"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

terça-feira, 8 de março de 2016

8 DE MARÇO/2016

8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER: 

PELA RADICALIZAÇÃO DA LUTA FEMINISTA!

                Em 2016, a plurissecular luta feminista tem ainda longo caminho a percorrer.  O Brasil mantém o seu lugar no pódio mundial como um dos campeoníssimos em violência contra as mulheres – assédios, espancamentos, mutilações, estupros e assassinatos, dentro e fora de casa. A mal chamada violência simbólica, aquela que está presente no nosso cotidiano e contamina todas as malhas da sociedade, reforça o processo de naturalização da subalternidade e da exclusão das mulheres.  Machismo, sexismo, feminicídio, misoginia, lesbofobia, transfobia e racismo constituem peças fundamentais do arsenal de dominação brandido pelo terrorismo de Estado, do capital e do fundamentalismo religioso.  Trata-se do reacionarismo institucional parafascista presente em todas as instâncias do Estado e no aparato midiático.

                O Estado brasileiro mantém também a liderança mundial do país em mais duas modalidades diretamente vinculadas à violência contra as mulheres: concentração de renda e desigualdade social.  A opressão sofrida pelas mulheres tem recorte muito preciso determinado por gênero, classe e etnia. São as mulheres trabalhadoras, pobres e negras, suas principais vítimas – além das mulheres das comunidades indígenas, estas em fase final de extermínio. O caráter de classe desta opressão é, portanto, evidente: exploração de classe e opressão de gênero se retroalimentam no projeto burguês de dominação, o totalitarismo de mercado – verdadeiro nome do neoliberalismo.

O governo Dilma Rousseff (PT, PMDB, PCdoB e demais aliados), assim como o PSDB de Alckmin, Aécio Neves, Anastasia e seus asseclas, seguem à risca a cartilha do totalitarismo de mercado.  A lógica do tal reajuste fiscal proposto pelo governo federal é a aniquilação dos direitos e conquistas das lutas dxs trabalhadorxes. O aumento exponencial da repressão e da criminalização dos movimentos sociais – leia-se genocídio do povo negro, genocídio dos povos indígenas, assassinatos de trabalhadorxs do campo, guerra generalizada contra os pobres, política de encarceramento em massa – completam este quadro. A criminalização dos movimentos sociais foi reforçada pela recente aprovação da lei antiterrorismo por iniciativa do governo Dilma Rousseff.

A composição do congresso nacional é a mais reacionária desde os tempos da ditadura militar.  Seu presidente, o réu Eduardo Cunha (PMDB) - juntamente com Jair Bolsonaro (PP) e a bancada BBB (Boi, Bala e Bíblia) – ataca de maneira sistemática e contumaz os movimentos feministas e as comunidades LGBTs.  No ano passado, manifestações dos movimentos feministas de todo o país contra os ataques de Eduardo Cunha no que se refere ao direito ao aborto foram brutalmente reprimidas. Em Belo Horizonte, a Polícia Militar, a mando do governador Fernando Pimentel (PT), espancou e deteve várias companheiras. Lembremos ainda que várias companheiras foram espancadas, presas e indiciadas simplesmente por participarem das manifestações de 2013, 2014 e 2015.

São as mulheres as mais atingidas pelo pacote urdido pelo governo federal: tentativas de institucionalização da terceirização/precarização do trabalho, reforma da previdência social, política de desemprego, cortes radicais de verbas, sucateamento da saúde e educação. São ainda as mulheres as mais atingidas pelo modelo de controle e reengenharia da cidade imposto pelo sistema: remoções forçadas baseadas na lógica da higienização,  segregação, privatização e militarização do espaço urbano cujo paradigma é constituído pelas UPPs. O modelo de apartheid social é levado ao paroxismo em Belo Horizonte pela prefeitura de Márcio Lacerda (PSB/PSDB).

A luta pelo direito ao aborto livre, seguro e gratuito, bandeira histórica do movimento feminista, desvela de maneira exemplar o caráter de classe da criminalização do aborto que vigora no Brasil. Em pleno ano de 2016, a questão da descriminalização do aborto continua a ser anátema para a cultura patriarcal hegemônica, o que implica em graves violações dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Insiste-se em manter a genitália feminina sob controle cerrado do Estado, da Igreja e do fundamentalismo cristão. As mulheres brasileiras, assim, não têm direito ao controle do próprio corpo e ao livre exercício da sexualidade.  De novo: são as mulheres pobres e negras as maiores vítimas desta situação. São elas que são submetidas sistematicamente às condições iníquas da clandestinidade e dos riscos dos abortos ilegais. Para aquelas que têm dinheiro, existem as clínicas particulares onde o aborto continua clandestino mas é tolerado desde que se possa  pagar por este serviço mais razoável.  A epidemia do zica vírus e da microcefalia escancarou ainda mais o caráter de classe da criminalização do aborto e da tentativa covarde por parte do governo de transferência de responsabilidades: é o Estado o responsável pela epidemia de zica – é também ele o responsável por todas as suas sequelas, que atingem pelo menos duas gerações. A decisão de prosseguir ou não a gestação, por outro lado, deve ser prerrogativa exclusiva das mulheres atingidas – e de ninguém mais.

Para concluir, voltemos à história do 8 de março:  trata-se de luta contra-hegemônica e estrutural, que visa a transformação radical da sociedade.  Segundo a tradição, a luta feminista contra a sociedade machista e patriarcal deve ser travada no registro da luta contra a dominação burguesa, contra o Estado e o capital.  Retomemos as energias utópicas das mulheres que, há 145 anos, construíram a Comuna de Paris; daquelas que, há 99 anos, se colocaram à frente da Revolução Russa; e daquelas que, há 80 anos, de armas na mão, combateram na Guerra Civil Espanhola. Saudemos as indígenas do México e as zapatistas que defendem seus territórios livres contra o neoliberalismo, contra o governo e o Estado mexicanos.  Saudemos igualmente a luminosa radicalidade das guerrilheiras curdas de Rojava - das Unidades de Proteção das Mulheres (YPJ) - que, neste ano de 2016, estão a lutar pela emancipação das mulheres, pelo fim do Estado-nação capitalista e do sistema patriarcal a que o povo curdo tem sido submetido há séculos.  Todas estas lutas têm forte tradição feminina e feminista na perspectiva da autonomia e da luta anticapitalista.

Prestemos nossa homenagem às companheiras trabalhadoras - pobres, negras e indígenas - que, na cidade e no campo, nas ocupações, vilas, favelas e periferias se mantêm firmes na luta cotidiana contra a exploração, a opressão e a repressão. Unamo-nos às mulheres de Bento Rodrigues e a todas as atingidas pelo desastre socioambiental provocado pela Samarco/Vale/BHP Billiton com a cumplicidade dos governos municipais, estaduais e federal.  

Repudiemos o Estado de Honduras que, no dia 03/03/2016, assassinou Berta Cáceres, referência histórica da luta pelos direitos humanos e pelos territórios indígenas contra as investidas das hidrelétricas, do Estado e dos paramilitares. Solidarizemo-nos com as mulheres da Índia na sua luta permanente contra os estupros sistêmicos que assolam aquele país.

 Resgatemos, enfim, a memória das companheiras que tombaram na luta contra a ditadura militar no Brasil (1964-1985) e de todas as mulheres que foram mortas e desaparecidas pelas ditaduras do Cone Sul da América Latina. O golpe militar da Argentina (1976-1983) – que engendrou o assassinato de 30 mil pessoas - faz 40 anos no dia 24/03/2016. Esquecer, nunca!

·        -  Viva a radicalidade histórica da luta das mulheres! Viva a luta feminista! Viva o dia 8 de março!

·         - Nossas homenagens às mulheres que tombaram na luta contra todas as formas de opressão e exploração!

·     - Todo o apoio às mulheres trabalhadoras; às moradoras das ocupações, vilas, favelas e periferias; às moradoras de comunidades quilombolas e indígenas nas suas lutas cotidianas contra o terrorismo de Estado e do capital!

·        -  Pela legalização do aborto: direito ao aborto seguro e gratuito já! Pelo fim da criminalização do aborto!

·         - Pelo fim dos assassinatos e da violência contra as mulheres! Abaixo o feminicídio, o machismo e o sexismo!

 -  Abaixo a misoginia, a lesbofobia e a transfobia! Abaixo o racismo!

Belo Horizonte, 8 de março de 2016
INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA (IHG-BH/MG)
Da esquerda para direita: Presas esperando deportação por participarem da Comuna de Paris (1871);  Revolução Russa (1917); Guerra Civil espanhola (1936 - 1939); Panteras Negras (anos 1960); Manifestação feminista (anos 1960); Zapatistas (atualidade); Curdas de Rojava das Unidades de Proteção das Mulheres/YPJ (atualidade) e Detalhe da obra de Angel Aragonés. 

sábado, 5 de março de 2016

REALIZADO BATE-PAPO COM JOSÉ MARIA, ANARQUISTA PORTUGUÊS

ANARQUISTA PORTUGUÊS 


No dia 04/03/2016, foi realizada Conversa com um anarquista: bate-papo com o professor José Maria Carvalho Ferreira. O bate-papo foi proposto pelxs companheirxs que construíram o Centro de Cultura Libertária (C.C.L.) durante os anos 1990, em Belo Horizonte/MG. 

José Maria, editor da revista Utopia, falou sobre a pertinência e a atualidade da anarquia (sem deus e sem amos) e  sobre seu posicionamento diante dos modelos de anarquismo. 

O bate-papo aconteceu no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania e contou com participação de várixs companheirxs.

Agradecemos a proposta do bate-papo,  a presença de todxs e ao Prof. José Maria.

Belo Horizonte, 05 de março de 2016
Notícia/Fotos: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania



quarta-feira, 2 de março de 2016

CONVERSA COM UM ANARQUISTA: BATE-PAPO COM O PROFESSOR E MILITANTE JOSÉ MARIA CARVALHO FERREIRA

Companheirxs que participaram da construção do Centro de Cultura Libertária - BH/MG organizam um bate-papo com José Maria Carvalho Ferreira, anarquista português.

Sexta-feira, dia 04/03/2016, às 20h.
Local/Apoio: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza - BH/MG.

Textos enviados pelos companheirxs:

CONVERSA COM UM ANARQUISTA

Na próxima sexta-feira, 04 de março, a partir das 20:00 horas, ocorrerá um bate-papo com o professor e militante anarquista português José Maria Carvalho Ferreira. José Maria tem uma longa trajetória intelectual e política libertária, mas tem se destacado, nos últimos anos, em estreitar os laços entre as comunidades anarquistas de Portugal e Brasil. O bate-papo ocorrerá no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG), situado à rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Teresa.

JOSÉ MARIA CARVALHO FERREIRA nasceu em 1945. É Mestre e Doutor em Economia pela Universidade de Paris X - Nanterre, e Doutor em Sociologia pela Universidade Técnica de Lisboa. É Professor Catedrático aposentado da Secção de Sociologia do Departamento de Ciências Sociais do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Foi Presidente do SOCIUS (Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações) do ISEG-UTL de 1991 a 2012.

Suas atividades de pesquisa tem-se centrado nas seguintes áreas: sociologia, psicossociologia das organizações, sociologia econômica, economia social, terceiro setor, tecnologias de informação e comunicação (TIC).

Além disso, tem participação ativa no cenário anarquista internacional, especialmente em Portugal, França e Brasil.

É autor de dezenas de livros e artigos. Dentre os livros que publicou recentemente destacam-se: A crise no mundo do trabalho (Clássica Editora, 2016) e Perspetivas de desenvolvimento sustentável (Clássica Editora, 2016).

Apoio: IHG - Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
Prezados Libertários:
Venho através desta informar aos que prezam pela prática e ideal anarquista que teremos nesta sexta-feira 04/03 a presença do José Maria, Anarquista Português editor da revista utopia. Falando sobre o panorama anarquista da atualidade e idéias correlatas ao mundo do trabalho.Local: Instituto Helena Greco Sta Tereza. Horário: 20:00h
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1660723014179860&set=a.1630782907173871.1073741863.100007265323225&type=3&theater

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

HOMENAGEM A CÉSAR TELES (1944 - 2015): PRESENTE NA LUTA!


HOMENAGEM A CÉSAR TELES (1944 - 2015): PRESENTE NA LUTA!

         O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania estará presente na Homenagem a César Teles (1944 - 2015). Militante histórico, foi perseguido, preso e torturado durante a ditadura militar (1964 - 1985). Nosso grande companheiro constitui exemplo de coerência e combatividade na luta por memória, verdade e justiça.

           A homenagem está sendo convocada por familiares, amigas e amigos. Acontecerá no dia 26/02/2016 na Câmara Municipal de São Paulo. 

        Toda nossa solidariedade a Amelinha Teles, Criméia Schmidt, Janaína Teles, Edson Teles e demais familiares.

César Teles: Presente!

Belo Horizonte, 24 de fevereiro de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania

Sobre César Teles (1944 - 2015):

      César Augusto Teles nasceu em 7 de julho de 1944, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Filho de Eustásio Telles e Geni Moreira Telles. Era ferroviário quando ingressou no Partido Comunista em 1962.

       César e sua esposa Amelinha eram responsáveis pela imprensa clandestina do PCdoB quando foram presos em São Paulo juntos dos dirigentes Carlos Nicolau Danielli, no dia 28 de dezembro de 1972. Levados para a OBAN, César, que já era diabético e tuberculoso, devido às bárbaras torturas que sofreu durante dias, entrou em estado de coma e levou muitos dias para se recuperar o que, apesar de seu peculiar bom humor, lhe deixou sequelas que carrega até os dias de hoje.

     Seus filhos Janaína e Edson e sua cunhada Crimeia, grávida de 8 meses, foram presos em seguida.

     Foram torturados e presenciaram o assassinato de Danielli pela equipe do então major Carlos Alberto Brilhante Ustra.

      No ano de 1975, César, já transferido para o Presídio do Barro Branco (SP), junto com outros 34 presos políticos escreveu o "Bagulhão", uma carta de denúncia das torturas sofridas pelos militantes. Além da importante riqueza de detalhes das mazelas sofridas, a carta traz uma lista de 233 torturadores, o que foi uma grande contribuição para a luta pelo fim da ditadura. Ficou preso até 1977.

FONTE: Infância Roubada - Crianças atingidas pela ditadura militar no Brasil, 2014.

Informações sobre a homenagem:

Ato em homenagem a Cesar Teles, militante político falecido em 28 de dezembro de 2015.

A família, amigas e amigos convidam todos para prestar suas homenagens.

Companheiro Cesar, presente, hoje e sempre!

Local: Câmara Municipal de São Paulo

Viaduto Jacareí, 100 - Salão Nobre - 8º andar 

Data: 26/02/2016 - 6ª feira - 18h30

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

NOTA DE REPÚDIO À ESCALADA DA REPRESSÃO E ASSASSINATOS CONTRA TRABALHADORES DO CAMPO EM RONDÔNIA


NOTA DE REPÚDIO À ESCALADA DA REPRESSÃO E ASSASSINATOS
CONTRA TRABALHADORES DO CAMPO EM RONDÔNIA

            O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG-BH/MG) vem a público manifestar o mais veemente repúdio à situação de barbárie instalada em Rondônia pelo latifúndio, representado sobretudo por Carlos Faitaroni e sua Associação de Pecuaristas do Vale do Jamari; pelo governador do Estado, Confúcio Moura/PMDB; e pela Polícia Militar, comandada pelo Cel. Ênedy Dias. O governo Dilma Rousseff é igualmente responsável por manter a política de concentração de terras e de favorecimento incondicional ao agronegócio, a guerra generalizada contra os pobres, a criminalização das lutas dos trabalhadores e do povo.  Seu ouvidor agrário, Gercino da Silva, tornou-se preposto dos latifundiários com sua prática leniente e conivente em relação às barbaridades perpetradas em nome do agronegócio e do capital.  A postura do aparato midiático – que não mede esforços para reforçar o Estado, o latifúndio e o capital – completa o quadro.

            Sabemos que o massacre de trabalhadores do campo e comunidades indígenas é política de longo prazo em Rondônia e no Brasil – lembremos o massacre de Corumbiara/RO em 1995. A iniquidade da atual escalada de violência atingiu, mais uma vez, patamar absolutamente assombroso.  Senão, vejamos: de janeiro/2015 a fevereiro/2016 foram 50 assassinados no campo em todo o país – 21 deles em Rondônia, além de mais 3 casos de desaparecimentos. De dezembro do ano passado para cá aconteceram 6 assassinatos e 3 desaparecimentos na região do Vale do Jamari, transformada pelo latifúndio e o Estado em verdadeiro campo da morte. De 2007 a 2016 foram assassinados mais de 10 coordenadores e membros da Liga dos Camponeses Pobres na região.

 Há um conluio sistêmico da pistolagem com o governo, os latifundiários e a Polícia Militar. O terrorismo, a criminalização dos movimentos sociais e a política de extermínio se consolidam como método de governo.   Reiteramos o nosso repúdio a esta situação de barbárie.  Prestamos nossa homenagem às companheiras e companheiros que tombaram na luta contra o latifúndio, bem como àquelas e àqueles que continuam firmes nesta luta.

ABAIXO O TERRORISMO DO LATIFÚNDIO, DO ESTADO E DO CAPITAL!

PELO FIM DO APARATO REPRESSIVO!

ABAIXO O LATIFUNDIDÁRIO/PISTOLEIRO CARLOS FAITARONI
 E A ASSOCIAÇÃO DE PECUARISTAS DO VALE DO JAMARI!

ABAIXO O GOVERNADOR CONFÚCIO MOURA E O CEL. ÊNEDY DIAS! 

PELO FIM DOS ASSASSINATOS DE TRABALHADORES 
E DA CRIMINALIZAÇÃO DE SUAS LUTAS!

TERRA PARA QUEM NELA VIVE E TRABALHA!

Belo Horizonte, 22 de fevereiro de 2016
INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA (IHG-BH/MG)
institutohelenagreco.blogspot.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ARRECADAÇÃO E DISCOTECAGEM IMPROVISADA DURANTE O CARNAVAL NO INSTITUTO HELENA GRECO!


ARRECADAÇÃO E DISCOTECAGEM IMPROVISADA 
DURANTE O CARNAVAL NO INSTITUTO HELENA GRECO!
De sábado (06/02/2016) a terça-feira (09/02), às 12h.

R. Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza - BH/MG.

Companheirxs,

Para quem for passar por Santa Tereza durante o carnaval, o Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania estará aberto, todos os dias, a partir de sábado, às 12h. 

Haverá cerveja (latão), refrigerante (copo), quibe vegano e camisetas da Ocupação Helena Greco - Bairro Zilah Spósito - BH/MG.

A arrecadação a partir da cerveja, refrigerante e quibe será destinada à manutenção do espaço e aos gastos com a militância, ou seja, sem fins lucrativos. 

A arrecadação a partir da camiseta da Ocupação Helena Greco será destinada à ocupação (comunidade/moradorxs).

Haverá discotecagem improvisada de músicas variadas e microfone aberto para informes, protestos e performances. 

Estamos abertos a propostas que interagem com os movimentos sociais e underground. Quem tiver interesse, favor entrar em contato: 31 9 9595 6683.

Contamos com o apoio de todas e todos!
Belo Horizonte, 05 de fevereiro de 2016.
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CAMISETAS DA OCUPAÇÃO HELENA GRECO - BAIRRO ZILAH SPÓSITO - BELO HORIZONTE/MG


Camisetas da ocupação nas cores vermelha, preta e branca. Valor: R$ 20,00.

As camisetas podem ser adquiridas no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG) 
- Rua Hermilo Alves, 290, Bairro Santa Tereza, Belo Horizonte/MG. 

Podem ser adquiridas nas reuniões de sábados, de 16:00 às 18h, 
ou durante a semana, de segunda a sexta-feira: agendar visita.

Contatos:
institutohelenagreco@gmail.com 

(31) 2535 4667 e (31) 9 9595 6683.

A arrecadação será destinada para a Ocupação (comunidade/moradorxs).

Participem conosco desta ação de apoio e solidariedade!

Ocupação Helena Greco - Bairro Zilah Spósito - Belo Horizonte/MG. 
Comunidade de luta! Existe e resiste desde 2011!

Belo Horizonte, 29 de janeiro de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania





quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

ARTIGO DO COMPANHEIRO DR. DIRCEU GRECO CENSURADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE - NOTA DE SOLIDARIEDADE


 Toda nossa solidariedade ao companheiro Dirceu Greco,
 mais uma vez alvo do reacionarismo, truculência, censura e obscurantismo do governo federal

                     O Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, mais uma vez, vem a público prestar irrestrita solidariedade ao companheiro Dr. Dirceu Greco que, no último mês de dezembro, foi alvo de draconiana censura por parte do Ministério da Saúde, bem nos moldes dos tempos do AI-5.  Tendo sido convidado pelo próprio ministério para escrever um artigo para o livro Histórias de lutas contra a AIDS – comemorativo dos trinta anos de luta contra o HIV no Brasil – ele o fez. Seu artigo, no entanto, foi sumariamente vetado – não houve qualquer comunicado ao autor.

            Dirceu Greco é filho de Helena Greco, apoiador do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, professor titular da Faculdade de Medicina da UFMG, pesquisador e bioeticista cuja prática política e acadêmica é baseada na defesa intransigente dos direitos humanos e no combate ao processo de comoditização do conhecimento.

            Não é a primeira vez que Dirceu foi alvo do obscurantismo que tem prosperado no governo federal.   Em 2013, foi demitido – também sumariamente – do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, onde ocupava o cargo de diretor desde 2010.    A censura, então, se abateu sobre campanha de prevenção de HIV/AIDS com foco nas prostitutas, a qual foi construída pelas próprias prostitutas em oficina comunitária nacional. http://institutohelenagreco.blogspot.com.br/2013/06/nota-de-solidariedade-ao-dr-dirceu.html

Naquela ocasião, o governo Dilma Rousseff capitulou diante pressões do fundamentalismo evangélico, que prima pela criminalização da diversidade e das lutas das comunidades LGBTs.  A recente arbitrariedade do Ministério da Saúde contra o companheiro Dirceu Greco – a censura de seu artigo - consolida nossa convicção de que o reacionarismo, o obscurantismo e o autoritarismo constituem política de governo, a qual repudiamos com veemência. 

A nomeação do psiquiatra (?????) Valencius Wurch Duarte Filho – arauto da reação contra a luta antimanicomial e ex-diretor técnico do manicômio/masmorra/centro de torturas Dr. Eiras, fechado em 2012 por graves violações dos direitos humanos – para a Coordenação Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde é mais uma evidência lastimável do tipo de política pública deletéria que tem sido implementada pelo governo federal.

Belo Horizonte, 27 de janeiro de 2016
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania (IHG – BH/MG)

 Nota de denúncia escrita pelo Dr. Dirceu Greco:

6 de dezembro de 2015
Prezados e prezadas,
Realmente sou um neófito nas redes sociais e meu contato com o mundo externo vinha sendo só através de emails e, claro, telefone. Agora me rendo ao Facebook e dele vou utilizar para divulgar mais um fato que me indignou.

Este fato se relaciona à decisão do Ministério da Saúde sobre um texto que escrevi para a recente publicação “A Síndrome – 30 anos de luta contra a Aids” (ISBN 978-85-334-291-2, 2015), lançada no final de novembro de 2015 pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV).

Os fatos:
Em meados de 2014, 30 pessoas no Brasil receberam convite oficial do Departamento, com o intuito de celebrar “30 anos de boa luta”, para “narrar os fatos acontecidos, suas experiências corriqueiras e o cotidiano de seu protagonismo frente à epidemia da aids”. O convite continuava afirmando que para celebrar esta data o DDAHV iria lançar “um livro comemorativo relembrando fatos que fizeram do pais líder no enfrentamento da epidemia. Será composto por 30 artigos de personalidades importantes na luta contra a aids. Por isto sua participação é imprescindível.” (transcrito do convite citado, grifo meu).

Entendi este convite como reconhecimento da minha atuação na luta contra a aids no Brasil e pelo fato de ter sido diretor do DDAHV (2010-2013). Evidentemente, como protagonista do enfrentamento da epidemia desde seu início, professor universitário, infectologista, pesquisador e cidadão envolvido (como tantos outros) na luta pela igualdade, pelos direitos humanos, contra qualquer discriminação, contei no texto este relato histórico.

Nele discorri não só sobre os êxitos da resposta brasileira precoce e pública, do acesso universal pelo SUS aos medicamentos e cuidados mas também e evidentemente sobre os problemas. Entre estes se incluem os retrocessos induzidos por conservadorismo, que levou o MS a censurar campanha que envolvia gays, a recolher publicações dirigidas à necessária discussão em escolas e também material relacionado à declarações de prostitutas.

Após entregar o manuscrito, recebi do atual diretor do DDAHV solicitação de  modificação, pois segundo ele havia críticas e citação de nomes. Concordei com a retirada dos nomes, mantive as críticas, todas de amplo conhecimento público, e reencaminhei nova versão em dezembro de 2014.
O texto está acessível na íntegra em :

O livro foi lançado durante o 10o Congresso de HIV/Aids e 3o Congresso de Hepatites Virais (João Pessoa, 17- 20 Nov 2015) e, indignado, vi que meu texto não foi incluído entre os 30 publicados.

Acentuo que a indignação não está relacionada com a exclusão de meu nome mas sim com a falta de respeito, prepotência e truculência nesta incabível censura, numa tentativa extemporânea e, por que não dizer, stalinista, de tentar mudar a história.


Neste complexo cenário brasileiro, onde a ética e os direitos humanos tem sido tão agredidos, e também por tudo que lutamos e continuamos lutando, entendo que não é possível deixar que isto passe em branco.

Abraço,

Dirceu Greco

 Carta aberta de apoio da  Sociedade Brasileira de Bioética – SBB ao Dr. Dirceu Greco:

CARTA ABERTA DE DESAGRAVO FACE À CENSURA IMPOSTA AO PROF. DR. DIRCEU GRECO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE NA OBRA “A SÍNDROME – 30 ANOS DE LUTA CONTRA A AIDS”

1 - A diretoria da SOCIEDADE BRASILEIRA DE BIOÉTICA - SBB vem a público externar sua indignação pelo veto do Ministério da Saúde ao texto produzido por Dirceu Greco para a obra “A SÍNDROME – 30 ANOS DE LUTA CONTRA A AIDS”, publicada em novembro de 2015 pelo referido ministério.

2 - Dirceu Greco, médico infectologista, professor universitário e bioeticista brasileiro, dirigiu o Departamento de HIV, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DDAHV) entre 2010 e 2013, período em que ampliou o reconhecimento internacional do Brasil como vanguarda nos programas de combate à transmissão do HIV e atenção às pessoas vivendo com HIV/Aids.

3 – Em 2014, Dirceu Greco aceitou convite do DDAHV para contribuir com um capítulo de livro comemorativo dos 30 anos de luta contra a Aids no Brasil.

4 – Dirceu Greco destacou os êxitos da resposta brasileira à epidemia, incluindo o acesso precoce, público e universal pelo SUS aos medicamentos e cuidados para pessoas vivendo com HIV/AIDS.

5 – Dirceu Greco destacou também os problemas que ameaçam o combate à epidemia de HIV/AIDS no Brasil, incluindo os retrocessos induzidos pelo conservadorismo político nos últimos anos que levou o Ministério da Saúde a censurar diferentes campanhas informativas e educacionais voltadas à população LGBT, à discussão do tema em escolas e às profissionais do sexo.

6 – O DDAHV solicitou a Dirceu Greco a modificação parcial do conteúdo do texto com a retirada das críticas e da identificação das pessoas públicas diretamente responsáveis pelos vetos às campanhas voltadas à população LGBT, aos escolares e às profissionais do sexo.

7 – Coerente com sua história no combate à epidemia de HIV/Aids no Brasil e com sua reconhecida posição pública em defesa dos direitos humanos, da luta pela igualdade e contra todas as formas de discriminação, Dirceu Greco manteve as críticas e os alertas contras os retrocessos, embora tenha acatado o pedido para ocultar o nome dos responsáveis diretos por tais medidas.

8 – Em novembro de 2015, sem qualquer aviso prévio, o livro “A Síndrome – 30 anos de luta contra a Aids” foi publicado pelo Ministério da Saúde com o veto ao capítulo de Dirceu Greco, ocultando tanto parte importante da história da luta contra a Aids no Brasil quanto os alertas aos retrocessos recentes que ameaçam esta história de sucesso.

9 – Por todo o exposto, ao Prof. Dr. Dirceu Greco apresentamos nosso desagravo, com a certeza de que sua atuação como cidadão, infectologista, pesquisador, professor e bioeticista não se deixará abalar pela censura sofrida e que continuará a lutar contra a epidemia de HIV/AIDS e contra toda forma de discriminação, exclusão e obscurantismo.

 Carta de apoio do Foro Latinoamericano de Comités de Ética en Investigación en Salud (Flaceis) e do Foro   Latinoamericano de Comités de Ética de la Investigación- Brasil ao Dr. Dirceu Greco:

Carta de apoyo al Dr. Dirceu Greco
El Dr. Dirceu Greco, médico infectólogo, profesor Titular en una de las más importantes universidades públicas brasileñas, investigador y bioeticista de reconocido nombre a nivel nacional e internacional ha sido recientemente, víctima de una arbitrariedad por parte del Ministerio de Salud de Brasil.
El capítulo escrito por el Dr. Greco para el libro “Historias de luta contra a AIDS”, recientemente publicado (noviembre de 2015), fue VETADO por el Ministerio de la Salud de Brasil, sin explicaciones,  después de haber sido  convocado e invitado a esta tarea. El texto  no se publicó pese a ser una  de las mayores autoridades en Sida/ITS, habiendo ocupado el cargo entre otros, de  director del "Departamento DST/AIDS e Hepatitis Virales " del ministerio nacional de  salud.
Tal acto representa una actitud discriminatoria y desconsiderada,  a un trabajo de 30 años de apoyo y avances en el control del Sida, hiere los derechos humanos, los principios de Bioética y el Juramento Hipocrático ejercido con dignidad por el Dr. Greco.
Creemos firmemente que trabajar con la argumentación y la crítica son herramientas básicas en la bioética  que permiten crecer y mejorar  todo accionar en defensa y para la protección de los derechos humanos de toda población.
La convivencia en la democracia nos exige ser los suficientemente maduros para aprender fundamentalmente de los errores así como aceptar, que el disenso puede ser el motor que permita revisar y reflexionar sobre el sistema de salud y otras cuestiones que pueden ir en detrimento de la calidad de atención destinada a la ciudadanía.
Nuestra solidaridad con el Dr. Dirceu Greco es el reflejo de quienes pensamos que pensar diferente puede ser una oportunidad. Una gran oportunidad para las personas que más lo necesitan siempre que este acompañado con el compromiso social y  académico que sostengan esta posibilidad.
La comunidad de científicos, docentes, miembros de comités de bioética y de comités de ética para la investigación provenientes del campo de la bioética y los derechos humanos de América Latina y de países del Caribe,  del  “Foro Latino Americano de Comités de Ética en Investigación en Salud (FLACEIS)”  presentan públicamente su apoyo y solidaridad al Dr. Dirceu Greco.
En representación del Foro Latinoamericano de Comités de Ética en Investigación en Salud (Flaceis)
- Comisión Directiva
Foro Latinoamericano de Comités de Ética de la Investigación- Brasil, Comisión Directiva Brasil
Brasil, 20 de  enero  de 2016
 Artigo do Dr. Dirceu Greco censurado pelo Ministério da Saúde:

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

VISITA À SEDE DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ


VISITA À SEDE DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ

Nós, membros do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG, fizemos uma visita à sede do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ. Esta visita aconteceu na segunda-feira, dia 11 de janeiro de 2016. Neste dia aconteceu a primeira reunião do grupo de 2016.

Fizemos uma visita, levamos panfletos e informativos da Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça/MG da qual participamos. Estivemos presentes em grande parte da reunião do GTNM/RJ.

Entre as pautas da reunião, foi debatida a premiação da Medalha Chico Mendes de Resistência.

O GTNM/RJ - entidade parceira - foi fundado no dia 25 de setembro de 1985 e constitui para nós grande referência de luta.

A sede do GTNM/RJ fica na Rua General Polidoro, 238 s/loja - Botafogo/RJ.
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/

Agradecemos a recepção das companheiras e companheiros do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ.

Belo Horizonte, 19 de janeiro de 2016
Notícia/Fotos/Arquivo: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.