sábado, 23 de janeiro de 2021
★ FORA BOLSONARO E MOURÃO! PELO FIM DO GENOCÍDIO! ATOS EM BH | SÁBADO | 23.01.2021
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
domingo, 20 de dezembro de 2020
★ TODO APOIO E SOLIDARIEDADE À OCUPAÇÃO HELENA GRECO! ★
No sábado, dia 19/12/2020, foi realizado na Ocupação Helena Greco – Bairro Zilah Spósito – BH/MG, o grande encontro do 1º Natal Solidário. Foi uma campanha de doações para a ocupação organizada pelas moradoras/coordenadoras, que começou em novembro.
Foram distribuídas as doações para as moradoras e moradores da ocupação. O encontro comunitário respeitou todas as medidas de prevenção à COVID-19, com o uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento.
Quem não fez as doações, ainda pode fazê-las. A ocupação possui 270 famílias.
Doe alimentos não perecíveis, cestas básicas, leite em caixa, materiais de limpeza, materiais de higiene, kit de primeiros socorros, álcool em gel, máscaras, brinquedos, roupas...
PARA FAZER DOAÇÕES ENTRE EM CONTATO COM A COORDENAÇÃO:
*WhatsApp: (31) 9 8885 3649 | (31) 9 8016 7423
*Instagram: @ocupacao_helena_greco
*Facebook: https://www.facebook.com/helenagrego.helenagrego
Ocupação Helena Greco – Bairro Zilah Spósito – BH/MG
Comunidade de luta! Existe e resiste desde 2011.
Belo Horizonte, 20 de dezembro de 2020
Apoio e solidariedade incondicionais!
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
10 DE DEZEMBRO: DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS | No bolsonarismo e no capitalismo não há Direitos Humanos!
O
Dia Internacional dos Direitos Humanos é marcado por luto e luta: o Estado
brasileiro segue mantendo sua tradição histórica como um dos maiores violadores
dos Direitos Humanos do mundo. O Brasil tem a segunda maior população negra e
mais de 350 anos de escravidão no prontuário. É o país do racismo estrutural,
do genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas, do
encarceramento em massa. Tem a terceira maior população carcerária. Tem um dos
maiores índices de concentração de renda e desigualdade social. Tem a polícia
mais violenta e mais letal do planeta. É o campeão mundial em transfeminicídio
e violência contra LGBTQIA+. Ocupa a
quinta posição em casos de estupro, feminicídio e violência doméstica, que têm
aumentado exponencialmente nestes tempos de pandemia. É campeão em destruição
do ecossistema e em esbulho dos territórios indígenas e quilombolas. É um dos
campeões em crimes do latifúndio. É vice-campeão em mortes e contaminação pela
COVID-19, que atinge sobretudo a população negra, indígena e pobre.
A tortura, os desaparecimentos forçados,
as execuções sumárias, o negacionismo histórico, a fabricação do esquecimento –
legados da ditadura militar (1964-1985) – permanecem como sólidas instituições
por aqui. Na próxima segunda-feira, dia 14/12, completam-se 10 anos da condenação
do Estado brasileiro na Corte Interamericana de Direitos Humanos por estes
crimes contra a humanidade cometidos pela ditadura: torturas, mortes e desaparecimentos dos militantes da
Guerrilha do Araguaia (1972-1974). A sentença determina o esclarecimento das circunstâncias
destes crimes e sua publicização; a responsabilização judicial dos culpados; a
abertura irrestrita dos arquivos da repressão; a localização e devolução dos
restos mortais das/os guerrilheiras/os aos familiares; o resgate da memória e a
reparação histórica. Ao longo de 10 anos o Estado brasileiro tem se recusado
terminantemente a cumprir estas determinações. Agora, então, quando opera no modo fascismo,
isto parece mais distante do que nunca.
Estes dois anos de governo Bolsonaro/Mourão/Guedes
têm levado ao paroxismo todas estas graves violações dos Direitos Humanos
arroladas nos dois primeiros parágrafos, adotando-as como política de Estado.
Os componentes do projeto de poder bolsonarista são a militarização sistêmica, o
fundamentalismo evangélico, o conservadorismo, o neoliberalismo – a extrema
direita. Torturadores contumazes e milicianos genocidas são seus paradigmas.
A polícia mais violenta do mundo – que mata
preta/o e pobre todo dia – é a manifestação mais imediata do racismo estrutural
e do genocídio institucional vigentes. Estes são sustentados por dispositivos
fascistas do aparato repressivo/jurídico/legislativo tais como o pacote anticrime de Sérgio Moro e o excludente de ilicitude (leia-se direito de matar) para as polícias e as
forças armadas. E ainda: a draconiana Lei de Segurança Nacional (da época da
ditadura), a lei do crime organizado e a lei antiterrorismo, que criminalizam
manifestações e movimentos sociais.
Crianças
e adolescentes das favelas e periferias constituem agora o alvo principal da
política de extermínio daí advinda. Só no Rio de Janeiro, 12 crianças negras foram
executadas neste ano: Anna Carolina de Souza Neves, Douglas Enzo, Ítalo
Augusto, João Pedro, Emily Vitória, Rebeca Beatriz, Kauã Vitor da Silva,
Leônidas Augusto, Luiz Antônio de Souza, Maria Alice Neves, Rayane Lopes, João
Vitor Moreira.
Denúncias de execuções, torturas e maus
tratos se multiplicam em todo o Brasil. No massacre de Paraisópolis (São Paulo/SP)
há um ano, nove adolescentes negros foram mortos e dezenas feridos pela polícia.
Até agora não houve qualquer tipo de reparação para vítimas e familiares. Nenhum
policial foi responsabilizado. No dia 08/12, em Porto Alegre/RS, na Vila Grande
Cruzeiro, a ativista dos movimentos negro, feminista e dos Direitos Humanos
Jane Beatriz de Souza Nunes foi assassinada em abordagem truculenta e ilegal da
1ª Brigada Militar, que tentava invadir a sua casa. Toda a comunidade está
mobilizada em protesto. No Rio Grande do Sul, só no primeiro semestre de 2020
foram 90 as mortes por policiais. Em Belo Horizonte/MG houve também
significativo aumento da violência policial: no dia 07/12 duas meninas (11 e 16
anos) – que felizmente sobreviveram - foram baleadas pela Policia Militar na
Vila Mariquinhas, região de Venda Nova. No dia 07/12 duas jovens (17 e 22 anos)
foram feridas pelas famigeradas balas
perdidas no Aglomerado da Serra. Em todos os fins de semana há notícias de
vítimas da polícia nas vilas e favelas. O desmantelamento do aparato repressivo,
assim, é elemento essencial da luta Antirracista.
O
assassinato de Beto Freitas (40 anos) por seguranças do Carrefour em Porto
Alegre/RS desvelou mais uma vez, ao vivo e em cores, o racismo estrutural contido
na consubstancialidade entre terrorismo de Estado e terrorismo do capital. Revelou
também a promiscuidade e organicidade entre segurança pública e segurança
privada. As empresas de segurança privada têm geralmente como proprietários policiais
e/ou militares, que constituem também a maioria dos seus quadros. São treinadas
pela Polícia Militar e monitoradas pela Polícia Federal. Um dos executores de
Beto Freitas é policial temporário,
outra ilegalidade flagrante. O fato de ter acontecido em pleno Dia Nacional da
Consciência Negra (20/11) acabou conferindo destaque a uma prática sistemática
corriqueira e protocolar – banalizada ao extremo no país. Desvelou ainda o
processo crescente de fascistização da sociedade: Beto Freitas foi executado
publicamente sob tortura em área social bastante movimentada de uma das maiores
transnacionais que atuam no país. Funcionários da empresa participaram
diretamente do crime. Houve plateia a favor e indiferente. Foram feitas gravações,
transmitidas em tempo real nas chamadas redes sociais. Algo muito semelhante à
execução de George Floyd nos Estados Unidos, em maio deste ano. No dia 07/12, o
jovem negro Alex Junior Alves de Souza (28 anos) foi agredido verbalmente e
violentamente espancado pelo dono e seguranças do supermercado Guaicuí, em
Várzea das Palmas/MG, acusado indevidamente de roubo.
No
dia 08/12, completaram-se 1000 dias da execução sumária de Marielle Franco e
Anderson Gomes. Até hoje o processo se
arrasta sem desfecho. Além do racismo estrutural, aí fica
escancarada a peculiaridade mais abjeta do governo bolsonarista: a presença
orgânica das milícias no Palácio do Planalto. O miliciano escritório do
crime atua ao lado do gabinete
do ódio. Ambos estão muito bem
instalados no centro do poder. O crime organizado, a mentira organizada e a militarização
sistêmica se retroalimentam. O governo é miliciano.
A necropolítica neoliberal completa este
quadro aterrador ao agravar a destruição que do que restou das conquistas de
décadas de luta da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. Trata-se agora
do aniquilamento definitivo dos direitos trabalhistas, das políticas públicas
de previdência social, saúde, educação, moradia, saneamento básico, segurança
alimentar, seguridade social. O sucateamento do SUS é uma das medidas mais
deletérias. Tudo é transformado em commodities
para atender aos desígnios do mercado total, cujo maior beneficiário é o
capital financeiro. De novo, os mais atingidos são as/os negras/os, indígenas e
pobres. A luta Antirracista é necessariamente Anticapitalista.
Na perspectiva da mercantilização
desenfreada, em parceria com donos de hospitais psiquiátricos privados (leia-se
manicômios) - organizados na Associação Brasileira de Psiquiatria, no Conselho
Federal de Medicina e na Associação Brasileira de Medicina - o governo
Bolsonaro quer agora determinar com uma canetada o desmonte sumário e cabal da
Política de Saúde Mental. Esta é baseada na Luta Antimanicomial e
Antiproibicionista. Constitui acúmulo de décadas de luta pelo fim das prisões e
dos manicômios. Tem como princípios os Direitos Humanos, a prática comunitária,
a horizontalidade, o protagonismo das/os usuárias/os e das trabalhadoras/es dos
serviços de Saúde Mental. As/os negras/os - a grande maioria dos usuários –
mais uma vez serão as grandes vítimas desta iminente retomada da lógica do
confinamento, dos choques elétricos, das práticas de contenção, hospitalização
e medicalização. Trata-se de mais uma investida eugenista e genocida do
supermilitarizado Ministério da Saúde bolsonarista, responsável também pelo
massacre provocado pela COVID-19, por negar prevenção e atendimento às
comunidades indígenas e quilombolas, por boicotar as vacinas em andamento, por
retirar a população carcerária das futuras listas de vacinação. A essência de
tudo isto é o racismo estrutural. Fica evidente, portanto, a interface entre
luta Antirracista e luta Antimanicomial.
Neste Dia Internacional dos Direitos
Humanos reafirmamos mais uma vez nossas homenagens a todas as vítimas do
terrorismo de Estado e a todas/os que
combatem o racismo estrutural e o genocídio institucional. Sabemos que estas
são iniquidades constitutivas do sistema capitalista, o qual forjou o
colonialismo, o escravismo, o patriarcalismo, o imperialismo e o
fundamentalismo. Trata-se, portanto, de luta internacionalista
contra-hegemônica e decolonial. É preciso articular Feminismo, direito à Diversidade,
Antirracismo, Antifascismo e Anticapitalismo. É esta a nossa concepção da luta
pelos Direitos Humanos.
Pelo fim do genocídio do Povo Negro e dos
Povos Indígenas!
Pelo fim das execuções, dos desaparecimentos
forçados e da violência policial nos morros, vilas, favelas e ocupações!
Pelo desmantelamento do aparato
repressivo!
Abaixo o terrorismo de Estado e do
capital!
Anna Carolina de Souza Neves, Douglas
Enzo, Ítalo Augusto, João Pedro, Emily Vitória, Rebeca Beatriz, Kauã Vitor da
Silva, Leônidas Augusto, Luiz Antônio de Souza, Maria Alice Neves, Rayane
Lopes, João Vitor Moreira: Presentes, hoje e sempre!
Belo Horizonte, 10 de dezembro de 2020
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
COMPANHEIRA MARIA AUGUSTA CAPISTRANO: PRESENTE, HOJE E SEMPRE!
Foi
com muito pesar que recebemos a notícia do falecimento da companheira Maria
Augusta Capistrano. Ela morreu na tarde de hoje, aos 102 anos. Feminista, militante comunista desde a década
de 1940, foi presa pela ditadura militar. Viveu muitos anos na clandestinidade.
Foi membro do Comitê Brasileiro pela Anistia.
Seu
marido David Capistrano da Costa foi sequestrado, preso e assassinado sob
tortura - juntamente com José Roman – a 18 de março de 1974. David Capistrano e
José Romão são desaparecidos pela
ditadura.
Maria
Augusta Capistrano é uma das grandes referências da luta contra a ditadura, da
luta pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, da luta por Memória, Verdade e
Justiça.
Companheira
Maria Augusta Capistrano, presente na luta!
(21/10/1918
– 08/12/2020)
Belo Horizonte, 08 de dezembro de 2020
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG
Imagem/Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=10218322970611709&set=a.10205105484862826
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sexta-feira, 27 de novembro de 2020
PARTICIPE DA CAMPANHA: 1º NATAL SOLIDÁRIO OCUPAÇÃO HELENA GRECO
TODO APOIO E SOLIDARIEDADE
À OCUPAÇÃO HELENA GRECO!
Moradoras/es da Ocupação Helena Greco estão mobilizadas/os em campanha de
doação.
"1º NATAL SOLIDÁRIO OCUPAÇÃO HELENA
GRECO
Doe 1 kg de alimento ou cesta básica.
Ajude-nos a fazer um Natal Solidário.
Para fazer doações, entre em contato com a coordenação pelo WhatsApp:
(31) 9 8885 3649
Ocupação Helena Greco – Bairro Zilah Spósito – Belo Horizonte/MG
Sem luta não há conquista!
Juntas/os pela nossa
comunidade".
- INFORMAÇÕES/ACESSE
(Instagram e Facebook da Ocupação):
https://www.instagram.com/ocupacao_helena_greco/
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segunda-feira, 16 de novembro de 2020
1º NATAL SOLIDÁRIO OCUPAÇÃO HELENA GRECO
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quinta-feira, 5 de novembro de 2020
A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA
“A
ABRAPO convida a todas/os para participar de importante debate, organizado com
o Observatório da Justiça Agrária, sobre A
CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA, que ocorrerá no dia 05/11 às 18 horas.
Debatedores:
Prof.
Dr. Carlos Frederico Marés de Souza Filho - PUC/PR e
Representante
da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres.
Certificado
de 3 horas extracurriculares.
Façam suas inscrições para receber o
link do evento:
https://forms.gle/x1YhWapJyL427x1b9
“
-
Imagem, texto e informações/Fonte – Acesse (ABRAPO - Associação Brasileira dos
Advogados do Povo):
http://abrapo.org/2020/10/31/evento-a-criminalizacao-da-luta-pela-terra/
https://www.facebook.com/Abrapo/photos/a.1276285662480896/3233058026803640
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terça-feira, 27 de outubro de 2020
GRUPO TORTURA NUNCA MAIS - RIO DE JANEIRO: 35 ANOS!
O Instituto Helena
Greco de Direitos Humanos e Cidadania estará presente nos 35 anos do Grupo Tortura Nunca
Mais/RJ, na luta contra o terrorismo de Estado, ontem e hoje.
“No próximo dia
27 o Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro completa 35 anos. Para
comemorar, mas também denunciar a continuidade da violência de Estado que ainda
faz necessária nossa existência, vamos lançar nosso canal do Youtube com
declarações de diversas/os companheiras/os a partir desta semana e de todo o
mês de novembro. Não percam também nossas duas lives com convidades especiais.
Dia 29/10, quinta-feira, às 18h
Desaparecimento forçado ontem e hoje
Victória Grabois - diretoria do GTNM-RJ
Giselle Florentino - Iniciativa Direito à Memória e Justiça
Racial
Mediação: Rafael Maul
Dia 30/10, sexta-feira, às 18h
Aparato de repressão e serviços de informação e segurança
ontem e hoje
Heloísa Greco (Bizoca) - Instituto Helena Greco de Direitos
Humanos e Cidadania-BH/MG
Acácio Augusto - UNIFESP
Mediação: Joana D’Arc Ferraz
https://www.youtube.com/channel/UCK40ncAkaaSucHrZVFkMwow
Apoio:
LACE-Laboratório de Agenciamentos Cotidianos e Experiências"
Imagem e texto/Fonte (Grupo Tortura Nunca Mais/RJ):
https://www.facebook.com/gtnmrj/photos/a.434333983307811/4514922808582221/
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sexta-feira, 9 de outubro de 2020
TODO APOIO AO ACAMPAMENTO TIAGO DOS SANTOS/RO
O
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania vem a público manifestar
total apoio ao Acampamento Tiago dos Santos, composto por mais de 600 famílias
que lutam por terra para quem nela vive e trabalha. Está localizado em Nova
Mutum Paraná, distrito de Porto Velho/Rondônia. Suas terras estão dentro de um
enorme latifúndio, reconhecido formalmente desde 2014 como área de conflitos
agrários, ou seja, não tem dono. Sua
posse é indevidamente reivindicada por Antônio Martins (Galo Velho),
proprietário da empresa Leme Empreendimentos Ltda. Galo Velho, ao longo de
décadas, barbariza e esbulha de forma covarde e contumaz os camponeses pobres e
as comunidades indígenas da região. Trata-se do maior grileiro de terras
públicas do estado. Policiais militares de Rondônia fazem pistolagem para este
senhor. Ele tem o respaldo e a cumplicidade do aparato repressivo do Estado e da
mídia corporativa. Mais ainda agora: o governador de Rondônia é o coronel PM
Marcos Rocha (PSL), que adota no trato da questão agrária as mesmas práticas
genocidas do governo fascista de Jair Bolsonaro, do qual é aliado
incondicional. O secretário de segurança de Rondônia participou diretamente do
Massacre de Corumbiara (09/08/1995).
O Acampamento Tiago dos Santos
encontra-se sob forte cerco policial a partir do último sábado (03/10), quando
dois PMs, em condições absolutamente duvidosas, foram mortos em seu território.
Imediata e instantaneamente – sem qualquer evidência ou prova - a
responsabilidade foi atribuída aos moradores do acampamento, que nada têm a ver
com o ocorrido. Desde então, têm sofrido todo tipo de provocações e ataques:
campanha pesada de criminalização por parte da imprensa burguesa, utilização de
helicópteros da PM como base de tiro para atingir os acampados, repressão
feroz, normalização de assassinatos cotidianos de camponeses, incremento da caçada
permanente a militantes da Liga dos Camponeses Pobres.
Tal investida atingiu proporções de
guerra ao longo da semana. O cerco ao acampamento foi fechado: a partir de
ontem (08/10) quase 300 policiais ameaçam invadir a qualquer momento e impedem
a entrada e saída de pessoas, alimentos e leite para as famílias que lá residem.
Estas estão firmes, resistem pacificamente e denunciam os horrores pelos quais
estão passando. Têm recebido apoio e solidariedade de vários movimentos
sociais, de trabalhadoras/es, estudantes e de entidades de Direitos Humanos.
Fica evidente a intencionalidade desta
investida criminosa contra o Acampamento Tiago dos Santos: criar as condições
para mais um massacre anunciado. Trata-se de política de Estado já consolidada
no Brasil, levada às máximas consequências pelo atual método de governo baseado
nas “porteiras abertas” para os crimes do latifúndio/agronegócio.
Não permitiremos que, aos 25 anos do
Massacre de Corumbiara (completados no dia 09/08) – quando 12 camponeses foram
executados e dezenas ficaram feridos – esta tragédia se repita.
Todo apoio ao Acampamento Tiago dos
Santos!
Pela imediata retirada do cerco policial!
Pelo fim da mentira organizada pela PM,
latifúndio e imprensa burguesa!
Abaixo a repressão! Abaixo o
latifúndio/agronegócio!
Todo apoio à Liga dos Camponeses
Pobres!
Terra para quem nela vive e trabalha!
Viva
a Revolução Agrária!
Belo Horizonte, 09 de outubro de 2020
Instituto Helena Greco de Direitos
Humanos e Cidadania – Belo Horizonte/MG
- LEIA – LCP: 'Abaixo as mentiras da
PM de Rondônia e dos sites 'marrons' a serviço do latifúndio' – ACESSE:
https://anovademocracia.com.br/noticias/14445-lcp-abaixo-as-mentiras-da-pm-de-rondonia-e-dos-sites-marrons-a-servico-do-latifundio-contra-os-camponeses-do-acampamento-tiago-dos-santos-e-a-lcp
- LEIA – Massacre contra camponeses está sendo preparado; LCP desmascara farsa da PM de Rondônia – ACESSE: https://anovademocracia.com.br/noticias/14471-lcp-se-pronuncia-e-desmascara-o-governo-de-ro-e-sua-pm
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CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA - 9/10, 17H
CONTRA
A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA
Mesa com representantes da Liga dos
Camponeses Pobres (LCP) e Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e
Cidadania.
Sexta,
09/10/2020, 17hs
Engaja UFOP
Link: meet.google.com/zts-frmi-xbc
Após a morte de PM’s de Rondônia no dia
3/10, desatou-se uma série de falsas acusações contra a Liga de Camponeses
Pobres e uma verdadeira operação de guerra ameaça atacar 600 famílias que lutam
por um pedaço de terra.
Abaixo a criminalização da luta dos
camponeses do Acampamento Tiago dos Santos e a LCP em Rondônia!
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.















