🔴 Mesa 07 (20 de
julho, 8h, UFBA):
GEOGRAFIA, MEMÓRIA, PODER E LUTAS SOCIAIS: AS
DIMENSÕES CONTEMPORÂNEAS DO PATRIMÔNIO CULTURAL
Julia Santos Cossermelli de Andrade: UERJ
Daniele Machado Vieira: UFRGS
Heloisa Amelia Greco (Bizoca): Associação do
Memorial dos Direitos Humanos Ocupado/MG e Instituto Helena Greco de Direitos
Humanos e Cidadania - BH/MG
Alane Maria Silva de Lima: Memorial das Ligas e
Lutas Camponesas
“O XXI Encontro Nacional de Geógrafas e Geógrafos
(ENG), a ser realizado no período de 19 a 24 de julho de 2026, em Salvador
(BA), reunirá a comunidade geográfica do Brasil e da América Latina,
constituindo um marco de extrema relevância para a Geografia e para o
pensamento crítico nacional, frente ao rearranjo global por força de governos
de extrema direita e aos processos da acumulação capitalista
financeiro-rentista. Sob o tema “Geografia, Democracia e Lutas Sociais: um
outro Brasil é possível”, o evento se posiciona como espaço de reflexão e ação
indispensável, cuja pertinência é amplificada pelo contexto político e social
do país”.
Acesse a programação completa: @xxi.eng
sábado, 18 de julho de 2026
XXI ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFAS E GEÓGRAFOS – XXI ENG | Salvador, 19 a 24 de julho de 2026 | AGB (Associação dos Geógrafos Brasileiros)
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
PONTO DE VENDA DO LIVRO SABERES DOS MATOS PATAXÓ EM BELO HORIZONTE
A segunda edição da obra da Mestra Japira Pataxó, publicada pela Piseagrama, está disponível para compra presencial no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
Garanta seu exemplar do livro e fortaleça os saberes tradicionais Pataxó. Agende sua visita para adquiri-lo.
@institutohelenagreco - Rua Hermilo Alves, 290, Santa Tereza - BH/MG
Mestra @japira_pataxo é conhecedora das ervas medicinais e dos saberes tradicionais. É doutora em Educação por Notório Saber pela UFMG.
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
HOMENAGEM A CÉSAR TELES
O
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania estará presente na Homenagem a César Teles (1944 - 2015).
Militante histórico, foi perseguido, preso e torturado durante a ditadura
militar (1964 - 1985). Nosso grande companheiro constitui exemplo de coerência
e combatividade na luta por memória, verdade e justiça.
César
Augusto Teles nasceu em 7 de julho de 1944, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Filho de Eustásio Telles e Geni Moreira Telles. Era ferroviário quando
ingressou na militância.
César
e sua esposa Amelinha Teles participavam da imprensa clandestina quando foram
presos em São Paulo, no dia 28 de dezembro de 1972.
César
era diabético e tuberculoso. Devido às bárbaras torturas que sofreu entrou em
estado de coma e levou muitos dias para se recuperar. Ficou com sequelas
durante décadas.
Seus
filhos Janaína Teles, Edson Teles e sua cunhada Crimeia Shmidt de Almeida,
grávida de 8 meses, foram presos em seguida. Torturados, presenciaram o
assassinato de Danielli, no Doi-Codi/SP, pela equipe de Carlos Alberto
Brilhante Ustra.
Após
ser transferido para o Presídio do Barro Branco/SP em 1975, César, junto com
outros 34 presos políticos, escreveu o "Bagulhão", uma carta de
denúncia das torturas sofridas pelos militantes. A carta possui importante
riqueza de detalhes e traz uma lista de 233 torturadores. Ficou preso até 1977.
Graças
à luta da família Teles, Carlos Alberto Brilhante Ustra foi condenado como
torturador com trânsito em julgado, em ação declaratória de 2012. César faleceu
em dezembro de 2015 na cidade de São Paulo.
A homenagem ao militante acontecerá no dia 04/07/2026 (sábado), às 15h, na sede da União de Mulheres de São Paulo (@uniaodemulheresdesaopaulo) - Rua Coração da Europa, 1395, Bixiga/Bela Vista, São Paulo/SP.
COMPANHEIRO CÉSAR AUGUSTO TELES:
PRESENTE, HOJE E SEMPRE!
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
26 DE JUNHO DE 2026: DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA A TORTURA!
A
tortura é um dos elementos fundantes da nação
brasileira. Esta tem origem no mais infame dos negócios: o tráfico de
escravizados, declarado recentemente pela própria ONU como o maior dos crimes
contra a humanidade da história.
São
526 anos de opressão dos Povos Indígenas e esbulho dos seus territórios. São
quase 400 anos de escravização do Povo Negro. É esta a essência do genocídio,
do ecocídio e do epistemicídio institucionais.
E ainda do racismo estrutural, do patriarcalismo sistêmicos. Estas são características
do Estado brasileiro solidamente arraigadas. Aqui as classes perigosas, torturáveis e matáveis de sempre permanecem sob
Estado de exceção permanente.
Os
longos 21 anos de ditadura militar sedimentaram este quadro. A tortura, os desaparecimentos
forçados, a estratégia do esquecimento foram adotados como política de
Estado. Permanecem hoje como sólidas
instituições. Não houve responsabilização de agentes do Estado, de
latifundiários e de empresários que cometeram crimes contra a humanidade. Tampouco
foram esclarecidas circunstancialmente as torturas, mortes e desaparecimentos - crimes
imprescritíveis, inafiançáveis e inanistiáveis. Não houve devolução dos restos
mortais de desaparecidas/os às
famílias e à sociedade. Não houve abertura irrestrita dos arquivos da repressão.
O
Brasil é um dos campeoníssimos mundiais em crimes contra a humanidade. A longa
transição continuísta, pactuada e sem ruptura manteve a estrutura do aparato
repressivo da ditadura. O Estado burguês nunca abre mão dos instrumentos de violência
que construiu.
Hoje
reforçamos nosso tributo – que é permanente - às companheiras/os que tombaram
na luta contra a ditadura e às vítimas do terrorismo de Estado. Reforçamos
também nosso tributo a seus familiares, e a todes, todas e todos que lutam contra
a tortura, por Memória, Verdade e Justiça.
ABAIXO O TERRORISMO DE ESTADO!
PELO DESMANTELAMENTO DO APARATO
REPRESSIVO!
TORTURA NUNCA MAIS!
Belo Horizonte, 26 de junho de 2026
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos
e Cidadania – BH/MG
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
★ HELENA GRECO: 110 ANOS! (15/06/1916 – 27/07/2011)
Participou da luta
contra a ditadura militar, da luta por Memória, Verdade e Justiça, contra o
terrorismo de Estado e do capital. Lutou contra todas as formas de
autoritarismo, exploração e opressão. É uma das grandes referências da defesa
dos Direitos Humanos e Cidadania.
Participou das lutas feminista, antirracista, anticolonial, antimanicomial e de
solidariedade ao Povo Palestino.
Apoiou ocupações pelo
direito à moradia e à terra para quem nela vive e trabalha. Apoiou a luta do
Povo Negro, dos Povos Indígenas e da população LGBTQIAPN+.
Foi uma das
fundadoras do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA/MG - 1977), do Comitê
Brasileiro pela Anistia (CBA/MG – 1978), do Movimento Tortura Nunca Mais/MG
(1985) e primeira presidenta da Associação Cultural José Martí/MG (1986).
COMPANHEIRA HELENA GRECO:
PRESENTE, HOJE E SEMPRE!
Belo Horizonte, 15 de
junho de 2026
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
*Imgem: ato público em memória da luta pela Anistia (BH, 27/08/1993). Detalhe de foto de Breno Pataro.
#DitaduraNuncaMais
#TorturaNuncaMais
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quarta-feira, 27 de maio de 2026
AGB E LUTAS: A QUESTÃO PALESTINA
Lançamento
da revista AGB e Lutas: a Questão
Palestina
Data:
28
de maio, 19h
Local:
Auditório do IGC/UFMG, campus Pampulha
Endereço:
rua Reitor Pires Albuquerque, 270
Convidamos a comunidade
acadêmica a participar de atividade sobre o processo que resulta no genocídio
do povo Palestino. Entendendo que este debate não deve ficar restrito a alguns
pensadores, movimentos sociais e governantes, a Associação de Geógrafas/os Brasileiras/os
- Seção BH publica o 2º volume de sua revista AGB e Lutas, tratando do tema.
O que nós, do outro lado
do mundo, pensamos, temos a dizer e fazer com relação ao horror contemporâneo
nesta sua manifestação genocida, por ora, localizada? Para ampliarmos este
debate, propomos uma atividade com convidados dedicados à questão palestina:
Dirlene Marques (Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino), Bizoca
(Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania), Célio Horta e Thiago
Brito (professores do IGC) e Rana Vieira (AGB-BH).
A atividade faz parte da
XXI Semana do Geógrafa da AGB-BH e V Semana da Geografia do IGC.
A versão física da revista
estará disponível no local da atividade.
A versão digital também pode ser acessada no link da bio.
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sexta-feira, 1 de maio de 2026
1º DE MAIO DE 2026: DIA INTERNACIONAL DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA
Hoje não é dia de
festa! Há 140 anos, em Chicago/EUA, trabalhadores faziam greve geral por melhores
condições de trabalho e pela redução da jornada diária. Foram presos, feridos,
mortos e executados.
Resgatamos esta
história combativa da origem do 1º de maio ao lutar contra a escorchante jornada 6X1. O ultraliberalismo
exacerba a lógica fascista do capitalismo. Exploração e opressão são agravadas
pelas políticas de austeridade, o
arcabouço fiscal e as reformas trabalhista e previdenciária. Consolidam-se a
precarização do trabalho e as privatizações sistêmicas. Pratica-se o desmonte
continuado de políticas públicas de moradia, saúde, educação e transportes. O prefeito
de BH, Álvaro Damião (União Brasil), e o governador de MG, Mateus Simões (PSD),
seguem à risca esta cartilha necroliberal.
Totalitarismo de
mercado e terrorismo de Estado se retroalimentam. O Brasil continua campeão
mundial em desigualdade social e concentração de renda. Tem a polícia que mais
letal do planeta. O genocídio do Povo Negro e dos Povos Indígenas é
institucional. É o país que tem mais denúncias de trabalho escravizado. O ex-governador
Romeu Zema (Novo) foi denunciado ao Ministério Público do Trabalho por exploração
análoga à escravidão na sua empresa (Grupo Zema). Cresce a violência do
latifúndio contra os trabalhadores em luta pela terra. As mulheres trabalhadoras
negras sofrem opressão brutal de gênero, raça e classe.
Nossa luta anticapitalista,
portanto, é estrutural, permanente e internacionalista. Compreende a negação
resoluta de todas as formas de exploração e opressão. Traz na sua essência o
resgate das conquistas, da trajetória e da memória das lutas da classe
trabalhadora, as quais os patrões querem destruir.
VIVA A LUTA INDEPENDENTE COM RELAÇÃO À
CONCILIAÇÃO DE CLASSES, AOS GOVERNOS, AO ESTADO, ÀS BUROCRACIAS E À
INSTITUCIONALIDADE!
FIM DA ESCALA 6X1!
Instituto Helena
Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
terça-feira, 28 de abril de 2026
★ ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA - 9ª EDIÇÃO (2026)
★ ENCONTRO ANUAL DE ESTUDOS DE MEMÓRIA,
VERDADE E JUSTIÇA - 9ª EDIÇÃO (2026)
DATA: 21/05/26
(quinta-feira)
HORÁRIO: de
19:00 às 21h
📍LOCAL: Instituto
Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - R. Hermilo Alves, 290, Sta.
Tereza - BH/MG
★ LEITURA
PARA DEBATE:
COMISSÃO
MUNICIPAL DA VERDADE. Apêndice 3 – Transcrição do original manuscrito (Carta de
Linhares). In: Memórias da repressão Relatório
da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora. Juiz de Fora/MG: Editora MANN,
p. 226-245. Disponível em: https://www.pjf.mg.gov.br/comissaodaverdade/documentos/relatorio_final_cmv_jf.pdf
A
Carta de Linhares (1969) é um documento assinado de dentro do presídio, pelos
seguintes presos políticos, militantes do Comando de Libertação Nacional (Colina):
Irany Campos, Angelo Pezzuti da Silva, Pedro Paulo Bretas, Antônio Pereira
Mattos, Maurício V. Paiva, Afonso Celso Lana Leite, Murílo Pinto da Silva,
Júlio Antônio Bitencourt de Almeida, Marco Antônio Azevedo Meyer, José Raymundo
de Oliveira, Jorge R. Nahas, Erwin Rezende Duarte.
-
Solicitamos que venham com o texto lido em mãos.
-
O link com o texto está disponível no story do instagram, no facebook e em nosso
blog. Pode ser solicitado por mensagem. O texto está disponível também no site da Comissão Municipal da
Verdade de Juiz de Fora.
-
O horário do encontro é de 19:00 às 21h. Cheguem no horário, aguardaremos a
chegada dos participantes até às 19h15. O encontro poderá se estender após as 21h.
-
Serão emitidos certificados, que devem ser solicitados com antecedência.
O
Encontro Anual de Estudos de Memória, Verdade e Justiça é uma atividade periódica
do Instituto Helena Greco.
O
encontro constitui pesquisa, estudo, leitura e debate sobre as questões que
envolvem os Direitos Humanos e a luta contra o terrorismo de Estado - com
destaque para as lutas contra as ditaduras do cone sul da América Latina.
É
realizado anualmente em abril, mês do golpe de 1964, o qual consolidou a
ditadura de 21 anos no Brasil. Nesta edição, excepcionalmente, realizaremos no
mês de maio.
-
INFORMAÇÕES:
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
ENCONTRO DOS AMIGOS DE CUBA
Amigos de Cuba: Encontro de Solidariedade e História!
No dia 25 de abril
(sábado), às 14h, vamos nos reunir para um importante momento de reflexão,
memória e apoio internacionalista.
📍
Local/Apoio: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania – Rua
Hermilo Alves, 290, Santa Tereza – Belo Horizonte
✨
Programação:
* 40 anos de Associação Cultural José Martí em Minas Gerais
* Playa Girón (1961): a
vitória cubana contra a invasão estadunidense
* 100 anos com Fidel:
homenagem a Fidel Castro e seu legado revolucionário
* Campanhas de
solidariedade: Cuba Não está só! (remédios e energia solar).
🍽️
Almoço no local vendido pela Casa de Angola BH
Apoio: Coletivo Pontos de Luta!
Venha fortalecer esse
espaço de troca, resistência e solidariedade entre os povos! ✊
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
2 ANOS ESTU
Comemoração
de 2 anos do Estu cultural com roda de samba, djs, brechós e rango vegano
>Dia
18/04 (sábado) - de 15:00 às 22h (rodada dupla de cerveja até às 17h)
>Local:
Instituto Helena Greco de Direitos a Humanos e Cidadania - R. Hermilo Alves,
290, Sta. Tereza – BH
INGRESSOS
DISPONÍVEIS NO SYMPLA:
www.sympla.com.br/evento/2-anos-estu-cultural/3357036
Realização:
@estucultural
produções
Apoio:
@institutohelenagreco
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
1º DE ABRIL DE 2026: 62 ANOS DO GOLPE DE 1964 - ABAIXO A DITADURA!
Este
golpe deu início a 21 anos de ditadura no Brasil (1964-1985). Seu legado de
sangue permanece arraigado no aparelho de Estado. Seguiram-se 41 anos de transição
conservadora pactuada e sem ruptura. Continua em curso um pacto de silêncio
entre a burguesia e as Forças Armadas: crimes contra a humanidade praticados
pela ditadura seguem inimputáveis. Seus agentes que censuraram, sequestraram,
prenderam, torturaram, estupraram, executaram, esquartejaram e ocultaram corpos
de opositoras/es não foram responsabilizados.
Tampouco
foram responsabilizados empresários, latifundiários, banqueiros, empreiteiros e
donos da mídia corporativa. Eles conceberam a ditadura e participaram
diretamente da repressão. Houve forte protagonismo do imperialismo
estadunidense e da doutrina francesa de contra-insurgência na consecução do golpe
e na articulação da Doutrina de Segurança Nacional, arcabouço ideológico da
ditadura militar – a eliminação dos inimigos
internos em nome do binômio desenvolvimento
e segurança.
A tortura, o
extermínio e o negacionismo histórico continuam sistêmicos. Não houve desmonte
do aparato repressivo da ditadura. Mais de 50 mil pessoas passaram por suas
engrenagens – muitas não sobreviveram. Grande parte dos arquivos da repressão
continua fechada. Não foi resolvida a questão dos mortos e desaparecidos políticos. A lista consolidada de 434 nomes é lacunar:
faltam os milhares de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais. Faltam os milhares
de indesejáveis e neurodivergentes
mortos nos hospícios com destaque para o Hospital Colônia de Barbacena/MG –
negras e negros na maioria. Faltam os milhares de prisioneiros correcionais e
moradores de favelas e periferias – também maioria de negros – executados pela
repressão policial e por grupos de extermínio.
O Brasil é um dos
campeões mundiais em graves violações dos Direitos Humanos. O fascismo está a
nos cercar por todos os lados. A Doutrina de Segurança Nacional foi repaginada
pela necropolítica do totalitarismo de mercado. O terrorismo de Estado tem sido
exacerbado. O país tem a polícia militar mais letal do planeta. Pratica chacinas
periódicas e guerra generalizada contra os pobres. É o país do racismo
estrutural e do genocídio institucional do Povo Negro e dos Povos Indígenas. É
campeão em concentração de renda e desigualdade social. Ocupa o primeiro lugar
em transfeminicídio, um dos primeiros em feminicídio e estupros de crianças e
adolescentes.
O verdadeiro tributo às companheiras e companheiros
que tombaram na luta contra a ditadura e a todas as vítimas do terrorismo de
Estado é a reafirmação da luta pelos Direitos Humanos. Esta é entendida como
negação resoluta de todas as formas de exploração e opressão. É também o
aprofundamento da luta permanente por memória, verdade e justiça e da luta
contra o terrorismo de Estado e do capital.
Saudamos fortemente o aniversário de um ano do
Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Trata-se de ocupação do prédio da antiga
sede do DOPS/MG e do DOI-CODI, dois dos maiores centros de tortura da ditadura
militar. Está ocupado desde 1º de abril de 2025 por movimentos sociais. Estes o
resignificaram na prática como lugar de resistência e de consciência: um
memorial contra o esquecimento. Um lugar de luta permanente por memória,
verdade e justiça.
Convocamos a todes, todas e todos para a grande
manifestação neste 1º de abril de 2026, às 17h, no Memorial dos Direitos
Humanos Ocupado, Av. Afonso Pena, 2351, Centro, Belo Horizonte. Nela
repudiaremos os 62 anos do golpe militar e comemoraremos os doze meses do
Memorial dos Direitos Humanos Ocupado. Onde houve tortura e opressão, agora há muita
luta e resistência!
- VIVA O MEMORIAL DOS DIREITOS HUMANOS OCUPADO!
- NEM ESQUECIMENTO, NEM CONCILIAÇÃO: RESPONSABILIZAÇÃO DOS GOLPISTAS, TORTURADORES E ASSASSINOS DE OPOSITORES E DAQUELES QUE COMETEM CRIMES CONTRA A HUMANIDADE NOS DIAS DE HOJE!
- PELA RESOLUÇÃO DA QUESTÃO DOS MORTOS E DESAPARECIDOS!
- PELO DESMANTELAMENTO DE TODO APARATO REPRESSIVO!
- DITADURA NUNCA MAIS!
- TORTURA NUNCA MAIS!
- ABAIXO A NECROPOLÍTICA!
- PELO
FIM DO TERRORISMO DE ESTADO E DO CAPITAL!
- FASCISTAS NÃO PASSARÃO!
Belo
Horizonte, 1º de abril de 2026
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
domingo, 29 de março de 2026
38ª MEDALHA CHICO MENDES DE RESISTÊNCIA 2026
*Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro convida para 38ª Medalha
Chico Mendes de Resistência*
*Homenagens*
*Aldir Blanc* (in memoriam)
*Astrojildo Pereira* (in memoriam);
*Eufrásia Souza*;
*Francisco Manoel Chaves* (in memoriam);
*Iara Iavelberg* (in memoriam);
*João Bosco*;
*Madres de Plaza Mayo Línea
fundadora*;
*Quilombo da Marambaia*;
*Solange de Oliveira Antonio* – Movimento Mães em Luto da Zona
Leste (SP)
*Tauã Brito da Cruz*.
Dia 30/03/26
Hora: 17h30
Local: ABI (Rua Araújo Porto Alegre,
71, 9º andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ).
*Entidades promotoras*
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de
Ensino Superior - ANDES
Associação de Docentes da Universidade do Estado do
Rio Janeiro – ASDUERJ
Associação dos Docentes da Universidade Federal
Fluminense - ADUFF
Associação dos Docentes da Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro – Adunirio
Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Associação José Martí
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e
Cidadania – BH/MG
Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH-RS
Sindicato dos Psicólogos do Estado do Rio de
Janeiro - SINDPSI-RJ
Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos –
CEBRASPO
Centro de Defesa dos Direitos Humanos Petrópolis –
CDDH
Comitê Chico Mendes
Justiça Global
Rede de Familiares e Comunidades contra a Violência
Conselho Regional de Psicologia do
Rio de Janeiro – CRP-RJ
Pela vida, pela paz, tortura nunca mais!
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
sábado, 28 de março de 2026
☆ EDSON LUÍS LIMA SOUTO: PRESENTE! (24/02/1950, Belém - 28/03/1968, Rio de Janeiro)
Neste 28 de março
completam-se 58 anos do assassinato do estudante secundarista Edson Luís Lima
Souto no restaurante Calabouço no Rio de Janeiro.
Nascido em Belém (Pará),
Edson Luís Lima Souto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro para buscar
melhores condições e continuar os estudos. No Rio de Janeiro chegou a ficar em situação
de rua por alguns dias. Trabalhou como faxineiro e se matriculou no Instituto
Cooperativo de Ensino, onde funcionava o restaurante Calabouço.
Edson Luís Lima
Souto além de trabalhar e estudar, foi militante no movimento estudantil e bem
ativo nas assembleias. Participou das lutas por melhorias da escola, do
restaurante Calabouço e nas confecções de jornais e murais.
Foi executado com um tiro no peito por agentes da ditadura, aos
17 anos de idade, em manifestação no Calabouço. Foi morto ocupando o
restaurante por melhores condições de higiene, qualidade na alimentação e
acesso a todos estudantes.
Os estudantes não
permitiram que o corpo fosse levado ao IML e o conduziram para a Santa Casa de
Misericórdia. Depois o levaram para a ALERJ onde foi velado. Do lado de fora do
velório várias pessoas foram atacadas por agentes da repressão. No dia 29 de
março, milhares de pessoas acompanharam o funeral.
COMPANHEIRO EDSON
LUÍS LIMA SOUTO: PRESENTE, HOJE E SEMPRE!
DITADURA NUNCA MAIS!
Belo Horizonte, 28 de março de 2026 – Dia do
estudante combativo!
Instituto Helena Greco de Direitos Humanos
e Cidadania - BH/MG
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
quarta-feira, 25 de março de 2026
24 DE MARÇO/2026 - MARCHA PELO DIA DA MEMÓRIA EM REPÚDIO AOS 50 ANOS DO GOLPE MILITAR NA ARGENTINA
Milhões de pessoas ocuparam as ruas em toda a Argentina para homenagear os 30 mil mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar (1976-1983). Aos 50 anos do golpe de 24 de março de 1976, foi radicalizada a luta pela responsabilização dos torturadores e assassinos de opositores da ditadura sangrenta, pela busca de seus restos mortais e pelo resgate das crianças sequestradas.
As Mães da Praça de Maio, familiares das vítimas, sobreviventes da ditadura, organismos de Direitos Humanos, movimentos sociais, movimentos feministas, trabalhadoras/es e esquerdas reafirmaram a atualidade da luta por Memória, Verdade e Justiça.
O negacionismo do governo fascista Milei e da direita argentina foram repudiados. Eles afirmam que o “verdadeiro” número de mortos e desaparecidos estaria próximo dos 10 mil. Negam a história a partir de lógica perversa: a ideia de que a escala do crime atenua sua gravidade.
Foi denunciado o aumento exponencial da letalidade policial e da repressão aos Mapuches e aos movimentos sociais. A subordinação de Milei ao imperialismo estadunidense e ao genocida Donald Trump foi repudiada. Foi prestada solidariedade à resistência do Povo Palestino. Foi repudiado o genocídio na Faixa de Gaza, perpetrado pelo nazissionismo de Israel e aliados – sobretudo os Estados Unidos.
SON 30.000; FUE Y
ES GENOCIDIO!
* Apertura de los archivos de 1974 a 1983!
* Juicio y castigo a los genocidas!
* Restitución de la identidad a les niñes
apropiades!
* Abajo o governo Milei, los gobernadores y el
FMI!
* No a la reforma laboral esclavista!
* Abajo las leyes repressivas!
Castigo a los responsables de todos los
heridos por las represiones de Patricia Bullrich y Monte Oliva!
* Desprocesamiento de
todos los luchadores!
* No a la baja de edad de punibilidade!
* Abajo la criminalización
de la protesta social!
* No al genocidio en Gaza!
Viva Palestina Libre!
Mar del Plata/Argentina,
25/03/2026
Fotos/notícia: Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania - BH/MG
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
terça-feira, 17 de março de 2026
"REFLEXÕES SOBRE A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS NA PERSPECTIVA CONTRA-HEGEMÔNICA"
- Avenida Prudente de Morais, 444, Cidade Jardim - BH/MG
*Aberto ao público externo.
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
ABAIXO O TERRORISMO ESTADUNIDENSE NA VENEZUELA!
No
dia 03/01/26, os EUA bombardearam a Venezuela e sequestraram o presidente
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Estes encontram-se agora presos em
Nova York onde serão julgados de forma espúria por um tribunal federal pela falaciosa
acusação de “narcoterrorismo”.
As
recentes agressões de Trump contra a Venezuela começaram em setembro/25, com a militarização
do mar do Caribe: navios petroleiros pirateados, 23 embarcações destruídas - mais
de 100 pessoas mortas.
É
esta a ‘Nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA’, de 05/12/2025 -
repaginação da Doutrina Monroe (1823): ‘’A América para os americanos’’. A este
arcabouço estratégico do imperialismo estadunidense foi agregado o ‘Corolário
Trump’, a anexação da América Latina e do Caribe à sua esfera exclusiva de influência.
A Venezuela é o primeiro alvo por ter a maior reserva de petróleo do mundo.
Também pela sua importância estratégica no continente.
Os
EUA são o maior Estado terrorista do planeta. São responsáveis pelo genocídio
em curso do Povo Palestino – junto com o Estado nazissionista de Israel. O
imperialismo estadunidense atuou diretamente em todas as ditaduras sangrentas
que se instalaram no cone sul da América Latina a partir da década de 1950.
Participou da Operação Condor, a internacional do terrorismo articulada por
estas ditaduras na década de 1970. Criou a Escola das Américas, em 1946, para ensinar
tecnologias de repressão e tortura para as forças armadas e policiais do
continente.
A
novidade infame é a invasão militar à Venezuela, com o sequestro de um
presidente e sua esposa. Mais uma vez, assistimos à narrativa calhorda da
imprensa corporativa, à inoperância da ONU e da maioria dos estados nacionais
do ocidente – inclusive do Brasil.
Nosso
total repúdio a este ataque terrorista e nossa solidariedade incondicional ao
povo venezuelano. Esta é uma luta internacionalista, anti-imperialista e
anticapitalista. É a mobilização da classe trabalhadora e dos movimentos
sociais que poderá dar um basta às investidas da necropolítica estadunidense.
Belo Horizonte, 5 de janeiro de 2026
Instituto Helena Greco de Direitos
Humanos e Cidadania - BH/MG
★ institutohelenagreco@gmail.com ★ Reuniões abertas aos sábados, às 16H - militância desde 2003.


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