"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

COMBATER O FASCISMO É COMBATER O BOLSONARISMO

A luta pelos direitos humanos é contra todas as formas de exploração e opressão, é antiautoritária e antifascista por definição. É feminista, antipatriarcal, antirracista, anticolonial, anti-imperialista, antimanicomial e antiprisional.  Consideramos que é luta contra-hegemônica: anticapitalista, portanto.

No primeiro turno destas eleições, a escalada do fascismo foi levada às máximas consequências. A extrema direita bolsonarista foi brutalmente vitoriosa nos executivos e legislativos de quase todos os estados. Consolidou sua dominação também no congresso nacional. Seu objetivo é destruir todas as conquistas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.   

Flávio Bolsonaro encabeça um bando de oligarcas escravocratas, racistas, machistas, misóginos, lgbtfóbicos e fundamentalistas evangélicos antipovo – as bancadas do boi, da bala, da bíblia e da jaula. Seu paradigma é a ditadura militar. Seus heróis são torturadores contumazes e milicianos sanguinários. Foram eleitos notórios genocidas, defensores da tortura e do extermínio do Povo Negro e dos Povos Indígenas. Esta corja de fascistas tem ódio aos direitos humanos, ao dissenso, à diversidade. Quer o aumento exponencial da repressão, a militarização das instituições e a criminalização dos movimentos sociais. Busca a aniquilação da verdade, da cultura, da ciência e do conhecimento. Conta com a cumplicidade da imprensa burguesa e das Big Techs, as quais articulam a mentira organizada.

Trata-se do projeto máximo da burguesia. Os patrões, empresários e latifundiários querem privatizar tudo e destruir a própria sociedade. O totalitarismo de mercado tem na essência a exacerbação do terrorismo de Estado e do capital. E ainda: a entrega absoluta do país ao imperialismo estadunidense.

A ação antifascista não começa nem termina no segundo turno das eleições presidenciais. Para combater o fascismo é necessária uma mobilização permanente, independente, classista e combativa. Sua construção é histórica e coletiva.

Temos que participar cotidianamente dos movimentos da classe trabalhadora, dos movimentos sociais populares, comunitários, estudantis e sindicais. Eles acontecem nas ruas, no chão das fábricas, das escolas e das universidades. Acontecem na cidade, no campo, nas terras indígenas, nos bairros, nas periferias, nos morros, favelas e ocupações. Precisamos fortalecer as greves de todas as categorias, as manifestações de rua, a defesa dos serviços públicos, do SUS, dos programas sociais e do fim da escala 6X1. Barrar o fascista Flávio Bolsonaro também faz parte desta luta. Não podemos permitir que o retrocesso chegue a um ponto de não retorno.

- COMBATER FLÁVIO BOLSONARO E SUA NECROPOLÍTICA!

- ABAIXO O FASCISMO E O IMPERIALISMO!

- FORA TRUMP DA AMÉRICA LATINA!

Belo Horizonte, 9 de outubro de 2026

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania



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