"Estamos aqui pela Humanidade!" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas, exijamos o impossível." Maio de 68

R. Hermilo Alves, 290, Santa Tereza, CEP: 31010-070 - Belo Horizonte/MG (Ônibus: 9103, 9210 - Metrô: Estação Sta. Efigênia). Contato: institutohelenagreco@gmail.com

Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.

domingo, 12 de junho de 2022

ABERTURA DAS ATIVIDADES DA VELA NO BREU

No sábado, dia 11 de junho de 2022, foi realizada a Inauguração das Atividades da Associação Cultural Quilombo Vela no Breu, no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.

A programação iniciou às 9:00 horas da manhã com Oficina de Capoeira Angola com o Mestre João Angoleiro da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (ACESA). Teve Roda de Capoeira Angola e foi oferecido almoço - feijoada com opção vegana.

Na parte da tarde houve roda de conversa: Quilombo e Resistência. As atividades foram encerradas à noite com roda de samba.

Estiveram presentes capoeiristas, mestres e contramestres de vários núcleos de BH e Região Metropolitana. Vieram também moradoras/es de Santa Tereza e militantes dos movimentos sociais.

A Associação Cultural Quilombo Vela no Breu divulgou sua agenda. Suas atividades educacionais, culturais e sociais acontecem no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Rua Hermilo Alves, nº 290, Bairro Santa Tereza – BH/MG:

- Treinos de Capoeira Angola: Terças e Quintas – 19h às 21h;

- Aulas de Pandeiro: Quartas – 19h às 20:30h;

- Aulas de Percussão Completa: Sábados – 9h às 11h30.











Saudações a todes!

Belo Horizonte, 12 de Junho de 2022

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG

ACESSE: @velanobreu

quinta-feira, 9 de junho de 2022

INAUGURAÇÃO DAS ATIVIDADES DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL QUILOMBO VELA NO BREU | SÁBADO, DIA 11/06/2022 – PROGRAMAÇÃO DE 9:00 ÀS 20H | LOCAL: INSTITUTO HELENA GRECO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA - BH/MG

“Salve, Salve! 

É com muita alegria e satisfação que convidamos a todes para a inauguração das atividades da Associação Cultural Quilombo Vela no Breu! 

Localizada no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania, no bairro Santa Tereza, o Quilombo Vela no Breu visa promover atividades sociais, culturais, artísticas e educacionais para toda a comunidade!

Com a presença de grandes mestres das culturas afro brasileira, contamos também, com uma programação incrível e diversa. O evento acontecerá no sábado, dia 11 de junho, a partir das 9 horas. Será gratuito e aberto ao público.

Esperamos vocês para um dia de festa, com bastante capoeira, música, cultura, resistência e muito axé!

Venha participar com a gente!

Vem jogar mais eu, mano meu!

Axé!."


ACESSE: @velanobreu


https://www.instagram.com/p/CeWhuD-pta1/


https://www.facebook.com/quilombovelanobreu/photos/a.152937329705841/534606864872217


😷 EVENTO GRATUITO - ABERTO AO PÚBLICO 😷

 

sexta-feira, 3 de junho de 2022

LANÇAMENTO DO COMITÊ POPULAR BEAGÁ DE COMBATE À COVID


Aviso de Pauta/Covid


Epidemiologistas, infectologistas, entidades da área da saúde e movimentos sociais criam Comitê Popular de Enfrentamento à Covid-19 em Belo Horizonte e pedem volta do boletim epidemiológico

Preocupados com a flexibilização das medidas de combate ao coronavírus, o aumento dos casos e o aparecimento de uma variante mais agressiva e transmissível, infectologistas que faziam parte do comitê de enfrentamento à doença, criado pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2020 e encerrado em março deste ano, se uniram à entidades da área da saúde e movimentos sociais para recriar o grupo, agora com o apoio popular. O comitê, que contava com três infectologistas de renome e uma equipe responsável pela sistematização dos dados epidemiológicos, foi extinto, em março, pela nova secretária de Saúde de Belo Horizonte, Cláudia Navarro, nomeada recentemente pelo prefeito Fuad Nomam.

Batizado de “Comitê Popular de Enfrentamento à Covid-19 em BH”, o grupo vai retomar o trabalho que foi feito durante o auge da pandemia, agora sem o apoio do município, mas em colaboração com a sociedade civil. O Comitê vai soltar um boletim semanal com os casos, que estão crescendo em toda a capital e região metropolitana, e também emitir notas técnicas e recomendações para evitar um novo surto da doença que matou na capital mineira cerca de 7800 pessoas.

As principais preocupações do comitê popular são o aumento da contaminação de crianças entre 5 e 11 anos, que estão com baixa adesão à vacinação, a pressão sobre os hospitais e a subnotificação com a chegada dos autotestes nas drogarias.

O Comitê Popular de Enfrentamento à Covid-19 vai ser lançado no dia 3/06, às 15h, em entrevista coletiva, na Casa do Jornalista, com a presença de representantes das entidades que compõem o grupo técnico e entrevista coletiva dos infectologistas Carlos Starling, membro da Sociedade Mineira e Brasileira de Infectologia, Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da UFMG e doutor em doenças infecciosas e parasitárias - que integravam o comitê dissolvido - e pela presidenta do Conselho Municipal de Saúde, Carla Anunciatta.

A sede do Comitê será no Observatório de Políticas e Cuidados em Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG.

No dia da coletiva será apresentado o primeiro boletim epidemiológico do Comitê com os dados sobre o aumento da Covid-19, taxa de transmissão e recomendações técnicas para a população.

Conheça os integrantes do Comitê:

1- Carlos Starling (infectologista, Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e consultor científico)
2- Cristina Alvim (coordenadora do Comitê de Enfretamento à COVID19 da UFMG)
3- Henrique Guerra (epidemiologista, professor da PUC-MG)
4- Unaí Tupinambás (infectologista, professor da Faculdade de Medicina da UFMG)
5- Dirceu Greco (médico infectologista, professor Emérito da Faculdade de Medicina UFMG)
6- Estevão Urbano, médico infectologista e presidente da Sociedade Mineira de Infectologia
7- Wanderson Oliveira (epidemiologista e secretário de Saúde do STF)
8- Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (núcleo mineiro)
9 - Associação de Usuários de Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (ASUSSAM-MG)
10- Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte
11. Conselho Regional de Psicologia de MG
12. Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE/UFMG)
13. Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
14. Observatório de Políticas e Cuidados em Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG (sede do Comitê)
15. Pastoral da Saúde
16.Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais
17. Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais
18- Sindicato das Psicólogas e Psicólogos de MG

ENTREVISTA COLETIVA
DIA: 03/06 às 15h
ONDE: Av. Álvares Cabral 400 – Centro, em frente ao terminal que vai para o aeroporto de Confins
INFORMAÇÕES: (31) 982394231

OBS: Venham de máscara

quinta-feira, 19 de maio de 2022

DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL 2022 - BH/MG

Na quarta-feira, dia 18/05/2022, foi realizado, em Belo Horizonte/MG, o “Cortejo Antimanicomial - Desmascarando a hipocrisia: loucura é verso, e liberdade, poesia".

A concentração do ato foi na Praça Afonso Arinos. A passeata seguiu, junto com o desfile do bloco Liberdade ainda que tam-tam, pelas ruas do centro. Houve protesto em frente à sede do Conselho Regional de Medicina (CRM/MG), na Rua Timbiras. O encerramento foi na Avenida Afonso Pena com palco aberto em frente à Secretaria Municipal de Saúde.

Foi organizado pelo Fórum Mineiro de Saúde Mental, ASUSSAM (Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental - MG) e RENILA (Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial). Estavam presentes trabalhadoras/es em saúde mental, usuários, familiares, militantes da Luta Antimanicomial e dos Direitos Humanos.











POR UMA SOCIEDADE SEM PRISÕES E SEM MANICÔMIOS!

CRM NO SUS-BH, NÃO!

Belo Horizonte, dia 19 de maio de 2022

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG


segunda-feira, 16 de maio de 2022

DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL 2022

A ESCOLA DE SAMBA LIBERDADE AINDA QUE TANTAN TÁ DE VOLTA NAS RUAS DE BH. VENHAM COMEMORAR/MANIFESTAR CONOSCO, PARTICIPANDO DO CORTEJO ANTIMANICOMIAL "DESMASCARANDO A HIPOCRISIA: LOUCURA É VERSO, E LIBERDADE, POESIA".

 

DIA: 18 DE MAIO/2022 (QUARTA FEIRA)

HORÁRIO DA CONCENTRAÇÃO: 14 HORAS

LOCAL: PRAÇA AFONSO ARINOS (BH)


FONTE - Fórum Mineiro de Saúde Mental:


https://www.facebook.com/229120503955704/photos/a.229124823955272/1965034833697587/


@forummineiro


segunda-feira, 9 de maio de 2022

CRM NO SUS-BH, NÃO!


















PARA CONHECIMENTO E AMPLA DIVULGAÇÃO
Mais de 200 entidades, coletivos, instituições, projetos, associações, movimentos sociais, parlamentares, assinaram a Nota "CRM NO SUS-BH, NÃO!'' (link: https://shre.ink/Cpi), que será entregue ao Prefeito de Belo Horizonte, Sr. Fuad Noman.

FONTE - Fórum Mineiro de Saúde Mental:
https://www.facebook.com/F%C3%B3rum-Mineiro-De-Sa%C3%BAde-Mental-229120503955704/













domingo, 1 de maio de 2022

1º DE MAIO DE 2022: DIA INTERNACIONAL DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA

       Neste 1º de maio de 2022, mantém-se em ritmo de escalada o projeto de poder fascista e ultraliberal do governo genocida Bolsonaro (Partido Liberal)/Mourão (Republicanos). Sua essência é a tentativa de aniquilação definitiva dos direitos da classe trabalhadora, de suas conquistas e da memória de suas lutas. O Brasil – que voltou a ser o país da fome endêmica - se mantém invicto como campeão mundial em concentração de renda, desigualdade social, letalidade policial e destruição do meio ambiente. Foi o país que mais arrasou matas primárias em 2021. Tem um dos maiores índices de desemprego, arrocho salarial, carestia e inflação do mundo. Ao lado da política de privatização agressiva, a precarização do trabalho foi agudizada a tal ponto que o salário não é capaz sequer de garantir o mínimo necessário à sobrevivência física das/dos trabalhadoras/es – 40% da força de trabalho está na informalidade. Cresceu exponencialmente o número de casos de trabalho escravo e de trabalho infantil nas cidades, no campo, nas florestas. Nunca é demais repetir: as principais vítimas são sempre o Povo Negro e os Povos Indígenas – as mulheres são as mais atingidas. Este é o país que mais mata indígenas e pratica violências como estupro de mulheres e crianças indígenas no planeta. É também o país que mais mata defensores dos Direitos Humanos e trabalhadoras/es rurais em luta contra o latifúndio.

A necropolítica bolsonarista cumpre à risca os desígnios do ultraliberalismo: totalitarismo de mercado e terrorismo de Estado constituem a mesma coisa e se retroalimentam. A metade da população está literalmente a passar fome e quase 2/3 vivem no liminar da linha de miséria. Ao mesmo tempo, o agronegócio/latifúndio bate sistematicamente os próprios recordes em lucratividade: latifundiários não produzem alimentos, produzem commodities às custas da superexploração do trabalho precarizado e do trabalho escravo. Quem produz alimentos são a agricultura familiar e as/os trabalhadoras/es rurais em luta pela terra para quem nela trabalha.

   Assim como o agronegócio/latifúndio, o capital financeiro e as gigantes mineradoras e empreiteiras têm obtido lucros estratosféricos. Quatro bancos do país estão entre os 10 mais rentáveis do mundo. A genocida e ecocida Vale é a maior mineradora do planeta. Latifúndio, bancos e gigantes mineradoras e empreiteiras são tributários do genocídio institucional e do genocídio sanitário – ainda em curso, mas agora naturalizado.

    Aqui em Belo Horizonte e em Minas Gerais, a simultaneidade das recentes greves das/dos trabalhadoras/es em Educação das redes municipal e estadual do ensino básico e superior (UEMG e UNIMONTES) escancarou uma realidade nacional: as trabalhadoras/es são consideradas/os inimigas/os pelos governos e patrões. A prefeitura de Belo Horizonte se recusou a pagar o Piso Salarial Profissional Nacional determinado constitucionalmente, avançou na ofensiva de acabar com o plano de carreira da categoria e excluiu totalmente as/os aposentadas/os do limitadíssimo e insuficiente acordo proposto. O então prefeito Kalil (PSD) se recusou a negociar, como sempre. No seu último dia na prefeitura, a tropa de choque da guarda civil municipal espancou ferozmente as/os grevistas – dezenas ficaram feridas/os, houve risco de morte e prisão do sindicalista Wanderson Rocha. A mesma coisa aconteceu em 2018, quando as professoras da Educação Infantil foram espancadas pela tropa de choque da polícia militar. O novo prefeito Fuad (PSD) mantém a mesma postura. Nomeou para secretaria de saúde Claudia Navarro, do Conselho Regional de Medicina, a qual tem atuado de forma eminentemente negacionista, privatista, anti-SUS e contra a luta Antimanicomial.

O governo estadual bolsonarista Romeu Zema (Novo) nunca negociou com a categoria da Educação/MG, desde 2019, quando ele assumiu. Mandou reprimir e espancar grevistas em todo o estado. Recusou-se a pagar o Piso Salarial Profissional Nacional diante da luta combativa da categoria, mesmo depois da derrubada de seu veto na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em votação quase unânime. Depois da derrubada do veto, o governador não sancionou a lei e a ALMG a promulgou. Com isto, Zema judicializou contra o pagamento do Piso. A categoria se mantém em estado de greve com paralisação e manifestação na Cidade Administrativa/MG no dia 06/05/2022. Zema empenhou estes quatro anos em sistemática escalada da privatização e militarização das escolas – parceria com as Forças Armadas e bancos como o Itaú/Unibanco, o qual está entre os 10 mais rentáveis do mundo. Romeu Zema tem feito o desmonte e a precarização totais da infraestrutura das escolas, desqualificando sistematicamente as/os profissionais de ensino.

        As greves das/dos trabalhadoras/es em Educação terminaram, mas as categorias continuam  mobilizadas, em luta por seus direitos não efetivados. Professoras/es da rede particular de Minas Gerais fizeram assembleia neste sábado (30/04) com indicativo de greve da categoria. Trata-se da luta contra os péssimos salários e condições de trabalho impostos pelo multimilionário sindicato patronal. 

As/os metroviárias/os da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), em Belo Horizonte, continuam em greve desde 21/03. Lutam contra a privatização do metrô e pela garantia de não demissão de 1.600 trabalhadoras/es concursadas/os, Privatização e ameaça de demissões constituem iniciativa de Paulo Guedes e Bolsonaro.

Também as/os servidoras/es públicas/es federais estão em mobilização permanente, com indicação de greve geral da categoria para maio.

A luta de todas/os é uma só: o combate à superexploração, ao arrocho, ao congelamento salariais, à opressão, à fome, ao necroliberalismo. É este o legado do bolsonarismo: violações dos Direitos Humanos, terrorismo de Estado, genocídio institucional, ecocídio, privatizações, totalitarismo de mercado. Trata-se de política fascista de terra arrasada em todos os níveis – método de governo e política de Estado que têm como núcleo destruição continuada e morte.

Só a luta combativa e autônoma da classe trabalhadora e demais exploradas/os poderá combater este legado nefasto. Esta luta é necessariamente Antirracista, Anticolonial, Antifascista, Anticapitalista. É também Feminista, Antipatriarcal, Antilgbtqia+fóbica. É preciso resgatar as energias classistas e emancipatórias da história do Dia Internacional das/os Trabalhadoras/es!

VIVA A LUTA INDEPENDENTE E COMBATIVA DA CLASSE TRABALHADORA!

POR UM 1º DE MAIO SEM CONCILIAÇÃO – SEM PELEGO E SEM PATRÃO!

ABAIXO AS PRIVATIZAÇÕES E O NEOLIBERALISMO!

FASCISTAS E CAPITALISTAS: NÃO PASSARÃO!

Belo Horizonte, 1º de maio de 2022

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG


quinta-feira, 21 de abril de 2022

★ COMPANHEIRA ★ GISELLE NOGUEIRA: PRESENTE, HOJE E SEMPRE!

Faleceu, no dia 20 de abril de 2022, a companheira guerrilheira, ex-presa política, escritora e grande jornalista da imprensa alternativa. Lutou contra a ditadura (1964-1985) e contra todas as formas de exploração e opressão.

COMPANHEIRA GISELLE: PRESENTE NA LUTA!

Belo Horizonte, 21 de abril de 2022

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG

 

- Leia - “Casaco Marrom”: memórias de uma guerrilheira – Acesse: https://brasiliarios.com/colunas/76-angelica-torres/1247-casaco-marrom-memorias-de-uma-guerrilheira


sexta-feira, 15 de abril de 2022

TODO APOIO E SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO ÍNDIO!

Ivaldi José Rodrigues, conhecido como Índio pelos movimentos sociais, e como Dinha por seus familiares, está com problemas de saúde e necessita de ajuda financeira.

O companheiro, durante toda a pandemia, tem enfrentado um câncer e está com dificuldades para comprar remédios que são caríssimos. Tem sentido fortes dores e está com dificuldades para arcar com vários tipos de despesas – alimentação, transporte, contas de água e luz e outros.

O companheiro Índio é referência da luta por moradia há décadas em Belo Horizonte/MG. Em 2011, foi articulador e um dos fundadores da Ocupação Helena Greco - Bairro Zilah Spósito - BH/MG. Atuou junto com Dona Helena Greco no Sarandi, em várias ocupações e movimentos populares. Índio é membro do Movimento de Luta Pela Moradia (MLPM).

Atualmente, o companheiro Índio está morando em Porto Seguro/Bahia e precisa se deslocar constantemente até Salvador/BA para fazer o tratamento. Teve também dificuldades para recebimentos de direitos trabalhistas.

Solicitamos às/aos companheiras/os que contribuam com qualquer quantia para o companheiro que lutou e que luta todos os dias ombro a ombro pela dignidade coletiva.

 

IVALDI JOSÉ RODRIGUES

PIX: (73) 9 8864 – 9614

NUBANK

 

BANCO: CAIXA ECONÔMICA (104)

AGÊNCIA: 3948

CONTA CORRENTE: 554574

CPF: 488.941.845.87

 

Belo Horizonte, 15 de abril de 2022

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG

 

*Assista o vídeo produzido pelos familiares:


https://www.facebook.com/institutohelenagreco/videos/312996890919412/


https://www.instagram.com/p/CcYJkRKlue0/



sexta-feira, 1 de abril de 2022

1º ABRIL DE 2022 – 58 ANOS DO GOLPE DE 1964. DITADURA NUNCA MAIS!

O golpe militar de 1964 instaurou no Brasil uma ditadura (1964-1985) que se tornou referência para todas as outras do Cone Sul da América Latina. Todas seguiam a Doutrina de Segurança Nacional: anticomunismo exacerbado; Deus, Pátria e Família acima de tudo; defesa dos ideais do Ocidente; sujeição ao imperialismo estadunidense; contenção e eliminação dos inimigos internos. A ditadura brasileira exportou para as demais  técnicas de tortura, de desaparecimentos, de assassinatos de opositoras/es, de montagem do aparato repressivo.

Os Estados Unidos tiveram protagonismo em todas elas. Todas tinham o projeto fascista de modernização do capitalismo, a ser viabilizado pelo mais extremado terrorismo de Estado. Daí a criação conjunta da Operação Condor - a famigerada transnacional do terror - para a eliminação dos inimigos internos.

Em longevidade, a ditadura brasileira só perde para a do Paraguai (1954-1989). Assim, no Brasil, os militares tiveram tempo suficiente para concretizar a sua obra. Foram os militares que consolidaram a institucionalização da tortura, os desaparecimentos forçados e a fabricação do esquecimento. Formataram enorme aparato jurídico, gigantesco aparato repressivo e ubíqua estrutura de vigilância e censura. Milhares de pessoas foram cassadas, presas, torturadas, exiladas, banidas, mortas e desaparecidas. Este aparato repressivo vinculava organicamente as forças armadas, as polícias e grupos de extermínio.

O golpe militar continua a nos cercar por todos os lados. Foram os 21 anos de ditadura sangrenta e os 34 anos de transição pactuada (1985-2018) que abriram espaço para o advento do governo fascista Bolsonaro (PL)/Mourão (Republicanos). O quadro descrito ao longo desta nota se aplica ao projeto de poder bolsonarista. Este tem como referência a própria ditadura. Seus heróis são torturadores e milicianos (grupos de extermínio).

Tanto quanto a ditadura, o bolsonarismo tem ódio mortal dos Direitos Humanos e de qualquer tipo de diversidade. O Brasil é um dos campeões mundiais em concentração de renda e desigualdade social. Tem a polícia mais letal do mundo. Este é o país do racismo estrutural e do genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas. É o vice-campeão em genocídio sanitário deliberadamente provocado pelo negacionismo adotado como método de governo – são mais de 660 mil vidas perdidas para a COVID-19.  

Continuamos na luta pelo desmantelamento do aparato repressivo e na luta contra a tortura e o extermínio institucionalizados. Continuamos na luta pela abertura dos arquivos da repressão. Bolsonaro tem tentado destruir documentos sensíveis do Arquivo Nacional. Aniquilou o que havia de política pública voltada para Memória, Verdade e Justiça. Até hoje não foi resolvida a questão das/os desaparecidas/os políticas/os. A elas/es devemos enterro digno e resgate histórico. Não houve responsabilização pública dos seus algozes. Incluímos aí os empresários, latifundiários e banqueiros que respaldaram e financiaram a ditadura. Até hoje não constam nas nossas listas os nomes dos milhares de indígenas e trabalhadoras/es rurais trucidadas pela ditadura, pelo latifúndio e pelas gigantes empreiteiras e mineradoras.

Como a ditadura, o governo atual é dos militares: mais de seis mil estão incrustados em todas as malhas do aparelho de Estado. São todos entusiastas do golpe militar de 1964, da ditadura, da tortura. A mando de Bolsonaro, desde 2019 foram retomadas as ordens do dia alusivas ao 31 de março do Ministério da Defesa, assinadas pelo ministro e pelos três comandantes das forças armadas. Foi institucionalizada, assim, a apologia da ditadura e de crimes contra a humanidade, com respaldo do Supremo Tribunal Federal. Sempre no canhestro jargão da caserna, estas ordens do dia reproduzem fielmente o negacionismo histórico, o auto-enaltecimento e a mentira organizada – características essenciais da ditadura militar e do bolsonarismo.   A ordem do dia deste ano, como a do ano passado, é assinada pelo general Braga Netto (PL), ministro da defesa até ontem, candidato a vice-presidente de Bolsonaro.

Os fascismos prosperam em todas as instâncias de poder. O aparato repressivo é cada vez mais incrementado. Os inimigos internos são cada vez mais fustigados. Como tem acontecido com as professoras/es grevistas da rede estadual de Minas Gerais e da rede municipal de Belo Horizonte. Recentemente, a polícia militar do governador bolsonarista Zema (Novo) reprimiu grevistas em São João del Rei e Uberaba. No dia 29/03, em frente à prefeitura de Belo Horizonte – espaço público, portanto - professoras/es municipais foram brutalmente atacadas/os pela tropa de choque da guarda civil municipal, a mando do então prefeito Kalil (PSD). Houve espancamento generalizado com cassetetes. Houve bombas e tiros de escopetas com balas de borracha a curta distância. Grevistas que lá estavam, pouco mais de vinte pessoas, ficaram feridas/os - quatro deles mais gravemente. Felizmente agora todas/os estão fora de perigo. Um dos professores, que tomou forte golpe de cassetete na cabeça, foi literalmente arrastado, ainda desmaiado, para o pronto socorro. Depois foi preso e ficou incomunicável por horas.

Se já é aberração a existência de uma guarda civil municipal militarizada, é absolutamente inaceitável a feroz repressão desencadeada em cima de professoras/es em luta por seus direitos, pelo piso salarial, contra o aniquilamento de carreiras, contra a precarização do trabalho, contra o desmonte do ensino público.

Este cenário remete, mais uma vez, à ditadura militar. Lembremo-nos das históricas greves de 1979, quando as/os professoras/es também lutavam ao lado de diversas categorias. Toda a diretoria da União dos Trabalhadores de Ensino de Minas Gerais (UTE/MG) – hoje Sind-UTE/MG - foi presa e levada para o DOPS. Quatro trabalhadores grevistas foram assassinados pela polícia militar: três em Minas Gerais (o trabalhador da construção civil Orocílio Martins Gonçalves e os metalúrgicos Benedito Gonçalves e Guido Leão) e um em São Paulo (o metalúrgico Santo Dias). Saudamos as/os grevistas de ontem e de hoje. Nosso tributo a todas as vítimas do terrorismo de Estado e do capital.  A elas/es nossas homenagens e nossa solidariedade.

ABAIXO A REPRESSÃO!

GOLPE, DITADURA E TORTURA NUNCA MAIS!

PELO DIREITO À HISTÓRIA, À MEMÓRIA, À VERDADE E À JUSTIÇA!

FASCISTAS NÃO PASSARÃO!

Belo Horizonte, 1º de abril de 2022

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – BH/MG