificaram na prática como lugar de resistência e de consciência: um memorial contra o esquecimento. Um lugar de luta permanente por memória, verdade e justiça.

Convocamos a todes, todas e todos para a grande manifestação neste 1º de abril de 2026, às 17h, no Memorial dos Direitos Humanos Ocupado, Av. Afonso Pena, 2351, Centro, Belo Horizonte. Nela repudiaremos os 62 anos do golpe militar e comemoraremos os doze meses do Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Onde houve tortura e opressão, agora há muita luta e resistência!

  • VIVA O MEMORIAL DOS DIREITOS HUMANOS OCUPADO!
  • NEM ESQUECIMENTO, NEM CONCILIAÇÃO: RESPONSABILIZAÇÃO DOS GOLPISTAS, TORTURADORES E ASSASSINOS DE OPOSITORES E DAQUELES QUE COMETEM CRIMES CONTRA A HUMANIDADE NOS DIAS DE HOJE!
  • PELA RESOLUÇÃO DA QUESTÃO DOS MORTOS E DESAPARECIDOS!
  • PELO DESMANTELAMENTO DE TODO APARATO REPRESSIVO!
  • DITADURA NUNCA MAIS!
  • TORTURA NUNCA MAIS!
  • ABAIXO A NECROPOLÍTICA!
  • PELO FIM DO TERRORISMO DE ESTADO E DO CAPITAL!
  • FASCISTAS NÃO PASSARÃO!

Belo Horizonte, 1º de abril de 2026

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG

domingo, 29 de março de 2026

38ª MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA 2026

*Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro convida para 38ª Medalha Chico Mendes de Resistência*

*Homenagens*

*Aldir Blanc* (in memoriam)

*Astrojildo Pereira* (in memoriam);

*Eufrásia Souza*;

*Francisco Manoel Chaves* (in memoriam);

*Iara Iavelberg* (in memoriam);

*João Bosco*;

*Madres de Plaza Mayo Línea fundadora*;

*Quilombo da Marambaia*;

*Solange de Oliveira Antonio* – Movimento Mães em Luto da Zona Leste (SP)

*Tauã Brito da Cruz*.

Dia 30/03/26

Hora: 17h30

Local: ABI (Rua Araújo Porto Alegre, 71, 9º andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ).

*Entidades promotoras*

Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES

Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio Janeiro – ASDUERJ

Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense - ADUFF

Associação dos Docentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Adunirio

Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Partido Comunista Brasileiro – PCB

Associação José Martí

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG

Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH-RS

Sindicato dos Psicólogos do Estado do Rio de Janeiro - SINDPSI-RJ

Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO

Centro de Defesa dos Direitos Humanos Petrópolis – CDDH

Comitê Chico Mendes

Justiça Global

Rede de Familiares e Comunidades contra a Violência

Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro – CRP-RJ

Pela vida, pela paz, tortura nunca mais!

@gtnm.rj

sábado, 28 de março de 2026

☆ EDSON LUÍS LIMA SOUTO: PRESENTE! (24/02/1950, Belém - 28/03/1968, Rio de Janeiro)

Neste 28 de março completam-se 58 anos do assassinato do estudante secundarista Edson Luís Lima Souto no restaurante Calabouço no Rio de Janeiro.

Nascido em Belém (Pará), Edson Luís Lima Souto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro para buscar melhores condições e continuar os estudos.  No Rio de Janeiro chegou a ficar em situação de rua por alguns dias. Trabalhou como faxineiro e se matriculou no Instituto Cooperativo de Ensino, onde funcionava o restaurante Calabouço.

Edson Luís Lima Souto além de trabalhar e estudar, foi militante no movimento estudantil e bem ativo nas assembleias. Participou das lutas por melhorias da escola, do restaurante Calabouço e nas confecções de jornais e murais.

Foi executado com um tiro no peito por agentes da ditadura, aos 17 anos de idade, em manifestação no Calabouço. Foi morto ocupando o restaurante por melhores condições de higiene, qualidade na alimentação e acesso a todos estudantes.

Os estudantes não permitiram que o corpo fosse levado ao IML e o conduziram para a Santa Casa de Misericórdia. Depois o levaram para a ALERJ onde foi velado. Do lado de fora do velório várias pessoas foram atacadas por agentes da repressão. No dia 29 de março, milhares de pessoas acompanharam o funeral.

COMPANHEIRO EDSON LUÍS LIMA SOUTO: PRESENTE, HOJE E SEMPRE!

DITADURA NUNCA MAIS!

Belo Horizonte, 28 de março de 2026 – Dia do estudante combativo!

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG



quarta-feira, 25 de março de 2026

24 DE MARÇO/2026 - MARCHA PELO DIA DA MEMÓRIA EM REPÚDIO AOS 50 ANOS DO GOLPE MILITAR NA ARGENTINA

Milhões de pessoas ocuparam as ruas em toda a Argentina para homenagear os 30 mil mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar (1976-1983). Aos 50 anos do golpe de 24 de março de 1976, foi radicalizada a luta pela responsabilização dos torturadores e assassinos de opositores da ditadura sangrenta, pela busca de seus restos mortais e pelo resgate das crianças sequestradas.

As Mães da Praça de Maio, familiares das vítimas, sobreviventes da ditadura, organismos de Direitos Humanos, movimentos sociais, movimentos feministas, trabalhadoras/es e esquerdas reafirmaram a atualidade da luta por Memória, Verdade e Justiça.

O negacionismo do governo fascista Milei e da direita argentina foram repudiados. Eles afirmam que o “verdadeiro” número de mortos e desaparecidos estaria próximo dos 10 mil. Negam a história a partir de lógica perversa: a ideia de que a escala do crime atenua sua gravidade.

Foi denunciado o aumento exponencial da letalidade policial e da repressão aos Mapuches e aos movimentos sociais. A subordinação de Milei ao imperialismo estadunidense e ao genocida Donald Trump foi repudiada. Foi prestada solidariedade à resistência do Povo Palestino. Foi repudiado o genocídio na Faixa de Gaza, perpetrado pelo nazissionismo de Israel e aliados – sobretudo os Estados Unidos.

SON 30.000; FUE Y ES GENOCIDIO!

* Apertura de los archivos de 1974 a 1983!

* Juicio y castigo a  los genocidas!

* Restitución de la identidad a les niñes apropiades!

* Abajo o governo Milei, los gobernadores y el FMI!

* No a la reforma laboral esclavista!

* Abajo las leyes repressivas!  Castigo a los responsables de todos los heridos por las represiones de Patricia Bullrich y Monte Oliva!

* Desprocesamiento de todos los luchadores!

* No a la baja de edad de punibilidade!

* Abajo la criminalización de la protesta social!

* No al genocidio en Gaza! Viva Palestina Libre!





Mar del Plata/Argentina, 25/03/2026

Fotos/notícia: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG

terça-feira, 17 de março de 2026

"REFLEXÕES SOBRE A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS NA PERSPECTIVA CONTRA-HEGEMÔNICA"


AULA INAUGURAL 

>>>17/03/2026 (terça-feira), às 19h

📍 Auditório Térreo da FaE/UEMG
- Avenida Prudente de Morais, 444, Cidade Jardim - BH/MG

*Aberto ao público externo.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

ABAIXO O TERRORISMO ESTADUNIDENSE NA VENEZUELA!

No dia 03/01/26, os EUA bombardearam a Venezuela e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Estes encontram-se agora presos em Nova York onde serão julgados de forma espúria por um tribunal federal pela falaciosa acusação de “narcoterrorismo”.

As recentes agressões de Trump contra a Venezuela começaram em setembro/25, com a militarização do mar do Caribe: navios petroleiros pirateados, 23 embarcações destruídas - mais de 100 pessoas mortas.

É esta a ‘Nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA’, de 05/12/2025 - repaginação da Doutrina Monroe (1823): ‘’A América para os americanos’’. A este arcabouço estratégico do imperialismo estadunidense foi agregado o ‘Corolário Trump’, a anexação da América Latina e do Caribe à sua esfera exclusiva de influência. A Venezuela é o primeiro alvo por ter a maior reserva de petróleo do mundo. Também pela sua importância estratégica no continente.

Os EUA são o maior Estado terrorista do planeta. São responsáveis pelo genocídio em curso do Povo Palestino – junto com o Estado nazissionista de Israel. O imperialismo estadunidense atuou diretamente em todas as ditaduras sangrentas que se instalaram no cone sul da América Latina a partir da década de 1950. Participou da Operação Condor, a internacional do terrorismo articulada por estas ditaduras na década de 1970. Criou a Escola das Américas, em 1946, para ensinar tecnologias de repressão e tortura para as forças armadas e policiais do continente.

A novidade infame é a invasão militar à Venezuela, com o sequestro de um presidente e sua esposa. Mais uma vez, assistimos à narrativa calhorda da imprensa corporativa, à inoperância da ONU e da maioria dos estados nacionais do ocidente – inclusive do Brasil.

Nosso total repúdio a este ataque terrorista e nossa solidariedade incondicional ao povo venezuelano. Esta é uma luta internacionalista, anti-imperialista e anticapitalista. É a mobilização da classe trabalhadora e dos movimentos sociais que poderá dar um basta às investidas da necropolítica estadunidense.

Belo Horizonte, 5 de janeiro de 2026

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG